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TPS 2019: saiba tudo que aconteceu na quinta edição do Teste Público de Segurança

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Desde 2009, preferencialmente no ano anterior ao da eleição, os sistemas eleitorais são abertos para que membros da sociedade possam tentar quebrar as barreiras de proteção do voto eletrônico. 

As investidas contra os componentes internos e externos da urna eletrônica acontecem durante o Teste Público de Segurança (TPS), evento realizado na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, que tem o objetivo de colher contribuições da comunidade para promover evoluções contínuas no processo eleitoral brasileiro. 

A quinta edição do TPS, realizada entre 25 e 29 de novembro de 2019, contou com 22 participantes que executaram 13 planos de ataque ao sistema eletrônico de votação. Naquele ano, os avanços bem-sucedidos alcançaram os computadores que apoiam a preparação das urnas para as eleições.

Saiba como as vulnerabilidades expostas pelos investigadores ajudaram a reforçar a segurança do sistema eleitoral do país.

Achados

No TPS 2019, os inscritos tiveram êxito em extrair o conteúdo do disco criptografado do Subsistema de Instalação e Segurança (SIS), em que são instalados os sistemas eleitorais usados em estações de trabalho. A partir disso, eles conseguiram controlar o Gerenciador de Dados, Aplicativos e Interface da Urna Eletrônica (Gedai-UE) e fizeram com que a aplicação gerasse configurações modificadas para a urna. Entretanto, as ofensivas não alcançaram o software do equipamento, nem foram capazes de alterar dados de eleitores e candidatos.

O SIS é um conjunto de ferramentas que oferecem uma segurança a mais ao sistema operacional. Ele permite, entre outros mecanismos, a instalação segura de aplicativos da Justiça Eleitoral, com controle de acesso e validação de assinatura digital. O Gedai-UE, por sua vez, é um dos aplicativos instalados com o apoio do SIS.

Evoluções

Como resposta aos problemas indicados pelos participantes, o TSE reduziu o conjunto de arquivos gerados pelo Gedai-UE e passou a utilizar o chip de segurança Trusted Platform Module (TPM) para fortalecer ainda mais os mecanismos de assinatura digital e criptografia. 

Em agosto de 2020 o sistema já modificado pela Justiça Eleitoral foi novamente posto à prova durante o teste de confirmação do TPS 2019. Desta vez, os investigadores não conseguiram repetir os avanços sobre o Gedai-UE realizados em novembro de 2019.

Para mais informações sobre o Teste Público de Segurança, acesse www.justicaeleitoral.jus.br/tps/

BA/CM

Leia mais: 

TPS 2017: saiba tudo que aconteceu na quarta edição do Teste Público de Segurança

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Fonte: TSE

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TSE abre a urna e explica funcionamento interno aos participantes do TPS 2021

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Uma equipe formada pelo coordenador de Tecnologia Eleitoral, Rafael Azevedo, e por dois chefes de área da Secretaria de Tecnologia da Informação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apresentou, nesta terça-feira (19), o funcionamento de componentes da urna eletrônica a uma dezena de pré-inscritos no Teste Público de Segurança (TPS) do Sistema Eletrônico de Votação. A sexta edição do TPS será realizada de 22 a 26 de novembro em ambiente preparado na sede do TSE, em Brasília.

Os técnicos desmontaram uma urna eletrônica modelo 2015 (UE 2015) para detalhar aos participantes os componentes do hardware e dos softwares dentro do equipamento. A urna 2015 será o modelo utilizado pelos investigadores durante o TPS 2021.

A abertura da urna atendeu a um pedido feito por Lucas Pavão de Carvalho Xavier, um dos pré-inscritos no TPS. Na ocasião em que fez o pedido, a Comissão Reguladora do Teste Público ofereceu aos demais pré-inscritos a oportunidade de acompanharem a desmontagem da urna e a explicação dos especialistas do TSE. Lucas é desenvolvedor de hardware e software.

Segundo Rafael Azevedo, a oportunidade permitiu explicar aos participantes todas as interfaces disponíveis na urna eletrônica, as tecnologias empregadas e o motivo de nela haver determinadas características, tudo para que pudessem entender aspectos de segurança e de funcionalidade específicos.

“A equipe de software do TSE já tem explicado isso aos investigadores, por meio de várias apresentações. Assim, eles conseguem ver literalmente como é que funciona a segurança da urna e como é que o equipamento foi projetado”, esclareceu Azevedo.

Ele assinalou que essas apresentações prévias ajudam na hora da execução dos planos de testes dos investigadores durante o TPS. “Eles dominam muito a parte de segurança, de tecnologia da informação, mas precisam se aproximar da nomenclatura e da arquitetura da urna eletrônica, que é muito diferente do que existe no mercado”, disse o coordenador de Tecnologia Eleitoral.

