conecte-se conosco


Carros

Honda Africa Twin DCT chegou; saiba todos os detalhes da novidade

Publicado

Carros


source
A Honda CRF 1100L Africa Twin é a mais adequada para pilotagem agressiva
Divulgação

A Honda CRF 1100L Africa Twin é a mais adequada para pilotagem agressiva

Com maior cilindrada e a transmissão automatizada DCT, a evolução da Africa Twin A Honda apresenta, por meio de uma live na internet, a sucessora da Africa Twin, que foi lançada mundialmente há cinco anos.

É a Honda CRF 1100L , que tem maior cilindrada e vem com a opção do câmbio automatizado DCT. A aventureira chega com muitas novidades, além da transmissão de duas embreagens já utilizada na GL 1800 Gold Wing e na X-ADV .

Serão quatro as versões disponíveis, a Honda CRF 1100L Africa Twin, a Honda CRF 1100L Africa Twin DCT, a Honda CRF 1100L Africa Twin Adventure Sports ES e a Honda CRF 1100L Africa Twin Adventure Sports ES DCT . As duas versões com câmbio convencional de seis marchas e embreagem única serão produzidas em Manaus, AM, enquanto que as duas versões com câmbio DCT serão importadas do Japão.

As diferenças entre as duas versões standard e as duas versões Adventure Sports são muitas, a começar pelo tanque de combustível. A CRF 1100L e a CRF 1100L DCT têm tanque de 18,8 litros, enquanto que a CRF 1100L Adventure Sports ES e a CRF 11000L Adventure Sports ES DCT têm tanque de 24,8 litros.

Honda CRF 1100L Africa Twin Adventure Sports ES é mais adequada para longas viagens
Divulgação

Honda CRF 1100L Africa Twin Adventure Sports ES é mais adequada para longas viagens

Já em relação à Africa Twin anterior, a CRF 1000L, as diferenças são muitas, conforma a ilustração acima. Pára-brisa baixo, luzes diurnas, carenagem, cornering ABS, maior potência do motor, quadro redimensionado, novos pneus, ajuste do ABS para o off road, novo escapamento, sistema ESS de segurança, sistema inercial de seis eixos , controlador de velocidade de cruzeiro e painel de instrumentos de TFT.

A versão Adventure Sport ES da Africa Twin vem com algumas novidades a mais, como o para-brisa de maior tamanho, ajustável, luzes direcionais , suspensões elétricas (daí a sigla ES, Electric Suspensions), protetor de carter mais largo e manoplas aquecidas.

O sistema de luzes direcionais, chamado de Cornering Lights , aciona de um até três leds conforme a inclinação da motocicleta em uma curva, auxiliando na iluminação e na segurança noturna.

Todas as versões estão mais leves, 1,8 kg só no novo quadro de aço de duplo berço. A CRF 1000L pesa 206 kg com câmbio convencional e 216 kg com DCT, e a ES pesa, respectivamente, 215 kg e 225 kg. O sub-quadro, que suporta o banco, é de alumínio. A nova balança traseira de alumínio também é nova  pesa 0,5 kg a menos que a anterior.

O novo quadro tem a fixação do motor mais à frente que o anterior, permitindo que o banco do piloto pudesse ficar um pouco mais baixo, o que facilita muito a pilotagem. Mesmo assim, existe a regulagem da atura do banco em dois níveis, de 870 mm e de 850 mm em relação ao solo. A altura livre do solo é agora de 250 mm para todas as versões da motocicleta.

A iluminação de curvas é acionada quando a motocicleta inclina
Divulgação

A iluminação de curvas é acionada quando a motocicleta inclina

A suspensão dianteira Showa tem garfo invertido com curso da roda de 230 mm e é regulável na pré-carga da mola e na extensão e compressão. A  suspensão traseira, também com amortecedor Showa, tem curso de 220 mm e ajuste da pré-carga no próprio corpo, também com ajustes na extensão e compressão. Na versão Adventure Sports ES , as duas suspensões são ajustadas eletrônicamente pelo sistema Showa EERA.

