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Ministério da Saúde terá que fornecer remédio de R$ 11 mi para bebê com AME

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Benjamin, de quatro meses, sofre de Atrofia Muscular Espinhal (AME)
Reprodução/redes sociais

Benjamin, de quatro meses, sofre de Atrofia Muscular Espinhal (AME)

A juíza federal Joana Carolina Lins Pereira, da 12ª Vara Federal de Pernambuco, determinou hoje que o Ministério da Saúde forneça um medicamento que custa 2,1 milhões de dólares (R$ 11 milhões) ao pequeno Benjamin Brener Guimarães, de apenas quatro meses , em até 20 dias.

Benjamim sofre de uma rara doença chamada Atrofia Muscular Espinhal (AME), degenerativa e irreversível de origem genética. Os pais da criança, Túlio Barbosa Guimarães e Nathalie Brener, solicitaram ao Sistema Único de Saúde (SUS) o medicamento Zolgensma, que não é ofertado pelo sistema público brasileiro, e mas recebeu uma outra medicação.

“Em seu lugar, foi disponibilizada outra medicação, cujo uso já foi iniciado, mas que não é a indicada por sua especialista para o seu tratamento específico, pois, apesar de poder desacelerar os efeitos nefastos da AME, não produz os efeitos necessários para salvar a vida do pequeno Benjamin; ademais, é um fármaco para uso por toda a vida e que traz sérios riscos de hidrocefalia”, escreveu a magistrada.

“É imprescindível o fornecimento do medicamento indicado, já que é o único que permite a possibilidade de melhora e cura da AME, através de uma terapia genética única. A demora na obtenção do medicamento poderá implicar a perda da chance de sobrevivência”, completou.

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Benjamin foi submetido a uma perícia, onde a necessidade do medicamento mais caro foi confirmada.

O caso ficou conhecido após o lançamento da campanha ‘Ajude o Ben’, um financiamento coletivo onde a família pedia por contribuições para custear a medicação. Até o momento, R$ 122 mil já foram arrecadados. Na decisão, a Justiça ordena que este valor seja abatido do montante a ser pago pela União.

“Salvar uma vida não é despesa. É investimento. Aqui, importa em dar a um ser humano a oportunidade de crescer, estudar, trabalhar, constituir família. Por ora, entretanto, do que o paciente Benjamin precisa é de uma oportunidade para viver, de uma oportunidade para respirar.  Decorridos estes vinte anos de magistratura, posso dizer que, salvando a vida de uma criança, tudo terá valido a pena. Afinal, nosso ofício é distribuir justiça e garantir a paz social, é assegurar o cumprimento dos princípios constitucionais que nos são tão caros, e entre os quais se sobressaem o direito à vida e à dignidade da pessoa humana”, disse ainda a magistrada.

“Se o Estado tem condições de prover esses direitos, sem sacrifício que não possa ser contornado – seja com mais economia em áreas de reconhecida desnecessidade, seja através de remanejamentos orçamentários -, não se pode negar a uma criança o direito de viver”, considerou a juíza, concluindo esperar que o paciente Benjamin “constitua a mais viva evidência da boa e justa aplicação dos recursos públicos”, finalizou.

Fonte: IG SAÚDE

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Quase um ano após incêndio, Hospital de Bonsucesso retoma serviços

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O retorno gradativo dos profissionais do Hospital Federal de Bonsucesso (HFB), que estavam temporariamente cedidos a outras unidades federais já começou a ser feito pela Superintendência Estadual do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro. A cessão dos profissionais ocorreu após o incêndio que atingiu, no dia 27 de outubro do ano passado, o Prédio 1 do hospital, localizado na zona norte da cidade.

Depois disso, o Ministério da Saúde começou o processo de recuperação das instalações atingidas pelo fogo, que abrigavam a emergência, as enfermarias, o centro de tratamento intensivo (CTI) e o centro de exames de imagem.

No dia do incêndio, 192 pacientes que estavam nos prédios 1 e 2 foram transferidos para outros blocos do complexo e para outros hospitais do Rio. Entre eles, 37 tiveram alta e três morreram. Semanas depois, mais 13 dos pacientes transferidos faleceram.

As obras de recuperação foram concluídas em junho, mas os serviços que funcionavam no prédio não foram retomados por falta de profissionais. De acordo com a superintendência, além de providenciar o retorno das equipes que estavam cedidas, o Ministério da Saúde faz um estudo sobre a real demanda de novas contratações por unidade federal e, paralelamente, assinou um contrato com a Fundação Getulio Vargas para contratação de 4 mil profissionais de saúde para compor o quadro das instituições federais no Rio de Janeiro, entre as quais o Hospital de Bonsucesso.

Conforme a direção do HFB, as obras realizadas incluíram a reforma elétrica do Prédio 1 e a recomposição da fundação, dos pilares e das vigas de sustentação da unidade. “Atualmente, está em andamento o projeto para a obra de reconstrução do novo centro de diagnóstico por imagem e de construção de uma área de refúgio e escape contra incêndio”, informou, em nota, o HFB.

Também foram concluídas reformas de adequação em diversos setores do complexo hospitalar, como o centro cirúrgico, o CTI e os setores de cardiologia e clínica médica.

