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Lei que altera LDO em favor de programas emergenciais é publicada

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O presidente Jair Bolsonaro sancionou a alteração na Lei de Diretrizes Orçamentária de 2021 que permite a abertura de crédito extraordinário destinado a programas emergenciais para redução de salário e de jornada de trabalhadores da iniciativa privada e apoio a micro e pequenas empresas. A medida foi publicada ontem (21) em edição extra do Diário Oficial da União para viabilizar, este ano, as medidas de enfrentamento à pandemia de covid-19 e as suas consequências econômicas.

Pelo texto, que foi aprovado pelo Congresso na segunda-feira (19), os créditos extraordinários com ações e serviços públicos de saúde que sejam especificamente voltados para o enfrentamento à crise sanitária não serão computados na meta de resultado primário. Da mesma forma serão excluídos da meta as despesas com o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) e com o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm), que deve ser retomado neste ano.

A meta estabelecida no projeto de lei do Orçamento da União para 2021 é um déficit de R$ 247,1 bilhões. A Lei Orçamentária Anual (LOA) indica a estimativa da receita e a fixação de quanto pode ser gasto, apresentando a política econômica e financeira e o programa de trabalho do governo. O texto também deve ser sancionado hoje (22) pelo presidente Bolsonaro.

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A estimativa do governo é destinar até R$ 15 bilhões para os dois programas destinados à iniciativa privada.

No ano passado, por meio do BEm, empresas puderam realizar acordos de redução de jornada e salário ou de suspensão de contratos de trabalho, garantindo ao trabalhador uma porcentagem do seguro-desemprego a que teria direito se fosse demitido. O benefício foi pago com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). De acordo com o governo, o programa preservou o emprego e a renda de cerca de 10,2 milhões de trabalhadores em 1,5 milhão de empresas.

O  Pronampe é uma linha de crédito criada para auxiliar financeiramente os pequenos negócios e, ao mesmo tempo, manter empregos durante a pandemia. As empresas beneficiadas assumiram o compromisso de preservar o número de funcionários e puderam utilizar os recursos para financiar a atividade empresarial, como investimentos e capital de giro para despesas operacionais. De acordo com o governo, o programa disponibilizou mais de R$ 37 bilhões em financiamentos para quase 520 mil micro e pequenos empreendedores em 2020.

O texto ainda autoriza que o Executivo faça o bloqueio das dotações orçamentárias de despesas discricionárias (gastos facultativos, que não são legalmente obrigatórios) no montante necessário a cobrir as despesas obrigatórias (gastos que são obrigatórios por lei). “Essa medida permitirá a recomposição das dotações orçamentárias da Previdência Social e de outros gastos obrigatórios que não possuíam cobertura orçamentária suficiente no Autógrafo da lei orçamentária, o que auxiliará no aperfeiçoamento do orçamento de 2021”, explicou a Secretaria-Geral da Presidência, em nota.

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Ainda de acordo com a nova lei, após o atendimento das despesas obrigatórias, as prioridades e as metas da administração pública federal são a agenda para a primeira infância, as despesas do Programa Casa Verde e Amarela para municípios até 50 mil habitantes, outros programas emergenciais criados em meio à pandemia e os investimentos previsto no Plano Plurianual da União para o período de 2020 a 2023.

Veto

A pedido do Ministério da Economia, Bolsonaro vetou o dispositivo que permitia a assinatura de contratos e a realização de transferências e doações para municípios com até 50 mil habitantes em situação de inadimplência com a União. “Embora a intenção do legislador seja louvável, a medida enfraqueceria o controle das contas públicas e a fiscalização do correto emprego dos valores transferidos pela União”, diz a nota.

De acordo com o governo, os municípios com menos de 50 mil habitantes representam cerca de 88% dos municípios brasileiros, o que, combinado com as exceções já existentes, “tornaria os instrumentos de controle e de boa gestão fiscal ineficazes”.

Edição: Valéria Aguiar

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Guedes não deve continuar no governo em caso de reeleição de Bolsonaro; entenda

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Guedes estuda deixar o governo em caso de reeleição de Bolsonaro
Edu Andrade/Ascom/ME

Guedes estuda deixar o governo em caso de reeleição de Bolsonaro

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse a interlocutores que não deve continuar no governo em caso de reeleição de Bolsonaro em 2022. A informação é do jornal O Globo .

Guedes afirmou que pretende entregar “um país democrático”, com a apresentação de reformas e privatizações. À frente da pasta, o ministro apresentou a reforma da previdência , aprovada em 2019, além das reformas administras e tributárias , ainda em discussão no Congresso Nacional.

Paulo Guedes foi protagonista de diversas polêmicas envolvimento discórdias políticas ou com o presidente Jair Bolsonaro. A mais forte foi no começo deste ano, após a aprovação da Lei Orçamentária Anual de 2021 . Após alterações na peça orçamentária, Guedes ameaçou cortar as verbas e atiçou a ala política do Palácio do Planalto. Durante as discussões, parlamentares pediram o desmembramento da pasta e Bolsonaro precisou tomar frente às negociações.

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Após os boatos e a sinalização positiva de Bolsonaro para desmembrar os setores da Indústria e Planejamento do Ministério da Economia, Guedes ameaçou desembarcar do governo, mas recuou após conversas com interlocutores. No entanto, a retirada de secretarias não agrada ao ministro e seus assessores.

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Empresário interessado na compra particular de vacinas é convocado à CPI

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O empresário Carlos Wizad
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O empresário Carlos Wizad


O empresário Carlos Wizard foi convocado nesta segunda-feira (12) pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) para falar na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito). Ele é dono da rede de idiomas Wise-Up e fundador da rede que carrega seu sobrenome. 

Wizard ajudaria a “esclarecer detalhes ‘ministério paralelo da saúde’, responsável pelo aconselhamento extraoficial do Governo Federal com relação às medidas de enfrentamento da pandemia, incluindo a sugestão de utilização de medicamentos sem eficácia comprovada e o apoio a teorias como a da imunidade de rebanho”.


Apesar do Congresso ter aprovado a compra de vacinas pelo setor privado, a adesão à modalidade tem sido baixa . O projeto, apelidado de ” fura-fila da vacina”, que permite que empresários vacinem seus funcionários fora do SUS (Sistema Único de Saúde), foi capitaneada por Luciano Hang, dono da Havan , e Wizard.

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Procurado por meio de sua assessoria de imprensa, o empresário não quis comentar o caso.

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