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Presidente do Senado defende compra de vacinas por empresas, governadores e prefeitos

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O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, apresentou nesta terça-feira (23) um projeto de lei (PL 534/2021) que facilita a compra de vacinas contra o coronavírus por empresas privadas. O texto também permite que estados, Distrito Federal e municípios assumam a responsabilidade civil por eventuais efeitos adversos provocados pelos imunizantes. Essa medida abre caminho para a aquisição de vacinas por governadores e prefeitos.

De acordo com o projeto, os imunizantes comprados por pessoas jurídicas de direito privado devem ser integralmente doados ao Sistema Único de Saúde e utilizados no âmbito do Programa Nacional de Imunizações. Só após a vacinação dos grupos considerados prioritários, as empresas seriam autorizadas a “adquirir diretamente vacinas para comercialização ou utilização”, determina a proposta.

“Identificamos a necessidade de permitir a participação complementar da sociedade civil neste processo tão desafiador. Com o intuito de ampliar a capacidade de compra e os canais de distribuição, autorizamos a aquisição direta de vacinas por entes privados para doação ao SUS ou para comercialização, desde que concluída a vacinação dos grupos prioritários”, afirma Rodrigo Pacheco na justificativa do projeto.

Responsabilização

Ainda segundo o PL 534/2021, estados, Distrito Federal e municípios — e não apenas a União — ficariam “autorizados a assumir os riscos referentes à responsabilidade civil em relação a eventos adversos pós-vacinação”. Mas isso vale apenas para imunizantes registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou autorizados temporariamente para uso emergencial.

“A escassez da oferta de vacinas, somada à necessidade de acelerar o processo de imunização não nos autoriza a dispensar nenhuma oportunidade de aquisição. Nesse sentido, propomos que a legislação autorize que possa o ente público assumir riscos e responsabilidades decorrentes de eventos adversos pós-vacinação, viabilizando, assim, o atendimento às condições atualmente impostas pelos fornecedores”, destaca Pacheco.

O texto permite que União, estados, Distrito Federal e municípios constituam garantias ou contratem seguro privado nacional ou internacional “para a cobertura dos riscos”. A matéria aguarda distribuição para as comissões temáticas da Casa.

O relator da proposta será o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). “Acabo de assumir uma das principais responsabilidades na luta pela vacina no Brasil”, disse Randolfe em uma rede social, ao anunciar a relatoria do PL.

Ministério da Saúde

Em entrevista coletiva no início da tarde desta terça-feira, Pacheco afirmou que o projeto não pretende ser “um recado” ao ministro da Saúde. O presidente do Senado disse confiar na previsão de Eduardo Pazuello, segundo a qual toda a população vacinável no país estará imunizada até o fim deste ano.

— Não é recado algum para o Ministério da Saúde. Identifiquei uma grande evolução na gestão, inclusive em relação às vacinas. Números muito concretos em relação à produção nacional e importação por outros laboratórios. Eu confio na palavra do ministro da Saúde. O que estamos buscando é colaborar. As imposições feitas por essas indústrias farmacêuticas são realmente muito restritivas, são muito duras para quem contrata a aquisição dessas vacinas. Isso tudo tem que ser levado em consideração. Nós precisamos ter vacinação no Brasil o mais rapidamente possível. A participação da iniciativa privada, inclusive com a filantropia, precisa de um permissivo legal — explicou.

Rodrigo Pacheco disse ainda que o projeto pode sofrer alterações nos Plenários do Senado e da Câmara. Alguns parlamentares defendem, por exemplo, que empresas privadas doem para o SUS apenas a metade das vacinas adquiridas. O restante poderia ser comercializado por laboratórios particulares.

— Haverá um amadurecimento no processo. Eventualmente, pode-se entender 50% para uso privado e 50% para o SUS. Mas minha ideia central é que seja 100% para o SUS, para que a iniciativa privada possa participar no primeiro momento, colaborando com o Estado brasileiro, adquirindo vacinas para o programa de priorização universal do país. Uma vez imunizados os prioritários, aí sim ter uma regra de mercado. Essa ideia permite ganhar mais escala da vacinação, preservando o critério de não privilegiar ninguém por sua capacidade econômica ou posição social — afirmou.

Fonte: AMM

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Entidades lançam Campanha Natal Solidário e iniciam mobilização para arrecadar alimentos

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A campanha Natal Solidário, que tem o objetivo de arrecadar cerca de 600 toneladas de alimentos para atender comunidades em situação de vulnerabilidade, foi lançada nesta terça-feira (20), em evento on-line realizado pelas entidades organizadoras. Um total de 62 municípios já formalizou o termo de adesão à campanha, que chega a sua oitava edição com o lema ‘Fazer o bem é o que nos guia’.

A iniciativa é promovida pelo Instituto Cometa de Cáceres, em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios-AMM, Colegiado Estadual de Gestores Municipais da Assistência Social-Coegemas e a Associação para o Desenvolvimento Social dos Municípios de Mato Grosso-APDM.

O fundador do Grupo Cometa, Francis Maris, disse que este ano a campanha terá um alcance social ainda maior, considerando o contexto da pandemia, que gerou desemprego e afetou milhares de famílias. “Para nós do grupo é uma satisfação e alegria poder ajudar as pessoas, temos uma paixão por servir e ajudar é o que nos move”, assinalou, destacando que é importante o envolvimento dos empresários e de vários setores da sociedade, pois quanto mais alimentos forem arrecadados, mais famílias serão beneficiadas.

