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Frente fria histórica: 5 capitais têm mínimas abaixo de 5ºC

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Roberto Parizotti/FotosPublicas

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A frente fria histórica, causada por uma massa de ar polar, avança pelo Brasil nesta quinta, 29, e sexta-feira, 30. De acordo com o Climatempo, hnovos recordes de temperatura mínima já começam a ser registradas no país, como na cidade de São Paulo, que registrou sua menor média de 2021 na madrugada de hoje .

Em outras capitais, também há previsão de muito frio. A previsão é que a temperatura fique abaixo de 5ºC em Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba e Campo Grande.

O estado de Santa Catarina registrou o dia mais frio do ano no Brasil nesta quinta. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a menor temperatura foi em Bom Jardim da Serra: -8,6ºC, às 4h. No Mato Grosso do Sul, o dia começou com geada em ao menos 26 municípios.

No Rio Grande do Sul, mais de 30 cidades registraram queda de neve. Algumas delas amanheceram abaixo de 0ºC nesta quinta.

– Com informações do G1.

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Bolsonaro na ONU: saiba os assuntos que serão tratados no discurso do presidente

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Bolsonaro na ONU: saiba os assuntos que serão tratados no discurso do presidente
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Bolsonaro na ONU: saiba os assuntos que serão tratados no discurso do presidente

presidente Jair Bolsonaro (sem partido) encontra-se em Nova York, nesta segunda-feira (20), onde se prepara para a realização de seu terceiro discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU). A participação do mandatário brasileiro ocorrerá na próxima terça-feira (21), às 10h no horário de Brasília. Seguindo a tradição que se iniciou em 1955, o Brasil – através de seu representante oficial – costuma realizar a abertura do evento.

Sem ser específico, Bolsonaro afirmou em sua última live de quinta-feira que mostraria aos espectadores de seu discurso na ONU “a realidade do que é o nosso Brasil”, as “verdades” e o que “nós representamos verdadeiramente para o mundo”. Sua fala, porém, será em torno de três vertentes: a vacinação contra o novo coronavírus, a votação no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o Marco Temporal e uma possível improvisação do presidente na tribuna da ONU.

Vacinação

O jornalista Gustavo Uribe, da CNN Brasil, informou que Jair Bolsonaro ainda não fechou o texto final, mas que seu discurso se iniciará tratando sobre o andamento da vacinação contra o Covid-19 no país. Há, ainda, uma recomendação para que o capitão do Exército sinalize à comunidade internacional que o Brasil pode se tornar um doador de vacinas a países menos favorecidos a partir do próximo ano. Isso porque o estado brasileiro é signatário de um acordo no G20 que defende a democratização dos imunizantes de maneira global.

Marco Temporal

Ainda de acordo com informações da CNN, Bolsonaro se posicionará de maneira favorável ao Marco Temporal, que modificaria as demarcações de terras indígenas em solo brasileiro. Na visão do presidente, caso o STF tenha um novo entendimento sobre o Marco, o “Brasil e o mundo” correrão o risco de passar por um período de insegurança alimentar. Em sua última live, Jair afirmou que “esse novo marco não só abala nosso agronegócio aqui para o Brasil, mas para o mundo todo “. A pauta tramita na Suprema Corte, mas seu julgamento foi suspenso na última quarta-feira (15) após o pedido de vistas – ou seja, de mais tempo para análise – do ministro Alexandre de Moraes.


O mandatário também sinalizou a sua comitiva presidencial – composta por 18 participantes – que fará um discurso “objetivo” e “tranquilo”, mas que “pode improvisar” a sua fala durante enquanto estiver na tribuna. A transmissão do evento ocorrerá através dos canais oficiais da ONU.

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Piloto faz manobra com helicóptero após ser sequestrado e evita fuga em presídio

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Simulação de pane
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Simulação de pane

“Para o presídio eu não iria de jeito nenhum. A minha última opção foi (fazer as manobras) em cima do batalhão (de Bangu). Mas eu pensei que iriamos morrer no momento da briga”. Horas depois de evitar que criminosos resgatassem um preso, de helicóptero , no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, o piloto da Polícia Civil Adonis Lopes de Oliveira, de 57 anos, descreveu como evitou que dois bandidos fizessem a fuga de um detento neste domingo.