O freio dianteiro da Africa Twin tem cálipers Nissin de quatro pistões radiais, e dois discos de 310 mm de diâmetro. O disco traseiro tem 256 mm de diâmetro e cáliper de pistão simples. Quanto ao sistema ABS, a leitura em tempo real do ângulo da inclinação, da desaceleração (via sensores de velocidade na roda dianteira/traseira) e das diferentes taxas de deslizamento de roda dianteira e traseira através da IMU , determinam a exata pressão de frenagem.

Veja Também  Lamborghini prepara eletrificação de seus supercarros

O sistema também atua na contenção do levantamento repentino da roda traseira por meio do controle da força de frenagem , par a manter a estabilidade. O ABS traseiro pode ser desativado para o uso off road.

O novo quadro de aço é 1,8 kg mais leve que o anteriorO novo quadro de aço é 1,8 kg mais leve que o anterior
Divulgação

O novo quadro de aço é 1,8 kg mais leve que o anteriorO novo quadro de aço é 1,8 kg mais leve que o anterior

Nas duas versões da Africa Twin com câmbio DCT, o freio traseiro tem uma pinça adicional para imobilizar a motocicleta quando estacionada em rampas, uma vez que esse sistema de transmissão não permite que a roda fique travada pelo motor. Esse sistema é simples e funciona como um freio de estacionamento.

Para essa nova Africa Twin, o motor bicilíndrico de comando único e oito válvulas teve sua cilindrada aumentada de 998 cm 3 para 1.084 cm 3 , com muitas pequenas alterações em relação ao motor anterior. Assim, a potência subiu de 88,9 cv para 99,3 cv, a 7.500 rpm, com torque máximo passando de 9,5 kgfm para 10,5 kgmf, a 6.000 rpm.

O aumento da cilindrada foi obtido pelo aumento do curso dos pistões de 75,1 mm para 81,5 mm, permanecendo inalterado o diâmetro dos cilindros de 92 mm. A taxa de compressão é de 10,0:1, as camisas dos cilindros agora são de alumínio, o que em conjunto com outras medidas de redução de peso nos componentes da transmissão da versão com câmbio convencional , resultou em um motor 2,5 kg mais leve.

O motor da versão DCT pesa 2,2 kg a menos que no motor anterior. O peso total do motor atual, com câmbio convencional, é de 66,4 kg, enquanto que o do motor da versão DCT é de 74,9 kg.

O novo quadro de aço é 1,8 kg mais leve que o anterior
Divulgação

O novo quadro de aço é 1,8 kg mais leve que o anterior


Os dois radiadores do sistema de refrigeração a água são inclinados para baixo, para fazer com que o ar, aquecido pela passagem pelos dutos aquecidos pela água que vem do motor, não esquente as pernas do piloto.

Você viu?

Com o acréscimo de temperatura da água pelo funcionamento do motor, uma válvula termostática libera a passage pelos radiadores, que têm ventoinhas para controle da temperatura ideal.

No câmbio tipo convencional a embreagem de alumínio e seu atuador usam rampas inclinadas auxiliares para facilitar o engate de marchas, e rampas deslizantes para as reduções. O diâmetro da embreagem diminuiu , com molas de menor tensão, o que visou um acionamento mais leve no manete. As engrenagens foram reprojetadas , e agora são fabricadas com material mais resistente.

Já o câmbio DCT sistema funciona por meio de duas embreagens , uma para marchas ímpares e outra para marchas pares. Cada uma delas é acionada por um sistema eletro-hidráulico independente, e nas trocas de marcha, pelos comandos no punho do guidão, pela ação do condutor, ou automaticamente, ocorre a alternância entre as embreagens, o que permite a rápida mudança instantânea de uma marcha para outra.

