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Variante não é principal causa de aumento de internações em SP, dizem médicos

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São Paulo tem recorde de internações em UTI Covid
Marcello Casal Jr/Agência Brasil

São Paulo tem recorde de internações em UTI Covid

O recorde de internações por Covid-19 em UTIs no estado de São Paulo não está relacionado à chegada das variantes do novo coronavírus (Sars-Cov-2) , dizem os especialistas. Apesar de admitirem a preocupação, os médicos afirmam que a falta de testagem e de sequenciamento genético dos infectados são barreiras para entender a influência dessas mutações.

Ao Estadão,  especialistas afirmaram que, além das mutações, preocupam também as aglomerações observadas nas últimas semanas, motivadas, principalmente, pelas festas de fim de ano e pelo feriado de caranaval.

 “Ainda não tínhamos essas variantes quando a segunda onda começou (fim de 2020). Começamos a ter a contribuição das variantes agora e em localidades específicas (…) O que acontece é que temos um grande número de casos e, agora, essas variantes começam a ocupar porcentual maior deles.” Pelo menos dez Estados já registraram a cepa amazônica do vírus, cujos estudos iniciais já apontaram maior potencial de transmissão”, diz o infectologista Max Igor Lopes ao jornal.

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Paulo Menezes, coordenador do Centro de Contingência da Covid-19 em São Paulo, afirma que a variante ainda faz parte de uma parcela pequena dos casos, mas admite “muita preocupação”.

“Se ela for de fato mais transmissível é algo que pode contribuir para o recrudescimento de casos, internações e mortes”, afirma.

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O especialista explica que medidas restritivas são a única forma de reduzir a transmissão. 

São Paulo deve adotar lockdown das 22h às 05h em todo o estado.  A expectativa é que o anúncio seja feito nesta quarta-feira (23).

“Os ingredientes para termos o aumento estão todos aí: permeabilidade muito grande nas fronteiras no País, a gente não faz ‘lockdown’, os voos saem direto de Manaus para lá e para cá, as medidas de isolamento não têm grande adesão da população. A quantidade de pessoas não vacinadas ainda é enorme. Então, a produção de variantes Brasil afora é fato”, afirma Renato Kfouri, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações.

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Fonte: IG SAÚDE

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Covid-19: Saúde autoriza recursos para 3,2 mil leitos de UTI

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Com hospitais superlotados em diversas regiões do país, o Ministério da Saúde autorizou nesta terça-feira (2) o financiamento de 3.201 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) exclusivos para pacientes com covid-19. A medida consta em portaria publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), assinada pelo ministro Eduardo Pazuello. A portaria lista cerca de 150 municípios espalhados em 22 estados. O valor a ser desembolsado pelo governo federal para custear as internações soma R$ 153,64 milhões, caso todos os municípios façam a solicitação à pasta.

Pela portaria, as solicitações de autorização de leitos, que terão caráter excepcional e temporário, devem ser encaminhadas por meio do Sistema de Apoio à Implementação de Políticas em Saúde (SAIPS), disponível no endereço eletrônico www.saips.saude.gov.br. Entre outros documentos, os municípios atendidos devem assegurar a existência de um respirador por leito, equipamentos e recursos humanos necessários para as internações.

Até dezembro, o Ministério da Saúde financiava cerca de 60% dos leitos de UTI em todo o país, mas esse número caiu para cerca de 15% este ano, por causa do fim da vigência do estado de calamidade pública, que permitia a transferência de recursos ao estados além do orçamento regular.  

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A portaria prevê repasses retroativos à manutenção de leitos de UTI referentes a janeiro e fevereiro, como forma de ressarcir os estados que, nesses dois meses, tiveram de utilizar exclusivamente recursos próprios para abrir novos leitos de UTI.

Em relação a janeiro, a portaria autorizou o financiamento de 1.135 leitos em cidades de 16 estados com pagamento retroativo de R$ 54,48 milhões por mês. Já em relação a fevereiro, foi autorizado o financiamento de 2.025 leitos adultos e 41 leitos pediátricos em cidades de 22 estados, com custo total de R$ 99,16 milhões ao mês, totalizando os 3.201 leitos de que trata a portaria.

O número de óbitos por covid-19 bateu novo recorde hoje, de acordo com o balanço diário do Ministério da Saúde. Ao todo, 1.641 mortes foram notificadas desde ontem, o maior patamar desde o início da pandemia no país. O total de mortos pela doença no país está em 257.361 e o número total de infectados chega a 10,6 milhões de pessoas.

Edição: Aline Leal

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Fonte: EBC Saúde

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Fiocruz: 18 estados e DF têm ocupação de leitos de UTI acima de 80%

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Dezoito estados e o Distrito Federal têm ocupação de leitos de UTI para covid-19 acima de 80%. Desses, 10 estão com lotação acima de 90%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (2) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

No Boletim do Observatório Fiocruz Covid-19, a entidade chama a atenção para a gravidade do momento no país, com um forte crescimento no número de casos de contaminações e óbitos causados pela doença e classifica a situação como a ponta de um iceberg.

“Verifica-se em todo o país o agravamento simultâneo de diversos indicadores, como o crescimento do número de casos e de óbitos, a manutenção de níveis altos de incidência de SRAG [Síndrome Respiratória Aguda Grave], a alta positividade de testes e a sobrecarga dos hospitais. No momento, 19 unidades da Federação apresentam taxas de ocupação de leitos de UTI acima de 80% – no boletim anterior eram 12. O cenário alarmante, segundo a análise, representa apenas a ponta do iceberg de um patamar de intensa transmissão no país”, destacou a Fiocruz.

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Diante desse quadro, os pesquisadores disseram ser necessária a adoção de medidas não farmacológicas mais rigorosas, incluindo a manutenção de todas medidas preventivas, como distanciamento físico, uso de máscaras e higiene das mãos, até que a pandemia seja declarada encerrada.

Além disso, são recomendadas medidas de supressão, como restrição da circulação e das atividades não essenciais, de acordo com a situação epidemiológica e capacidade de atendimento de cada região, avaliadas semanalmente a partir de critérios técnicos como taxas de ocupação de leitos e tendência de elevação no número de casos e óbitos.

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Saúde

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