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SP tem mais de 80% da população adulta com esquema vacinal completo

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Vacinação em São Paulo
Governo de São Paulo

Vacinação em São Paulo

O Estado de São Paulo atingiu os 80,8% da população adulta com esquema vacinal completo. Os números foram divulgados hoje na entrevista coletiva do governador João Doria.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, mais de 67 milhões de doses já foram aplicadas em todo o estado – 31.177.039 de primeira dose, 27.533.941 de segunda dose, 1.163.328 de dose única e 1.242.377 de adicional.

Considerando a vacinação dos adolescentes de 12 a 17 anos, 62% da população está totalmente vacinada.

Mutirão

No sábado (16), São Paulo promove um novo “Dia V”, mutirão de vacinação para que as pessoas que estão com a 2ª dose ou dose de reforço em atraso coloquem a carteirinha em dia.

Os 5 mil postos de saúde estarão funcionando das 7h às 19h. Segundo Rejane de Paula, secretária do Plano Estadual de Imunização (PEI), mais de 4 milhões de pessoas não retornaram aos postos de saúde para completar o esquema vacinal.

Fonte: IG SAÚDE

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Covid-19: SP monitora taxa de contaminação após contato com infectados

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Um estudo divulgado pela prefeitura de São Paulo, denominado RastCov-Sampa, demonstrou que quatro em cada dez pessoas monitoradas que tiveram contato próximo com alguém infectado pela covid-19 também se contaminaram com o vírus. Segundo a prefeitura, na maior parte dos casos, as pessoas viviam na mesma residência.

Divulgado na semana passada, o estudo acompanhou 16.589 pessoas. Desse total, 2.359 tiveram resultado positivo para covid-19, uma taxa de positividade de 14,2%. A prefeitura monitorou com quem essas pessoas infectadas tiveram contato e verificou que 42,2% dos contactantes desenvolveram a doença, índice chamado de taxa de ataque. A taxa de ataque é a taxa de incidência de uma determinada doença para um grupo de pessoas expostas ao mesmo risco limitadas a uma área bem definida.

Com esse resultado, a prefeitura decidiu manter o uso de máscaras de proteção na cidade de São Paulo. “Recomendamos fortemente a utilização de máscaras em ambientes fechados e abertos. Haverá uma nova rodada dessa pesquisa até o dia 10 de novembro. Até lá, nada muda na cidade”, disse o secretário municipal da Saúde de São Paulo, Edson Aparecido.

Ontem (18), em entrevista, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, disse que pretendia suspender a obrigatoriedade do uso de máscara na capital paulista, mas o estudo demonstrou que isso ainda não é possível. “Eu tinha expectativa pessoal de que poderia liberar. Ainda bem que eu pedi o estudo”, afirmou Nunes.” O estudo detectou que mais de 88% das pessoas que se contaminaram foi dentro da residência. Quem está dentro de casa, sem máscara, tem mais possibilidade [de se infectar]”, acrescentou.

De acordo com o secretário, isso comprova que o uso de máscaras ainda é necessário nos ambientes externos. “Nos ambientes onde não se usa máscara, a taxa de contaminação ainda é muito alta”, afirmou Edson Aparecido.

Segundo a prefeitura, nesse monitoramento, foram testadas tanto pessoas com sintomas quanto as assintomáticas que tiveram contato com pessoas com resultado positivo em testes para covid-19.

O monitoramento mostrou ainda que, na maior parte dos casos, a transmissão se dá antes do início dos sintomas, com o pico acontecendo 24 horas antes dos sintomas se manifestarem.

Média móvel

Na entrevista desta segunda-feira, Edson Aparecido falou também sobre o impacto da vacinação na queda do número de mortes e de internações por covid-19 na cidade de São Paulo. Segundo o secretário, ontem não havia qualquer paciente intubado na cidade por causa da doença.

“Em função do avanço da vacinação, houve queda de 90% na ocupação dos leitos na cidade de São Paulo. No dia 7 de abril, tinha 337 pessoas em UTI [unidade de terapia intensiva] das quais 99 intubadas. Tinha [durante o pico da segunda onda, entre março e abril deste ano] uma média de internação diária que passava de 400 pedidos todas as manhãs. Hoje de manhã [ontem] tivemos cinco pedidos de internação em UTI”, disse o secretário. “Não temos hoje nenhum paciente de UTI intubado na cidade”, acrescentou.

O impacto da vacinação é também sentido na média móvel de mortes por covid-19. Conforme dados do Painel Covid-19 da Secretaria Municipal de Saúde, em março deste ano, no pico da segunda onda, a cidade de São Paulo registrou 6.707 óbitos pela doença. Foi o maior número de mortes registrado em um único mês desde o início da pandemia de covid-19. Os números vêm caindo mês a mês – em setembro, foram registradas 336 mortes.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Saúde

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Doenças reumáticas podem atingir crianças e jovens, alertam médicos

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Ao contrário do que diz o senso comum, as doenças reumáticas podem acometer pessoas de qualquer idade. Esse é um dos alertas da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), na campanha lançada este mês, considerado período de luta contra estas doenças. Reumatologista. Comprometido até os ossos com seu bem estar é o tema da ação

As doenças reumáticas acometem mais de 15 milhões de pessoas no Brasil, afetando o aparelho locomotor – articulações, ossos, músculos, cartilagens, tendões e ligamentos. Ao todo, os distúrbios reumáticos se expressam por dor, inchaço e rigidez nas articulações. Artrite, artrose, osteoporose e lombalgias estão entre as doenças mais comuns.

A campanha visa desmistificar alguns conceitos erroneamente disseminados na população, como associação com idade ou gênero: a doença reumática não afeta (somente) idosos; acomete qualquer pessoa, seja criança, jovem e adulto de qualquer idade; homens e mulheres. 

