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Polícia não pode julgar quem vive e morre, diz diretora da Anistia Internacional

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Jurema Wernek, ativista e diretora-executiva da Anistia Internacional Brasil
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Jurema Wernek, ativista e diretora-executiva da Anistia Internacional Brasil

A ativista e diretora-executiva da Anistia Internacional Brasil, Jurema Werneck, falou nesta segunda-feira (17) sobre a operação policial que deixou 29 mortos no bairro do Jacarezinho, no Rio.  Werneck criticou a operação e afirmou que “polícia nenhuma tem autorização para decidir quem vive e quem morre”.

“Se trata de uma chacina porque são muitas pessoas mortas, atacadas, traumatizadas e com sequelas que vão durar a vida toda. O país vai viver com essa marca de que policiais entraram na comunidade, nas casas, no quarto de crianças e mataram brasileiros e brasileiras. Mataram jovens, gente que tem uma vida pela frente”, disse Jurema no Roda Viva , da TV Cultura .

Segundo a ativista, existe uma ‘falência’ da promessa da segurança pública no Brasil, em especial no Rio de Janeiro. Ela diz que as forças de segurança querem “quase uma carta branca” para as suas ações.

“Essas ações que, nos últimos 30 anos, têm sido denunciadas como pouco inteligentes, truculentas e violadoras de direitos humanos (…) existe um profundo desprezo pela vida das pessoas que moram nas favelas, nas periferias, pela vida de pessoas negras”, disse Jurema. 

A ativista reforçou que a truculência das forças de segurança só fazem aumentar os índices de violência no Brasil. Segundo ela, a solução passa pelo respeito aos direitos humanos. “Que inclui saúde, educação, moradia, cultura, trabalho… é pela vida digna.”

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Família de novo ministro teria tentado expulsar indígenas de terra em SP

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O novo ministro do Meio Ambiente e o presidente Jair Bolsonaro
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O novo ministro do Meio Ambiente e o presidente Jair Bolsonaro

O novo ministro do Meio Ambiente, Joaquim Álvaro Pereira Leite , integra uma tradicional família de fazendeiros de café que disputa uma porção da Terra Indígena Jaraguá, em São Paulo. As informações são da BBC Brasil.

Um documento da Funai (Fundação Nacional do Índio) diz que capatazes da família do ministro chegaram a destruir a casa de uma família indígena ao tentar expulsá-la do território.

A terra tem 532 hectares e fica nos municípios de São Paulo e Osasco. Nela moram indígenas dos povos Guarani Mbya e Ñandeva, segundo a Comissão Pró-Índio de São Paulo.

Segundo relatório de identificação da terra indígena, o pai do novo ministro, Joaquim Álvaro Pereira Leite Neto, teria, em 1986 exigido a Funai “retirasse os marcos físicos do processo demarcatório da área indígena Jaraguá, alegando ser o proprietário da área, acusando agressivamente a Funai de estar praticando um crime”.

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“Tal agressividade, no entanto, extrapolou para além das missivas, e passaram então esses cidadãos a fazer ameaças aos índios, a intimidá-los com capatazes, e mesmo destruindo uma de suas casas”, segue o relatório.

Como a Funai não paralisou a demarcação, os indígenas teriam passado a sofrer ameaças da família.

No entanto, o Ministério Público Federal teria acionado a Polícia Federal, que interveio e evitou a expulsão.

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STF autoriza envio do celular de Salles para os EUA para desbloquear o aparelho

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Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)
Carlos Moura/ SCO/ STF

Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o  envio do celular entregue à Polícia Federal pelo agora ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles para os Estados Unidos. A decisão foi tomada no último dia 16.

O GLOBO apurou que a decisão do ministro do Supremo autorizou a PF a valer-se do apoio técnico do “US Fish and Wildlife Service“ com o objetivo de desbloquear o aparelho. No despacho, Moraes ainda teria determinado que a extração e análise dos dados devem ser feitos diretamente pelas autoridades brasileiras, após o desbloqueio.

Moraes entende que o conteúdo do celular é imprescindível para o andamento das investigações, já que os dados podem se revelar de fundamental importância, especialmente analisados em conjunto com o material que será obtido em razão de outras decisões envolvendo Salles.

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Salles deixou o cargo nesta quarta-feira, pressionado por duas investigações que envolvem a sua suposta participação em esquema de madeira ilegal na Amazônia. Em maio, Moraes autorizou a PF a fazer busca e apreensão contra Salles na operação Akuanduba, por suspeita de facilitação à exportação ilegal de madeira do Brasil para Estados Unidos e Europa.

A operação apura crimes contra a administração pública — corrupção, advocacia administrativa, prevaricação e, especialmente, facilitação de contrabando — praticados por agentes públicos e empresários do ramo madeireiro.

No início de junho, a ministra Cármen Lúcia autorizou a abertura de um inquérito para apurar se o ministro obstruiu as investigações de um esquema de desmatamento ilegal na região, a Operação Handroanthus, considerada a maior já realizada.

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