Eles haviam contratado a aeronave com o pretexto de irem até Angra dos Reis , na Região da Costa Verde. Sequestrado por homens de fuzis e pistolas, o comandante disse que teve 30 minutos “para tomar uma decisão” e tentar jogar o helicóptero dentro do 14º BPM (Bangu) e frustrar o plano. Ele lembrou que temia pela vida quando ordenaram que deveria seguir para Niterói para que desembarcassem. O piloto relatou o sequestro entrevista ao “Bom dia Rio”, da TV Globo, nesta segunda-feira.

“Consegui pensar na decisão que tomaria quando chegasse no momento (certo). Na minha mente eu pensava: “Para o presídio eu não iria de jeito nenhum”. Só queria pensar num resultado melhor para mim e para o helicóptero. A intenção era não ir para o presídio “, disse.

O comandante disse que ainda tentou descer na Base Aérea de Santa Cruz e até em uma base do Exército. No entanto, decidiu tentar pousar em um campo de futebol que fica dentro do batalhão.

“Quando eu me aproximei do presídio, eu tinha pensado que lá (no batalhão) seria a última opção (para descer). Pensei na Base de Santa Cruz e até no Exército. (Mas) só me restou, a última opção, o Batalhão de Bangu, porque conheço bem. No momento decisivo eu pensei em jogar o helicóptero no campo de futebol do batalhão”, contou o comandante.

O piloto disse ainda que tentou argumentar com os bandidos que se ele pousasse no complexo penitenciário a aeronave poderia ser abatida. Adonis lembrou que em Angra dos Reis, após todos embarcarem para voltarem ao Rio, os bandidos o renderam de pistola e em seguida com fuzis.

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“A abordagem foi de pistola e logo em seguida anunciaram o sequestro. Eles disseram que era para ir para Bangu porque resgatariam um companheiro. Durante o trajeto eles abriram uma maleta e tiraram os fuzis. Eles queriam que eu acelerasse, mas eu falei que não era jato. Também disse que aquilo não acabaria bem, porque os agentes atirariam no helicóptero caso ele pousasse. Eu dizia que não acabaria bem”, lembra Adonis, que continua:

“Eu sempre pensava qual seria a minha atitude antes de chegar a Bangu. Pensava em parar para frustra aquilo. Por ser muito próximo do presídio, eu já estava por certo de pousar, jogar o helicóptero lá no campo de futebol. Eu imaginei que aquilo pudesse ser o último voo. Não sei se era audácia ou falta de noção deles. Tudo isso passa na cabeça”, contou. 

Adonis Lopes disse que as imagens que mostram a aeronave fora de controle foram feitas no momento em que ele foi atacado pelos criminosos.

“Quando me aproximei do batalhão, abaixei a velocidade e consegui chegar a tempo no gramado sem interferência deles, eles pegaram os comandos. O suspeito que estava atrás me deu uma gravata e aquelas manobras foram em decorrência da luta corporal. Eu tentava evitar que atingisse um poste ou uma árvore. Eu pensei que ela fosse colidir. O outro que estava na frente meteu a mão nos comandos. Qualquer comando que dê, o helicóptero é muito sensível, e por isso que ele foi de um lado para o outro. As manobras não foram propositais. Aquilo era o reflexo do que acontecia na cabine”, conta o piloto, que lembrou que houve muita gritaria dentro da cabine no momento que a aeronave estava fora de controle.

“Durante a briga na cabine, houve muita gritaria e eu falava que iríamos cair e morrer. Nesse momento eu tentava convencê-los que iria ter um acidente. Depois de 35 segundos, de uma forma difícil de explicar, não sei se eles resolveram desistir da ação ou se eles entenderam que iria ter um acidente, eu conseguir sair voando. Eles ficaram confusos e atônitos com aquilo tudo e em seguida me pediram para levar para Niterói porque viram que a ação já tinha sido frustrada”, disse.

“No percurso eu já previa que eles tentariam algo contra mim no pouso. Eu pensei que durante o desembarque eles me matassem. Eles estavam muito confusos e atônitos, eu percebi que eles queriam se livrar daquilo. Pousei, eles sairiam rapidamente e não falaram nada. Eu decolei de porta aberta, fechei no ar, e em seguida fui para o GAM (Grupamento Aeromóvel) em Niterói, para tentar localizá-los através da PM”.

A Polícia Militar fez um cerco na área, mas não localizou os bandidos. O caso está registrado pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco).

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