“A campanha vai compreender uma série de ações junto à imprensa, nas mídias da SBR e tem um foco em informar a população sobre o que são as doenças reumáticas, a sua importância e sobre o trabalho do reumatologista, que é o médico especializado em manejar e tratar essas doenças. O objetivo é mostrar à população a importância de não perder tempo no diagnóstico e tratamento dessas enfermidades, o que implica em sofrimento e dor para o paciente. A rapidez na identificação da doença reumática é fundamental e, para isso, o papel do especialista é muito importante para um diagnóstico mais assertivo”, afirmou o presidente da SBR, o médico reumatologista Ricardo Xavier.

Segundo o especialista, as doenças reumáticas podem afetar todas as faixas etárias. “Existe o mito de que as doenças reumáticas, que são popularmente chamadas de reumatismos, é uma coisa de velho, quando na verdade, as doenças reumáticas podem afetar todas as faixas etárias”, enfatiza o médico. 

Ele explica que o mais comum nos jovens e nas crianças são as artrites enteropáticas juvenis, “que são as artrites mais definidas até pelo comprometimento que se inicia antes dos 16 anos de idade, compreende também alguns tipos de artrites com diferentes manifestações, mas o principal sintoma é o processo inflamatório na articulação levando a dor, ao inchaço e a rigidez”, diz Xavier. 

Existem outras doenças que afetam também os jovens, como o lúpus eritematoso sistêmico. “Pacientes jovens também podem ter quadros de fibromialgia; um outro grupo de doenças são as chamadas doenças autoinflamatórias, onde as crianças podem ter quadros de febres intermitentes, febres cíclicas também associadas com dores nas articulações. Esses provavelmente são os quadros que vemos com mais frequência”. 

Doenças reumáticas comuns

Os distúrbios reumáticos compreendem cerca de 120 doenças, entre elas a artrite, a osteoartrose, a osteoporose e as lombalgias. 

“Muitas outras também são prevalentes como a própria fibromialgia, a gota, são bastante comuns na nossa população. Não se pode dizer que existe alguma doença reumática que tem a maior prevalência na população brasileira, mas o lúpus eritematoso sistêmico é uma doença que pode ser exacerbada pela exposição solar, então no Brasil, como um país que tem bastante exposição solar, pacientes com lúpus podem ter uma atividade maior”. 

O sobrepeso e a obesidade também podem levar a pessoa a ter doenças reumáticas. 

“Também a gente observa na população brasileira o aumento de peso, a obesidade passa a ser um problema, algumas doenças reumáticas estão associadas à obesidade, como uma própria gota, por exemplo, ou piora da osteoartrite de joelhos e quadril pela sobrecarga do peso”, adverte o reumatologista. 

Sintomas e Tratamentos

O sintoma das doenças reumáticas mais característico é um acometimento com dor e limitação da função nas articulações, mas não é apenas um sintoma, detalha Xavier. “As doenças reumáticas compreendem mais de 120 doenças, tem variados tipos de manifestações que podem ou não ter um comprometimento do que a gente chama de sistema músculo-esquelético, que são músculos, tendões, articulações e os ossos em geral”.

O quadro que caracteriza as doenças reumáticas, que mais leva o paciente ao consultório do reumatologista, é a dor persistente, nota Xavier. “Toda dor nas articulações ou dor em qualquer parte dos membros dos músculos, tendões, ossos, que dure mais de duas a três semanas, é um bom motivo para a gente buscar a atenção médica, se possível com reumatologista”. 

Um dos mitos que a campanha pretende desfazer é que não adianta tratar, pois não tem cura.  “[Mitos] como, por exemplo: reumatismo não tem cura, não tem jeito, não precisa buscar atenção médica porque não adianta que não vai ter nenhum resultado. Quando na verdade, muitas doenças reumáticas nós temos terapias muito eficazes. O objetivo [da campanha] é informar a população sobre o reumatologista e sobre as doenças reumáticas”, diz Xavier. 

A maioria das doenças reumáticas têm um caráter crônico, mas há tratamentos eficazes, frisa o presidente da SBR. 

“Na maior parte, as doenças reumáticas têm um caráter crônico e persistente e por isso então elas não têm uma cura, como a maior parte das doenças crônicas, como o diabetes, a hipertensão, e são doenças que são perfeitamente tratáveis os seus sintomas então podem ser controlados com as diversas terapias”. 

O tratamento pode levar um período longo, mas muitas doenças reumáticas entram em remissão. “No caso da gota, claro, vai demandar um uso continuado de medicação, na mesma maneira convencional para hipertensão, ou diabetes, dependendo das diversas doenças. Muitas [doenças] cursam com períodos de exacerbação e de remissão, ou seja, tem períodos em que desaparece e podem às vezes até retornar, mas cada tipo de doença tem uma evolução”, observa o médico.

O médico reumatologista é o mais indicado para tratar as doenças reumáticas, mas, na impossibilidade, o paciente deve procurar um clínico geral ou um ortopedista.  “Diante de um quadro de dor e inchaço nas articulações que persistam por mais de duas a três semanas, a nossa sugestão é que procure um reumatologista. A gente sabe que nem sempre existem reumatologistas disponíveis, existem áreas onde o número de médicos atuando é limitado até ausente, então nessas situações, o clínico e o próprio ortopedista, com boa experiência clínica em avaliar e fazer o diagnóstico diferencial de presença de uma doença reumática, pode ajudar bastante na identificação precoce dessas doenças. E aí sim, o encaminhamento terapêutico, confirmando uma doença reumática, deve ser conduzido pelo reumatologista”, finaliza o especialista.

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Saúde

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