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Vai empreender? Veja como perder a vergonha e virar “blogueiro” do seu negócio

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Empresários se tornam influenciadores digitais e aumentam o faturamento
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Empresários se tornam influenciadores digitais e aumentam o faturamento

Patricia, Carolina, Katleen e Gleide são alguns dos muitos nomes que integram a legião crescente de influenciadores digitais , mas elas têm um detalhe em comum: são empresárias que põem o rosto nas redes sociais para promover suas marcas .

Elas representam um grupo de empreendedores que, em vez de pagar por “publis” em perfis populares, vendem eles mesmos seus negócios na internet.

A receita é antiga, mas repaginada pela tecnologia: investir no relacionamento com o cliente para vender mais. A pandemia aumentou a importância da internet para os negócios, mas, para conquistar, é preciso perder a vergonha e se tornar um “ blogueirinho ”.

Pesquisa do Sebrae mostra que 67% dos pequenos empresários apostam nas vendas por meio de redes sociais, aplicativos ou sites. Com tantas vitrines digitais, sai na frente quem se faz presente com conteúdo útil para o público-alvo.

Patricia Pomerantzeff, que lidera o escritório Doma Arquitetura (@domaarquitetura), em São Paulo, descobriu isso em 2017, quando começou um canal no YouTube mostrando suas obras. No ano seguinte, percebeu que mais clientes batiam à porta do escritório. Passou a atuar também no Instagram e virou fenômeno.

O perfil é do escritório, mas o rosto do Doma nas redes é o de Patricia. Para cativar seus 815 mil seguidores do Instagram e mais de um milhão de inscritos no YouTube, ela aproveita ao máximo suas visitas às obras para captar imagens e dar dicas sobre todas as etapas de um projeto de interiores, da demolição à marcenaria, da banheira ao interruptor.

A audiência também turbinou o serviço de projetos on-line criado em 2019, que se mostrou essencial na pandemia.

“Quando estou na obra, faço imagens e vou gerando conteúdo para os stories, já pensando no tema para falar no Youtube, postar no feed do Instagram e fazer fotos com a fotógrafa profissional”, detalha a influenciadora, que diz ainda ter de vencer a timidez. “Crio conteúdo nas redes que me trazem clientes reais. E dos projetos deles vem mais conteúdo.”

Patricia também virou influenciadora dos colegas. Hoje, faz palestras para escritórios de arquitetura interessados em repetir a fórmula. Deu aula recentemente num curso on-line de redes sociais para arquitetos na companhia de Mauricio Arruda, outro arquiteto que ataca de influenciador digital para promover seu escritório.

‘Coach’ digital

Dona de uma marca de pijamas e lingerie que leva seu nome, a estilista Carolina Etz (@carolinaetz) compartilha vídeos sobre o cotidiano, da viagem em família a um prato que arrisca na cozinha, sempre vestindo suas peças. Mistura fotos profissionais e amadoras com modelos, mas os garotos-propaganda que mais fazem sucesso em suas redes são os filhos pequenos.

Ela começou a investir na estratégia digital em 2019. Contratou blogueiras de olho na chance de vender para todo o país pela internet. Com a pandemia, o funcionamento das lojas e da fábrica que mantém em Nova Friburgo (RJ) foi limitado e ela assumiu os canais digitais. Deu certo. As vendas on-line em 2020 saltaram 200%, diz:

“Quando veio a pandemia, estava preparada para o digital, o que ajudou a manter as lojas. A virada foi colocar uma agenda de conteúdo na rede social. Dá trabalho. Para uma história de 30 segundos, às vezes, levo duas horas.”

Alternar entre vídeos e fotos profissionais e pessoais é uma boa estratégia, diz a especialista em marketing digital e Instagram para negócios Priscilla Azevedo (@soupriazevedo). Para quem tem receio de aparecer, a dica dela é ir aos poucos:

“Pode começar a gravar sem aparecer, só mostrando a loja. Depois, fala enquanto grava. Por último, vira a câmera para você, bem natural.”

Você viu?

Priscilla lembra que há outro formatos para usar mas reforça também que os vídeos são importantes, não só pelo apelo positivo que tem com o público, mas porque há alguns dias o Instagram anunciou que em sua nova estratégia o algoritmo de leitura passará a priorizar vídeos. Ou seja, quem tiver mais, será mais visto.

A dermatologista Katleen da Cruz Conceição (@katleendermato), do Rio, aprendeu a se soltar em transmissões nas redes e usa posts pessoais para dar dicas e conquistar clientes para seu negócio de consultas on-line.

