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Programa da ONU ajuda venezuelanas a refazer a vida no Brasil

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O contexto migratório vivido por venezuelanos desde 2018 é duro para todos os envolvidos. A fuga de um país em crise, como a Venezuela, sem comida, sem emprego e sem oportunidades, é difícil para os que procuram o Brasil ou outros países vizinhos. Entretanto, essa realidade pode ser ainda mais dura para as mulheres.

A ONU Mulheres, entidade vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU), identificou os riscos adicionais sofridos pelas mulheres nesse processo. Segundo a instituição, as meninas enfrentam mais riscos de violência e têm menos acesso à educação.

De acordo com a ONU Mulheres, a maior vulnerabilidade das venezuelanas é devida a situações de pobreza, separação familiar, mudança nos papeis entre mulheres e homens, barreiras no acesso à proteção e a serviços e exposição a maiores riscos de violência. Por isso, a ONU Mulheres e outras agências das Nações Unidas puseram em prática o programa Liderança, Empoderamento, Acesso e Proteção para mulheres migrantes, solicitantes de refúgio e refugiadas no Brasil (Leap).

O Leap é conduzido em parceria com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), com financiamento do governo de Luxemburgo. O programa desenvolve ações para reduzir a dependência econômica das mulheres em um cenário onde os homens encontram mais oportunidades de emprego.

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Dentre as iniciativas de empoderamento econômico proporcionadas pelo Leap, estão capacitações para o mercado de trabalho brasileiro, cursos de empreendedorismo e parcerias com o setor privado para identificar e promover vagas de trabalhos formais para essas mulheres. Segundo a ONU Mulheres, 6.935 mulheres estão sendo ajudadas por essas iniciativas.

“O programa Leap atua em três frentes: liderança e participação, empoderamento econômico e fim da violência contra mulheres e meninas”, informa a gerente de Liderança e Participação em Ação Humanitária da ONU Mulheres, Tamara Jurberg.

Tamara acrescenta que, até janeiro deste ano, mais de 3 mil mulheres foram envolvidas em atividades para pensar de que forma a resposta humanitária pode ser mais inclusiva e levar em conta as diferentes necessidades apresentadas por homens e mulheres no processo de migração e refúgio no Brasil.

Um relatório publicado em janeiro pela Organização Internacional para as Migrações (OIM) e pela Operação Acolhida, do governo brasileiro, mostrou que a taxa de homens que participam do processo de interiorização já com emprego garantido em outra cidade é três vezes maior que a de mulheres. A elas cabem com mais frequência tarefas domésticas e o cuidado com crianças.

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Segundo a gerente de Empoderamento Econômico em Ação Humanitária da ONU Mulheres em Roraima, Flávia Muniz, elas sofrem mais com a violência doméstica e com episódios de tráfico e contrabando de pessoas.

A ONU Mulheres informou que o Leap já auxiliou financeiramente mais de 440 mulheres no processo de recuperação, resiliência, capacitação econômica e interiorização para outras localidades do Brasil. Assim, elas receberam capacitação, suporte e condições para dar um novo início às suas vidas no país.

“Os avanços desde o início da crise humanitária venezuelana têm sido grandes no Brasil, graças à ação conjunta e coordenada a partir de Roraima, mas os desafios ainda são grandes. Com ações direcionadas, com a incorporação da perspectiva de gênero, os impactos que conseguiremos alcançar serão mais inclusivos”, afirma Flávia Muniz.

Edição: Nádia Franco

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Tiros em Austin, no Texas, deixam ao menos 3 mortos, dizem autoridades

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Pelo menos três pessoas foram mortas neste domingo, em um incidente com tiros em Austin, no Texas, disseram autoridades.

A polícia de Austin afirmou que seus agentes estavam “na cena de um incidente ativo com tiros” na região noroeste da cidade, capital do Texas.

O Departamento de Serviços Médicos de Emergência do Condado de Austin-Travis afirmou que “três pacientes adultos” morreram no local em que os tiros ocorreram, pouco antes do meio-dia, horário local, segundo relatos.

“Nenhum outro paciente foi registrado ou localizado neste momento”, afirmou o departamento, pelo Twitter, cerca de uma hora depois das primeiras notícias do incidente.

A polícia pediu que moradores evitem a área.

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Rainha Elizabeth fica sozinha enquanto Philip é sepultado

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A rainha Elizabeth e sua família prestaram suas últimas homenagens ao príncipe Philip em um funeral neste sábado (17) que exaltou seu legado internacional e sete décadas de serviço, e deu aos netos William e Harry a chance de falar em público, pela primeira vez, desde que as alegações de racismo geraram uma crise na família.

Elizabeth, vestida de preto e com uma máscara preta com bordas brancas, ficou sozinha enquanto seu marido por 73 anos foi rebaixado para o Royal Vault em um funeral com a presença de membros da realeza, incluindo o príncipe Charles.

O príncipe Harry, que voou dos Estados Unidos para comparecer ao funeral, caminhou e conversou com seu irmão William e sua esposa Kate no final da cerimônia – a primeira vez que eles falaram em público desde que Harry e sua esposa Meghan deram uma entrevista explosiva a Oprah Winfrey no mês passado.

Essa crise veio quando Philip estava no hospital. Oficialmente conhecido como duque de Edimburgo, Philip morreu aos 99 anos em 9 de abril.

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Homenagem

“Nós nos lembramos hoje de ti, Philip, duque de Edimburgo, rendendo graças a ti – por sua fé e lealdade resolutas, por seu alto senso de dever e integridade”, afirmou o arcebispo de Canterbury, Justin Welby, em uma oração.

Philip, que se casou com Elizabeth em 1947, ajudou a jovem rainha a adaptar a monarquia aos tempos de mudança da era pós-Segunda Guerra Mundial, quando a perda do império e o declínio da deferência desafiaram a família real mais proeminente do mundo.

A rainha em 1997 descreveu Philip como sua “força” ao longo de décadas de casamento. O arcebispo elogiou a “vida de serviço de Philip à nação e ao Commonwealth, pela coragem e liderança inspiradora”.

Depois que a nação observou um minuto de silêncio em dia de sol brilhante, Harry e William ocuparam seus lugares no lado oposto da capela no Castelo de Windsor.

O quepe naval e a espada de Philip estavam em cima do caixão, que foi coberto com símbolos pessoais do duque de Edimburgo, assim como da família Mountbatten. Uma coroa de rosas brancas, lírios e jasmim da rainha de 94 anos também adornou o caixão.

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