Também participaram a chefe da Seção de Gestão Integrada de Tecnologia Eleitoral (Segitec), Érika Cardoso, e o chefe da Seção de Segurança de Hardware da Urna Eletrônica (Segele), Luís Augusto Consularo.

Ao final da exposição da equipe do TSE, Lucas Xavier afirmou que a iniciativa ajudou bastante a compreensão da urna. Ele informou que recebeu também documentações técnicas sobre o assunto. “Visualizando, a gente percebe as características de blindagem contra qualquer tipo de adulteração que fosse feita externamente ao circuito ou às informações da urna”, pontuou.    

Pré-inscrições

Na fase de pré-inscrição do TPS, o TSE recebeu 39 pedidos de investigadores interessados em avaliar o sistema eletrônico de votação em busca de vulnerabilidades, com o objetivo de colaborar com a segurança e a transparência do sistema, que será utilizado nas Eleições 2022.

Foram registradas pré-inscrições de sete grupos e de 16 investigadores individuais. Eles têm até o dia 25 de outubro para apresentar os planos de ataque que pretendem executar durante o TPS 2021.

Até esta sexta-feira (22), os participantes poderão examinar o conjunto de arquivos de texto em linguagem de programação que contém todas as instruções que devem ser executadas para colher, armazenar, contabilizar, transmitir e totalizar os votos das Eleições 2022.

Veja mais informações sobre o TPS.

EM/CM

Fonte: TSE

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Confira a pauta de julgamento da sessão plenária do TSE desta terça-feira (19)

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Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) devem julgar, na sessão plenária jurisdicional desta terça-feira (19), um recurso do Ministério Público Eleitoral (MPE), de relatoria do ministro Luis Felipe Salomão, contra um deputado estadual do Paraná por propagar desinformação contra a urna eletrônica e o sistema eletrônico de votação nas Eleições Gerais de 2018. 

Também da relatoria de Salomão, consta da pauta um recurso do MPE que pede a cassação do mandato de um deputado estadual e do diploma de um suplente de deputado federal que receberam doação irregular para as respectivas campanhas eleitorais. 

Então candidato ao cargo, o hoje deputado estadual Fernando Destito Francischini (PSL-PR) foi investigado por uso indevido dos meios de comunicação e por abuso de autoridade pela realização de uma live, durante o primeiro turno das Eleições Gerais de 2018, na qual afirmou, sem provas, que as urnas eletrônicas estavam fraudadas para impedir a eleição de Jair Bolsonaro à Presidência da República. 

O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) absolveu Francischini por entender que não há prova de que a sua live tenha tido o alcance necessário para influenciar o resultado do pleito, mas o MPE recorreu ao TSE.

Já o deputado estadual Everton Marcelino de Souza e o suplente de deputado federal Antonio Carlos da Silva Figueiredo, ambos do PSL-PR, foram investigados por terem recebido doação de campanha por parte da Associação dos Militares da Reserva, Reformados e Pensionistas das Forças Armadas do Paraná (Asmir-PR). 

A doação foi calculada em cerca de R$ 12 mil e teria se caracterizado pela confecção de 19,8 mil informativos da entidade com pedidos de votos aos candidatos. Segundo o MPE, o valor doado constituiria 31,7% dos recursos de campanha de Antonio Carlos e 76,29% dos recursos de Everton Marcelino.

Consta ainda da pauta um processo que discute o prosseguimento de um Recurso Especial Eleitoral (Respe) que busca a reversão da decisão do TRE de São Paulo que determinou a devolução de cerca de R$ 50 mil ao Tesouro e ao PSB, após a rejeição parcial das contas eleitorais do deputado federal Luiz Flávio Gomes (PSB-SP). 

O ministro Luis Felipe Salomão apresentará voto-vista. O relator, ministro Edson Fachin, votou pelo não seguimento do processo, sendo acompanhado pelo ministro Alexandre de Moraes. O ministro Tarcisio Vieira de Carvalho Neto, que não integra mais o Colegiado do TSE, divergiu e votou pelo acolhimento do recurso. 

Sustentação oral

Os advogados que pretendem fazer sustentação oral durante as sessões por videoconferência devem preencher o formulário disponível no Portal do TSE com 24 horas de antecedência.

Transmissão on-line

A sessão de julgamento poderá ser assistida, ao vivo, pela TV Justiça e pelo canal do TSE no YouTube. Os vídeos com a íntegra de todos os julgamentos ficam disponíveis na página para consulta logo após o encerramento da sessão.

Confira a relação completa dos processos da sessão de julgamento desta terça-feira (19). A pauta está sujeita a alterações.

Acompanhe também as decisões da Corte Eleitoral no Twitter.

RG/LC,DM

Processos relacionados: RO 063975-98, RO 0604004-51, Agr no AI 0607961-81

Fonte: TSE

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