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Emanuel Pinheiro descarta lockdown e se une a consórcio para comprar vacinas

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O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, participou na manhã deste sábado (27), de reunião com a Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) e aderiu à instalação de um consórcio entre os municípios para aquisição de vacinas da Covid-19. “Nós decidimos criar o consórcio nacional para adquirir as vacinas, medicamentos e insumos para o combate da Covid-19. E com isso vamos ajudar o Governo Federal a agilizar a vacinação da nossa população, que é nossa prioridade, principalmente de Cuiabá. Reassumo o compromisso de vacinar toda população cuiabana e trabalhar muito para concluir esse objetivo”.

A reunião, por videoconferência, contou com os 10 prefeitos que integram a diretoria da FNP. Os dez municípios signatários iniciais são Petrolina (PE), Salvador (BA), Curitiba (PR), Aracajú (SE), Manaus (AM), Belém (PA), Ribeirão Preto (SP), Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ) e Cuiabá (MT). O prefeito Emanuel Pinheiro também ressaltou que o momento é de união da população na luta contra o vírus da Covid-19. Com apoio de todos os participantes, a entidade vai pactuar, com governantes das médias e grandes cidades, o início e cronograma da construção do consórcio, nesta segunda-feira, 1º de março.

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“Não é hora de prejudicar a nossa economia, de causar um desiquilíbrio no desemprego, de atingir o setor produtivo, que já foi muito sacrificado e principalmente trazer a desesperança e o desemprego para a população. Agora é hora de união para buscar as vacinas e imunizar toda a população cuiabana”.

Participaram da reunião  os prefeitos de Cuiabá, Emanuel Pinheiro; Salvador/BA, Bruno Reis; Manaus/AM, David Almeida; Porto Alegre/RS, Sebastião Melo; Ribeirão Preto/SP, Duarte Nogueira; Petrolina/PE, Miguel Coelho; e o secretário de Planejamento, Finanças e Orçamento de Curitiba/PR, Vitor Puppi, representando o prefeito Rafael Greca.

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Em Mato Grosso, 31 municípios estão com risco muito alto de contaminação pela Covid-19

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A Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) divulgou, nesta terça-feira (13.04), o Boletim Informativo n° 401 com o panorama da situação epidemiológica da Covid-19 em Mato Grosso.

O documento mostra, a partir da página 11, que 31 municípios registram classificação de risco muito alta para o coronavírus. São eles: Alto Taquari, Araguaiana, Araguainha, Brasnorte, Cáceres, Campo Novo do Parecis, Canabrava do Norte, Canarana, Curvelândia, Diamantino, Figueirópolis D’Oeste, Guarantã do Norte, Lucas do Rio Verde, Marcelândia, Mirassol D’Oeste, Novo São Joaquim, Paranaíta, Planalto da Serra, Poconé, Ponte Branca, Porto Estrela, Poxoréu, Querência, Santa Terezinha, Santo Afonso, Santo Antônio do Leste, São José do Povo, São José do Xingu, Sapezal, Tangará da Serra e Torixoréu.

Outras 110 cidades estão classificadas na categoria de risco alto para a contaminação do coronavírus. Nenhum município foi classificado com risco moderado para a Covid-19.

Novo método para classificação

O metódo para definir a classificação de risco dos municípios foi aprimorado. A mudança foi publicada no Diário Oficial do último dia 25 de março. Desde então, não sé levado em consideração só o número absoluto dos casos dos últimos quatorze dias, mas sim a média móvel dos últimos quatorze dias.

Assim, o município não sofrerá uma mudança brusca de um boletim para o outro; a cidade ficará na mesma categoria por pelo menos duas semanas, conforme sua média móvel de casos.

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Também foi aperfeiçoado o cálculo dos casos acumulados. Antes eram considerados os casos acumulados a partir do dia 1º de dezembro de 2020.  Com a nova metodologia, a análise será realizada sempre com base nos casos acumulados dos últimos 90 dias.

Confira as medidas de acordo com a classificação de risco

Nível de Risco ALTO

a) implementação e/ou manutenção de todas as medidas previstas para os Níveis de Risco BAIXO e MODERADO;

b) proibição de qualquer atividade de lazer ou evento que cause aglomeração;

c) proibição de atendimento presencial em órgãos públicos e concessionárias de serviços públicos, devendo ser disponibilizado canais de atendimento ao público não-presenciais;

d) adoção de medidas preparatórias para a quarentena obrigatória, iniciando com incentivo à quarentena voluntária e outras medidas julgadas adequadas pela autoridade municipal para evitar a circulação e aglomeração de pessoas.

