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EUA apresentam candidatura para voltar a conselho da ONU

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Os Estados Unidos (EUA) vão concorrer a um assento no Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), anunciou hoje (24) o chefe da diplomacia norte-americana, Antony Blinken, lembrando o abandono da política da “cadeira vazia” seguida pela administração Trump.

“Tenho o prazer de anunciar que os Estados Unidos vão concorrer a um assento no Conselho de Direitos Humanos para o mandato 2022-2024”, afirmou Blinken, durante videoconferência feita na organização.

“Pedimos humildemente que todos os Estados-membros das Nações Unidas apoiem o nosso desejo de voltar a ocupar um lugar nessa instituição”, acrescentou.

A administração Trump anunciou, em junho de 2018, que ia abandonar o conselho, que constitui o órgão máximo da ONU no campo da defesa dos direitos humanos, acusando-o de hipocrisia e de prejudicar Israel.

“Os Estados Unidos colocam a democracia e os direitos humanos no centro de sua política externa, porque são essenciais para a paz e a estabilidade”, justificou Blinken.

“Esta ligação está enraizada na nossa própria experiência de uma democracia imperfeita e, muitas vezes, aquém dos nossos próprios ideais, mas que tenta sempre tornar-nos um país mais unido, mais respeitoso e mais livre”, adiantou em declarações que contrastam com a posição seguida pelo seu antecessor, Mike Pompeo.

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Embora Blinken tenha elogiado a utilidade do conselho e destacado a sua importância, em particular para chamar rapidamente a atenção para as crises, o diplomata norte-americano aconselhou os membros do organismo a repensarem o seu funcionamento.

“Encorajamos o Conselho de Direitos Humanos a examinar a forma como funciona, incluindo a atenção desproporcional dada a Israel”, alertou, sugerindo que o tratamento dado a Israel e a aos territórios palestinos seja como os de qualquer outro país.

Além disso, defendeu que países que não tenham um bom histórico de direitos humanos não sejam membros do conselho.

A China, a Rússia, mas também a Venezuela, Cuba ou mesmo os Camarões, a Eritreia e as Filipinas são regularmente criticados por organizações de direitos humanos e outros países pela forma como tratam seus cidadãos.

Blinken criticou especificamente a Rússia pelo tratamento dado aos que se opõem ao Kremlin, citando Alexei Navalny, mas também denunciou as “atrocidades” cometidas por Pequim na região de Xinjiang e a situação em Hong Kong.

O representante norte-americano pelos Negócios Estrangeiros lembrou ainda que os Estados Unidos marcaram seu retorno ao Conselho dos Direitos Humanos ao condenar o golpe de Estado em Myanmar (antiga Birmânia).

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A estratégia do ex-presidente Donald Trump de deixar “vazia” a cadeira dos Estados Unidos – devido a uma desconfiança visceral no multilateralismo – criou um vácuo no Conselho dos Direitos Humanos e na Organização Mundial da Saúde, por exemplo – que foi rapidamente ocupado pelas diplomacias chinesa e russa.

O Conselho dos Direitos Humanos tem 47 membros de pleno direito, eleitos pela maioria dos Estados da Assembleia Geral da ONU para um mandato de três anos, enquanto os países restantes mantêm estatuto de observadores.

Os Estados Unidos são o único membro permanente do Conselho de Segurança da ONU que não tem assento na atual sessão da instituição, que começou nesta semana.

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Biden diz que veredito de Chauvin é “passo à frente”, mas muito raro

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O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, classificou nesta terça-feira a condenação do ex-policial de Mineápolis Derek Chauvin por homicídio no episódio de prisão e morte de George Floyd como um “passo à frente”, mas disse que o veredicto é muito raro em um país atormentado por racismo sistêmico.

“Este pode ser um passo gigante em direção à justiça na América”, disse Biden em comentários na Casa Branca.

Um júri de 12 membros considerou Chauvin, de 45 anos, culpado das acusações de homicídio em segundo grau, homicídio em terceiro grau e homicídio culposo, após três semanas de depoimentos de 45 testemunhas, incluindo transeuntes, policiais e especialistas médicos.

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Ex-policial Derek Chauvin é condenado por morte de George Floyd

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O ex-policial de Mineápolis Derek Chauvin foi condenado nesta terça-feira (20) por homicídio no episódio de prisão e morte de George Floyd, um marco na história racial dos Estados Unidos e uma repreensão ao tratamento dado pela polícia aos negros no país.

O júri de 12 membros considerou Chauvin, de 45 anos, criminalmente responsável pela morte de Floyd, após três semanas de depoimentos de 45 testemunhas, incluindo transeuntes, policiais e especialistas médicos. Os jurados iniciaram suas deliberações na segunda-feira (19).

Em um confronto mostrado em vídeo, Chauvin, que é branco, pressionou o joelho no pescoço de Floyd, um homem negro de 46 anos algemado, por mais de nove minutos, no dia 25 de maio de 2020, quando ele e três colegas policiais detiveram Floyd, que foi acusado de usar uma nota falsa de US$ 20 para comprar cigarros em um supermercado.

A morte de Floyd gerou protestos contra o racismo e a brutalidade policial em muitas cidades dos Estados Unidos e ao redor do mundo no ano passado. O tribunal de Mineápolis foi cercado por barricadas e vigiado por agentes da Guarda Nacional.

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