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Senadores do G7 divergem sobre acusar Bolsonaro de genocídio contra indígenas

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 Integrantes da CPI
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Integrantes da CPI

Na reta final da CPI da Covid, integrantes do grupo majoritário “G7” divergem sobre a intenção do relator Renan Calheiros (MDB-AL) de enquadrar o presidente Jair Bolsonaro pelo crime de genocídio contra a população indígena durante a pandemia.

A resistência, conforme apurou O GLOBO , foi exposta durante reunião fechada entre os membros da comissão, pela manhã. A ala contrária é composta pelos senadores Tasso Jereissati (PSDB-CE), Otto Alencar (PSD-BA), Eduardo Braga (MDB-AM) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE).

“Eu não concordo. Descaso é bem diferente de genocídio”, disse Tasso Jereissati ao ser questionado pelo GLOBO .

“Temos uma divergência em algumas tipificações, alguns indiciamentos. A gente, eu pelo menos, não teve acesso ao texto integral, só informações soltas que dificultam qualquer análise, mas particularmente o Genocídio exige que a violência seja direcionada a um grupo determinado por etnia, raça, religião, e não parecer ser o caso no Brasil. Aqui a ação criminosa se deu praticamente de forma indistinta, você tem crime contra a humanidade, não de genocídio”, disse Alessandro Vieira (Cidadania-SE).

Alessandro ponderou que as consequências dos dois crimes é parecida e que a divergência é meramente técnica.

O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM) , disse que precisa ver o relatório para formar uma posição sobre a questão.

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“É muita especulação ainda. Sobre isso aí, vai ter que reunir para a gente concordar com as coisas. Não tem nada que não possa ter divergência ainda”, declarou. 

Renan minimiza as críticas e afirma que cada um tem uma concepção, não sendo possível dizer quem está certo ou errado.

“O Eduardo Braga sempre foi contra o genocídio indígena, o Omar era contra mas está mais receptivo e o Otto Alencar é contra. Eles são contra dizendo o seguinte, não houve Genocídio, não houve matança, isso não caracteriza genocídio. Mas ainda tem espaço para debate sobre qualquer coisa”, disse Renan.

Uma minuta do relatório de Renan Calheiros obtida pelo GLOBO pede o indiciamento por genocídio da população indígena do presidente Jair Bolsonaro .

“O crime não se consuma com a eliminação do grupo, ou com a morte de um grande número de seus membros, mas com a prática das condutas prejudiciais à sua existência ou com a inércia em agir para protegê-lo quando existe o dever jurídico, estando presente o intuito de destruí-lo”, diz o texto preliminar, ainda em fase de modificações.

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Promulgação da PEC dos Precatórios será fatiada, diz Arthur Lira

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A Proposta de Emenda à Constituição (PEC)  23/21, conhecida como PEC dos Precatórios terá promulgação “fatiada”. O objetivo é viabilizar o aumento do Auxílio Brasil. Segundo o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), as duas Casas Legislativas farão “o máximo esforço” para promulgar o quanto antes as partes da proposta em que houve acordo. Depois de promulgadas, serão publicadas e entrarão em vigor.

Já as alterações feitas pelo Senado voltam à Câmara para nova apreciação como proposta  independente.

“Nem mercado, bolsa, dólar, empresários, municípios, credores, e muito mais ainda, aqueles que precisam do Auxílio Brasil podem esperar uma tramitação de novo de CCJ [Comissão de Constituição e Justiça], de comissão especial e de plenário duas vezes. É muito normal que textos comuns possam ser promulgados”, disse Lira, após sair da reunião do colégio de líderes. Segundo Lira, as assessorias de Câmara e Senado definirão o que já pode ser promulgado e o que deve voltar à análise dos deputados.

Na tarde desta quinta-feira (2), o Senado Federal aprovou, por 64 votos a favor e 13 contra, no primeiro turno, e 61 votos a favor e 10 contra, no segundo turno, a PEC dos Precatórios.

Entre as principais modificações feitas pelo relator, está a redução do prazo de vigência do limite no Orçamento destinado ao pagamento dos precatórios. Pelo texto aprovado, o teto de gastos, que restringe o crescimento das despesas à inflação, terá que ser rediscutido novamente em 2026, medida contraria o que desejava o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Ainda segundo a proposta, o espaço fiscal aberto com a restrição do pagamento dos precatórios e a mudança no cálculo do teto de gastos do governo – um total de R$ 106 bilhões – será inteiramente destinado a fins sociais, como programas de combate à pobreza e extrema pobreza, saúde, assistência social e previdência.

*Com informações da Agência Câmara

Edição: Nádia Franco

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Lula lembra conselho de Fidel Castro para não desistir da política após derrota

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O ex-presidente Lula em entrevista ao Podpah
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O ex-presidente Lula em entrevista ao Podpah


Até chegar à Presidência da República, em 2003, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) experienciou diversas derrotas eleitorais. Ele conta que quando ficou em quarto lugar na disputa para o governo de São Paulo, em 1982, pensou em desistir. Mas voltou atrás após ouvir um conselho do então presidente de Cuba, Fidel Castro.

“Fui pra Cuba, conheci o Fidel, gente boa. (…) Falei: ‘tô pensando em parar'”, contou em entrevista ao podcast Podpah, transmitida na noite desta quinta-feira (2) no Youtube. Segundo Lula, o cubano o fez repensar seus planos após ouvir a quantidade de votos que ele recebeu, mesmo sendo derrotado.

“‘Lula, não existe na história da humanidade um operário metalúrgico que conseguiu um milhão de votos’. Aí eu pensei: ‘eu sou bom'”, comentou, aos risos.


Apontado como pré-candidato à Presidência da República, Lula aparece como  líder de intenções de votos para retornar ao Palácio do Planalto em todas as pesquisas divulgadas nos últimos meses. Ao longo desse período, o petista tem participado de programas populares, como o podcast Mano a Mano, apresentado pelo rapper Mano Brown, e agora o Podpah.

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