O motor teve sua cilindrada aumentada de 998 para 1.084 cm 3
Divulgação

O motor teve sua cilindrada aumentada de 998 para 1.084 cm 3

Há três modos de funcionamento do câmbio DCT, no MT o controle é manual por meio dos botões no punho , e no D as mudanças são automáticas, opção adequada para a condução em cidade e em vias rápidas. O modo automático S tem três níveis, com rotações mais elevadas antes do engate da marcha superior.

As reduções também ocorrem mais cedo, com maior efeito do freio- motor, o que torna esta opção em seus diversos níveis – de 1 a 3 – a mais adequada para pilotagem esportiva. A qualquer momento o piloto pode mudar as marchas pelos botões no punho.

Veja Também  Quebrando o gelo: baixa temperatura exige atenção com manutenção do carro

Na versão DCT, o Riding Mode Off-Road oferece maior eficiência no fora de estrada, que pode ser melhorada ainda mais pelo interruptor G. Ao ativar G no painel TFT – algo possível em qualquer um dos Riding Modes – o leve patinamento da embreagem oferecido pelo Adaptative Clutch Capability Control , cuja função é oferecer conforto, é eliminado, o que promove uma conexão mais imediata entre acelerador e roda, resultando em tração mais direta e melhor controle da moto.

Uma central eletrônica comanda os vários recursos da Africa Twin
Divulgação

Uma central eletrônica comanda os vários recursos da Africa Twin

O sistema DCT atua selecionando a melhor marcha para a situação. Para tal recebe da IMU parâmetros relativos à inclinação em curva, velocidade, abertura do acelerador, rotação do motor e marcha em uso, e também consegue identificar características do percurso, se a moto está subindo, descendo ou em curva.

A seleção da modalidade de câmbio no sistema DCT (D, S1, S2, S3 ou MT) independe do Riding Mode escolhido (Tour, Urban, Gravel, Off Roard, User 1 ou User 2), o que permite múltiplas combinações, que oferecem máximas possibilidades ao condutor.

O painel de TFT controla os quatro modos de pilotagem novo painel de instrumentos de TFT é possível controlar os quatro Riding Mode , Tour, Urban, Gravel e Off-Road, com dois modos extra User, totalmente personalizáveis. Nas Africa Twin DCT, a escolha da modalidade.

No novo painel de instrumentos de TFT é possível controlar os quatro Riding Mode, Tour, Urban, Gravel e Off-Road, com dois modos extra User , totalmente personalizáveis.

Nas Africa Twin DCT, a escolha da modalidade de mudança de marchas (D, S1, S2, S3 e MT) não afeta a seleção dos Riding Mode, que são os seguintes: Modo Tour – Nível mais elevado de potência (P), ideal para as viagens com carga e passageiro, freio motor (EB) em nível médio (2). ABS modo ‘road’, controle de tração (T) nível 6, antiwheelie nível 3. Nas versões das Africa Twin com câmbio DCT a tecla G não pode ser ativada.

O painel de TFT controla os quatro modos de pilotagem
Divulgação

O painel de TFT controla os quatro modos de pilotagem

Modo Urban – O mais adequado para diferentes tipos de utilização. Potência (P) nível 2, e freio motor (EB) nível 2, e função de ABS modo ‘road’ não desativáveis. Controle de tração (T) nível 6 e antiwheelie (W) nível 3 podem ser alterados. Nas versões das Africa Twin com câmbio DCT a tecla G não pode ser ativada.

Modo Gravel – Destinada a percursos em piso de baixa aderência. Potência (P) nível 4, freio motor (EB) desativado, ABS modo off-road não desativável; nesta configuração, o ABS traseiro não pode ser desligado. O controle de tração (T) nível 6 e o antiwheelie nível 3 podem ser alterados. Nas versões DCT a tecla G não pode ser ativada.