Especialista em pele negra, virou referência no assunto entre celebridades, mas tem o cuidado de não fazer propaganda de serviços e produtos para não contrariar orientações do conselho de medicina. Acabou se transformando numa espécie de palestrante.

“Comecei fazendo algumas lives e as empresas passaram a me procurar. Isso me levou a estudar mais. No início, foi exaustivo, mas ali eu validei que eu não era apenas uma médica de famosos, mas dominava o assunto”, diz.

Na esteira da digitalização dos negócios, e de seus donos, um novo mercado se abre para mentores, que prometem transformar qualquer empreendedor num “blogueirinho”.

Quem se vende como uma espécie de coach digital usa as próprias redes para atrair discípulos prometendo que o investimento em cursos on-line dá retorno certo em seguidores e vendas.

Mas é preciso desconfiar de propostas milagrosas. Quem atua na área de forma séria ensina passos como criar uma conta específica para o negócio, organizar uma biografia completa com dados sobre horários, entregas, endereço e que deixe claro exatamente o que vende. O conteúdo, a forma e a frequência das postagens são outros segredos que ensinam.

Capacitação gratuita

Para estimular mais interação de empreendedores em sua plataforma, o Facebook, que também é dono do Instagram e do WhatsApp, oferece um curso on-line e gratuito chamado “Impulsione com o Facebook”.

O material ensina empresários a construírem suas páginas e a usarem ferramentas que aumentam a visibilidade, explica Leo Bonoli, líder de Marketing para Pequenas Empresas do Facebook para a América Latina.

Gleide Borges (@agleidequefez), de Brasília, fez o curso em 2017, quando decidiu tirar do papel sua confeitaria, que batizou de “A Gleide que fez”. Ela tinha acabado de ficar desempregada e vendia doces no boca-a-boca. Hoje, 80% do seu faturamento vem da internet, ela estima. Como não tem um canal próprio de vendas digitais, usa o marketplace do Facebook para oferecer bolos, suspiros, maçãs do amor e até cursos de culinária.

“Aprendi que, para ser influenciadora da sua marca. é importante ter uma linha editorial para o seu conteúdo. Eu, por exemplo, falo de confeitaria, empreendedorismo e autoajuda. Mesmo que sejam temas diferentes, estão dentro do mesmo escopo”, diz ela.

No mesmo modelo do Facebook, começa em agosto o curso de capacitação Instagram Academy para empresários. Já o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, que tem programas de fomento a pequenas e médias empresas, lançou na semana passada a websérie “Dicas BNDES”, que traz respostas a dúvidas de empreendedores sobre a atuação digital em vídeos curtos.

Raquel Abrantes, coordenadora de Mercado do Sebrae Rio, concorda que a presença digital é importante para os negócios hoje em dia. Não ter pode significar oportunidades perdidas. Para quem tem dificuldades com tecnologia ou teme a exposição nas redes, ela diz que a contratação de equipes para produzir conteúdo e gerenciar redes pode ser uma saída. O Sebrae tem programas que financiam esse tipo de investimento, diz:

“Sem isso, não significa que o negócio vai morrer, mas perdem-se muitas oportunidades. O cliente está mais exigente e digital.”

8 dicas para se soltar na rede

  1. Tenha uma conta do negócio separada da sua pessoal
  2. Defina com clareza seu público-alvo e o conheça. Isso ajudará a criar peças e direcionar os anúncios
  3. A biografia tem que ser clara e com informações completas sobre: o que o negócio faz, horários de funcionamento, endereço, contato e sobre entregas
  4. Defina uma linha editorial sobre quais temas você vai abordar e como vai falar (se mais sério, mais leve ou divertido, por exemplo)
  5. Seja você mesmo: quanto mais espontâneo, maior o engajamento
  6. Teste as ferramentas e varie os formatos: stories, vídeos, reels, igtv, fotos, carrossel
  7. Se se sente inseguro, use os filtros no Instagram
  8. Não suma. Dê continuidade do conteúdo e poste com frequência

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Brasil: 56,4% das dívidas dos inadimplentes são pagas em até 60 dias

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Indicador da Serasa Experian de abril de 2021, mostrou que 56,4% das dívidas de consumidores inadimplentes no Brasil são pagas em até 60 dias, principalmente no segmento de Utilities (67,4%), que abrange água e energia. Na sequência estão Bancos e Cartões, com 62,6% de dívidas quitadas no período. Este é o Indicador de Recuperação de Crédito, que exibe o percentual de dívidas pagas em até 60 dias após a negativação.

