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Bolsa Família em dobro na pandemia; quando começam os pagamentos?

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O PL 681/2020 que regulamenta o pagamento em dobro do Bolsa Família enquanto durar a pandemia foi  aprovado na Comissão de Seguridade Social e Família  (CSSF) no dia 5 de julho . No entanto, o projeto segue parado e os beneficiários ainda não sabem quando poderão receber  R$ 178 ao invés de R$ 89.

Após aprovação na CSSF, precisa ainda passar pela comissões de Finanças e Tributação (CFT), e pelo grupo que debate Constituição e Justiça (CCJ). No entanto, o projeto só chegou nesta terça-feira (20) à CFT, e segue parado com parecer recebido para publicação. 

A câmara dos Deputados só retorna do recesso parlamentar no dia 31 de julho, quando as comissões voltarão a debater o tema. Até lá, o texto da deputada Natália Bonavides (PT-RN) segue sem previsão. Corre o risco, inclusive, de a pandemia acabar e o projeto não ser regulamentado. 

O benefício variável destinado a unidades familiares em situação de pobreza e extrema pobreza também aumentará. Se há gestantes, nutrizes, crianças entre 0 e 12 anos ou adolescentes até 15 anos, passará de R$ 41 para R$ 82, sendo pago até o limite de cinco por família (R$ 410). Em caso de adolescentes entre 16 e 17 anos, passará de R$ 48 para R$ 96, mantido o limite de dois (R$ 192).


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IBGE: Brasil tinha 1,4 milhão de empresas comerciais em 2019

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O Brasil tinha, em 2019, 1,4 milhão de empresas comerciais com 1,6 milhão de unidades locais, ou lojas, cuja receita operacional líquida alcançava R$ 4 trilhões. As empresas tinham 10,2 milhões de empregados, aos quais foram pagos naquele ano, entre salários, retiradas e outras remunerações, cerca de R$ 246,4 bilhões.

O valor adicionado bruto gerado por essas companhias atingiu R$ 660,7 bilhões. Entre 2014 a 2019, o número de empresas comerciais sofreu redução de 11% (menos 177,3 mil companhias) e o de lojas caiu 8,1% (ou menos 140,6 mil).

Os números constam da Pesquisa Anual do Comércio 2019 (PAC 2019), divulgada hoje (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2019, em comparação a 2010, o comércio por atacado, que é o principal segmento do comércio, ampliou sua participação de 42,7% para 45,2% da receita. Da mesma forma, o varejo subiu de 42% para 44,9%. Por outro lado, o comércio de veículos, peças e motocicletas caiu de 15,3% para 9,9%.

De acordo com a pesquisa, a primeira atividade comercial, em termos de participação na receita operacional líquida, foi a de hipermercados e supermercados, que passou de 10,6% em 2010, para 12,9% em 2019. Situação inversa foi apresentada pelo comércio de veículos automotores, que caiu de uma participação de 11,1%, em 2010, para 4,8%, em 2019.

Comercialização

A margem de comercialização – despesas que consumidores pagam aos intermediários pelo processo de comercialização – das empresas comerciais existentes no Brasil, em 2019, somou R$ 864,3 bilhões, destacando o comércio varejista, que respondeu por 56,1% desse valor, seguido pelo comércio atacadista (36,4%) e pelo comércio de veículos, peças e motocicletas (7,5%).

A taxa de margem de comercialização – divisão da margem de comercialização pelo custo das mercadorias vendidas – foi de 27,6% em 2010, crescendo para 28,8%, em 2019. A pesquisa do IBGE mostra que, com exceção da atividade de comércio varejista de combustíveis e lubrificantes, todas as atividades do segmento do comércio varejista e do comércio de veículos, peças e motocicletas aumentaram a margem de comercialização entre 2010 e 2019.

Já todas as atividades do comércio por atacado reduziram as taxas de margem de comercialização no período analisado, com exceção do comércio por atacado de madeira, ferragens, ferramentas, materiais elétricos e material de construção. No comércio varejista, a taxa de margem de comercialização evoluiu de 35,5% para 37,7%, entre 2010 e 2019, enquanto o comércio por atacado teve a taxa de margem reduzida de 24,1% para 22,3%.

População ocupada

Entre 2010 e 2019, a população ocupada do comércio cresceu 12,5%, chegando a 10,2 milhões de pessoas. O IBGE destacou, contudo, que na comparação com 2014, o setor perdeu 4,4% dos postos de trabalho, ou o correspondente a 466,1 mil empregos.

A perda na ocupação entre 2014 e 2019 atingiu os três grandes segmentos comerciais analisados pela pesquisa. No comércio de veículos, peças e motocicletas, a perda foi de 3,4% ou menos 32 mil postos; no atacado, atingiu 5,9% (ou menos 108 mil vagas); e no varejo, registrou queda de 4,1%, (ou menos 326,2 mil postos de trabalho).

