conecte-se conosco


Economia

Itamaraty ficou sem verba para combate a pandemia em 2021

Publicado

Economia


source
 O atual chanceler do Brasil, Carlos França
Reprodução/Flickr

O atual chanceler do Brasil, Carlos França


O governo federal não reservou nenhum dinheiro para que o Ministério das Relações Exteriores ( MRE ) tomasse medidas e financiasse negociações contra a pandemia do novo Coronavírus. Em 2020, o primeiro ano da crise no Brasil, o Itamaraty contou com R$ 128 milhões.

As informações estão no ofício do ministro das Relações Exteriores, Carlos França , encaminhado, na sexta-feira (14/5), à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid-19 . A investigação trata das ações e omissões do governo na pandemia.

O documento foi enviado a pedido do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), suplente da CPI. Ele deve abordar esse assunto durante o depoimento do ex- chanceler Ernesto Araújo marcado para esta terça-feira (18).


Você viu?

Araújo deixou o cargo no fim de março  após pressão de parlamentares da base governista e da oposição. Eles alegavam que sua gestão ideológica atrapalhava as negociações com os fornecedores de insumos e vacinas contra a Covid-19, como China e Índia.

Veja Também  Auxílio emergencial: Caixa faz novos pagamentos hoje; saiba quem recebe

O atual chanceler afirma que “no ano corrente, o Itamaraty não conta, por ora, com recursos inscritos na ação 21C0 [de combate a pandemia], mas, sim, com os recursos de sua programação orçamentária regular, inscritos na ação 21I5 – Serviços Consulares e de Assistência a Brasileiros no Exterior”.

O ministério tem a sua disposição para este ano, R$ 9,8 milhões. “Esse valor será destinado ao atendimento de variadas iniciativas consulares, entre as quais a repatriação e evacuação de brasileiros desvalidos”, escreveu o chefe do MRE.

Os R $128 milhões destinados ao Itamaraty em 2020 foram garantidos por duas medidas provisórias. A MP 929/2020 atribuiu à pasta crédito extraordinário de R$ 62 milhões, e MP 962/2020 garantiu mais 66 milhões

R$ 100 milhões foram alocados para “o atendimento de despesas urgentes e inadiáveis, como serviços consulares e assistência a cidadãos brasileiros no exterior, em função da emergência sanitária de escala global decorrente da pandemia de Covid-19″, diz o documento. Desse montante, R$ 62,3 milhões foram gastos no exterior, dos quais R$ 61,3 milhões apoiaram o retorno de brasileiros retidos em outros países após a eclosão da pandemia — 38.800 pessoas no total.

Veja Também  Auxílio emergencial: Caixa paga benefício neste sábado; confira quem recebe

Ainda segundo o chanceler, os R$ 28 milhões restantes foram inscritos nas ações de cooperação internacional de enfrentamento à covid-19, sob responsabilidade da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), “que permitiram ao Brasil atender apelos de apoio no enfrentamento da covid-19 oriundos de 24 países em desenvolvimento, bem como apoiar iniciativas de assistência humanitária internacional”.

Comentários Facebook

Economia

Brasil é o 2º país com maior mal-estar socioeconômico, aponta estudo

Publicado


source
Brasil é o 2º país com pior mal-estar econômico, segundo levantamento de pesquisador do Ibre-FGV
Divulgação

Brasil é o 2º país com pior mal-estar econômico, segundo levantamento de pesquisador do Ibre-FGV

Entre os 38 países-membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) , em que o Brasil é uma nação convidada, o país ocupa a 2ª posição no índice de mal-estar socioeconômico. Isto porque o desemprego recorde e a inflação alta impulsionaram esta colocação. O levantamneto foi feito pelo professor Daniel Duque , do Ibre-FGV (Instituto Brasileiro de Ecomia da Fundação Getúlio Vargas) , e foi publicado pelo O Globo

Segundo o estudo do pesquisador, no primeiro trimestre de 2021, a taxa de desconforto no Brasil chegou a 19,83%, ficando atrás da Turquia apenas, que registrou 26,27% no fim do quatro trimestre de 2020. Outros países vêm em seguida, como Espanha (16,09%), Colômbia (15,63%), Grécia (14,08%) e Chile (13,42%).

