conecte-se conosco


Saúde

Variante brasileira P.1 pode causar reinfecção de Covid-19, mostra estudo

Publicado

Saúde


source

Olhar Digital

Apesar de os estudos sobre a P.1 e seu comportamento ainda estarem no início, os pesquisadores alertam que ela deve ser levada a sério
Foto: Divulgação/Lupacom Comunicação

Apesar de os estudos sobre a P.1 e seu comportamento ainda estarem no início, os pesquisadores alertam que ela deve ser levada a sério

Variantes do novo coronavírus têm sido uma das principais preocupações dos cientistas. Uma das mais faladas atualmente é a brasileira, descoberta em Manaus. Chamada de P.1, ela já foi identificada em 24 países do mundo e, agora, há até uma força-tarefa em busca de um paciente infectado com essa cepa no Reino Unido.

A P.1 foi identificada no fim de dezembro, mas é provável que tenha surgido em novembro e aumentado a disseminação do novo coronavírus rapidamente em Manaus. Desde então, houve pouca pesquisa a respeito dela – diferentemente do que ocorreu com as variantes britânica e sul-africana – e ninguém sabia ainda o quanto devia se preocupar.

Agora, estudos recentes oferecem mais detalhes sobre ela. Ficou claro nas pesquisas que ela dominou Manaus graças a sua maior capacidade de contágio. E mais: ela foi capaz de i nfectar pacientes que já tinham imunidade, obtida depois que eles tiveram a Covid-19.

Veja Também  Covaxin mostrou 78% de eficácia contra a Covid-19, dizem os fabricantes

Em laboratório, a P.1 enfraqueceu o efeito protetor de uma vacina em uso no país – provavelmente a CoronaVac. Os autores reforçam que estudos com células nem sempre têm o mesmo resultado no mundo real. “Os resultados se aplicam a Manaus, mas não sei se seriam os mesmos em outras localidades”, diz Nuno Faria, virologista do Imperial College London.

Apesar de os estudos sobre a P.1 e seu comportamento ainda estarem no início, os pesquisadores alertam que ela deve ser levada a sério. “Esses dados nos mostram que há motivo para preocupação”, avalia William Hanage, epidemiologista da Escola de Saúde Pública Harvard T.H. Chan.

Você viu?

Medidas de prevenção

A variante brasileira já se espalha pelo resto do Brasil. Para reduzir os riscos de surtos e reinfecções, Faria sugere o dobro de precauções para diminuir a velocidade de disseminação. O uso de máscaras e a prática do distanciamento social são ações que podem proteger contra a cepa.

Paralelamente, a vacinação vai ajudar a controlar a transmissão e proteger os contaminados de infecções graves. “É preciso aumentar os esforços de vacinação o mais rápido possível”, alerta Faria. “É preciso estar um passo à frente do vírus.”

Fonte: NYT

Fonte: IG SAÚDE

Comentários Facebook

Saúde

Butantan produzirá mais 5 milhões de doses da vacina CoronaVac

Avatar

Publicado


O Instituto Butantan já começou a produção de mais 5 milhões de doses da vacina CoronaVac, imunizante contra a covid-19. Na última segunda-feira (19), a instituição recebeu 3 mil litros de insumo farmacêutico ativo (IFA) enviados da China.

Segundo o Butantan, o trabalho acontece de forma ininterrupta, 24 horas por dia e 7 dias por semana em uma linha de produção automatizada. Na fábrica do instituto, o medicamento é envasado, rotulado e passa por inspeções de qualidade.

Desde janeiro, já foram fornecidas 41,4 milhões de doses de CoronaVac para serem aplicadas em todo o país.

O Butantan informou, também, que espera receber nas próximas semanas mais um carregamento com 3 mil litros de IFA, que permitirão a produção de mais 5 milhões de doses. O material aguarda autorização para ser embarcado para o Brasil.

O estado de São Paulo ultrapassou hoje (22) a marca das 10 milhões de doses de vacinas contra o coronavírus aplicadas, sendo 3,4 milhões da segunda dose.

Edição: Kleber Sampaio

Fonte: EBC Saúde

Comentários Facebook
Veja Também  Ministério da Saúde adia fim de vacinação de grupos prioritários para setembro
Continue lendo

Saúde

Covid: Pfizer identifica versões falsas de vacinas vendidas no México e Polônia

Avatar

Publicado


source
Covid: Pfizer identifica versões falsas de vacinas vendidas no México e Polônia
Patrick T. Fallon/Divulgação

Covid: Pfizer identifica versões falsas de vacinas vendidas no México e Polônia

O laboratório norte-americano Pfizer confirmou que doses de sua vacina contra a Covid-19 apreendidas no México e Polônia, onde eram vendidas por até mil dólares a unidade, eram falsas.

