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Reajuste em planos de saúde coletivos é maior do que o teto da ANS

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Em 2020, os reajustes nos planos de saúde coletivos, tanto empresariais quanto por adesão, foram maiores do que o teto de 8,14% estabelecido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para os planos individuais. Os dados fazem parte de uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) feita com cinco empresas que tinham o maior volume de reclamações por parte de consumidores: SulAmérica, Bradesco Saúde, Amil, Unimed Central Nacional e Unimed Rio.

No ano passado, o reajuste médio entre os planos coletivos analisados foi de 11,28%, ou seja, 3 pontos percentuais acima do máximo estabelecido pela ANS para os planos individuais. No caso da Unimed Rio, que promoveu o maior aumento, o reajuste chegou a 14,55%, mais de 6 pontos percentuais acima do teto da ANS para os planos individuais. Entre as empresas, a única que ficou abaixo do teto para plano individual foi a Unimed Central Nacional, com 7,66% de reajuste.

Os planos coletivos empresariais e por adesão não são regulados pela ANS e, segundo o Idec, representam quase 80% do mercado de planos de saúde.

“Os resultados são bastante claros ao evidenciar que a maior fatia do setor de saúde suplementar está completamente fora de controle. É inaceitável que os usuários de planos coletivos sigam absorvendo reajustes muito acima do teto estabelecido pela agência para os planos individuais”, disse Ana Carolina Navarrete, coordenadora do programa de Saúde do Idec.

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“A pesquisa confirma um diagnóstico antigo do Idec: uma regulação efetiva, para todos os consumidores, é a única via para colocar freios às políticas de preços das operadoras e acabar com essa injustiça.”

Hoje pela manhã (10), a Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados realizou uma audiência pública para discutir o reajuste dos planos de saúde. O estudo do Idec foi apresentado durante a audiência.

Planos

Por meio de nota, a Central Nacional Unimed disse que cumpre integralmente a legislação dos planos de saúde e os contratos firmados com seus clientes, o que inclui a aplicação dos reajustes anuais. “É importante considerar que os planos individuais e os planos coletivos estão submetidos a diferentes regras e critérios de reajuste, tornando inadequada a comparação direta entre os percentuais. Além disso, os reajustes são recomposições dos custos assistenciais, que, historicamente, crescem acima da inflação geral medida pelo IPCA”, disse a empresa.

A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), que representa as 15 maiores operadoras de planos e seguros privados de assistência à saúde, incluindo Bradesco Saúde, Amil e SulAmérica, informou que os reajustes aplicados estão de acordo com o permitido pela ANS. “O setor segue contratos, é regulado e fiscalizado e obrigado ao cumprimento de parâmetros atuariais, regulatórios, legais, contábeis e econômico-financeiros severos. O cálculo é feito com base numa série de indicadores, que envolvem particularidades de cada carteira e cada contrato, como idade dos participantes, índice de sinistralidade, severidade dos sinistros registrados”, disse, em nota.

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A FenaSaúde diz ainda que há uma diferença entre os planos individuais e coletivos. “No caso dos individuais/familiares, o modelo adotado pela agência reguladora não reflete o aumento real dos custos na saúde, que chegam a ser o triplo do índice de inflação, assim como desconsidera as características de cada carteira de planos. Isso pode fazer com que algumas operadoras não consigam cobrir os gastos assistenciais”, disse a federação, que considera que os reajustes deste ano para os planos coletivos “estão entre os mais baixos já aplicados”.

“Para a maior parte das operadoras, inclusive, é o percentual mais baixo desde 2013 – reflexo do menor uso de procedimentos eletivos, em 2020, fruto da pandemia da covid-19”, diz a FenaSaúde.

A Agência Brasil entrou em contato com a Unimed Rio, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

Edição: Lílian Beraldo

Fonte: EBC Saúde

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Estados Unidos doam 3 milhões de doses da Janssen para o Brasil

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Os Estados Unidos doaram para o Brasil um lote de 3 milhões de doses da vacina da Janssen contra a covid-19. O carregamento será recebido na sexta-feira (25) pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e um representante da embaixada americana, no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). 

Segundo informou o Ministério da Saúde no início da noite de hoje, o Brasil aplicou 90 milhões de doses de vacina contra a covid-19, com 65 milhões de adultos imunizados com a primeira dose. Segundo a pasta, o número representa 40% do público-alvo, composto por diversas faixas etárias acima de 18 anos. 

