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Covid-19: os riscos de não tomar a segunda dose da vacina; confira

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Covid-19: os riscos de não tomar a segunda dose da vacina
André Biernath – Da BBC News Brasil em São Paulo

Covid-19: os riscos de não tomar a segunda dose da vacina

Num café da manhã com jornalistas realizado na última terça-feira (13/04) em Brasília, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que mais de 1,5 milhão de brasileiros não voltaram aos postos de saúde para receber a segunda dose da vacina contra a covid-19.

De acordo com o Ministério da Saúde, São Paulo é o estado com o pior índice, com mais de 343 mil atrasados. Na sequência, aparecem Bahia (148 mil) e Rio de Janeiro (143 mil).

Queiroga disse que pretende reforçar as campanhas para que todos completem o esquema vacinal. Para isso, vai contar com o apoio do Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass).

A informação do ministro foi complementada pela coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Francieli Fantinato.

A especialista pediu que todos aqueles que tomaram a primeira dose e já esperaram o intervalo mínimo necessário retornem até o local de vacinação mais próximo para completar o esquema preconizado.

Esse intervalo, vale reforçar, varia de acordo com o imunizante aplicado. No caso da CoronaVac, da Sinovac e Instituto Butantan, o tempo entre a primeira e a segunda dose é de 14 a 28 dias.

Já na AZD1222, de AstraZeneca, Universidade de Oxford e Fundação Oswaldo Cruz, o período de espera é de 3 meses.

Mas quais são os riscos que esses 1,5 milhão de brasileiros estão correndo ao não tomarem a segunda dose?

Resguardo duvidos o

A maioria das vacinas contra a covid-19 testadas e já aprovadas necessitam de duas doses para conferir uma taxa de proteção aceitável.

Isso vale para os produtos desenvolvidos por Pfizer, Moderna, Instituto Gamaleya e os dois que são usados atualmente na campanha brasileira: a CoronaVac e a AZD1222, como explicado nos parágrafos anteriores.

Por ora, a única exceção da lista é o imunizante de Johnson e Johnson, que já fornece uma boa resposta com a aplicação de apenas uma dose.

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O ministro da saúde, Marcelo Queiroga

Getty Images
O ministro da saúde, Marcelo Queiroga, divulgou a informação de que 1,5 milhão de brasileiros não voltaram para receber a segunda dose da vacina numa conversa com jornalistas

Esses esquemas vacinais foram avaliados e definidos nos estudos clínicos das vacinas, que envolveram dezenas de milhares de voluntários e serviram para determinar a segurança e a eficácia das candidatas.

Portanto, se alguém tomar apenas a primeira dose de CoronaVac ou AZD1222 e se esquecer da segunda, não estará devidamente protegido.

“Os dados que temos mostram que a pessoa fica resguardada com duas doses. Se ela toma só uma, não completou o esquema e não está vacinada adequadamente”, explica a médica Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações.

Por mais que a primeira dose já dê um pouco de proteção, essa taxa não está dentro dos parâmetros estabelecidos pelos especialistas e pelas instituições que definem as regras do setor, como a Organização Mundial da Saúde, o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

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Outro ponto perigoso: ao receber a primeira dose (e não retornar para completar o esquema vacinal), o indivíduo corre o risco de ficar com uma falsa sensação de segurança.

Ele pode até achar, de forma absolutamente equivocada, que já está imune ao coronavírus e seguir a vida normalmente, sem os cuidados básicos contra a covid-19.

As recomendações, porém, continuam as mesmas para quem recebeu duas, uma ou nenhuma dose de vacina: todos precisam manter distanciamento físico, usar máscaras, lavar as mãos e cuidar da circulação de ar nos ambientes.

Começar de novo?

Ainda não se sabe ao certo como fica a situação de quem não completou as duas doses: esses indivíduos precisam recomeçar o esquema vacinal do zero ou podem tomar a segunda a qualquer momento?

Isso vai depender do tempo de atraso, especulam os especialistas.

“Se o prazo para receber a segunda dose passou demais, pode ser necessário recomeçar o regime vacinal, pois todos os dados de eficácia que temos são baseados num protocolo. Se fugirmos disso, não temos como garantir a imunização”, diz a imunologista Cristina Bonorino, professora titular da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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vacina

Reuters
É importante tomar a primeira e a segunda dose do mesmo fabricante: a recomendação é começar e terminar o esquema vacinal com CoronaVac ou AZD1222

Num cenário de escassez de vacinas, isso pode comprometer ainda mais nossos estoques e deixar na mão um monte de gente que ainda precisa se imunizar.

Em todo caso, vale seguir a recomendação do Ministério da Saúde e visitar o posto de vacinação mais próximo de sua casa o quanto antes para completar a proteção contra a covid-19.

“As pessoas não devem atrasar, mas, se porventura tiverem algum imprevisto, é importante receber a segunda dose assim que possível para obter uma boa resposta imune”, reforça Ballalai.

Bonorino, que também integra a Sociedade Brasileira de Imunologia, acredita que o governo deveria investir em campanhas de comunicação para conscientizar as pessoas sobre a necessidade de seguir direitinho os protocolos de imunização do país.

“Precisamos dessas informações sendo veiculadas na televisão, nas redes sociais e em todos os meios, para que a população não se esqueça de tomar a segunda dose da vacina nas datas indicadas”, destaca.

E é importante lembrar que a primeira e a segunda dose devem ser do mesmo fabricante, sem nunca misturar os produtos: tem que começar e terminar com a CoronaVac ou com a AZD1222.

