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Senado aprova que estados, municípios e setor privado comprem vacinas contra a covid-19

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O Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (24) o projeto de lei que autoriza os estados, os municípios e o setor privado a adquirirem vacinas contra a covid-19 (PL 534/2021). O texto também permite que os compradores assumam a responsabilidade civil pela imunização, o que abre caminho para a entrada de novas variedades de vacina no país. O projeto segue para a Câmara dos Deputados.

Pelo texto, a compra por estados e municípios fica autorizada para casos em que o governo federal não cumpra o Plano Nacional de Operacionalização da Vacina contra a Covid-19, ou quando a cobertura imunológica prevista pela União não for suficiente. A norma se escora em decisão proferida nesta semana pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou constitucional a iniciativa dos entes da federação nessas mesmas hipóteses.

Além disso, quando fizerem a aquisição por conta própria, os estados e municípios, como regra, não usarão recursos próprios, e deverão ter ressarcimento da União pelo valor desembolsado. Apenas em casos excepcionais os entes da Federação serão responsáveis por custear a compra. 

Setor privado

Já o setor privado fica obrigado a doar todas as doses compradas para o Sistema Único de Saúde (SUS) enquanto estiver em curso a vacinação dos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde. Após a conclusão dessa etapa, as empresas poderão ficar com metade das vacinas que adquirirem, e elas deverão ser aplicadas gratuitamente. A outra metade deverá ser remetida ao SUS.

O projeto também autoriza a União, os estados e os municípios a assumirem a responsabilidade de indenizar os cidadãos por eventuais efeitos colaterais provocados pelas vacinas. Essa é uma exigência feita por algumas empresas fabricantes, como a Pfizer e a Janssen, cujas vacinas ainda não chegaram ao Brasil. Para cobrir esses riscos, a administração pública poderá constituir garantias ou contratar seguro privado.

Todas as medidas se aplicam apenas a vacinas com uso autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

“Arsenal contra o vírus”

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que foi o relator da matéria, reconheceu o caráter de excepcionalidade das regras, que só terão validade durante a pandemia de covid-19, mas afirmou que elas são necessárias para dar ao Brasil mais condições de combater a doença. Ele destacou que, apesar de a oferta mundial de imunizantes estar aumentando, o país só tem duas vacinas à disposição (a CoronaVac e a Oxford-AstraZeneca). A Pfizer já recebeu o aval da Anvisa, mas o governo federal ainda não tem previsão de compra para ela.

— Eu tenho convicção de que não existe tema mais importante no planeta, neste instante, do que este. O arsenal contra o vírus é a vacina. Nós só temos duas balas no arsenal no dia de hoje. Se não ampliarmos imediatamente esse arsenal, a expectativa é de que, nos próximos meses, outros 70 mil compatriotas percam a vida — afirmou.

A iniciativa do projeto partiu do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que se reuniu no início da semana com representantes da Pfizer e da Janssen, ao lado de Randolfe. Segundo ele, o texto foi elaborado após consulta ao Ministério da Saúde e “sem conflito algum”. Para o presidente do Senado, o empoderamento dos estados e municípios na compra de vacinas não deve ser visto como uma disputa com a União.

— Não há uma disputa aqui sobre quem deve comprar. Partindo da premissa de que todos podem comprar, todos devem ter a mesma segurança jurídica. A possibilidade de a iniciativa privada adquirir as vacinas com doação é para que não se fira o Plano de Imunização e a universalidade do SUS — afirmou Rodrigo Pacheco.

Casos de omissão

Durante a discussão em Plenário, a senadora Simone Tebet (MDB-MS) sugeriu um ajuste no texto para deixar claro que a compra de vacinas deverá ser feita “preferencialmente” pela União, cabendo aos estados e municípios uma participação “suplementar”, nos casos de omissão. Também foi dela a sugestão para que a União reembolse os estados e municípios. Simone Tebet explicou que essa fórmula mantém a obrigação de liderar o combate à pandemia com o governo federal.