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

RJ:Entenda intoxicação por monóxido de carbono, possível causa da morte de casal

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Casal foi encontrado morto em banheiro de apartamento no Leblon, Rio de Janeiro
Montagem feita com fotos de redes sociais

Casal foi encontrado morto em banheiro de apartamento no Leblon, Rio de Janeiro

Caso não esteja nas condições de instalação adequadas, o aquecedor a gás pode produzir um gás venenoso — o monóxido de carbono — capaz de matar qualquer ser humano em poucos minutos . Quem faz o alerta é a química Tatiana Saint-Pierre, do Departamento de Química do Centro Técnico-Científico (CTC) da PUC-Rio. Segundo ela, o fenômeno, chamado de combustão incompleta, pode ter acontecido no episódio do  casal que foi encontrado morto no Leblon nesta terça-feira.

A explicação se relaciona com o nível de confinamento do ambiente. Para acontecer da maneira correta, a combustão sequestra o gás oxigênio disponível, permitindo que as chamas dentro do aquecedor se mantenham. Esta é a combustão completa. Contudo, se o cômodo for mal ventilado, a combustão roubará todo o oxigênio existente no local e, na falta dele, passará a produzir o monóxido de carbono.

Ao contrário do gás encanado — que, para evitar acidentes, tem um odor artificial adicionado quimicamente —, o monóxido de carbono não produz cheiro algum, o que dificulta muito o seu reconhecimento.

— É muito importante avisar que esse tipo de acidente em geral não é provocado por vazamento de gás, e sim pela intoxicação por monóxido de carbono. Quando se diz que foi por vazamento de gás, logo pensamos que o aquecedor estava velho ou quebrado e que um conserto poderia ter reparado isso. Mas, em se tratando de monóxido de carbono, até aquecedores novíssimos e sem defeitos podem causar uma tragédia — diz Saint-Pierre.

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Segundo ela, apartamentos onde o aquecedor fica no banheiro são mais propensos a apresentar esse tipo de problema, devido à pouca ventilação. O risco se intensifica nesta época do ano, em que, por causa do inverno, as pessoas tomam banhos mais quentes e longos.

— Provavelmente foi o que aconteceu com o casal. Tomando banho juntos, acabaram gastando mais tempo. E, por causa do frio, podem ter decidido fechar a janela do banheiro. É uma possibilidade — diz a especialista.

De acordo com Saint-Pierre, um dos primeiros sinais da combustão incompleta é a presença do gás carbônico. Isso porque, antes de gerar o monóxido de carbônio, a falta de oxigênio provoca no ambiente um excesso de gás carbônico, outro produto da combustão. Embora o gás carbônico não seja propriamente venonoso, ele pode causar, se ingerido em grandes quantidades, dor de cabeça, dificuldade para respirar, tonturas e desmaio, entre outros sintomas.

— Na combustão incompleta, a pessoa primeira desmaia com o gás carbônico e depois morre com o monóxido. É uma morte por asfixia. Por isso, se uma pessoa é encontrada desmaiada nessas circunstâncias, mas com vida, precisa ser submetida à oxigenação urgentemente. Mesmo sobrevivendo, ela pode ter sequelas — afirma Saint-Pierre.

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Como evitar tragédias

Para prevenir a intoxicação por monóxido de carbono, é necessário garantir a ventilação adequada do ambiente em que o aquecedor está instalado, conforme a norma brasileira 13103, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

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Caso seu aquecedor fique no banheiro, mantenha janelas e basculantes livres e abertos, pois eles fazem a ventilação superior do cômodo. Outro cuidado importante é manter uma báscula aberta, com no mínimo 1,5m de distância acima do piso e 600 cm².

Na parte inferior também deve haver ventilação. Ela pode ser feita por um corte de 3 cm na porta ou instalação de veneziana com área mínima de 200 cm².

De acordo com a Naturgy, empresa responsável pela distribuição de gás no Rio de Janeiro, locais em que fogões e aquecedores estão instalados devem ter ventilação permanente inferior e superior para a renovação do ar.

No caso dos aquecedores, as chaminés devem ter no mínimo 35cm de altura e no máximo 2m de comprimento. Um terminal em “T” deve ser instalado no fim da chaminé, no exterior da edificação.

Além disso, certifique-se de que os equipamentos a gás da sua casa estão devidamente vistoriados. Faça revisões anuais com empresas especializadas. Comprar um detector de monóxido de carbono também é uma opção. O aparelho está disponível no mercado a preços variados, a partir de R$ 150.

Fonte: IG SAÚDE

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