De acordo com as últimas informações do Ministério da Saúde, até o momento o Brasil vacinou um total de 27 milhões de pessoas contra a covid-19.

O número corresponde a pouco mais de 12% da população do país.

Fonte: IG SAÚDE

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Variante ameaça fim do lockdown no Reino Unido e traz perigo extra ao Brasil

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Reino Unido
Reprodução: iG Minas Gerais

Reino Unido

Durou pouco o alívio no Reino Unido com os casos de infecções por Covid-19 em queda e os avanços na campanha de vacinação. Após alguns meses com notícias positivas, a previsão de acabar com todas as regras de isolamento em junho sofre uma grande ameaça.

Isso se deve a uma nova variante do coronavírus identificada na Índia, a B.1.617.2, que já começou a se espalhar pelo mundo e foi detectada em pelo menos 17 países. Só no Reino Unido, mais de mil casos já foram computados e o alerta vermelho foi ligado após cientistas da localidade alertarem que tem certeza de que a variante indiana se espalha mais rapidamente que a britânica, que atualmente “domina” os casos de infecção na localidade.

Na próxima segunda-feira está previsto alguns relaxamentos do lockdown no Reino Unido, com as pessoas podendo comer e beber na parte interna de restaurantes e bares. Além disso, cinemas e hotéis poderão reabrir. Outra mudança é que até seis pessoas poderão se encontrar em ambientes fechados. Até agora, esse tipo de encontro só ocorria em ambientes abertos.

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Porém, diante do novo quadro, cientistas locais fazem um apelo por cautela e Associação Médica Britânica já solicitou para serem mantidas as regras atuais de distanciamento físico e contato social e que interações continuem a ocorrer apenas em ambientes abertos.

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No Brasil, o perigo é ainda maior, já que o programa de vacinação segue lento e uma proporção ainda pequena da população tomou as duas doses do imunizante.

Por conta disso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou ao governo que restringisse voos vindos da Índia para conter a chegada da nova cepa, aparentemente mais transmissível que outras variantes.

A Anvisa foi atendida e a medida vale por 14 dias. A busca é evitar o impacto epidemiológico que a nova cepa poderia causar no Brasil, que, segundo iniciativa do consórcio de veículos de imprensa, alcançou nesta sexta a marca de 432.785 óbitos e 15.521.313 casos de Covid-19.

“Fica suspensa, em caráter temporário, a autorização de embarque para a República Federativa do Brasil de viajante estrangeiro, procedente ou com passagem pelo Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, pela República da África do Sul e pela República da Índia nos últimos 14 dias”, diz a portaria.

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Fonte: IG SAÚDE

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SP promove Dia D de vacinação contra a gripe neste sábado,15

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O Dia D da vacinação contra o vírus Influenza, da gripe, ocorre neste sábado (15) na capital paulista. A imunização segue até as 17h, exclusivamente em escolas que já integram a estrutura da campanha iniciada em 12 de abril.

Equipes de todas as 468 unidades Básicas de Saúde (UBSs) de referência estarão presentes nas escolas para ajudar na organização e aplicação das doses. A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) montou essa rede diferenciada de postos para evitar aglomerações e o conflito com a vacinação contra a covid-19.

No primeiro mês de campanha 622.611 pessoas foram imunizadas e a estimativa é de que pelo menos 4,7 milhões de pessoas recebam a vacina até 9 de julho, data prevista para o encerramento da campanha.

Em 2021, devido à pandemia, o processo de imunização contra a gripe inverteu os grupos prioritários. A campanha foi dividida em diferentes fases. A primeira foi direcionada para crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e mães de recém-nascidos (puérperas), povos indígenas e trabalhadores da saúde.

Todos os profissionais de saúde que tiverem comprovação de atuação ou vínculo empregatício no setor poderão receber o imunizante. Basta apresentar um documento de identificação e do conselho de classe, além da carteira de vacinação e ou Cartão SUS.

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A segunda etapa, iniciada na terça-feira (11), contempla os idosos com 60 anos ou mais e os professores das escolas públicas e privadas.

A partir de 9 de junho, a fase 3 da campanha contra a gripe atenderá pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, com deficiência permanente, trabalhadores das forças de segurança e salvamento e das Forças Armadas, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros, caminhoneiros, portuários, funcionários do sistema prisional, adolescentes e jovens, de 12 a 21 anos de idade, sob medidas socioeducativas e população privada de liberdade.

Atualização da caderneta

Durante o Dia D também será possível aos integrantes dos grupos elegíveis realizarem a atualização da caderneta de imunização.

A vacina contra a Influenza pode ser aplicada simultaneamente com qualquer outra do Plano Nacional de Imunização (PNI), exceto a que é aplicada contra a covid-19.

Desde o início da campanha, 52.311 carteras de vacinação de crianças já foram atualizadas na capital paulista.

Covid-19

A vacinação contra a gripe é muito importante para reduzir as complicações e a mortalidade decorrentes das infecções pelo vírus Influenza, facilitar o diagnóstico diferencial entre covid-19 e demais doenças respiratórias e evitar internações e sobrecarga do sistema de saúde. No momento, a prioridade deve ser dada à vacinação contra o coronavírus.

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A SMS alerta que pessoas com covid-19 ou que tiveram alta há menos de 28 dias não poderão tomar a vacina da gripe neste momento.

A aplicação também será adiada caso a imunização contra a covid-19 tenha ocorrido há menos de 15 dias ou se a segunda dose estiver agendada nos próximos 15 dias.

Clique aqui para acessar os endereços dos postos de vacinação

Edição: Denise Griesinger

Fonte: EBC Saúde

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