conecte-se conosco


Direto de Brasília

Governo afirma que a terceira dose contra Covid-19 em idosos deve ser concluída neste ano

Publicado

Direto de Brasília


Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Audiência Pública - Dose de Reforço de Vacinas para Covid-19. Médico Infectologista do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde, Victor Bertollo Gomes Porto
Victor Porto: “A expectativa é receber um total de mais de 500 milhões de doses”

Especialistas ressaltaram a importância da dose de reforço da vacina contra a Covid-19 para a população com mais de 60 anos, mas disseram que ainda há dúvidas, na comunidade científica, se será necessário estender essa dose adicional para outras faixas etárias e se haverá uma revacinação, ou seja, se o imunizante contra o coronavírus vai integrar o calendário vacinal.

Uma avaliação sobre a dose de reforço na população mais velha foi feita em audiência pública da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da Câmara dos Deputados nesta segunda-feira (18). A comissão tem um grupo de trabalho que monitora a vacinação de idosos no País.

Representante do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, Victor Porto reconheceu que um percentual ainda pequeno, de pouco mais de 2 milhões de doses de reforço, foi aplicado na população com mais de 60 anos e lembrou que, mesmo com a elevada cobertura vacinal, a população idosa é a que tem mais riscos de complicações decorrentes da Covid-19.

Ele informou também que a Câmara Técnica Assessora de Imunizações ainda está discutindo se o intervalo de seis meses recomendado entre a segunda dose e a de reforço será mantido. Victor Porto acrescentou que a vacina da Pfizer está sendo a mais comum na dose adicional pela maior disponibilidade de doses e prevê que o reforço na imunização de idosos deve ser completado em breve.

“A expectativa é que até o fim do ano nós vamos ter vacinas suficientes para dar doses de reforço a toda a população acima de 60 anos. Pelo cronograma dos contratos já firmados pelo Ministério da Saúde, a expectativa é receber um total de mais de 500 milhões de doses até o fim do ano”, disse.

Para Victor Porto, o volume seria suficiente para dar duas doses em toda a população com indicação de vacinação e a dose de reforço em toda a população idosa. Além disso, haverá um excedente de doses que poderá ser usado no futuro, se for necessário ainda estender essa orientação de dose adicional para outras faixas etárias.

Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Audiência Pública - Dose de Reforço de Vacinas para Covid-19. Pesquisadora Médica da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz - Fiocruz, Margareth Dalcomo
Margareth Dalcomo: passaporte de comprovação vacinal é “ato civilizatório”

Dúvidas
Para a pneumologista Margareth Dalcomo, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), há várias justificativas para garantir a dose de reforço aos mais velhos, como o maior índice de complicações e mortalidade pela Covid-19 e uma proteção menor das vacinas nas pessoas com idade mais avançadas.

A médica enfatizou que o recomendado é que a dose de reforço seja de uma vacina diferente da primeira e segunda doses. Margareth Dalcomo apontou as dúvidas que ainda persistem.

“Fica no ar a pergunta se será necessário, num determinado momento, já com vacinas chamadas de segunda geração, que forçosamente hão de existir, se será necessário fazer a revacinação dessa faixa etária e com que regularidade, coisa que, nesse momento, nós ainda não podemos responder”, observou.

A especialista salientou que o maior desafio, no pós-pandemia, será cuidar das sequelas, porque 80% dos infectados pelo coronavírus terão problemas posteriores, temporários ou permanentes, independentemente da severidade da doença. Ela acredita que serão necessários investimentos em serviços públicos e privados multidisciplinares de reabilitação.

Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Audiência Pública - Dose de Reforço de Vacinas para Covid-19. Dep. Eduardo BarbosaPSDB - MG
Eduardo Babosa pediu transparência nos dados sobre óbitos nas ILPIs

Transparência
O coordenador do grupo de trabalho que acompanha a vacinação de idosos em todo o país, deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG), evidenciou a necessidade de transparência nos dados sobre óbitos nas Instituições de Longa Permanência de Idosos (ILPIs).

“Nos falta também um indicativo para políticas públicas de uma assistência integral à população idosa do Brasil a partir, inclusive, dessa situação de exceção da pandemia que nós vivemos.”

Margareth Dalcomo defendeu a continuidade do uso de máscaras em espaços fechados e classificou a comprovação vacinal, por meio de um passaporte, como um “ato civilizatório”. A relatora do grupo de trabalho de monitoramento da vacinação de idosos, deputada Carla Dickson (Pros-RN), disse que também está em discussão a questão orçamentária, para garantir a continuidade da vacinação.

Reportagem – Cláudio Ferreira
Edição – Roberto Seabra

Comentários Facebook

Direto de Brasília

Bolsonaro: Ex-esposa teria lavado dinheiro no gabinete do filho Carlos

Publicado


source
Ex-assessor liga ex-mulher de Bolsonaro a fraude com DPVAT
Reprodução

Ex-assessor liga ex-mulher de Bolsonaro a fraude com DPVAT

Em entrevista ao ‘Jornal Nacional’, na última terça-feira (08), um ex-funcionário da família Bolsonaro associou  Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher do  presidente Jair Bolsonaro (PL) e ex-chefe de gabinete do  vereador Carlos Bolsonaro, a um esquema de fraude envolvendo o seguro DPVAT, pago a vítimas de acidentes de trânsito.

