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Advogado é flagrado xingando juíza ao compartilhar tela em julgamento virtual

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Advogado continuou compartilhando tela e exibiu conversa por acidente
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Advogado continuou compartilhando tela e exibiu conversa por acidente

Um advogado foi flagrado xingando uma juíza no WhatsApp enquanto compartilhava a sua tela em um julgamento virtual. O deslize do profissional foi cometido quando ele exibia uma foto para ser utilizada como prova.

Ao fim de sua fala, a juíza Edinéia Carla Poganski, do Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (TRT-9) negou a inclusão da imagem no caso. Logo após essa negativa, Raphael Bueno mandou a mensagem para alguém da plataforma na web do WhatsApp. “Que filha da p***”, escreveu Bueno.

Ao ler a mensagem, a juíza questionou o que estava acontecendo. “Doutor, o que o senhor escreveu ali? O senhor escreveu ‘Que filha da p***’? Quem é filha da p***, doutor?”, perguntou a magistrada.

“Não! Não estou falando de Vossa Excelência, estou falando da situação”, respondeu o advogado, tentando se explicar. “Tá gravado na tela, foi gravado”, rebateu Poganski. “O senhor digitou”, completou ela.

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Veja o momento do flagra:

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Defesa propôs a Bolsonaro decretar estado de “mobilização nacional”

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 Defesa propôs a Bolsonaro decretar estado de
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Defesa propôs a Bolsonaro decretar estado de “mobilização nacional”

O Ministério da Defesa entregou a  Jair Bolsonaro (sem partido), em abril do ano passado, uma proposta para que a legislação brasileira fosse alterada e um estado de “mobilização nacional” pudesse ser decretado. A medida teria como objetivo concentrar a coordenação das ações em combate à pandemia de covid-19 no âmbito federal. As informações são do portal G1 .

Com a medida, revelada através de documentos da pasta, o governo federal poderia intervir na política de estados e municípios, realizar a convocação de civis e militares da reserva e controlar a produção industrial.

Para que o estado de “mobilização nacional” fosse decretado, o Ministério da Defesa propôs alterar a legislação via medida provisória e incluir a possibilidade de convocação da lei em “casos de calamidade pública de repercussão nacional, reconhecida pelo Congresso Nacional”.

Caso entrasse em vigor, governadores e prefeitos teriam de seguir as medidas impostas pelo Sistema Nacional de Mobilização (Sinamob) – órgão comandado pela Defesa – que poderia requisitar equipamentos e serviços públicos, além de “medidas de restrição que seriam tomadas para proteção da população”.

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A assessoria da Casa Civil argumentou que “a referida proposta de mudança na Lei que dispõe sobre a mobilização nacional foi analisada dos pontos de vista jurídico, político e técnico e concluiu-se pela não continuidade da iniciativa”.


O Ministério da Defesa não informou se as intenções de implantação de um estado de “mobilização nacional” continuam nos planos da pasta.

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“Vai morrer abraçada a Jairinho?”: como advogado mudou defesa da mãe de Henry

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Com o 'felizes para sempre' no passado, mãe de Henry deve acusar Jairinho em novo depoimento
Tânia Rêgo/Agência Brasil

Com o ‘felizes para sempre’ no passado, mãe de Henry deve acusar Jairinho em novo depoimento

Ao ser contratado pela família de Monique Medeiros da Costa e Silva para representá-la diante da Polícia Civil e da Justiça, o advogado Hugo Novais argumentou que havia a necessidade de uma mudança radical em sua estratégia de defesa. Ele conta que, para justificar a sua opinião, fez a seguinte pergunta para a mãe do menino Henry : “Você vai querer morrer abraçada a Jairinho?”. A resposta que ouviu foi o estopim para a professora e o vereador tomarem caminhos opostos na tentativa de saírem da cadeia.