— Não podemos fazer com que a União, nesse aspecto, afrouxe a sua responsabilidade, jogando-a para estados e municípios. A responsabilidade por aquisição de vacinas é do governo federal, uma vez que nós aprovamos uma medida provisória criando um crédito de R$ 20 bilhões para isso — explicou, referindo-se à MP 1.003/2020, que ainda não foi sancionada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro.

Informações sobre vacinação

O PL 534/2021 permite que as vacinas a serem adquiridas pelo setor privado sejam aplicadas em qualquer estabelecimento ou serviço de saúde que tenha sala para aplicação de injetáveis autorizada pelo serviço de vigilância local. Ele também obriga as empresas compradoras a fornecerem ao Ministério da Saúde todas as informações sobre a aquisição e aplicação, incluindo os contratos de compra e doação. Por sua vez, o ministério deverá usar essas informações para atualizar, no prazo de 48 horas do seu recebimento, os painéis de informação sobre a vacinação.

Já os estados e municípios, no âmbito da sua responsabilização por vacinas adquiridas por conta própria, deverão adotar medidas efetivas para dar transparência à utilização dos recursos públicos que financiaram as doses e os insumos e ao processo de distribuição.

Fonte: AMM

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Entidades lançam Campanha Natal Solidário e iniciam mobilização para arrecadar alimentos

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A campanha Natal Solidário, que tem o objetivo de arrecadar cerca de 600 toneladas de alimentos para atender comunidades em situação de vulnerabilidade, foi lançada nesta terça-feira (20), em evento on-line realizado pelas entidades organizadoras. Um total de 62 municípios já formalizou o termo de adesão à campanha, que chega a sua oitava edição com o lema ‘Fazer o bem é o que nos guia’.

A iniciativa é promovida pelo Instituto Cometa de Cáceres, em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios-AMM, Colegiado Estadual de Gestores Municipais da Assistência Social-Coegemas e a Associação para o Desenvolvimento Social dos Municípios de Mato Grosso-APDM.

O fundador do Grupo Cometa, Francis Maris, disse que este ano a campanha terá um alcance social ainda maior, considerando o contexto da pandemia, que gerou desemprego e afetou milhares de famílias. “Para nós do grupo é uma satisfação e alegria poder ajudar as pessoas, temos uma paixão por servir e ajudar é o que nos move”, assinalou, destacando que é importante o envolvimento dos empresários e de vários setores da sociedade, pois quanto mais alimentos forem arrecadados, mais famílias serão beneficiadas.

O grupo Cometa está doando para o sorteio 01 Carro HB20 Hyundai, 01 Motocicleta Honda CG 160, 01 Geladeira de 240 litros, 01 Fogão 5 bocas e 01 TV Smart de 50 polegadas. A cada quilo doado, a pessoa receberá um cupom com uma numeração específica para concorrer aos prêmios.

O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios, Neurilan Fraga, destacou que a campanha vem no momento certo, pois a emergência epidemiológica está impactando milhares de famílias, que estão sofrendo as consequências da retração econômica e da paralisação de várias atividades. “Essa campanha é um ato humanitário que vai atender muitas pessoas em uma necessidade básica, que é o alimento. Quero fazer um apelo especial `a APDM e ao Coegemas para que envolvam as primeiras-damas, secretárias de assistência social e outras lideranças para que a iniciativa chegue aos 141 municípios  e beneficie o maior número de famílias”, frisou, parabenizando o ex-prefeito Francis Maris pela iniciativa e todos os idealizadores do trabalho social.

A presidente Instituto Cometa, Rosimari Ribeiro, explicou que o Instituto surgiu pela necessidade de expandir os projetos sociais e que o Grupo Cometa desenvolve trabalhos na área de educação, cultura e meio ambiente, no intuito de obter uma maior representatividade perante a sociedade, tornando-se assim um organismo de utilidade pública reconhecido e respeitado. “Até dia 30  de abril os municípios podem aderir à campanha para que nós possamos montar as etapas do projeto, viabilizando 30 mil cestas básicas para beneficiar 150 mil pessoas no estado todo”, frisou.

