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Piloto faz manobra com helicóptero após ser sequestrado e evita fuga em presídio

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Simulação de pane
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Simulação de pane

“Para o presídio eu não iria de jeito nenhum. A minha última opção foi (fazer as manobras) em cima do batalhão (de Bangu). Mas eu pensei que iriamos morrer no momento da briga”. Horas depois de evitar que criminosos resgatassem um preso, de helicóptero , no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, o piloto da Polícia Civil Adonis Lopes de Oliveira, de 57 anos, descreveu como evitou que dois bandidos fizessem a fuga de um detento neste domingo.

Eles haviam contratado a aeronave com o pretexto de irem até Angra dos Reis , na Região da Costa Verde. Sequestrado por homens de fuzis e pistolas, o comandante disse que teve 30 minutos “para tomar uma decisão” e tentar jogar o helicóptero dentro do 14º BPM (Bangu) e frustrar o plano. Ele lembrou que temia pela vida quando ordenaram que deveria seguir para Niterói para que desembarcassem. O piloto relatou o sequestro entrevista ao “Bom dia Rio”, da TV Globo, nesta segunda-feira.

“Consegui pensar na decisão que tomaria quando chegasse no momento (certo). Na minha mente eu pensava: “Para o presídio eu não iria de jeito nenhum”. Só queria pensar num resultado melhor para mim e para o helicóptero. A intenção era não ir para o presídio “, disse.

O comandante disse que ainda tentou descer na Base Aérea de Santa Cruz e até em uma base do Exército. No entanto, decidiu tentar pousar em um campo de futebol que fica dentro do batalhão.

“Quando eu me aproximei do presídio, eu tinha pensado que lá (no batalhão) seria a última opção (para descer). Pensei na Base de Santa Cruz e até no Exército. (Mas) só me restou, a última opção, o Batalhão de Bangu, porque conheço bem. No momento decisivo eu pensei em jogar o helicóptero no campo de futebol do batalhão”, contou o comandante.

O piloto disse ainda que tentou argumentar com os bandidos que se ele pousasse no complexo penitenciário a aeronave poderia ser abatida. Adonis lembrou que em Angra dos Reis, após todos embarcarem para voltarem ao Rio, os bandidos o renderam de pistola e em seguida com fuzis.

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“A abordagem foi de pistola e logo em seguida anunciaram o sequestro. Eles disseram que era para ir para Bangu porque resgatariam um companheiro. Durante o trajeto eles abriram uma maleta e tiraram os fuzis. Eles queriam que eu acelerasse, mas eu falei que não era jato. Também disse que aquilo não acabaria bem, porque os agentes atirariam no helicóptero caso ele pousasse. Eu dizia que não acabaria bem”, lembra Adonis, que continua:

“Eu sempre pensava qual seria a minha atitude antes de chegar a Bangu. Pensava em parar para frustra aquilo. Por ser muito próximo do presídio, eu já estava por certo de pousar, jogar o helicóptero lá no campo de futebol. Eu imaginei que aquilo pudesse ser o último voo. Não sei se era audácia ou falta de noção deles. Tudo isso passa na cabeça”, contou. 

Adonis Lopes disse que as imagens que mostram a aeronave fora de controle foram feitas no momento em que ele foi atacado pelos criminosos.

“Quando me aproximei do batalhão, abaixei a velocidade e consegui chegar a tempo no gramado sem interferência deles, eles pegaram os comandos. O suspeito que estava atrás me deu uma gravata e aquelas manobras foram em decorrência da luta corporal. Eu tentava evitar que atingisse um poste ou uma árvore. Eu pensei que ela fosse colidir. O outro que estava na frente meteu a mão nos comandos. Qualquer comando que dê, o helicóptero é muito sensível, e por isso que ele foi de um lado para o outro. As manobras não foram propositais. Aquilo era o reflexo do que acontecia na cabine”, conta o piloto, que lembrou que houve muita gritaria dentro da cabine no momento que a aeronave estava fora de controle.

“Durante a briga na cabine, houve muita gritaria e eu falava que iríamos cair e morrer. Nesse momento eu tentava convencê-los que iria ter um acidente. Depois de 35 segundos, de uma forma difícil de explicar, não sei se eles resolveram desistir da ação ou se eles entenderam que iria ter um acidente, eu conseguir sair voando. Eles ficaram confusos e atônitos com aquilo tudo e em seguida me pediram para levar para Niterói porque viram que a ação já tinha sido frustrada”, disse.

