conecte-se conosco


Direto de Brasília

4 em cada 10 deputados federais do PSL vão mudar de legenda após fusão com o DEM

Publicado

Direto de Brasília


source
4 em cada 10 deputados federais do PSL vão mudar de legenda após fusão com o DEM
Maryanna Oliveira/ Câmara dos Deputados

4 em cada 10 deputados federais do PSL vão mudar de legenda após fusão com o DEM

A maior fatia do fundo eleitoral e a promessa de ser um superpartido não convenceram a maior parte da bancada do PSL a se manter no União Brasil, legenda que surgiu da fusão do ex-partido de  Jair Bolsonaro com o DEM. Levantamento feito pelo GLOBO mostra que o PSL vai sofrer uma debandada expressiva até as eleições do ano que vem: quatro em cada dez deputados federais eleitos pelo partido já admitem deixar a sigla.

O GLOBO procurou todos os 54 deputados em exercício do partido. Do total, 23 confirmaram saída (42,6%), 16 disseram que vão permanecer (29,6%), seis ainda não decidiram (11,1%) e nove não retornaram o contato (16,6%).

A fuga dos eleitos coloca em risco os planos do União Brasil de ter a maior bancada da Câmara. Por outro lado, alimenta o sonho bolsonarista de “bombar” uma nova sigla em 2022, repetindo o feito de 2018, quando o PSL foi de nanico para um dos maiores partidos do Congresso.

“Qualquer partido que receber Bolsonaro, se não é grande, passará a ser tratado como”, disse a deputada Carla Zambelli (SP), apoiadora fiel do presidente.

O mundo político, no entanto, parece não concordar com a parlamentar. Até agora Bolsonaro não conseguiu entrar em um partido e viu alguns movimentos serem frustrados, como ocorreu com o Patriota em maio deste ano.

Entre as razões mais citadas pelos parlamentares que vão deixar o PSL está a declaração do presidente da nova sigla, Luciano Bivar, de que o União Brasil terá candidato próprio à Presidência.

“O novo partido e seus futuros dirigentes dão a entender que vão apoiar uma terceira via, e não faz sentido ficar em um partido que não vai apoiar o presidente”, afirmou o deputado Major Vitor Hugo (GO), outro bolsonarista na sigla.

Janela partidária

Assim como outros parlamentares, o ex-líder do governo na Câmara não pretende deixar o PSL na janela que será aberta com a fusão, mas sim na eleitoral, em março. O intuito é garantir que os acordos feitos na eleição do presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), sejam cumpridos. Pelo combinado, a ala do PSL tem direito à presidência de quatro comissões permanentes, mais a comissão mista do Orçamento.

O troca-troca de partidos também tem origem nas desavenças dentro dos diretórios estaduais. Os deputados cariocas Felício Laterça e Gurgel criticam a escolha do prefeito de Belford Roxo, Wagner dos Santos, o Waguinho, para comandar a sigla no estado.

Leia Também

“Não tenho nenhuma relação com quem está na presidência do partido no Rio, e a situação se agrava pela forma desrespeitosa com que aconteceu a indicação, sem passar pelos deputados federais”, diz Laterça.

Leia Também

Presidente do PSL no Rio, Waguinho teve seu primeiro mandato marcado por investigações do Ministério Público por fraude a licitação e desvio de dinheiro público. Por meio de sua assessoria de imprensa, ele disse que foi eleito com 81% dos votos válidos e que tem em seu currículo um mandato de vereador e dois de deputado estadual.

Entra e sai

Mesmo com a maioria de saída, alguns apoiadores de Bolsonaro devem ficar no PSL, a exemplo do deputado General Peternelli (SP).

Ao GLOBO, Bivar disse que “todos que permanecerem serão bem-vindos” e que espera repor as saídas.

“Na eventualidade de alguns deixarem a sigla face a fusão, entendemos que no segundo momento (janela partidária), novos parlamentares virão e certamente manteremos um número significativo de congressistas”, afirmou Bivar.

Sobre um apoio a Bolsonaro, o deputado disse que tudo é decidido pela “comissão instituidora” .

Pelo menos 16 dissidentes do PSL declararam que vão escolher o mesmo partido de Bolsonaro, que nas últimas semanas tem flertado com o PP. Sem o martelo batido, o presidente mantém conversas com outas legendas, como o PTB.