Modo Off-Road – Adequada para a máxima eficiência no fora-de-estrada. Potência (P) nível 3, freio motor EB nível 3. ABS em modo off-road. Nesta configuração, o ABS traseiro pode ser desligado. O controle de tração (T) nível 6 e o antiwheelie nível 3 podem ser alterados. Nas versões DCT a tecla G está ativa.

Modos User – Permitem uma escolha distinta das configurações de todos os parâmetros. Potência (P) entre os níveis de 1 a 4, freio-motor EB de 1 a 3, ABS ‘road’ ou ‘off-road’. Nas versões DCT a tecla G pode estar ativa ou não. As Africa Twin saem de fábrica com modo USER 1 com ajuste igual ao modo URBAN, o modo USER 2 segue o ajuste de GRAVEL.

A linha de acessórios originais para a Africa Twin é ampla e inclui alguns itens muito interessantes, os baús de alumínio com malas internas. E esses acessórios podem ser incluídos no financiamento para a compra da motocicleta, em até 15% do seu valor.

Os preços de cada uma são R$ 70.490 para a versão de entrada e R$ 76.804 com câmbio DCT, R$ 90.490 para a versão Adventure Sports com câmbio convencional e R$ 96.626 com câmbio DCT. Com câmbio convencional, a previsão de entrega das primeiras unidades é no próximo mês e, para as versões DCT, em agosto. Mas, a partir do próximo dia 17 de maio, já é possível fazer a pré-venda pela on-line.

Fonte: IG CARROS

Comentários Facebook

Carros

VW Santana: luxo e esportividade ao “carro do povo”

Publicado


source


VW Santana foi fabricado até 2006 contabilizando o montante de 548.494 carros desde o início de sua produção, em 1984
Divulgação

VW Santana foi fabricado até 2006 contabilizando o montante de 548.494 carros desde o início de sua produção, em 1984

O nome Santana significa vento forte, quente e seco, que sopra nas montanhas Santa-Ana, no sudoeste da Califórnia, proveniente do litoral. A VW o classifica como um produto “top” de linha, moderno, luxuoso e confortável. Mas o carro de luxo da VW é muito mais antigo do que se imagina. Sua origem remonta na Alemanha, em novembro de 1980 e teve como base a segunda geração do Audi 80 , lançado um ano antes.

Na fábrica situada em Emden, na Alemanha, saíram as primeiras unidades, produzidas inicialmente na versão de dois volumes, de três e cinco portas (Passat) e logo depois veio a de três volumes (Santana). Nas opções de motores estavam: 1.3 de 61 cv, 1.6 de 75 cv, 1.8 de 91 cv, 1.6 Turbo-Diesel de 71 cv além da versão 1.9 de cinco cilindros . Uma versão perua (Variant) também chegou a ser oferecida na Europa.

Para os apreciadores de carros esportivos, em 1984 a VW preparou a versão GT do Passat. O modelo era equipado com o motor 1.8 com injeção eletrônica Bosch K-Jetronic e alcançava uma velocidade final de bons 197 km/h. Na aceleração, o modelo também agradou em cheio, acelerando de 0 a 100 km/h em apenas 9,5 segundos.

Seu estilo era inconfundível e contava com spoilers, bancos Recaro e rodas aro 13 com pneus 185/70. No mesmo ano surgia a versão Carat, equipada com o motor 2.0 de cinco cilindros e alguns acessórios que a diferenciavam das outras.

VW Santana foi lançado no Brasil em 1984 nas versões CS, CG e a topo de linha CD (foto).
Divulgação

VW Santana foi lançado no Brasil em 1984 nas versões CS, CG e a topo de linha CD (foto).

Sua estreia no mercado brasileiro aconteceu em junho de 1984 com a missão de ocupar o lugar do Passat , modelo que não tinha o mesmo luxo dos Ford Del Rey, Chevrolet Opala e Chevrolet Monza.