Separado duas semanas atrás por quilômetros de distância — ela foi para o Instituto Penal Ismael Sirieiro, em Niterói; ele, para Bangu 8 —, o casal abandonou a promessa de “juntos para sempre”. O romantismo ficou no hoje vazio apartamento de classe média alta na Barra da Tijuca no qual os dois moravam com Henry , que morreu no dia 8 de março apresentando 23 lesões incompatíveis com uma queda da cama, versão que Monique e Jairinho sustentaram até serem presos. Os momentos íntimos que partilharam, alguns registrados em fotografias feitas com celulares, agora ameaçam se tornar apenas motivos de arrependimento em meio a uma guerra.

“Monique não quer acusar ninguém. Quer apenas se defender. Passou informações diferentes para a polícia em seu primeiro depoimento. A família optou em contratar uma defesa para que ela não seja responsabilizada por algo que não fez. Ela não concorda de modo algum com o que aconteceu. Pelo contrário, está sofrendo pela morte do filho e por seguir presa pelo que não fez”, argumenta Novais. “Com a separação da defesa de Monique e do vereador, isso vai ficar mais claro. Ela não vai morrer abraçada a Jairinho “.

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A professora e o vereador eram representados pelo advogado André França Barreto, contratado por Jairinho. Mas notícias e comentários em redes sociais levaram a professora a pensar que não estava sendo defendida de maneira correta. Ela se incomodou ao ser retratada como suposta cúmplice de um assassinato. E, ainda na época em que estava em liberdade, enviou uma mensagem ao marido para se queixar.

“Vou procurar outro advogado . Sabe por quê? Porque ele é o seu advogado, não o meu”, escreveu, para completar: “Se for para defender alguém, será você, não a mim”. “Estou embrulhada com tantos comentários que estou lendo ao meu respeito”, finalizou Monique.

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A professora contou a Novais que, pouco antes de prestar depoimento à polícia, Jairinho lhe disse “vamos sair juntos dessa”. “Havia um domínio da situação por parte dele. A família de Monique entendeu que ela não era defendida. A nossa estratégia é que, agora, Monique diga a verdade”, afirma o advogado.

Conclusão do inquérito

Dr. Jairinho e Monique Medeiros
Foto: Reprodução

Dr. Jairinho e Monique Medeiros

Hugo Novais diz ter como provar que Monique era uma “mãe amorosa “. O advogado quer convencer a polícia a ouvir um outro depoimento de sua cliente — chegou, inclusive, a recorrer ao Ministério Público para tentar garantir um segundo relato da professora ao delegado Henrique Damasceno, titular da 16ª DP (Barra da Tijuca) e responsável pela condução do inquérito sobre a morte de Henry. No entanto, para investigadores, há fatores que pesam contra uma nova convocação dela para esclarecimentos.

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Em primeiro lugar, um segundo depoimento de Monique atrasaria o inquérito — em entrevista à rádio CBN, o diretor do Departamento da Polícia da Capital, delegado Antenor Lopes, disse que há  provas suficientes para a investigação do caso ser concluída hoje. Em segundo, investigadores consideram que o material coletado ao longo da apuração deixa claro que Monique foi conivente com supostas agressões de Jairinho ao seu filho.

Desse material, fazem parte trocas de mensagens que haviam sido apagadas do celular de Monique, mas que foram recuperadas por peritos. Nelas, a mãe de Henry foi informada pela babá Thayna de Oliveira Ferreira sobre torturas que o menino sofria. Além disso, a professora teria dado orientações para que o conteúdo sobre os atos de violência fosse deletado.

O advogado Hugo Novais argumenta que, assim como a babá e a empregada doméstica da família, que foram ouvidas duas vezes pela polícia, Monique teria sofrido pressões de Jairinho e se sentia ameaçada. Ele sugere que sua cliente fale numa videoconferência, para agilizar os trabalhos.

Entre os pontos que seriam destacados em um eventual novo depoimento, Monique faria relatos de agressões que teria sofrido de Jairinho , evidenciando ainda mais que sua relação com o vereador deu lugar a uma batalha por liberdade na qual só um deles pode chegar à vitória.

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