“A Pfizer identificou versões falsas de sua vacina contra a Covid-19 no México e Polônia”, afirmou a empresa na quarta-feira em um comunicado, no qual também destaca que trabalha com governos, fornecedores e profissionais de saúde para “para combater o comércio ilegal”.

Uma fonte da secretaria de Saúde do estado mexicano de Nuevo León afirmou que 80 pessoas foram vacinadas com o fármaco falso, mas não revelou mais detalhes.

O governo mexicano anunciou a apreensão das vacinas falsas em uma clínica clandestina no dia 17 de fevereiro e várias pessoas foram detidas. O Ministério Público abriu uma investigação. A substância, que foi encontrada em geladeiras de cerveja, tinha números de lote e datas de vencimento falsas, de acordo com o jornal norte-americano Wall Street Journal.

O líquido nos frascos confiscados na Polônia era uma substância cosmética, possivelmente um creme anti-rugas, segundo a Pfizer.

“Somos conscientes de que no atual ambiente em que vivemos — estimulado pela facilidade e conveniência do comércio eletrônico, assim como pelo anonimato oferecido pela internet — vai acontecer um aumento no número de fraudes, falsificações e outras atividades ilícitas relacionadas com as vacinas e os tratamentos contra a Covid-19”, afirmou a empresa no comunicado.

Veja Também  Índia bate recorde mundial de casos de Covid-19 em 24 horas

O primeiro lote da vacina da Pfizer está previsto para chegar ao Brasil na próxima semana. As doses poderão ser distribuídas somente para capitais e outros centros urbanos de grande porte, por falta de capacidade na maior parte das cidades de armazenar o imunizante, que demanda baixas temperaturas. A ideia é debatida internamente no Ministério da Saúde e tem o apoio de secretários estaduais e municipais da área.

Em março, uma reportagem da revista Piauí denunciou que um grupo de políticos e empresários, além de seus familiares, teria recebido a primeira dose da vacina da Pfizer, que teriam comprado sem repassar doses ao SUS, conforme obriga a lei brasileira.

Você viu?

Nesta quinta-feira, a Delegacia de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro (DCC-LD) da Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza uma operação para cumprir oito mandados de busca e apreensão no escritório de uma empresa e de seus representantes, em Recife, Pernambuco. O alvo, de acordo com a corporação, seria envolvido em um esquema de oferta fraudulenta de lotes da vacina de Oxford/AstraZeneca para imunização da Covid-19 a municípios brasileiros.

Segundo as investigações, o alvo da operação oferecia lotes da vacina por meio de uma empresa americana pelo valor de U$ 7,90 (cerca de R$ 44). Entre os municípios que receberam a oferta estão Duque de Caxias e Barra do Piraí, no estado do Rio de Janeiro, e Porto Velho, em Rondônia.

Veja Também  Covaxin mostrou 78% de eficácia contra a Covid-19, dizem os fabricantes

OPAS faz alerta sobre vacinas falsas

Na quarta-feira, o vice-diretor da Organização Pan-americana da Saúde (OPAS), Jarbas Barbosa, fez um alerta sobre a oferta de vacinas contra a Covid-19:

“Recebemos informações do México, Argentina e Brasil de que algumas doses foram oferecidas nas redes sociais”, afirmou, ao ser consultado sobre a informação do WSJ a respeito da venda de vacinas fraudulentas do laboratório Pfizer no México.

Barbosa acrescentou que este é um problema para as autoridades de saúde e policiais:

“Os mercados ilegais oferecem vacinas que provavelmente são falsificadas, não são a vacina real, ou talvez estejam roubando-as de um centro de saúde e ninguém pode garantir que estejam armazenadas corretamente. Então, claramente é um problema, não só para as autoridades de saúde, mas também para a polícia identificar esta atividade criminosa”, afirmou.

O vice-diretor da OPAS insistiu que só se pode confiar nas vacinas administradas pelas autoridades de saúde, porque só essas têm a garantia de serem “seguras e eficazes” e de terem sido conservadas nas condições adequadas.

“Portanto, é muito importante rejeitar a compra de qualquer tipo de vacina que se ofereça nas redes sociais e na internet. Isso é um risco para sua saúde”, enfatizou.

Fonte: IG SAÚDE

Comentários Facebook
Continue lendo

Policial

Política

Mato Grosso

Mais Lidas da Semana