O Santana era inspirado no Passat alemão de segunda geração e uma das características mais marcantes do modelo era a traseira alta. Imponente, impunha respeito com seus 4.527 mm de comprimento, 1.695 mm de largura e 1.402 mm de altura. O espaço interno era outro dos pontos fortes do modelo, graças ao espaço de entre-eixos de 2.550 mm.

No Brasil, as versões se limitavam apenas em três opções: CS (Comfort Silver), CG (Comfort Gold) e CD (Comfort Diamond), todas oferecidas com duas ou quatro portas. Quanto à motorização, as três opções dispunham do mesmo motor 1,8 litro com carburador de corpo duplo e potência de 92,4 cv (álcool), acoplado a um câmbio de quatro (CS e CG) ou cinco marchas (CD).

O Santana era oferecido nas configurações com duas e quatro portas.
Reprodução

O Santana era oferecido nas configurações com duas e quatro portas.

O novo produto da VW deveria ser bem melhor que o nosso Passat e também mais completo, já que se enquadraria no iminente mercado de carros de luxo da marca. Trazia de série regulagem de altura para o banco do motorista, vidros elétricos, antena elétrica e direção hidráulica progressiva, toca-fitas Bosch e ar-condicionado, sendo estes três últimos, oferecidos como opcional na CD. Como convinha a um carro requintado da VW, as opções de cores e acabamento eram clássicas e sóbrias.

Veja Também  Honda SH 300i e Yamaha XMax. Qual dos scooters vence?

Você viu?

A perua Santana Quantum  - a mesma Passat Variant dos europeus – podia levar até 796 litros em seu porta-malas (até o teto)
Divulgação

A perua Santana Quantum – a mesma Passat Variant dos europeus – podia levar até 796 litros em seu porta-malas (até o teto)

Em setembro de 1985, era lançada a perua Santana Quantum com as mesmas versões de acabamento e opcionais do sedã. O nome Quantum vinha do latim e significa quantidade, volume e isso a VW acertou em cheio! 

A “Station Wagon” brasileira – a mesma Passat Variant dos europeus – podia comportar até 796 litros em seu porta-malas (até o teto).

Coube a ela também inaugurar o segmento de peruas de luxo no Brasil e até então a única fabricada em série a oferecer quatro portas. A última foi a Simca Jangada que deixou de ser fabricada em 1967, já que a Veraneio se encaixava em outra categoria.

Logo depois de três anos após o lançamento, a família Santana/Quantum era renovada ganhando pára-choques mais envolventes e de plástico injetado de polipropileno. As versões passavam a ser: C, CL, GL e GLS. A C era a mais simples e contava somente com câmbio de quatro marchas e motor a álcool, sem nenhum opcional.

Esta versão “pé-de-boi” foi uma estratégia da VW em burlar o congelamento de preços do Plano Cruzado numa alternativa de oferecer um produto mais simples pelo preço antigo. A estratégia apesar de ter dado certo, teve poucas unidades, a maioria delas vendidas à frotistas.

Painel era sutilmente modificado junto à reestilização da linha 1987 que permaneceu até o fim da segunda geração no Brasil
Divulgação

Painel era sutilmente modificado junto à reestilização da linha 1987 que permaneceu até o fim da segunda geração no Brasil

Outra mudança na linha 1987 estava na caixa de marchas PS para a caixa PV, cujas relações eram mais curtas, o que propiciava melhor retomada em relação a antiga; por outro lado trazia como ponto negativo nível de ruído e consumo elevados. Na parte interna, novos revestimentos de bancos e volante também faziam parte da novidade da família Santana/Quantum.

