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Fiocruz: 18 estados e DF têm ocupação de leitos de UTI acima de 80%

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Dezoito estados e o Distrito Federal têm ocupação de leitos de UTI para covid-19 acima de 80%. Desses, 10 estão com lotação acima de 90%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (2) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

No Boletim do Observatório Fiocruz Covid-19, a entidade chama a atenção para a gravidade do momento no país, com um forte crescimento no número de casos de contaminações e óbitos causados pela doença e classifica a situação como a ponta de um iceberg.

“Verifica-se em todo o país o agravamento simultâneo de diversos indicadores, como o crescimento do número de casos e de óbitos, a manutenção de níveis altos de incidência de SRAG [Síndrome Respiratória Aguda Grave], a alta positividade de testes e a sobrecarga dos hospitais. No momento, 19 unidades da Federação apresentam taxas de ocupação de leitos de UTI acima de 80% – no boletim anterior eram 12. O cenário alarmante, segundo a análise, representa apenas a ponta do iceberg de um patamar de intensa transmissão no país”, destacou a Fiocruz.

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Diante desse quadro, os pesquisadores disseram ser necessária a adoção de medidas não farmacológicas mais rigorosas, incluindo a manutenção de todas medidas preventivas, como distanciamento físico, uso de máscaras e higiene das mãos, até que a pandemia seja declarada encerrada.

Além disso, são recomendadas medidas de supressão, como restrição da circulação e das atividades não essenciais, de acordo com a situação epidemiológica e capacidade de atendimento de cada região, avaliadas semanalmente a partir de critérios técnicos como taxas de ocupação de leitos e tendência de elevação no número de casos e óbitos.

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Saúde

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Vacinação contra Covid é segura para grávidas, aponta estudo preliminar nos EUA

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Os resultados são preliminares e cobrem apenas as primeiras 11 semanas do programa de vacinação dos EUA
Foto: Reprodução

Os resultados são preliminares e cobrem apenas as primeiras 11 semanas do programa de vacinação dos EUA

Pesquisadores dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) não encontraram evidências de que as vacinas Pfizer-BioNTech ou Moderna ofereçam riscos graves durante a gravidez, segundo análise inicial dos dados de segurança da vacina contra a Covid-19 aplicadas no país.

Os resultados são preliminares e cobrem apenas as primeiras 11 semanas do programa de vacinação dos EUA. Mas o estudo, que incluiu dados de 35 mil mulheres que receberam uma das vacinas durante ou logo antes da gravidez, é o maior já feito sobre a segurança da imunização contra a Covid-19 em grávidas.

Gestantes foram excluídas dos ensaios clínicos das vacinas, o que deixou pacientes, médicos e especialistas em dúvida sobre se eram seguras para esse grupo.

“Há muita ansiedade sobre se é seguro, se funcionaria e o que esperar em relação aos efeitos colaterais”, diz Stephanie Gaw, especialista em medicina materno-fetal da Universidade da Califórnia, em San Francisco. Os novos dados, afirma Gaw, demonstram que “muitas grávidas estão tomando a vacina, sem que haja aumento significativo nos efeitos adversos até o momento, e que os perfis de efeitos colaterais são muito semelhantes aos de não grávidas”.

“Acho que tudo isso é muito reconfortante”, afirma, “e acredito que realmente ajudará as autoridades de saúde pública a recomendar com mais veemência que tomem a vacina durante a gravidez”.

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A Covid-19 apresenta sérios riscos para gestantes que, ao desenvolver sintomas da doença, têm maior probabilidade de adoecer gravemente e de morrer do que as mulheres não grávidas.

Por causa desses riscos, o CDC recomendou que vacinas contra o coronavírus sejam disponibilizadas para esse grupo, embora também sugira uma decisão conjunta com os médicos.

No Brasil. o Ministério da Saúde emitiu nota técnica na qual recomenda que grávidas com doenças associadas, como diabetes, hipertensão ou obesidade, tomem a vacina. Entre as gestantes sem comorbidades, a orientação é que avaliem com seus obstetras os benefícios de serem imunizadas.

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Efeitos colaterais

O novo estudo, que foi publicado na quarta-feira no The New England Journal of Medicine, é amplamente baseado em dados do V-safe, o sistema de monitoramento de segurança de vacina contra coronavírus do CDC. Os participantes do programa usam um aplicativo de smartphone para preencher pesquisas regulares sobre sua saúde e quaisquer efeitos colaterais que possam estar experimentando, após receber a vacina Covid-19.

Os pesquisadores analisaram os efeitos colaterais relatados por participantes V-safe que receberam a vacina Pfizer ou Moderna entre 14 de dezembro de 2020 e 28 de fevereiro de 2021. Eles se concentraram em 35.691 participantes que disseram estar grávidas quando receberam a vacina ou que engravidaram pouco depois.

