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Conselho da Petrobras convoca assembleia para substituir de presidente

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O Conselho de Administração da Petrobras decidiu convocar uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE), em data a ser definida, para deliberar sobre a troca de comando da empresa. A medida foi tomada nesta terça-feira (23), após reunião dos conselheiros da estatal. A companhia se pronunciou em nota, detalhando os próximos passos para a posse do general Joaquim Silva e Luna como presidente da empresa, indicado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro.

A AGE tem o objetivo de deliberar sobre a nomeação de Silva e Luna para o lugar do atual presidente da estatal, Roberto Castello Branco. O pedido de realização da assembleia havia sido formulado pelo Ministério das Minas e Energia.

Segundo o comunicado divulgado pela companhia no início da noite, a AGE será realizada antes da Assembleia Geral Ordinária (AGO) de 2021. Na AGO será decidida a destituição de Castello Branco do cargo de membro do Conselho de Administração, o que acarreta a destituição dos demais sete membros do conselho de eleitos na AGO de julho de 2020. Serão eleitos oito membros do Conselho de Administração e haverá a eleição do presidente do conselho.

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A estatal pontuou ainda que o Conselho de Administração “continuará a zelar com rigor pelos padrões de governança da Petrobras, inclusive no que diz respeito às políticas de preços de produtos da companhia”. Os membros da diretoria executiva têm mandato vigente até o dia 20 de março de 2021 e contam com o apoio do Conselho.

Edição: Aline Leal

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Parte da alta do dólar não tem fundamento, diz presidente do BC

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Parte da alta recente do dólar é especulativa e não pode ser justificada pelos fundamentos da economia brasileira, disse hoje (2) o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto. Em seminário virtual promovido pelo mercado financeiro, ele disse que o Brasil dispõe de reservas internacionais volumosas para segurar a volatilidade quando necessário.

“O que vimos recentemente, inclusive, é que nossa moeda voltou a sofrer mais que os pares, em um momento que nós entendemos que tem uma fragilidade externa que propicia esses movimentos de ataque. Nós entendemos que parte do movimento não era justificada pelos fundamentos”, declarou Campos Neto em seminário virtual promovido por uma corretora de valores e uma empresa de análise política.

Hoje, o dólar comercial fechou vendido a R$ 5,666, depois de encostar em R$ 5,73 no início da tarde. A alta não foi maior porque o BC vendeu US$ 2 bilhões das reservas internacionais, na maior intervenção diária para um dia desde abril. Nos últimos quatro dias, a autoridade monetária vendeu US$ 5,175 bilhões das reservas externas.

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“O Brasil tem um volume de reservas bastante grande. Podemos continuar atuando na forma como entendemos que é o mais razoável sempre para preservar o que entendemos que são condições de liquidez. Sempre comparando também com o que entendemos que são os fundamentos do Brasil”, acrescentou Campos Neto.

Crescimento menor

Em relação à disparada de novos casos de covid-19, Campos Neto reconheceu que as novas medidas de restrição social tomadas por diversos estados devem impactar o Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas) no primeiro semestre. “Um lockdown maior que o esperado pode gerar um primeiro semestre um pouco pior”, declarou Campos Neto, sem detalhar números.

Para o presidente do BC, as medidas de fechamento do comércio e de toque de recolher são temporárias e deverão diminuir à medida que aumentar a vacinação. Ele destacou que, em números absolutos, o Brasil é o quinto país que mais vacina e acredita que haverá um crescimento no ritmo de imunização em breve. 

Campos Neto atribuiu o crescimento de casos às novas variantes do novo coronavírus em circulação. Segundo Campos Neto, o órgão tem acompanhado a evolução da covid-19 e tem constatado o maior potencial de contaminação das variantes recém-surgidas. Ele, no entanto, enfatizou que ainda não se sabe se elas são mais letais.

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Nas estimativas de Campos Neto, até junho, as condições externas para a economia terão melhorado porque vários países terão vacinado grande parte da população. Além da imunização, ele citou o anúncio de grandes pacotes de estímulos econômicos por economias avançadas, como a ajuda de US$ 1,9 trilhão em discussão no Congresso norte-americano, como fator que contribuirá para a recuperação da atividade econômica no planeta.

Edição: Fábio Massalli

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Guedes diz que Bolsonaro impede privatização de estatais: “Por mim vendia todas”

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Governo quer alinhamento com equipe econômica de Paulo Guedes
SERGIO LIMA / AFP

Governo quer alinhamento com equipe econômica de Paulo Guedes


O ministro da Economia, Paulo Guedes , afirmou nesta terça-feira que privatizaria todas as empresas estatais do país se pudesse.  O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), entretanto, o impede de vender a Petrobras , o Banco do Brasil e a Caixa.

“Pra mim, estatal boa é a que foi privatizada “, disse Guedes em entrevista ao programa Os Pingos nos Is, da Jovem Pan. “Essas três o presidente tem dito que não quer privatizar”, completou.

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Guedes mencionou  a Vale do Rio Doce como exemplo de privatização, que foi vendida em 1997, no governo de Fernando Henrique Cardoso. “Eu quero privatizar a Eletrobras, eu quero privatizar Correios, eu quero privatizar todas as outras que sejam possíveis”, reforçou.

O ministro defendeu que as privatizações são uma forma de reduzir a dívida pública. “Nós não somos uma geração de covardes que fazem a guerra e jogam a conta para filhos e netos. Nós pagamos uma parte dessa conta”, disse, em defesa da adoção de contrapartidas para os gastos com o novo auxílio emergencial e as demais medidas de contenção à crise do novo coronavírus. 

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