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Mulheres são agredidas e ameaçadas por seguranças em escola: “Te arrebento”

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Seguranças arrancando panfletos da mulher
Reprodução: Redes Sociais

Seguranças arrancando panfletos da mulher

Durante uma panfletagem na tarde de ontem (14), duas mulheres membros da Federação Nacional dos Estudantes em Ensino Técnico (FENET), foram ameaças e agredidas por dois seguranças de uma escola em São Paulo. 

Segundo uma das vítimas, o objetivo era divulgar o ato do passe livre irrestrito que vai acontecer nesta sexta-feira (17). 

O caso aconteceu por volta das 13h50, na saída do Colégio Brasília de São Paulo. Uma das vítimas gravou toda a situação com os seguranças e publicou nas redes sociais. O vídeo viralizou e conta com inúmeros comentários de indignação.

Vitória Santos, diretora da FENET e participante da União da Juventude Rebelião, foi uma das vítimas dos seguranças da escola. 

Em entrevista ao iG , Vitória conta que a Federação soube que muitos estudantes bolsistas do colégio não estão conseguindo ir até as aulas por conta do valor da passagem. A partir disso, a jovem e uma amiga foram entregar panfletos que divulgavam um ato estudantil a favor do passe livre irrestrito.

“Assim que descemos do ponto de ônibus, que é na rua debaixo da escola, já fomos abordadas pelos seguranças. A princípio pareceu ser só uma conversa pedindo que a gente ficasse a 100 metros de distância do colégio, depois que eles viram que não fomos embora, eles partiram pra agressão”, relata Vitória.

No vídeo, um dos funcionários da instituição identificado como Melo, arrancou os panfletos da mão de Vitória. O outro segurança que estava sem máscara chegou a ameaçar as meninas. “Na boa, olha que eu te quebro”, gritou o homem. É possível ouvir quando um dos homens diz para as meninas “eu te arrebento”.

A diretora da FENET revelou que as duas meninas foram agredidas e tiveram arranhões no braço. “Fomos ameaçadas e agredidas. Não senti medo, mas senti revolta.”

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Maria Alves*, estudante do Colégio Brasília, conta ao iG que viu toda a confusão quando estava saindo da escola e logo foi falar com um dos seguranças para entender o que tinha acontecido. “Eles me disseram que confiscaram os panfletos e não iriam devolver. Caso eu quisesse, teria que passar na escola na quinta-feira para pedir os folhetos na coordenação.”

A estudante relata ainda que os dois seguranças foram rudes com ela. “Eles foram super grossos, gritaram comigo. Um deles ainda estava sem máscara e eu pedi que ele colocasse e fui ignorada. Me senti muito frágil e com raiva falando com eles”.

O motivo da indignação da estudante do colégio é pela forma que as meninas do movimento estudantil foram tratadas, pois, segundo Maria*, a panfletagem nos arredores da escola é frequente. “Muita gente vai panfletar lá na frente, eu pesquisei e a única coisa que não poderia acontecer é a divulgação de empresas, e isso realmente não aconteceu, o objetivo era chamar para um ato”.

Procurada, a escola localizada na zona leste de São Paulo, não se manifestou sobre o ocorrido. Já a Federação, publicou que farão um “panfletaço” em frente ao colégio na tarde de amanhã (16), em repúdio as agressões sofrida pelas vítimas. 



*Maria Alves é um nome inventado para que a estudante não fosse exposta


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Renan Calheiros adia entrega do relatório da CPI da Covid para outubro

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Renan Calheiros
O Antagonista

Renan Calheiros

O relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), adiou a entrega do relatório, que estava prevista para a próxima sexta-feira. A estimativa de sua equipe é que o parecer fique pronto na primeira semana de outubro, ainda sem data definida. A entrega será feita após uma cerimônia de encerramento da comissão.