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Após a vacinação, elas relataram o mesmo padrão geral de efeitos colaterais que as não grávidas, descobriram os pesquisadores: dor no local da injeção, fadiga, dores de cabeça e musculares.

As mulheres grávidas eram ligeiramente mais propensas a relatar dor no local da injeção do que as mulheres que não estavam, mas menos propensas a relatar os outros efeitos colaterais. Eles também eram ligeiramente mais propensas a relatar náuseas ou vômitos após a segunda dose.

Participantes grávidas V-safe também tiveram a oportunidade de se inscrever em um registro especial que acompanhou os resultados da gravidez e do bebê. No final de fevereiro, 827 das inscritas no registro de gravidez haviam completado a gravidez, 86% das quais resultaram em nascidos vivos. As taxas de aborto, prematuridade, baixo peso ao nascer e defeitos congênitos eram consistentes com as relatadas em mulheres grávidas antes da pandemia, relatam os pesquisadores.

Mas o relatório tem várias limitações e muito mais pesquisas são necessárias, disseram os especialistas. A inscrição nos programas de vigilância é voluntária e os dados são autorrelatados.

Fonte: IG SAÚDE

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Covid-19: Belo Horizonte retoma reabertura gradual de atividades

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A Prefeitura de Belo Horizonte retoma, a partir de hoje (22), o processo de reabertura gradual de atividades comerciais e de serviços, suspensas desde 6 de março para tentar conter o avanço da pandemia de covid-19 na cidade.

De acordo com a administração local, a medida está sendo adotada devido à “tendência de queda” de índices relativos ao uso das estruturas hospitalares. A ocupação de leitos em unidades de Terapia Intensiva (UTIs) está em 81,1%, e a de leitos de enfermaria está em 58,9%. “A tendência é de queda, o que justifica a reabertura de serviços não essenciais já nesta quinta-feira”, informou, em nota, o executivo municipal.

Os serviços de alimentação para consumo no local (restaurantes, cantinas, sorveterias, lanchonetes, bares e similares), incluindo os estabelecimentos que funcionam dentro de galerias e shopping centers, podem receber clientes de segunda-feira a sábado das 11h às 16h. Já os serviços de entrega em domicílio e retirada de alimentos não tem restrição de horário. O comércio de alimentos em veículos automotores (food trucs, ambulantes e carros de lanches) também fica restrito ao horário das 11h às 16h, com permissão de consumo de bebida alcoólica.

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A prefeitura voltou a considerar o setor de materiais de construção como atividade essencial, bem como a utilização de praças, pistas de caminhada ou de corrida e outros locais públicos para a prática de atividades de esporte e lazer.

Alguns parques públicos da cidade só poderão ser visitados com agendamento, como o Parque das Mangabeiras. Para acessar a lista de parques abertos para visitação clique aqui.

Celebrações presenciais de cultos, missas e demais atividades de caráter coletivo devem observar a regra de, no máximo, uma pessoa a cada 7 metros quadrados (m²) na área do público. Também deverão adotar o uso de máscara, distanciamento entre nos assentos e higienização de mãos e do ambiente.

“Outro ajuste está relacionado ao funcionamento do comércio atacadista da cadeia de atividades do comércio varejista da fase de controle. Eles deverão funcionar das 5h às 17h, nos dias da semana permitidos para o funcionamento da respectiva atividade no varejo. Estabelecimento que atua no atacado de material de construção funcionará de segunda-feira a sábado; e de medicamentos, de segunda-feira a domingo”, informa a prefeitura.

Aulas

A retomada das aulas presenciais em creches e escolas de educação infantil, voltadas a crianças de zero a 5 anos e 8 meses está prevista para a próxima segunda-feira (26), para unidades das redes municipal e particular. “Tais instituições deverão funcionar observando protocolo a ser publicado em portaria da Secretaria Municipal de Saúde ainda nesta semana – a proposta já consta do Portal da PBH Prefeitura de Belo Horizonte] desde novembro de 2020”, detalha a prefeitura.

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O avanço para outras fases de reabertura de escolas para estudantes a partir de 6 anos, incluindo Ensino Médio e universidades, “dependerão dos impactos da primeira etapa de flexibilização e de todo o cenário pandêmico”.

“A Prefeitura reforça que a manutenção e continuidade do processo de flexibilização dependerá da estabilidade ou queda dos indicadores epidemiológicos e assistenciais. Portanto, é fundamental que a população continue adotando as medidas sanitárias vigentes, evitando ao máximo reuniões presenciais de qualquer natureza com familiares e amigos que não moram na mesma residência, bem como só sair de casa para o necessário, utilizando sempre máscara, mantendo o distanciamento e higienizando as mãos com água e sabão ou álcool 70%”, completa a nota divulgada pela prefeitura.

Edição: Denise Griesinger

Fonte: EBC Saúde

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