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Campanha Março Azul alerta sobre riscos do câncer colorretal

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A Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (Sobed), a Associação Médica Brasileira (AMB), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e mais nove sociedades de especialidades médicas, lançaram hoje (2) a campanha Março Azul, para conscientização sobre os riscos do câncer colorretal (CCR) no país. A Sobed alerta para ações de promoção de hábitos saudáveis, melhora da prevenção e qualificação da assistência para reduzir os índices dessa doença.

A campanha Março Azul, que já é deflagrada internacionalmente pela Europa e Estados Unidos, chega agora ao Brasil por iniciativa da Sobed. O objetivo é mobilizar e conscientizar a população e os profissionais de saúde de que se trata de uma campanha para rastreamento do câncer colorretal, disse à Agência Brasil o presidente da Sobed, Ricardo Dib.

Ele destacou que aumentar as chances de cura e de sobrevida são fundamentais. “Por isso, é necessário detectar os sinais da doença o mais cedo possível, já tomando as providências para alcançar sua cura e reduzir danos”, explicou Dib.

“O CCR mata aproximadamente 40 mil pessoas por ano, ou seja, mata mais ou menos 20 mil homens e 20 mil mulheres. E é uma doença que hoje é definida, estatisticamente falando, pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva [Inca] como o segundo tumor, a segunda neoplasia que mais mata homens e mulheres no nosso país”. A neoplasia que mais mata homens é a da próstata, seguida pela do reto; na mulher, é a da mama, vindo em seguida a do reto, informou o especialista. Estão excluídos aqui os casos de tumores de pele.

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Também conhecido como câncer de intestino ou câncer de cólon e reto, o câncer colorretal é abrange os tumores que se iniciam na parte do intestino grosso chamada cólon e no reto (final do intestino, imediatamente antes do ânus) e no ânus. Segundo o Inca, a doença é tratável e, na maioria dos casos, curável, se detectada precocemente, quando ainda não se espalhou para outros órgãos.

Grande parte desses tumores se inicia a partir de pólipos, lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso. O Inca estima o surgimento de 40.990 novos casos por ano, para o triênio 2020/2022, sendo 20.520 em homens e 20.470 em mulheres. Os números correspondem a um risco estimado de 19,64 casos novos a cada 100 mil homens e 19,03 a cada 100 mil mulheres.

“Por isso, temos que deflagrar essa campanha para conscientizar o povo e os médicos, em geral, para que, quando algum paciente tiver algum sintoma, pesquisar a possibilidade de ele ter tumor gastrointestinal”, afirmou Ricardo Dib. Para ele, a união com outras entidades médicas deve fortalecer a campanha, que será divulgada nas redes sociais. O médico disse que vai convidar mais associações e sociedades médicas para reforçar a mobilização da sociedade, para promoção da campanha em âmbito nacional.

Fatores como o aumento da expectativa de vida, o envelhecimento da população e até mesmo a pandemia do novo coronavírus podem impactar no sentido da elevação das taxas de morbidade e mortalidade pelo CCR nos próximos anos, alerta a Sobed. Os reflexos devem surgir até o ano de 2025.

Entre as formas de prevenção ao surgimento de novos casos, a Sobed salientou o combate ao tabagismo, alcoolismo, sedentarismo, consumo excessivo de carnes vermelhas e dieta pobre em fibras, entre outras. Todos são considerados fatores de risco para o câncer colorretal, e sua eliminação do cotidiano dos indivíduos constitui medida de primeiro nível para a proteção.

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Proteção

O presidente da Comissão de Ações Sociais da Sobed e coordenador do movimento Março Azul, Marcelo Averbach, destacou que a preocupação máxima da entidade é proteger os brasileiros de uma doença que pode ser evitada com investimentos em medidas preventivas. “O custo dessas ações é muito inferior ao gasto para atender casos diagnosticados, bem como assumir despesas com aposentadorias e pensões. Para o governo, os ganhos são de ordem econômica. Para as pessoas, eles são sinônimo de mais saúde e vida”, enfatizou Averbach.