O economista da Serasa Experian Luiz Rabi avalia que o fato de os percentuais de recuperação das dívidas estarem menores nos últimos dois meses – março/21 (56%) e abri/21 (56,4%) –, em relação aos do início do ano (58,8% em janeiro e 59,3% em fevereiro), pode estar relacionado com a aceleração da inflação no período, o que acaba corroendo o poder de compra da população e dificultando a quitação das dívidas em atraso.

Ele sugere que os credores proporcionem descontos e facilidades de pagamentos aos seus clientes em débito, a fim de conseguirem aumentar os seus percentuais de recuperação neste momento de inflação acima do previsto.

O indicador revelou um padrão: as dívidas mais recentes tendem a ser mais recuperadas, enquanto aquelas com mais tempo de existência têm o percentual de quitação mais baixo. Considerando compromissos que estavam vencidos há 30 dias, 74,3% foram quitados; de 30 a 60 dias, 42,4%; de 60 a 90 dias; 31,0%; de 90 a 180 dias; 28,3% entre 180 dias e o primeiro ano e 16,3% entre um e mais anos.

“O esquecimento é muito comum no caso de dívidas mais antigas. Muitas vezes quando a pessoa recebe a notificação de inadimplência, se lembra e realiza o pagamento. Além disso, há também a questão das multas e encargos moratórios que vão encarecendo as dívidas vencidas com o passar do tempo. Por fim, a priorização das contas a pagar também é um fator já que, devido ao atual cenário econômico, os consumidores com dificuldades financeiras acabam escolhendo qual será paga e qual será postergada para o próximo mês”, explicou Rabi sobre os motivos desse movimento.

2020

A Serasa Experian avalia que a pandemia de covid-19 e os desafios econômicos impostos no período fizeram com que, na média de 2020, 57,2% dos registros de negativação fossem recuperados no horizonte de 60 dias após a comunicação do credor, porcentagem menor que 2019, quando o índice ficou em 59,2%.

O indicador mostrou ainda quais valores são quitados com mais facilidade: em 2020, aquelas dívidas acima de R$ 10 mil tiveram recuperação de 70,4%, enquanto o intervalo de R$ 1 mil a R$ 2 mil teve retorno de 53,4% das contas.

“O aumento do desemprego e a redução da renda das pessoas fizeram com que muitos demorassem mais para pagar as contas atrasadas. Pelos dados, observamos que a maior parte priorizou o pagamento de dívidas mais caras, que costumam estar relacionadas a imóveis ou veículos. Elas geralmente têm o bem como garantia, ou seja, para não perder a aquisição os consumidores ficam inclinados a honrar o compromisso financeiro”, disse Luiz Rabi.

Edição: Aline Leal

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Americanas abre mais de 500 vagas de emprego; veja como se inscrever

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Vagas são destinadas para supervisores e estagiários
Redação 1Bilhão Educação Financeira

Vagas são destinadas para supervisores e estagiários

A Americanas S.A., resultado da combinação de operações de Lojas Americanas e B2W Digital, está selecionando estudantes universitários e profissionais para os programas Supervisor do Varejo e Estágio em Loja, duas das principais portas de entrada para liderança de lojas na companhia. São mais de 500 oportunidades para atuação em cidades de quase todos os estados do Brasil. As inscrições vão até o dia 30 de setembro e podem ser feitas pelo site da gupy.

A companhia busca pessoas que tenham vontade de inovar e superar desafios, atitude de dono do negócio, além de interesse na integração entre os mundos físico e on-line. Os candidatos passarão por triagem curricular, entrevistas com gestores e o time de Gente & Gestão, entre outros testes específicos para cada programa.

Os interessados no programa de Estágio em Loja devem estar cursando a graduação, com previsão de formatura de dezembro de 2021 a julho de 2022. No caso das oportunidades de supervisor do varejo, é preciso ter ensino superior completo com até dois anos de formação.

Há vagas em cidades dos estados do Acre, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Sergipe, Alagoas, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal, de acordo com cada programa.

Além de salário compatível com o mercado, a Americanas S.A. oferece diversos benefícios como vale transporte, auxílio refeição, bolsas de estudo, descontos em academias e em compras nas lojas físicas da Americanas em todo o Brasil, e nos sites e apps da Americanas, Submarino e Shoptime.

Para mais informações sobre requisitos, benefícios, oportunidades por estado e programa, candidatos a uma vaga de supervisor de varejo podem acessar o site destinado para vaga. Já os universitários de todo o Brasil interessados no Programa de Estágio em Loja podem se inscrever no  site destinado para estagiários.

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