Nível de Risco MUITO ALTO

a) implementação e/ou manutenção de todas as medidas previstas para os Níveis de Risco BAIXO, MODERADO e ALTO;

b) quarentena coletiva obrigatória no território do Município, por períodos de 10 (dez) dias, prorrogáveis, mediante reavaliação da autoridade competente, podendo, inclusive, haver antecipação de feriados para referido período;

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c) suspensão de aulas presenciais em creches, escolas e universidades.

d) controle do perímetro da área de contenção, por barreiras sanitárias, para triagem da entrada e saída de pessoas, ficando autorizada apenas a circulação de pessoas com o objetivo de acessar e exercer atividades essenciais;

e) manutenção do funcionamento apenas dos serviços públicos e atividades essenciais;

§1º Atingida determinada classificação de risco, as medidas de restrição correspondentes devem ser aplicadas por, no mínimo, 10 (dez) dias, ainda que, neste período, ocorra o rebaixamento da classificação do Município.

§2º Os municípios contíguos devem adotar as medidas restritivas idênticas, correspondentes às aplicáveis aquele que tiver classificação de risco mais grave.

§3º Os Municípios poderão adotar medidas mais restritivas do que as contidas neste Decreto, desde que justificadas em dados concretos locais que demonstrem a necessidade de maior rigor para o controle da disseminação do novo coronavírus.

Art. 6º O funcionamento de parques públicos estaduais seguirá as restrições estabelecidas pelos Municípios em que se encontrem e, na ausência de normas a este respeito, poderão ser utilizados, desde que observado o distanciamento mínimo de 1,5m entre as pessoas, ficando vedado o acesso sem o uso de máscara de proteção facial.

Fonte: GOV MT

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Médica trabalha na vacinação contra a Covid-19, após perder avô e pai que era médico e atuava na linha de frente

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A médica Maria Nadaf está trabalhando na vacinação contra a Covid-19 na zona rural de Cuiabá, após perder o avô e o pai, que também era médico e atuava na linha de frente, para a doença, há oito meses. Os dois morreram no intervalo de menos de um mês.

O pai dela, Moysés Nadaf, de 65 anos, foi médico do Hospital Geral Universitário (HGU) por mais de 40 anos. Quando a pandemia começou, os filhos pediram que ele se afastasse do trabalho, mas ele se recusou.

“Ele tinha idade para se afastar, conforme decreto. Mas isso nunca foi uma possibilidade para ele. Ele dizia que tinha um juramento e que jamais se afastaria nesse momento”, contou a filha.

 

Moysés Nadaf trabalhava na linha de frente da Covid-19 quando contraiu a doença — Foto: Facebook/Reprodução

O avô de Maria, Pedro Moysés Nadaf, de 94 anos, morreu em decorrência da Covid-19, poucos dias antes do filho dele.

“No momento em que internamos o meu pai, meu avô teve uma piora e foi para a UTI. Nós vimos a história se repetir. Tentamos tudo que foi possível, mas infelizmente os dois acabaram não resistindo”, relatou.

 

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Maria Nadaf trabalha na zona rural de Cuiabá — Foto: Reprodução

Diante do cenário de pandemia e da perda dos familiares, Maria usou a história do pai como inspiração e se colocou à disposição para a vacinação dos idosos da zona rural.

“A trajetória do meu pai foi muito bonita. Ele foi um médico muito simples e de muita bondade. Não existia hierarquia na consulta. Ele tratava os pacientes de forma muito humana”, relembrou.

 

Maria Nadaf é médica e atua na linha de frente da Covid-19 em Cuiabá — Foto: Facebook/Reprodução

Maria Nadaf é médica e atua na linha de frente da Covid-19 em Cuiabá — Foto: Facebook/Reprodução

Maria contou que se sente realizada em poder ajudar a população rural neste momento. Segundo ela, os pacientes que atende têm dificuldade de deslocamento. Há comunidades que ficam a mais de 100 km do centro da capital.

“Quando chegamos nas casas da zona rural para vacinar os idosos, percebemos que não teve uma doença que comoveu tanto como a Covid. Muito mais do que um imunizante, a gente leva o cuidado, uma proteção para aquela pessoa. Atender na zona rural é muito gratificante pra mim”, ressaltou.

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O último levantamento do Conselho Regional de Medicina (CRM) aponta que cerca de 300 médicos foram infectados por Covid-19 no estado. Só em 2020, morreram 23 médicos em Mato Grosso com a doença.

Profissionais de saúde andam a pé em alguns locais para a vacinação

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