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Terça-feira (21): Mato Grosso registra 532.502 casos e 13.732 óbitos por Covid-19

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Mato Grosso


A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) notificou, até a tarde desta terça-feira (21.09), 532.502 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, sendo registrados 13.732 óbitos em decorrência do coronavírus no Estado.

Foram notificadas 590 novas confirmações de casos de coronavírus no Estado. Dos 532.502 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, 3.790 estão em isolamento domiciliar e 514.179 estão recuperados.

Entre casos confirmados, suspeitos e descartados para a Covid-19, há 152 internações em UTIs públicas e 82 em enfermarias públicas. Isto é, a taxa de ocupação está 38,87% para UTIs adulto e em 14% para enfermarias adultos.

Dentre os dez municípios com maior número de casos de Covid-19 estão: Cuiabá (109.884), Rondonópolis (37.499), Várzea Grande (37.463), Sinop (25.712), Sorriso (18.122), Tangará da Serra (17.660), Lucas do Rio Verde (15.559), Primavera do Leste (14.653), Cáceres (11.757) e Barra do Garças (10.545).

A lista detalhada com todas as cidades que já registraram casos da Covid-19 em Mato Grosso pode ser acessada por meio do Painel Interativo da Covid-19, disponível neste link

O documento ainda aponta que um total de 386.221 amostras já foram avaliadas pelo Laboratório Central do Estado (Lacen-MT) e que, atualmente, restam 116 amostras em análise laboratorial.

Cenário nacional

Na segunda-feira (20.09), o Governo Federal confirmou o total de 21.247.667 casos da Covid-19 no Brasil e 590.955 óbitos oriundos da doença. No levantamento do dia anterior, o país tinha de 21.239.783 casos da Covid-19 no Brasil e 590.752 óbitos confirmados de pessoas infectadas pelo coronavírus.

Até o fechamento deste material, o Ministério da Saúde não divulgou os dados atualizados desta terça-feira (21.09).

Recomendações

Já existem vacinas para prevenir a infecção pelo novo coronavírus, mas ainda é importante adotar algumas medidas de distanciamento e biossegurança.

Os sites da SES e do Ministério da Saúde dispõem de informações oficiais acerca da Covid-19. A orientação é de que não sejam divulgadas informações inverídicas, pois as notícias falsas causam pânico e atrapalham a condução dos trabalhos pelos serviços de saúde.

O Ministério da Saúde orienta os cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o novo vírus. Entre as medidas estão:

– Lavar as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos. Se não houver água e sabão, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool;

– Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;

– Evitar contato próximo com pessoas doentes;

– Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo;

– Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.

Fonte: GOV MT

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Xavantes de Poxoréu são orientados a preparar o solo para plantar legumes e tubérculos

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A comunidade Xavante de Poxoréu (251 km de Cuiabá) muda a cultura de produção de subsistência com orientação e assistência técnica da Empresa Mato-grossense de Pesquisa Assistência e Extensão Rural (Empaer). A medida é necessária, devido ao fim da estiagem e o inicio do período de chuvas, mais frequente nessa época do ano.

Dois técnicos da Empaer, junto com agentes da Secretaria Municipal de Agricultura Desenvolvimento e Meio Ambiente, atendem 25 aldeias da região, porém, os trabalhos começaram em cinco delas, São Carlos, Dom Bosco, Tsimitsute , Santa Teresa e Santo Expedito e será estendido conforme adesão.

A comunidade Xavante da cidade engloba cerca de 800 pessoas, entre adultos e crianças. São elas: Nova Leidi, São Gerônimo, Santo Expedito, Marimbu, Lagoa Encantada, Novo Mundo, Santo Ângelo, Lagoa Azul, Bom Bosco, São Carlos, Laura Vicuña, Tsimitsute, Santa Tereza, Riprere, Tsihorira, Noaowa-da, Nhowi, Seninha, Santa Angela e Redzawe.

A assistência técnica consiste no manejo, correção do solo e orientações de plantio, é fomentado as doações de ramas de mandioca e sementes junto a produtores  da agricultura familiar da região e comércio local.