Em 1989 chegou a opção do motor 2.0 (2000), opcional para a CL. Rendia 112 cv e 17,5 kgfm (álcool)
Divulgação

Em 1989 chegou a opção do motor 2.0 (2000), opcional para a CL. Rendia 112 cv e 17,5 kgfm (álcool)

Em 1989 chegou a opção do motor de 2,0 litros que a marca batizou como 2000. Servido opcionalmente na versão CL, o motor AP 2000 trazia mais 18 cv de potência e mais 2,1 kgfm de torque (versão a álcool). Com 112 cv de potência e 17,5 kgfm de torque, conseguia atingir a velocidade máxima de 187 km/h e uma excelente retomada.

A versão perua Quantum também recebia o motor 2.0 e oferecido como opcional para a versão mais simples CL
Divulgação

A versão perua Quantum também recebia o motor 2.0 e oferecido como opcional para a versão mais simples CL

Assim como o sedã, a linha 1989 da versão familiar Quantum também recebia as mesmas opções de acabamento e motorização como a oferta do motor 2.0 de série para a intermediária GL e topo de linha GLS. Na mais simples CL, oferecida de série com motor 1.8, quem quisesse o motor 2000, precisava encomendar à montadora.

Veja Também  iG Carros Podcast: a valorização das picapes seminovas em 2021

Para o ano seguinte, o Santana ganhava “roupagem de gala” com a versão Executivo ou EX , oferecido nas exclusivas cores azul astral, vermelho monarca e preto ônix. Mas o destaque mesmo ficava por conta dos 121 cv, graças à adoção da injeção multiponto analógica Bosch LE-Jetronic. Por fora, o enorme aerofólio com luz-de-freio embutida e as belas rodas BBS raiadas de aro 14 eram o destaque da EX. O visual elegante era complementado pela grade exclusiva, lanternas fumê, antena de teto, novos frisos, para-choques pintados, entre outros pequenos detalhes.

O ano estrearia também a série especial Sport . Baseada na versão intermediária GL , para fazer jus ao nome, vinha nas cores que remetem esportividade como a branca, preta e vermelha, todas sólidas. Além da pintura, as rodas recebiam acabamento diferenciado, bem como grade, lanternas, retrovisores, ponteira de escapamento e para-brisa com degradê e adesivos Sport nas laterais e na traseira. Por dentro, o acabamento também era exclusivo com bancos Recaro. Na lista de acessórios, o único opcional era o ar-condicionado.

Para 1991, a linha ganhava frente em formato em cunha, como o modelo europeu e a traseira estava mais harmoniosa
Divulgação

Para 1991, a linha ganhava frente em formato em cunha, como o modelo europeu e a traseira estava mais harmoniosa

O ano de 1991 ficaria marcado com a reestilização do Santana . Exceto as portas e a mecânica, todo o resto do conjunto mudava. A frente tinha formato em cunha como o modelo europeu e a traseira estava mais harmoniosa. A única queixa era o quebra-vento que muitos consideravam arcaico.

No ano seguinte, o Santana ganhava catalisador de série em todas as versões atendendo as normas do Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores – Proconve, além de se tornar o primeiro carro nacional a ser oferecido o sistema de freios antitravamento ABS.

Junto a isso, a Quantum chegava em março de 1992 acompanhando as mudanças do Santana como, por exemplo a mesma frente em cunha. A mudança ficava restrita à parte traseira que era arredondada acompanhando o restante do conjunto. Ficou mais harmoniosa e espaçosa em relação à geração anterior; agora media 4,63 cm de comprimento (9 cm a mais), 1,70 cm de largura (1,69 do modelo anterior), 1,44 cm de altura (1,43 cm) e 2,54 cm de entre-eixos (1 cm a mais) o que aumentava ligeiramente o espaço interno. A maior diferença ficava por conta do porta-malas com bons 470 litros , ante os 394 litros da Quantum mais antiga.