O motivo do adiamento é aguardar o resultado da busca e apreensão na Precisa Medicamentos, realizada em São Paulo na última sexta-feira. Senadores querem saber se haverá fatos novos a partir do material apreendido, como a existência de um contrato entre a Precisa e o laboratório indiano Bharat Biotech, por exemplo.

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Nesta semana, serão ouvidos na terça-feira, o ministro Wagner Rosário, da Controladoria-Geral da União (CGU), na quarta feira, o diretor-executivo da Prevent Senior, Pedro Batista Junior, e na quinta, o diretor de relações institucionais da Precisa Medicamentos, Danilo Trento. A previsão é de que Renan entregue seu parecer na sexta-feira, 24.

Depois disso, há a previsão de ouvir pela terceira vez o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Sua convocação deve ser aprovada nesta semana também. A cúpula da CPI ainda não definiu se irá continuar realizando depoimentos após a entrega do relatório — o prazo final para o fim dos trabalhos da comissão é 5 de novembro.

Renan Calheiros adiantou ao GLOBO que indiciará o presidente Jair Bolsonaro por prevaricação, ao não levar aos órgãos de investigação a denúncia sobre irregularidades na negociação para a compra da vacina indiana Covaxin pelo Ministério da Saúde. Com a incumbência de sistematizar a conclusão dos trabalhos, o senador já determinou outros pontos que constarão no documento, como práticas enquadradas em crime de responsabilidade.

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Bolsonaro na ONU: saiba os assuntos que serão tratados no discurso do presidente

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Bolsonaro na ONU: saiba os assuntos que serão tratados no discurso do presidente
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Bolsonaro na ONU: saiba os assuntos que serão tratados no discurso do presidente

presidente Jair Bolsonaro (sem partido) encontra-se em Nova York, nesta segunda-feira (20), onde se prepara para a realização de seu terceiro discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU). A participação do mandatário brasileiro ocorrerá na próxima terça-feira (21), às 10h no horário de Brasília. Seguindo a tradição que se iniciou em 1955, o Brasil – através de seu representante oficial – costuma realizar a abertura do evento.

Sem ser específico, Bolsonaro afirmou em sua última live de quinta-feira que mostraria aos espectadores de seu discurso na ONU “a realidade do que é o nosso Brasil”, as “verdades” e o que “nós representamos verdadeiramente para o mundo”. Sua fala, porém, será em torno de três vertentes: a vacinação contra o novo coronavírus, a votação no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o Marco Temporal e uma possível improvisação do presidente na tribuna da ONU.

Vacinação

O jornalista Gustavo Uribe, da CNN Brasil, informou que Jair Bolsonaro ainda não fechou o texto final, mas que seu discurso se iniciará tratando sobre o andamento da vacinação contra o Covid-19 no país. Há, ainda, uma recomendação para que o capitão do Exército sinalize à comunidade internacional que o Brasil pode se tornar um doador de vacinas a países menos favorecidos a partir do próximo ano. Isso porque o estado brasileiro é signatário de um acordo no G20 que defende a democratização dos imunizantes de maneira global.

Marco Temporal

Ainda de acordo com informações da CNN, Bolsonaro se posicionará de maneira favorável ao Marco Temporal, que modificaria as demarcações de terras indígenas em solo brasileiro. Na visão do presidente, caso o STF tenha um novo entendimento sobre o Marco, o “Brasil e o mundo” correrão o risco de passar por um período de insegurança alimentar. Em sua última live, Jair afirmou que “esse novo marco não só abala nosso agronegócio aqui para o Brasil, mas para o mundo todo “. A pauta tramita na Suprema Corte, mas seu julgamento foi suspenso na última quarta-feira (15) após o pedido de vistas – ou seja, de mais tempo para análise – do ministro Alexandre de Moraes.


O mandatário também sinalizou a sua comitiva presidencial – composta por 18 participantes – que fará um discurso “objetivo” e “tranquilo”, mas que “pode improvisar” a sua fala durante enquanto estiver na tribuna. A transmissão do evento ocorrerá através dos canais oficiais da ONU.

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