O técnico agropecuário da Empaer, Jonathan Vasconcelos Barros, explica que, durante a estiagem, os indígenas estavam empenhados na  produção  de hortaliças, com o inicio das chuvas, fica inviável, por isso, foram orientados a produzirem mandioca, batata, abóbora e milho.

“Estamos há dois anos na comunidade e desenvolvemos um trabalho de troca de experiência. Realizamos as visitas todas as sextas-feiras e seguimos pela segunda semana de acompanhamento. Já viabilizamos algumas ramas de mandioca e sementes”. Junto com Jonathan, está o também técnico agropecuário Fernando Thiago Alves de Oliveira Xavier.

O presidente da Cooperativa Indígena Sangradouro/Volta Grande (Cooigrandesan), Gerson Warãiwe, explica que objetivo junto aos técnicos é buscar o fortalecimento da segurança alimentar nas aldeias.

“A chuva ajuda a planta crescer mais rápido, isso favorece o alimento chegar mais rápido nas aldeias. Estamos buscando mais doações de sementes e ramas de mandioca para chegar a toda comunidade o quanto antes. A assistência da Empaer  e as doações têm sido fundamentais para o nosso povo, mas ainda buscamos um complemento para que possa atender a todos”.

Técnico da Empaer Jonathan junto com indígenas da aldeia São Carlos                               Foto: Empaer

Fonte: GOV MT

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Investigação sobre crime do novo cangaço em MT é destaque no Fantástico

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A investigação da Polícia Civil que apurou a ação criminosa de um grupo que assaltou duas cooperativas de crédito, no mês de junho, na cidade de Nova Bandeirantes, no Norte de Mato Grosso, foi um destaques deste domingo do programa Fantástico, dominical da TV Globo.

A reportagem produzida pela equipe da TV Centro América, de Cuiabá, mostra a ação do grupo que, em 30 dias planejou o assalto e abalou o cotidiano da pequena cidade no dia 4 de junho deste ano, com os criminosos que agiram na modalidade conhecida como ‘novo cangaço’.

Câmeras dos caixas eletrônicos e do comércio nas proximidades registraram a ação do grupo que rendeu vítimas e formou um escudo humano para evitar a aproximação dos policiais, enquanto outra parte dos criminosos invadia as agências e roubava os valores. Durante o assalto, duas vítimas foram atingidas, mas sobreviveram. Na fuga, o bando roubou veículos, além de uma arma de fogo e um colete balístico do vigilante de uma das agências.

Responsável pela investigação do assalto, a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) da Polícia Civil reuniu um farto material probatório que mostra em detalhes como se deu todo o planejamento do crime, quem eram os integrantes do bando e como foi a fuga, buscas e as prisões na sequência.

A investigação conduzida pelo delegado Vitor Hugo Bruzulato Teixeira identificou 22 integrantes do bando criminoso, que foi dividido em três grupos para executar o assalto na logística, execução e resgate. “Eles tiveram mais ao menos trinta dias para planejar esse crime, onde agiram durante toda a atividade com muita violência”,destaca o delegado.

Buscas

Momento após a execução do crime, forças policiais do Estado, incluindo grupos especializados das Polícias Militar e Civil, com apoio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Cioaper) da Secretaria de Segurança Pública, se uniram nas buscas pelos criminosos, que se esconderam em áreas de mata fechada na região de Nova Bandeirantes.

Durante mais de 58 dias em campo na busca pelos criminosos, policiais militares e civis chegaram a integrantes do bando que participaram diretamente do assalto. Nove deles morreram em confronto com policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e Força Tática, entre os dias 10 e 28 de junho, em Nova Bandeirantes. Outros cinco foram presos pela equipe da Delegacia de Nova Monte Verde e pela PM em Nova Bandeirantes.

Planejamento

Onze criminosos, entre eles três irmãos, organizaram a logística do assalto. A maior parte veio da região Nordeste do País e chegou a Alta Floresta no mês de maio, onde foi montada a base para o planejamento da ação criminosa. Dois deles, Ronaldo Rodrigues de Souza e Diego Almeida Costa trouxeram uma camionete Hillux, roubada em Petrolina (PE). Outros vieram de ônibus, de veículo locado ou carros particulares.