Ana Cristina, que é investigada pelo Ministério Público do Rio (MP-RJ) pela prática de rachadinha quando atuava no gabinete do vereador na Câmara Municipal do Rio, teria participado de um esquema operado pelo advogado Marcelo Morgado, que já foi alvo de investigação da Polícia Civil.

Segundo Marcelo Luis Nogueira dos Santos, que foi nomeado entre 2003 e 2007 no gabinete do então deputado Flávio Bolsonaro e trabalhava como funcionário doméstico de Ana Cristina, a ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro teria no esquema “uma forma de lavagem de dinheiro” dos recursos obtidos via rachadinha, isto é, do recolhimento de salários de assessores lotados no gabinete de Carlos Bolsonaro. Procurada pela TV Globo, a defesa de Ana Cristina não se manifestou.

Na investigação da rachadinha, o MP identificou que Ana Cristina foi sócia de um escritório de advocacia, o Valle Ana Advogados, e de duas empresas de seguros na época em que era chefe de gabinete de Carlos.

Leia Também

Todas as firmas foram registradas em endereços próximos à Câmara Municipal. Segundo um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), mais da metade dos débitos na conta bancária de uma das seguradoras entre 2008 e 2015, totalizando R$ 1,1 milhão, se deu com saques em espécie.

Valores retidos

No escritório de advocacia, Ana Cristina tinha como sócia Lidiane Castro Morgado, mulher de Marcelo Morgado, investigado por fraudes no DPVAT. Um inquérito da Polícia Civil apontou o endereço do escritório de advocacia de Ana Cristina como o local onde teria ocorrido a prática de estelionato contra uma das vítimas, que receberiam adiantamentos em espécie para arcar com valores de funerais de parentes. Depois, o advogado receberia procurações das vítimas para sacar o seguro e reteria parte deste valor.

“Ele (Marcelo Morgado) que acionava as famílias quando tinha acidente, oferecia todo o custo do funeral. Só que tudo era superfaturado. Ele tirava um percentual (do seguro), e esse percentual era revertido para a Valle Advogados, porque era quem dava esse dinheiro para poder oferecer à família todo o processo”, afirmou Marcelo Luis.


O ‘Jornal Nacional’ também identificou que Ana Cristina atuou como advogada em pelo menos 54 processos cíveis envolvendo indenizações por acidentes de trânsito entre 2007 e 2010, dos quais 37 casos correram na Justiça do Rio Grande do Sul.

Segundo a reportagem, ao menos quatro pessoas ouvidas, que figuravam como clientes nesses processos, disseram não ter recebido valores do seguro DPVAT aos quais teriam direito em função das ações judiciais.

Comentários Facebook
Continue lendo

Direto de Brasília

Primeira parte da PEC dos Precatórios deve ser promulgada hoje

Publicado


Em comunicado conjunto, os presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, anunciaram que a parte convergente da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) dos Precatórios deverá ser promulgada nesta quarta-feira (8). Segundo Lira, equipes técnicas estão trabalhando desde ontem para levantar todos os pontos de consenso no texto e efetivar a promulgação.

Na última quinta-feira (2), Lira anunciou o fatiamento da PEC em duas partes – uma com os pontos de consenso entre as duas Casas e a outra com as mudanças feitas pelo Senado, que deveriam ser apreciadas novamente pela Câmara.

As partes alteradas durante a votação do  Senado, na última quarta-feira (1º), voltaram para a Câmara e terão de ser analisadas novamente. De acordo com Arthur Lira, esses pontos serão apensados à outra proposta de emenda constitucional (PEC) sobre o assunto e serão apreciados terça-feira (14). Assim, o presidente da Câmara espera ter o prazo de uma semana para negociação com lideranças e obtenção do quórum necessário para a votação de uma PEC.

Segundo Lira, na semana que vem a Câmara deve trabalhar de segunda a sexta para a votação dessa PEC e do Orçamento de 2022. “A Câmara dos Deputados e o Senado trabalharão juntos para que se encerre essa PEC importante, a fim de dar previsibilidade aos precatórios, ao orçamento e à dívida pública”, disse.

De acordo com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, há unanimidade de senso de urgência para a implantação do Auxílio Brasil “Estamos todos muito preocupados e ocupados em relação a uma sustentação do programa social”, afirmou.

Segundo Pacheco, os pontos acordados por ambas as casas devem somar mais de R$ 60 bilhões e garantirão o pagamento do auxílio. Entre eles estão as novas regras para o teto de gastos e para o pagamentos dos precatórios.

Edição: Graça Adjuto

Comentários Facebook
Continue lendo

Policial

Política

Mato Grosso