Este índice de mal-estar socioeconômico leva em conta duas situações: o mercado de trabalho e o nível de preços. O Brasil registrou uma taxa de desemprego de 14,7%, o que corresponde a 14,8 milhões de pessoas sem trabalho no último trimestre deste ano. Por outro lado, o Produto Interno Bruto (PIB) do país apresentou uma melhora, ficando em 1,2%.

“A economia está em situação aparente de melhora, mas a população está em mal-estar. A recuperação tem sido puxada por agropecuária e indústria, que empregam menos”, disse Duque ao jornal. 

Comentários Facebook
Continue lendo

Economia

Deputados buscam estratégias para debater reforma administrativa em comissão

Publicado


source
Deputados querem buscar estratégias para apoiar emendas sobre a Reforma Administrativa
Reprodução/Câmara dos Deputados

Deputados querem buscar estratégias para apoiar emendas sobre a Reforma Administrativa

Com o início das atividades da comissão especial da reforma administrativa  na Câmara dos Deputados , parlamentares que fazem parte de frentes em defesa do serviço público estão definindo estratégias para o debate do mérito do texto. À coluna, quatro membros titulares do grupo de trabalho na Casa adiantaram o que vem por aí.

O objetivo é construir apoio para, ao menos, aprovar emendas que reduzam o que eles consideram danos aos servidores , como o fim da estabilidade para a maioria dos carreiras e a criação do vínculo de experiência antes da investidura no cargo. Isso porque, nessa fase, derrubar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) elaborada pelo Executivo seria menos provável, pelo fato de o governo ter ao seu lado a maioria dos integrantes da comissão.

Para o presidente da Frente Servir Brasil, deputado federal Professor Israel Batista (PV-DF), as reuniões serão importantes para preparar terreno para a votação no plenário. “As discussões vão ser bastante acaloradas. Não temos a ilusão de derrubar o texto. A ideia é utilizar a comissão para mobilizar a opinião pública e atingir os deputados com detalhes.”

Veja Também  Deputados buscam estratégias para debater reforma administrativa em comissão

A Servir Brasil optou por não apresentar emendas à PEC. Milton Coelho (PSB-PE), que também compõe a frente, disse que a mobilização dos servidores e da sociedade em geral para pressionar os parlamentares será fundamental. “Sem isso, vejo poucas chances de parar a reforma.”

PT e PCdoB querem protocolar emendas

Você viu?

Um dos coordenadores da Frente Parlamentar Mista do Serviço Público, o deputado federal Rogerio Correia (PT-MG) contou que o Partido dos Trabalhadores preparou quatro emendas. Uma é um texto substituto global à PEC do governo; outra ataca pontos prejudiciais aos atuais servidores; a terceira acrescenta a exclusão de militares da política à proposta; e a última trata do fim do teto salarial duplo, que beneficia aposentados e militares da reserva em cargos comissionados ou de confiança. A meta, agora é recolher as 171 assinaturas de parlamentares exigidas para que as emendas sejam protocoladas na comissão.

A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), da mesma frente, afirmou que a legenda também está formatando emendas para serem apresentadas:

— O texto da reforma dissolve o Estado brasileiro. É um desastre total, inclusive para o acesso da população aos serviços públicos. O salário médio de um servidor é de R$ 4 mil. A PEC não mexe nos “supersalários”. Meu apelo é que que todos se levantem contra essa proposta. O sucesso será proporcional ao grau de mobilização.

Debate deve durar dois meses e meio

Na tramitação de uma PEC na Câmara, a comissão especial visa analisar as características da proposição. Não há um número de reuniões definido nem datas específicas para que elas ocorram. O regimento determina que a apresentação de emendas deve acontecer no prazo de dez sessões do plenário da Casa, e a emissão do parecer do relator, em 40 sessões.

Com isso, a previsão é que os debates, que incluirão audiências públicas cujos requerimentos já foram aprovados na semana passada, durem cerca de dois meses e meio. O passo seguinte é a votação da proposta em dois turnos por todos os deputados da Casa.

Comentários Facebook
Continue lendo

Policial

Política

Mato Grosso

Mais Lidas da Semana