“No percurso eu já previa que eles tentariam algo contra mim no pouso. Eu pensei que durante o desembarque eles me matassem. Eles estavam muito confusos e atônitos, eu percebi que eles queriam se livrar daquilo. Pousei, eles sairiam rapidamente e não falaram nada. Eu decolei de porta aberta, fechei no ar, e em seguida fui para o GAM (Grupamento Aeromóvel) em Niterói, para tentar localizá-los através da PM”.

A Polícia Militar fez um cerco na área, mas não localizou os bandidos. O caso está registrado pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco).

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PF cumpre mandados sobre venda da vacina Covaxin ao Ministério da Saúde

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PF cumpre mandados sobre venda da vacina Covaxin ao Ministério da Saúde
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PF cumpre mandados sobre venda da vacina Covaxin ao Ministério da Saúde

A Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira contra a  Precisa Medicamentos, o empresário Francisco Maximiano e alvos relacionados para aprofundar as investigações sobre suspeitas de irregularidades na venda da  vacina indiana Covaxin ao Ministério da Saúde, durante a pandemia da Covid-19.

A operação foi autorizada pela Justiça Federal do Distrito Federal. Esse inquérito foi aberto pela PF em Brasília após a  CPI da Covid ter revelado a existência de condições suspeitas no contrato da vacina Covaxin, a mais cara comprada pelo Ministério da Saúde. Um servidor do Ministério da Saúde, Luís Miranda, disse ter sido pressionado por seus superiores a assinar um documento que previa o pagamento antecipado da vacina, o que não estava estipulado no contrato.

É a quarta ação policial contra o grupo de Maximiano. Outras ações foram deflagradas em setembro para apurar outras linhas de investigação envolvendo as empresas dele.

As provas obtidas nesta ação podem servir para fundamentar outro inquérito da PF sobre a Covaxin, que apura se o presidente Jair Bolsonaro cometeu crime de prevaricação ao não pedir investigações sobre irregularidades no negócio. A PF também já pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a quebra do sigilo telemático dos e-mails da Precisa Medicamentos.

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A investigação encontrou dificuldades para obter cópia do contrato e dos documentos envolvendo o negócio da Covaxin com o Ministério da Saúde, porque a pasta decretou sigilo no material. Com isso, um dos caminhos encontrados para obter novas provas foi a solicitação de busca e apreensão.

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O imunizante custou R$ 80,70 por dose na venda ao Ministério da Saúde, quatro vezes o valor unitário da AstraZeneca. O contrato previa pagamento de R$ 1,6 bilhão para fornecer 20 milhões de imunizantes. A vacina é produzida pela Bharat Biotech, companhia indiana.

Com o atraso para a aprovação do laboratório pela Anvisa, as 20 milhões de doses adquiridas pelo Brasil não foram enviadas. Em março, o Ministério da Saúde tentou importar três lotes da Covaxin com prazo de validade perto do fim, mas foi impedido pela Anvisa. Posteriormente após a CPI revelar as suspeitas do negócio, o ministério rescindiu o contrato.

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Homem morre após passar três dias internado por engasgar com pedaço de carne

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Hospital Nossa Senhora Auxiliadora, em Três Lagoas, no Mato Grosso
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Hospital Nossa Senhora Auxiliadora, em Três Lagoas, no Mato Grosso

Um homem de 31 anos morreu na manhã de quarta-feira (27) depois de passar três dias internado por se engasgar com um pedaço de carne, em Três Lagoas (MS). Após o incidente, ele teve uma parada cardiorrespiratória na madrugada de sábado.

Gledisson Pires Ferreira passou por diversos procedimentos médicos. No dia do incidente, com quadro de parada cardiorrespiratória, ele teve o pedaço de carne retirado, recebeu 30 minutos de reanimação, teve os sinais vitais recuperados, foi sedado e conduzido o à UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do hospital.

Ontem, porém, teve nova parada cardiorrespiratória, que evoluiu para morte encefálica. Logo depois, a morte foi constatada.

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