O grupo Cometa está doando para o sorteio 01 Carro HB20 Hyundai, 01 Motocicleta Honda CG 160, 01 Geladeira de 240 litros, 01 Fogão 5 bocas e 01 TV Smart de 50 polegadas. A cada quilo doado, a pessoa receberá um cupom com uma numeração específica para concorrer aos prêmios.

O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios, Neurilan Fraga, destacou que a campanha vem no momento certo, pois a emergência epidemiológica está impactando milhares de famílias, que estão sofrendo as consequências da retração econômica e da paralisação de várias atividades. “Essa campanha é um ato humanitário que vai atender muitas pessoas em uma necessidade básica, que é o alimento. Quero fazer um apelo especial `a APDM e ao Coegemas para que envolvam as primeiras-damas, secretárias de assistência social e outras lideranças para que a iniciativa chegue aos 141 municípios  e beneficie o maior número de famílias”, frisou, parabenizando o ex-prefeito Francis Maris pela iniciativa e todos os idealizadores do trabalho social.

A presidente Instituto Cometa, Rosimari Ribeiro, explicou que o Instituto surgiu pela necessidade de expandir os projetos sociais e que o Grupo Cometa desenvolve trabalhos na área de educação, cultura e meio ambiente, no intuito de obter uma maior representatividade perante a sociedade, tornando-se assim um organismo de utilidade pública reconhecido e respeitado. “Até dia 30  de abril os municípios podem aderir à campanha para que nós possamos montar as etapas do projeto, viabilizando 30 mil cestas básicas para beneficiar 150 mil pessoas no estado todo”, frisou.

A presidente da Associação Para o Desenvolvimento Social dos Municípios de Mato Grosso-APDM, Sheila Pedroso, agradeceu a confiança das instituições e garantiu que vai reforçar o convite  para que todos os municípios façam parte da iniciativa social. “A campanha vem ao encontro das nossas necessidades e esperamos que todos os municípios possam aderir, uma vez que a arrecadação vai atender a comunidade local. Além disso, a premiação é muito boa, com possibilidade de atrair ainda mais doações. Em Sinop já estamos organizando diversos pontos de arrecadação dos alimentos”, ressaltou.

O sorteio dos prêmios será no dia 8 de dezembro, pela loteria federal, e a distribuição das cestas básicas para as famílias, no dia 20 de dezembro. Em cada município, o gestor receberá um kit com as peças de publicidade para trabalhar in loco a campanha que visa a troca de cupons por cinco quilos de alimentos. A Ação consiste em mobilizar a sociedade local, os setores do comércio, indústria, entidades representativas de classes, religiosas e outros segmentos.

Fonte: AMM

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Mato Grosso registra 346.743 casos e 9.233 óbitos por Covid-19

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) notificou, até a tarde desta terça-feira (20.04), 346.743 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, sendo registrados 9.233 óbitos em decorrência do coronavírus no Estado.

Foram notificadas 1.951 novas confirmações de casos de coronavírus no Estado. Dos 346.743 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, 10.905 estão em isolamento domiciliar e 324.630 estão recuperados.

Entre casos confirmados, suspeitos e descartados para a Covid-19, há 516 internações em UTIs públicas e 432 em enfermarias públicas. Isto é, a taxa de ocupação está em 96,63% para UTIs adulto e em 53% para enfermarias adulto.

Dentre os dez municípios com maior número de casos de Covid-19 estão: Cuiabá (73.622), Rondonópolis (25.746), Várzea Grande (22.782), Sinop (18.264), Sorriso (12.366), Tangará da Serra (11.488), Lucas do Rio Verde (11.084), Primavera do Leste (9.834), Cáceres (7.427) e Alta Floresta (6.538).

A lista detalhada com todas as cidades que já registraram casos da Covid-19 em Mato Grosso pode ser acessada por meio do Painel Interativo da Covid-19, disponível neste link.

O documento ainda aponta que um total de 305.997 amostras já foram avaliadas pelo Laboratório Central do Estado (Lacen-MT) e que, atualmente, restam 935 amostras em análise laboratorial.

Cenário nacional

Na segunda-feira (19), o Governo Federal confirmou o total de 13.973.695 casos da Covid-19 no Brasil e 374.682 óbitos oriundos da doença. No levantamento do dia anterior, o país contabilizava 13.943.071 casos da Covid-19 no Brasil e 373.335 óbitos confirmados de pessoas infectadas pelo coronavírus.

Até o fechamento deste material, o Ministério da Saúde não divulgou os dados atualizados desta terça-feira (20).

Recomendações

Já existem vacinas para prevenir a infecção pelo novo coronavírus, mas ainda é importante adotar algumas medidas de distanciamento e biossegurança.

Os sites da SES e do Ministério da Saúde dispõem de informações oficiais acerca da Covid-19. A orientação é de que não sejam divulgadas informações inverídicas, pois as notícias falsas causam pânico e atrapalham a condução dos trabalhos pelos serviços de saúde.

O Ministério da Saúde orienta os cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o novo vírus. Entre as medidas estão:

– Lavar as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos. Se não houver água e sabão, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool;

– Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;

– Evitar contato próximo com pessoas doentes;

– Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo;

– Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.

Fonte: AMM

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