conecte-se conosco


Saúde

SP confirma casos da cepa de Manaus: ‘Já está em todo o Brasil’, diz pesquisador

Publicado

Saúde


source

BBC News Brasil

Coronavírus: SP confirma casos da variante de Manaus
Vinícius Lemos – Da BBC News Brasil em São Paulo

Coronavírus: SP confirma casos da variante de Manaus

Três infecções pela nova variante do coronavírus identificada em Manaus foram confirmadas em São Paulo, informou o governo do Estado.

Todos os pacientes são considerados casos “importados”. São pessoas com covid-19 que foram atendidas em São Paulo mas têm “histórico de viagem ou residência em Manaus”, disse a Secretaria de Saúde em nota nesta terça-feira (26/1).

Essa é a primeira vez que a nova variante é detectada em outro Estado brasileiro. Neste mês, Japão e Estados Unidos haviam detectado a nova cepa em pessoas que viajaram do Brasil para lá.

Os vírus nas amostras dos exames os três pacientes de São Paulo passaram por um sequenciamento genético no Instituto Adolfo Lutz para confirmar que se tratava da nova variante.

Essa cepa do coronavírus sofreu mutações que podem deixá-la mais infecciosa. Cientistas ainda estão investigando isso e o impacto da nova linhagem sobre o colapso do sistema de saúde no Amazonas.

Pessoas com tubos de oxigênio em Manaus

Reuters
Cientistas ainda investigam o impacto da nova variante sobre colapso da saúde no Amazonas

O epidemiologista Jesem Orellana, pesquisador do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), tem estudado a variante encontrada em Manaus.

Para o cientista, a cepa está presente em diversos Estados brasileiros, apesar de ainda não haver confirmações oficiais.

“Com certeza já está circulando por todo o Brasil. Não é possível que tenham achado em outros continentes e não tenha chegado a outros Estados”, afirma.

Orellana diz que os indícios apontam que a nova variante seja mais infecciosa e mais mortal que muitas linhagens já conhecidas.

“Estamos começando a achar que essa variante pode realmente causar danos maiores que as outras.”

O que dizem os cientistas

Pesquisadores de dez instituições, entre elas o Imperial College London e a Universidade de Oxford, ambas na Inglaterra, e o Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo, publicaram um artigo descrevendo casos dessa nova variante, que recebeu o nome de P.1.

Dados analisados por cientistas da Fiocruz Amazônia apontam que ela surgiu entre novembro e dezembro.

É esperado que, durante uma pandemia, o vírus sofra mutações à medida que é transmitido de pessoa para pessoa.

Veja Também  Endocrinologistas lançam campanha de conscientização sobre a obesidade

O monitoramento das alterações no código genético ajuda a acompanhar os casos preocupantes e, eventualmente, a que sejam tomadas medidas que bloqueiem a cadeia de transmissão.

O que chama a atenção no caso desta variante manauara é que as mudanças ocorreram nos genes que codificam a espícula, a estrutura que fica na superfície do vírus e permite que ele invada as células do nosso corpo.

Isso pode deixar o coronavírus ainda mais infeccioso.

Como foi feito o estudo?

A pesquisa foi publicada no site Virological.Org, um fórum de discussão que reúne as últimas informações sobre evolução viral e epidemiologia.

Os cientistas analisaram o material genético de 31 amostras de pacientes com covid-19 em Manaus. Desses, 13 indivíduos (ou 42% do total) apresentavam justamente essa nova linhagem.

Alguns dias antes, o Japão havia anunciado a detecção de uma nova cepa de coronavírus em pessoas que viajaram do Brasil para lá.

Tudo indica que essa mutação encontrada no país asiático seja a mesma que se originou na capital do Amazonas.

Você viu?

O que ainda não se sabe?

Por mais que represente um sinal de alerta, o trabalho recém-publicado precisa ser ampliado para que todos possam entender melhor o impacto da nova linhagem na pandemia em Manaus.

A cidade, inclusive, vive uma situação dramática nas últimas semanas: os hospitais públicos e privados estão completamente lotados e os materiais de proteção e tratamento são escassos.

A curva de novos casos e de mortes não para de subir na região. Até oesta quarta, o Estado do Amazonas contabiliza 254,4 mil casos e 7,4 mil óbitos por covid-19.

Não se sabe, no entanto, se a nova variante tem alguma influência neste cenário caótico. Para responder a essas dúvidas, nos próximos dias os cientistas pretendem aumentar o número de amostras analisadas.