Em 1998 a Quantum sofria a sua última remodelação estética até chegar ao fim de sua produção, em 2001
Divulgação

Em 1998 a Quantum sofria a sua última remodelação estética até chegar ao fim de sua produção, em 2001

A Quantum receberia junto ao Santana a última mudança em 1998, mas era só uma leve reestilização para tentar dar uma sobrevida a um projeto veterano que tinha origem no início dos anos 1980. Grade e farois ganhavam contornos mais arredondados e para-choques estavam mais proeminentes. A lateral pouco mudava, com destaque apenas para a ausência dos antiquados quebra-ventos. Internamente, novo painel e revestimentos dos bancos completavam a linha 1998 da família Santana/Quantum. 

No entanto, em 2001, a Quantum se despedia da linha de montagem como a última perua do segmento considerado grande no Brasil. A Ford Royale , que era a irmã gêmea da perua da VW, feita também pela Autolatina , havia encerrado a produção bem antes, em 1996.

O último Santana foi fabricado em 2006. Era o fim de uma história do carro de luxo da VW.
Divulgação

O último Santana foi fabricado em 2006. Era o fim de uma história do carro de luxo da VW.

Sua última atualização ocorreu em 1998 e foi até o maio de 2006 sem grandes mudanças contabilizando o montante de 548.494 unidades  desde o início de sua produção, em junho de 1984.

Fonte: IG CARROS

Comentários Facebook
Continue lendo

Carros

Toyota Hilux SRV 2021: quebrando preconceitos de picapes flex

Publicado


source
Toyota Hilux SRV 2021 surpreende pelo conforto e preço competitivo com motor flex
Cauê Lira/iG Carros

Toyota Hilux SRV 2021 surpreende pelo conforto e preço competitivo com motor flex

Sempre fui crítico das picapes médias com motores flex, mas encontrei motivos para reconsiderar algumas delas na Toyota Hilux SRV 2.7 4×4 2021. O modelo produzido em Zárate (Argentina) costuma figurar entre os mais vendidos do segmento – no “pau a pau” com a Chevrolet S10 –, mas será que vale a pena investir R$ 204.090 para abastecer com gasolina ou etanol?

Antes de responder, vamos dar uma olhada no catálogo da Hilux 2021 para o Brasil nas versões cabine dupla. O modelo de entrada é o SRV , disponível com trações 4×2 (R$ 189.390) e 4×4 (204.090). Em ambos os casos, o motor é 2.7 Flex, com câmbio automático, de seis marchas.

A versão STD (R$ 209.590) é a mais em conta com motor diesel, mas está disponível apenas com câmbio manual, de seis marchas. Em seguida, surgem os modelos SR (R$ 230.690), SRV (R$ 247.990) e SRX (R$ 276.490), todos com câmbio automático, de seis marchas e motor 2.8 turbodiesel. 

Entre o modelo SRV 4×4 Flex que avaliamos e a versão básica, a diesel, com câmbio automático, há um abismo de quase R$ 30 mil. Além disso, a versão SRV conta com câmera de ré, sensores de estacionamento dianteiro e traseiro, chave presencial, alarme antifurto, retrovisores rebatíveis e central multimídia com TV digital. Todos estes equipamentos não aparecem na versão SR diesel, que é mais cara.

Veja Também  Lamborghini prepara eletrificação de seus supercarros

Um conselho muito comum entre os “picapeiros” é: esqueça a flex, compre a diesel. No caso da Hilux , a conta só não vai fugir do controle do cliente se optar por investir no modelo STD , que além de ter câmbio manual, não conta com diversos equipamentos. 

Se você mora na cidade e pretende usar a picape com frequência no dia a dia, a versão STD é muito “pé-de-boi” e abdica demais do conforto. Neste cenário, o modelo SRV Flex se torna interessante. Além de ser mais convidativa, por causa do preço, tem um pacote de equipamentos de respeito.

Pé na estrada

Aproveitei a folga durante a semana para percorrer mais de 300 quilômetros com a Toyota Hilux SRV 2021 , saindo da capital paulista com destino a Aparecida do Norte (SP), e depois retornando. Foram cerca de quatro horas e meia ao volante da picape média na Dutra.