A investigação identificou ainda que um veículo (uma camionete Ford F100), que foi utilizada posteriormente para levar os criminosos até o esconderijo em uma mata na área rural de Nova Bandeirantes, passou por um pedágio na estrada entre Carlinda e Alta Floresta.

Execução

Na madrugada do dia 04 de junho, os criminosos saíram de Alta Floresta em direção a Nova Bandeirantes e nas proximidades da cidade, se reuniram para distribuir as tarefas durante o assalto. Antes de agir contra as cooperativas de crédito, eles roubaram três veículos, queimaram um deles em cima de uma ponte e atiraram contra um caminhão, atravessado na pista, já com a intenção de obstruir a entrada da cidade.

Em seguida, o bando entrou na cidade e simultaneamente, divididos nas duas camionetes anteriormente roubadas e sempre em comunicação entre eles, assaltaram as duas agências. Seis deles, sendo quatro mortos depois em confronto com as forças policiais (Ronaldo, Maciel, Samuel e Cristiano) roubaram a agência do Sicoob.

Outros seis, sendo três mortos posteriormente durante os confrontos (Diego, Adailton e Waldeir), assaltaram a cooperativa Sicredi.

Resgate

A investigação da GCCO apontou que uma terceira parte do grupo ficou responsável pela organização e tarefa de resgate dos criminosos que executaram o assalto.

O esconderijo do grupo foi montado em uma área a 46 km da cidade de Nova Bandeirantes e eles tentaram confundir os policiais, roubando veículos e queimando em um ponto diferente. 

Para executar a tarefa de resgate e esconder os assaltantes, o grupo formado por sete criminosos escolheu um local na região de mata fechada em Nova Bandeirantes, onde guardaram alimentos,água e acessórios como redes, para que pudessem se esconder.

“A intenção deles era de esconder na mata e ser resgatados aos poucos. Eles não imaginaram que a polícia, especialmente a Polícia Militar, daria a continuidade nas buscas por tanto tempo”, explicou o delegado, sobre as buscas por terra, que duraram 58 dias, feitas pelo Bope, Força Tática e GOE.

Durante as ações de buscas, dois do grupo responsável pelo resgate morreram em confronto com policiais militares. Um deles era empresário em Alta Floresta e foi identificado na investigação como um dos responsáveis por dar apoio à empreitada criminosa.

Investigação

Vitor Hugo Bruzulato pontua ainda que para chegar à dinâmica e esclarecimento das condutas de cada criminoso no planejamento e execução do assalto, o trabalho pericial foi fundamental. Foram realizadas mais de 30 perícias, de simples a complexas, inclusive com banco de dados de DNA, que auxiliaram na identificação dos criminosos. “Foi uma ação integrada que deu esse resultado”.

A investigação da GCCO identificou 22 pessoas envolvidas no crime. Destas, nove morreram em confronto policial entre os dias 10 e 28 de junho. Outras 13 foram indiciadas, sendo cinco foram presos na semana do assalto pela equipe da Delegacia de Nova Monte Verde e pela PM em Nova Bandeirantes.

Um dos veículos roubados e utilizados na fuga 

As diligências investigativas contaram com a colaboração da Regional de Alta Floresta, por meio das Delegacias de Nova Bandeirantes e de Nova Monte Verde, e Gerência de Operações Especiais.

As buscas das forças policiais pelo bando de assaltantes resultaram em 12 armas de fogo apreendidas (3 fuzis, 3 espingardas, 3 pistolas e 3 revólveres) e R$ 20 mil em joias, além de 13 veículos utilizados pelos criminosos em diversas etapas do roubo, desde o planejamento, a execução do assalto e a fuga. Também foram recuperados R$ 573 mil do valor levado das cooperativas Sicredi e Sicoob.

Operação Volantes

No início de outubro, a GCCO deflagrou a Operação Volantes, para cumprimento de mandados judiciais de busca e apreensão e prisão contra os envolvidos no crime. Foram decretadas 12 ordens judiciais pelo juízo da Comarca de Nova Monte Verde, sendo 9 de prisões, duas buscas e apreensões e uma medida cautelar de monitoramento eletrônico (tornozeleira).

Fonte: GOV MT

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