Em termos de postos de trabalho criados, o comércio varejista foi responsável por 74,2% dos empregos, em 2019, contra 73,1%, em 2010. Já o comércio por atacado e o comércio de veículos automotores, peças e motocicletas sofreram declínio, passando de uma participação de 17,2% e 9,7%, em 2010, para 16,9% e 8,9%, em 2019, respectivamente.

No comércio de veículos automotores, peças e motocicletas, embora a média de pessoas ocupadas tenha subido de seis para sete de 2010 para 2019, o salário médio mensal de 2,3 salários mínimos (s.m) caiu para dois mínimos em 2019. No comércio varejista, a média de pessoas ocupadas aumentou de cinco para sete, na mesma base de comparação, mantendo porém o salário mínimo médio mensal de 1,6 s.m. Já no comércio por atacado, foram mantidas tanto a média de pessoas ocupadas (9) como o salário mínimo médio mensal de 2,8 s.m, entre 2010 e 2019.

Segundo a PAC, a atividade com maior variação foi o comércio por atacado de combustíveis e lubrificantes, que diminuiu a média de 7,1 salários mínimos ao mês, em 2010, para 5,7 mínimos mensais em 2019. O IBGE ressaltou, entretanto, que apesar disso, essa foi a atividade que registrou a maior remuneração do comércio.

O salário médio mensal pago pelas empresas comerciais no Brasil, em 2019, foi de 1,9 s.m. A Região Sudeste foi a única que apresentou salário pago acima da média nacional, atingindo dois salários mínimos por mês. A Região Sul registrou salário igual à média do país (1,9 s.m. mensal), enquanto as regiões Norte e Centro-Oeste (1,8 s.m. cada) e a Região Nordeste (1,4 s.m./mês) pagaram salários abaixo da média nacional.

Revenda

A pesquisa revela também que a Região Sudeste concentrava 50% da receita bruta de revenda do comércio do país, em 2019, detendo quase metade (49,6%) das suas unidades locais. A segunda posição foi ocupada pela Região Sul, com 20,8%.

Em 2019, São Paulo foi o único estado brasileiro a registrar empresas comerciais com participação da receita bruta de revenda acima de 50%, aparecendo com 61,1%. Seguem-se com participação superior a 30% o Paraná (37,2%), Pará (36,9%), Rio Grande do Sul (33,8%), Goiás (33,7%) e Mato Grosso (33,2%).

Por grandes regiões, o ganho na receita bruta de revenda evoluiu de 19,5%, em 2010, para 20,8%, em 2019, no Sul do país; de 9,1% para 10,3% na Região Centro-Oeste; e de 3,7% para 4%, na Região Norte. Em contrapartida, houve perda de participação nas regiões Nordeste e Sudeste, que caíram de 15,3% para 14,9% e de 52,4% para 50%, entre 2010 e 2019, respectivamente.

Edição: Maria Claudia

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Olimpíadas: atletas ganham status de ex-BBBs para marcas em busca de publicidade

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Douglas Souza é o novo garoto propaganda da XP
Divulgação/FIVB

Douglas Souza é o novo garoto propaganda da XP

Em paralelo à Olimpíada de Tóquio, as agências de publicidade disputam atletas brasileiro para estrelarem campanhas e ações de marketing. Nessa competição, publicitários afirmam que o cachê dos atletas na olimpíada do marketing pode triplicar nos primeiros meses após os Jogos. Eles ganham status similar ao de participantes do Big Brother Brasil.

Nomes como Rayssa Leal, a fadinha do skate, medalha de prata aos 13 anos na modalidade street, Ítalo Ferreiro, ouro no surfe, entre outros estão na mira de marcas diversas do varejo, instituições financeiras, empresas de telefonia e até de streaming.

A XP anunciou Douglas Souza, atleta do vôlei que estourou nas redes sociais, como o mais novo integrante do chamado Time XP. Rayssa ganhou campanha da Nike no dia seguinte à final olímpica.

A busca pelos atletas se insere no chamado marketing de oportunidade. E cresce com a visibilidade de medalhistas brasileiros no pódio ou em redes sociais.

Alguns exemplos:

  • O lutador de taekwondo Ícaro Miguel faz parte da equipe de atletas patrocinados;
  • Os canoístas de prata Isaquías Queiroz e Erlon de Souza fazem parte da equipe de atletas patrocinados pela TIM;
  • Ana Patrícia e Rebecca, do vôlei de praia, fazem parte da equipe de atletas patrocinados pela TIM;
  • A jogadora de vôlei Rosamaria Montibeller fechou contrato para ser agenciada pela Mynd, empresa responsável por Douglas Souza;
  • Daniel Cargnin conquistou medalha de bronze no judô e está atraindo empresas de telefonia, marcas de material esportivo e produtos alimentícios;
  • Fernando Scheffe conquistou o bronze na prova dos 200 metros livres e recebeu em dois dias 83 contatos de empresas;
  • O jogador de vôlei Douglas Souza fez sucesso nas redes sociais e foi contratado pela XP;
  • Após prata no skate street em Tóquio, Rayssa Leal ganhou campanha da Nike no dia seguinte;
  • Ítalo Ferreira levou o ouro no surfe em Tóquio e ganhou campanha da Oi;

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