A primeira característica que chamou atenção foi o silêncio na cabine. Apesar de ser um motor flex, de quatro cilindros, empurrando uma picape de quase duas toneladas, o conjunto é bem sutil e silencioso em velocidade de cruzeiro.

Você viu?

A Hilux Flex desenvolve 163 cv e plausíveis 24,9 kgfm de torque a 4.000 rpm. De fato, o modelo exige um pouco mais de esforço em algumas situações, como subidas e retomadas, mas está longe de ser considerado “manco” na estrada.

O conjunto foi desenvolvido para privilegiar rotações mais baixas. Mantendo 120 km/h com o piloto automático ativado, o modelo gira em torno de 2.300 mil rpm, beneficiando o silêncio na cabine e o consumo de combustível. Em alguns momentos, a Hilux flex chegou a marcar o consumo instantâneo de 9,7 km/l de gasolina, no computador de bordo. 

Toyota Hilux 2021: Toyota Hilux 2021: interior com boa ergonomia e conforto de um SUV estão entre os méritos da picape
Divulgação

Toyota Hilux 2021: Toyota Hilux 2021: interior com boa ergonomia e conforto de um SUV estão entre os méritos da picape

O tanque de combustível de 80 litros, ajuda na autonomia. Segundo o Inmetro, o modelo pode rodar até 648 km na rodovia, abastecido com gasolina. No etanol, a situação é sofrível, com média de 4,8 km/l na cidade e 6,9 km/l na estrada. 

Veja Também  VW Santana: luxo e esportividade ao "carro do povo"

A ergonomia da Hilux SRV é ótima. A posição dos bancos e do volante permitem que o motorista dirija por muitas horas sem sentir qualquer sinal de cansaço ou dores nas costas e nos braços. A sensação é de guiar um SUV de porte médio.

A suspensão também merece elogios, com acerto bem macio, apesar de ser otimizada para o uso de carga. Segundo a Toyota , a caçamba pode levar 1.036 litros, com capacidade de carga útil de 980 kg.

Escolha por eliminação

Se você não liga para o pacote de equipamentos e tem R$ 230 mil sobrando para comprar uma picape, a Hilux SR com motor diesel pode ser uma escolha sem muitas vaidades. Quem tem o perfil de percorrer longos trajetos na estrada para trabalhar ou viajar pode se dar bem com a versão diesel de entrada, a STD , com câmbio manual.

Agora, se você não se enquadra em nenhuma das duas situações acima, a Toyota Hilux SRV 2021 com motor flex pode ser uma excelente (se não sua única) escolha. Vale contabilizar os gastos com combustível, seguro e o seu perfil de condução antes de bater o martelo. Modelos flex são menos visados, portanto, costumam ter coberturas mais em conta.

Ficha Técnica

Toyota Hilux SRV 2.7 Flex

Preço sugerido: R$ 247.990 Potência: 163 cv a 5.000 rpm Torque: 24,9 kgfm a 4.000 rpm Transmissão: automático, seis marchas, tração integral Suspensão: braços sobrepostos (dianteira), eixo rígido (traseira) Freios: discos ventilados (dianteira), tambor (traseira) Dimensões: 5,32 m de comprimento, 1,85 m de largura, 1,81 m de altura, 3,0 m de entre-eixos Caçamba: 1.036 litros Carga útil: 980 kg 0 a 100 km/h: 15 segundos Velocidade máxima: 165 km/h Consumo: 4,8 km/l (cidade) e 6,9 km/l (estrada) com etanol, 5,6 km/l (cidade) e 8,1 km/l (estrada) com gasolina. Seguro: R$ 7.454 (Minuto Seguros, homem, 40 anos, casado, que mora em São Paulo-SP)

Fonte: IG CARROS

Comentários Facebook
Continue lendo

Policial

Política

Mato Grosso

Mais Lidas da Semana