Levantamento do GLOBO nas cinco maiores assembleias legislativas do país — São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Bahia — mostra que a debanda de eleitos também chegou aos estados. Dos 32 parlamentares ainda no PSL, 15 pretendem se desfiliar.

A diferença é que, em âmbito estadual, deputados já apontam como destino partidário PSDB, Podemos, Progressistas e PTB. Os motivos para a saída são diferentes. Janaina Paschoal (SP), por exemplo, diz que vai aguardar para entender os próximos passos do União Brasil, mas diz que o mais provável é sair para uma sigla “claramente de direita”. Há também quem escolheu mudar para se alinhar aos governos estaduais. Em São Paulo, Adalberto Freitas pretende ir para o PSDB, legenda que comanda o estado.

Comentários Facebook

Direto de Brasília

Promulgação da PEC dos Precatórios será fatiada, diz Arthur Lira

Publicado


A Proposta de Emenda à Constituição (PEC)  23/21, conhecida como PEC dos Precatórios terá promulgação “fatiada”. O objetivo é viabilizar o aumento do Auxílio Brasil. Segundo o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), as duas Casas Legislativas farão “o máximo esforço” para promulgar o quanto antes as partes da proposta em que houve acordo. Depois de promulgadas, serão publicadas e entrarão em vigor.

Já as alterações feitas pelo Senado voltam à Câmara para nova apreciação como proposta  independente.

“Nem mercado, bolsa, dólar, empresários, municípios, credores, e muito mais ainda, aqueles que precisam do Auxílio Brasil podem esperar uma tramitação de novo de CCJ [Comissão de Constituição e Justiça], de comissão especial e de plenário duas vezes. É muito normal que textos comuns possam ser promulgados”, disse Lira, após sair da reunião do colégio de líderes. Segundo Lira, as assessorias de Câmara e Senado definirão o que já pode ser promulgado e o que deve voltar à análise dos deputados.

Na tarde desta quinta-feira (2), o Senado Federal aprovou, por 64 votos a favor e 13 contra, no primeiro turno, e 61 votos a favor e 10 contra, no segundo turno, a PEC dos Precatórios.

Entre as principais modificações feitas pelo relator, está a redução do prazo de vigência do limite no Orçamento destinado ao pagamento dos precatórios. Pelo texto aprovado, o teto de gastos, que restringe o crescimento das despesas à inflação, terá que ser rediscutido novamente em 2026, medida contraria o que desejava o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Ainda segundo a proposta, o espaço fiscal aberto com a restrição do pagamento dos precatórios e a mudança no cálculo do teto de gastos do governo – um total de R$ 106 bilhões – será inteiramente destinado a fins sociais, como programas de combate à pobreza e extrema pobreza, saúde, assistência social e previdência.

*Com informações da Agência Câmara

Edição: Nádia Franco

Comentários Facebook
Continue lendo

Direto de Brasília

Lula lembra conselho de Fidel Castro para não desistir da política após derrota

Publicado


source
O ex-presidente Lula em entrevista ao Podpah
Reprodução

O ex-presidente Lula em entrevista ao Podpah


Até chegar à Presidência da República, em 2003, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) experienciou diversas derrotas eleitorais. Ele conta que quando ficou em quarto lugar na disputa para o governo de São Paulo, em 1982, pensou em desistir. Mas voltou atrás após ouvir um conselho do então presidente de Cuba, Fidel Castro.

“Fui pra Cuba, conheci o Fidel, gente boa. (…) Falei: ‘tô pensando em parar'”, contou em entrevista ao podcast Podpah, transmitida na noite desta quinta-feira (2) no Youtube. Segundo Lula, o cubano o fez repensar seus planos após ouvir a quantidade de votos que ele recebeu, mesmo sendo derrotado.

“‘Lula, não existe na história da humanidade um operário metalúrgico que conseguiu um milhão de votos’. Aí eu pensei: ‘eu sou bom'”, comentou, aos risos.


Apontado como pré-candidato à Presidência da República, Lula aparece como  líder de intenções de votos para retornar ao Palácio do Planalto em todas as pesquisas divulgadas nos últimos meses. Ao longo desse período, o petista tem participado de programas populares, como o podcast Mano a Mano, apresentado pelo rapper Mano Brown, e agora o Podpah.

Comentários Facebook
Continue lendo

Policial

Política

Mato Grosso