De acordo com a Sobed, o câncer colorretal é considerado uma doença do “estilo de vida”. Estudos indicam que uma dieta rica em fibras, composta de alimentos como frutas, verduras, legumes, cereais integrais, grãos e sementes, além da prática de atividade física regular, previnem o câncer colorretal.

As nove sociedades de especialidades médicas que apoiam a campanha Março Azul são o Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva; o Colégio Brasileiro de Cirurgiões; a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia; a Federação Brasileira de Gastroenterologia; a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica; a Sociedade Brasileira de Coloproctologia; a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia; a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica e a Sociedade Brasileira de Urologia.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Saúde

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Bolsonaro diz que Fiocruz entrega mais 18 milhões de vacinas esse mês

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O presidente da República, Jair Bolsonaro, disse hoje (18), por meio de uma rede social, que a Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) vai entregar 18 milhões de vacinas contra a covid-19 até o final de abril. Desse total, segundo o presidente, serão entregues 4,6 milhões de doses ainda nesta semana e mais 6,7 milhões na outra semana.

Na sexta-feira (16) a Fiocruz já havia entregue mais 2,8 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). Além das 2,8 milhões liberadas na sexta-feira, 2,2 milhões já haviam sido entregues na última quarta-feira (14).

O presidente disse ainda que a previsão é que o volume de entrega de imunizantes cresça nos próximos meses e que no segundo semestre de 2021, a Fiocruz deve entregar 110 milhões de doses da vacina.

Educação

O presidente também usou a rede social para divulgar um aplicativo do Ministério da Educação voltado para a alfabetização de crianças.

Segundo Bolsonaro, o Brasil tem a maior parte de suas escolas fechadas por determinação de “governadores e prefeitos” e o país é “um dos com o maior tempo” de fechamento de instituições de ensino do mundo.

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Medidas para evitar maior circulação de pessoas, como o fechamento de escolas e outras atividades não essenciais tem sido adotadas durante a pandemia por governadores e prefeitos, como medida para evitar aumento no número de infectados pelo vírus que já chega a quase 14 milhões, com mais de 370 mil mortos, desde o início da pandemia, no início do ano passado.

Edição: Claudia Felczak

Fonte: EBC Saúde

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Especialista alerta sobre cuidados entre doses de vacina para Covid-19

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Psiquiatra diz que segunda dose deve ser aguardada com sabedoria; veja detalhes
André Biernath – Da BBC News Brasil em São Paulo

Psiquiatra diz que segunda dose deve ser aguardada com sabedoria; veja detalhes

Mais de 32,8 milhões de doses de vacinas foram aplicadas no Brasil desde o início do programa em janeiro. Neste montante, 8 milhões de pessoas já receberam duas doses dos imunizantes produzidos pelo Instituto Butanta n e Fundação Oswaldo Cruz .

Apesar de estudos comprovarem que as primeiras doses de ambos os imunizantes já garantem certa proteção contra o novo coronavírus (Sars-CoV-2), tomar a segunda dose é fundamental. Mas a psiquiatra Maria Francisca Mauro afirma que muitas pessoas já se sentem plenamente seguras para relaxar medidas de segurança sem ela.

“Geralmente, os idosos que recebem a primeira dose ficam aliviados e mais confiantes que poderão conseguir sobreviver à pandemia. Isso faz alguns fortalecerem os cuidados. Outros estão indiferentes e passam a confiar numa roleta em que se expõem ao risco de contaminação”, diz a especialista. 

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Segundo a psiquiatra, a segunda dose deve ser aguardada com sabedoria, mas episódios de ansiedade podem ser recorrentes. “A melhor forma de aguardar a vacina é cuidar para não se contaminar ou ser reinfectado. É preciso ter responsabilidade social”, alerta.

“Uma forma de combate à ansiedade é não ficar isento de sua própria vacinação.  De tal forma, é possível ter mais clareza, controlar em certa medida os agentes públicos e cobrar de forma devida.” diz a especialista. “No LocalizaSus, pode-se acessar dados oficiais da vacinação e conseguir ter dimensão da realidade, de acordo com a federação e município que a pessoa reside”

Fonte: IG SAÚDE

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