A presidente da Associação Para o Desenvolvimento Social dos Municípios de Mato Grosso-APDM, Sheila Pedroso, agradeceu a confiança das instituições e garantiu que vai reforçar o convite  para que todos os municípios façam parte da iniciativa social. “A campanha vem ao encontro das nossas necessidades e esperamos que todos os municípios possam aderir, uma vez que a arrecadação vai atender a comunidade local. Além disso, a premiação é muito boa, com possibilidade de atrair ainda mais doações. Em Sinop já estamos organizando diversos pontos de arrecadação dos alimentos”, ressaltou.

O sorteio dos prêmios será no dia 8 de dezembro, pela loteria federal, e a distribuição das cestas básicas para as famílias, no dia 20 de dezembro. Em cada município, o gestor receberá um kit com as peças de publicidade para trabalhar in loco a campanha que visa a troca de cupons por cinco quilos de alimentos. A Ação consiste em mobilizar a sociedade local, os setores do comércio, indústria, entidades representativas de classes, religiosas e outros segmentos.

Fonte: AMM

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Mato Grosso registra 346.743 casos e 9.233 óbitos por Covid-19

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) notificou, até a tarde desta terça-feira (20.04), 346.743 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, sendo registrados 9.233 óbitos em decorrência do coronavírus no Estado.

Foram notificadas 1.951 novas confirmações de casos de coronavírus no Estado. Dos 346.743 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, 10.905 estão em isolamento domiciliar e 324.630 estão recuperados.

Entre casos confirmados, suspeitos e descartados para a Covid-19, há 516 internações em UTIs públicas e 432 em enfermarias públicas. Isto é, a taxa de ocupação está em 96,63% para UTIs adulto e em 53% para enfermarias adulto.

Dentre os dez municípios com maior número de casos de Covid-19 estão: Cuiabá (73.622), Rondonópolis (25.746), Várzea Grande (22.782), Sinop (18.264), Sorriso (12.366), Tangará da Serra (11.488), Lucas do Rio Verde (11.084), Primavera do Leste (9.834), Cáceres (7.427) e Alta Floresta (6.538).

A lista detalhada com todas as cidades que já registraram casos da Covid-19 em Mato Grosso pode ser acessada por meio do Painel Interativo da Covid-19, disponível neste link.

O documento ainda aponta que um total de 305.997 amostras já foram avaliadas pelo Laboratório Central do Estado (Lacen-MT) e que, atualmente, restam 935 amostras em análise laboratorial.

Cenário nacional

Na segunda-feira (19), o Governo Federal confirmou o total de 13.973.695 casos da Covid-19 no Brasil e 374.682 óbitos oriundos da doença. No levantamento do dia anterior, o país contabilizava 13.943.071 casos da Covid-19 no Brasil e 373.335 óbitos confirmados de pessoas infectadas pelo coronavírus.

Até o fechamento deste material, o Ministério da Saúde não divulgou os dados atualizados desta terça-feira (20).

Recomendações

Já existem vacinas para prevenir a infecção pelo novo coronavírus, mas ainda é importante adotar algumas medidas de distanciamento e biossegurança.

Os sites da SES e do Ministério da Saúde dispõem de informações oficiais acerca da Covid-19. A orientação é de que não sejam divulgadas informações inverídicas, pois as notícias falsas causam pânico e atrapalham a condução dos trabalhos pelos serviços de saúde.

O Ministério da Saúde orienta os cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o novo vírus. Entre as medidas estão:

– Lavar as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos. Se não houver água e sabão, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool;

– Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;

– Evitar contato próximo com pessoas doentes;

– Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo;

– Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.

Fonte: AMM

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