Segundo a Superintendência Estadual do Ministério da Saúde, o retorno gradual dos servidores alocados em outras unidades federais já permitiu ao HFB reativar 13 leitos de transplante renal, dos quais seis de nefrologia clínica e 26 leitos clínicos para dar suporte a intercorrências de pacientes do ambulatório, que realiza 13 mil consultas por mês. Foram reativadas ainda cinco salas do centro cirúrgico principal.

O Hospital Federal de Bonsucesso, que é referência em transplante renal no estado do Rio de Janeiro, está completando 40 anos neste mês. De acordo com a superintendência, ao longo desse tempo, foram realizados ali cerca de 3 mil procedimentos. Este ano, 71 pacientes receberam um rim novo.

O setor de emergência do hospital, entretanto, permanece fechado e, por isso, a população é orientada pela superintendência a buscar esse tipo de atendimento em outras unidades de saúde da região.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Saúde

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IBGE: Cerca de 20 milhões estão com segunda dose da vacina atrasada

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Cerca de 9,3% da população do Brasil não tomou a segunda dose da vacina contra covid-19
Myke Sena/Ministério da Saúde

Cerca de 9,3% da população do Brasil não tomou a segunda dose da vacina contra covid-19

Apesar do avanço na imunização, o abandono vacinal pode prejudicar o controle da pandemia no Brasil. Dados do Ministério da Saúde revelam que pouco mais de 20 milhões de pessoas perderam o prazo para tomar a segunda dose da vacina contra a Covid-19. É o equivalente a 9,3% da população do país, com base na projeção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Se considerada só a população vacinável — 159,9 milhões de pessoas a partir de 12 anos —, a taxa sobe para 12,5%. Entre as causas apontadas por especialistas para os “faltosos”, estão as mais variadas: de medo de reações adversas, desinformação e esquecimento da data até a sensação de que a pandemia já foi superada.

A maior cobertura vacinal leva à queda da circulação do coronavírus e, consequentemente, do risco do surgimento de novas mutações. Para a professora de Saúde Coletiva da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e integrante do Observatório Covid-19 BR Alexandra Boing, o impacto do abandono vacinal passa pela menor efetividade da imunização:

“Com um menor número de pessoas com esquema vacinal completo se ampliará o risco de formas graves da doença e, consequentemente, de hospitalizações e óbitos por covid-19. Adiciona-se a isso que o maior número de pessoas completamente vacinadas contribui para menor disseminação do vírus, uma vez que os vacinados transmitem menos quando comparados aos não vacinados. Há ganhos individuais e coletivos quando ampliamos a imunização”, pondera a epidemiologista.

Dos 20 milhões, quase metade se concentra em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia. O diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) Renato Kfouri avalia que o total de “faltosos” não é tão alto, diante da complexidade da campanha de vacinação, com longos e diferentes intervalos entre as doses.

Na visão dele, não completar o ciclo de imunização representa mais um risco individual — em relação às chances de infecção, de hospitalização e de óbito, por exemplo — do que coletivo.

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“A meu ver, não é um número grande. É claro que num cenário da pandemia, a gente queria 100%, mas é um fato muito comum pra vacinas multidoses”, afirma o pediatra infectologista, que completa: “É necessário tomar a segunda dose, a proteção não se sustenta com uma só.”

Com a falta de estratégias contra o abandono vacinal, o Brasil vê as estatísticas de atraso no esquema vacinal saltarem desde abril, quando o dado foi divulgado pela primeira vez. Na data, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou que 1,5 milhão de pessoas deixaram de voltar aos pontos de vacinação.

O dado disparou para 4,6 milhões de pessoas em 30 de julho. Já eram 7 milhões de “faltosos” em 11 de agosto, que passaram a 8,5 milhões no dia 20 do mesmo mês. Como mostrou O GLOBO, o número mais que dobrou em 40 dias, quando alcançou 17,2 milhões de pessoas em 1º de outubro.

“Se eu tenho ainda um contingente muito grande de população que não está completamente vacinado, isso pode atrasar a nossa flexibilização (dentro dos critérios científicos) e o mínimo retorno à normalidade”, declara a infectologista Ana Helena Germoglio, do Hospital Regional da Asa Norte (Hran).

“Estudos mostram que as pessoas que estão ficando doentes são aquelas que não têm o esquema completo de imunização, principalmente quem ainda não vacinou ou só tem uma dose. Essas pessoas, de forma muito ilusória, se acham protegidas.”

Nessa esteira, para além de entender o porquê de as pessoas estarem em atraso com a segunda dose, cientistas avaliam que é preciso definir ações que reduzam as estatísticas de abandono, com a busca ativa por quem ainda não tomou a segunda dose.

“Pela primeira vez, a gente está fazendo campanha com registro nominal. Cada município deve fazer um esforço na busca desses faltosos: por que não veio, se é erro de digitação, melhorar o acesso, fazer vacinação noturna… Entender quais são as causas e procurar soluções”, complementa Kfouri.

“O Ministério da Saúde reforça a importância da segunda dose para garantir a máxima proteção dos brasileiros, principalmente, contra as novas variantes. A orientação é completar o esquema vacinal da Covid-19 para que o caráter pandêmico da doença seja superado no país. A pasta continua com sua campanha massiva de incentivo à imunização nacional e a importância da segunda dose e recomenda aos estados e municípios que também façam uma busca ativa da população-alvo”, diz a nota da pasta.

Fonte: IG SAÚDE

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