“Há dois fenômenos: um aumento inexplicável na mortalidade, a partir de dezembro, e um aumento das internações novas. Claro, há mortes que ocorreram porque a rede médica hospitalar foi desestabilizada pelo aumento de atendimentos (…). Mas há muitos casos de pessoas que morreram no hospital, mesmo com assistência médica”, diz Orellana.

Segundo Orellana, há diversos relatos de médicos de Manaus que apontam que a nova variante do vírus é ainda mais perigosa.

“Um médico que atua em uma das instituições mais conhecidas em Manaus relatou a deterioração de pacientes internados com covid-19 agora, na segunda onda da pandemia. São pacientes com assistência, (cuja saúde) se deteriora mais rápido. Esse relatos do médico me deixaram impressionado, porque vai ao encontro de uma série de relatos de outros colegas”, diz.

Veja Também  Planejamento sofre mudança e Brasil terá 6 milhões de doses a menos em março
Mulher em área destinada a pessoas mortas por covid-19 em Manaus

Reuters
Amazonas já teve 7,4 mil óbitos pela doença

Mas Orellana avalia que ainda são necessários estudos para afirmar que a variante encontrada em Manaus é mais perigosa que as que já são conhecidas.

“O que temos ainda são apenas observações clínicas. Ainda não há uma análise científica”, diz.

Há outras variantes?

Sim. Nas últimas semanas, autoridades sanitárias notificaram o aparecimento de variantes que geram preocupação em outros lugares do mundo.

A Organização Mundial da Saúde está acompanhando de perto cepas detectadas no Reino Unido e na África do Sul. Os dados indicam que elas são mais transmissíveis que as versões anteriores.

Orellana aponta que essa característica também pode estar na presente na variante de Manaus, porque ela tem semelhanças genéticas com a do Reino Unido. “Não seria nenhuma grande surpresa”, aponta o especialista.

Na última sexta-feira (22/01), o primeiro ministro do Reino Unido, Boris Johnson, afirmou que a nova variante encontrada no país pode ser mais letal do que as linhagens já conhecidas. Mas as pesquisas continuam em seu estágio preliminar.

“Além de se espalhar mais rápido, agora parece que há evidências de que a nova variante pode estar associada com uma taxa maior de mortalidade”, disse o primeiro-ministro.

Mesmo que as novas linhagens do vírus não sejam mais agressivas, o fato de elas afetarem mais gente pode ter um impacto no número de óbitos.

O que fazer para se proteger?

Enquanto não temos mais informações a respeito das novas linhagens, as medidas de prevenção continuam as mesmas.

A recomendação é que as pessoas fiquem o máximo de tempo possível em casa e sempre usem máscaras quando precisarem sair.

Arejar e ventilar os ambientes também é muito importante. Lavar as mãos com frequência com água e sabão ou álcool em gel é outra medida essencial.


Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube ? Inscreva-se no nosso canal!

Fonte: IG SAÚDE

Comentários Facebook

Saúde

Planejamento sofre mudança e Brasil terá 6 milhões de doses a menos em março

Avatar

Publicado


source
Agora, serão 38 milhões de doses para o mês de março
Reprodução: BBC News Brasil

Agora, serão 38 milhões de doses para o mês de março


Um novo cronograma para entrega de vacinas contra a covid-19 divulgado pelo Ministério da Saúde , nesta quarta-feira (4), apresentou mudanças. Antes, a previsão era que a pasta entregasse 46 milhões de doses de imunizantes em março, mas agora, a pasta só terá 38 milhões, o que representa uma redução de 6 milhões de doses. 


Segundo a pasta, quatro milhões de doses da Astrazeneca que seriam importadas da Índia não devem chegar a tempo e a Fundação Oswaldo Cruz ( Fiocruz ), que produz a vacina no Brasil, recebeu insumos da China atrasados. O Ministério esperava ainda 400 mil doses da Sputinik V , mas estas só devem chegar em abril.

Veja Também  Fiocruz detecta variantes do coronavírus em três regiões do país
Fonte: IG SAÚDE

Comentários Facebook
Continue lendo

Saúde

Fiocruz detecta variantes do coronavírus em três regiões do país

Avatar

Publicado


Variantes do coronavírus Sars-CoV-2 foram detectadas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) como prevalentes em três regiões do país. Por meio de testagens com o novo protocolo de RT-PCR, desenvolvido pela Fiocruz Amazônia, foi descoberto que em 10 estados das regiões Sul, Sudeste e Nordeste a predominância é das variantes conhecidas, que podem ser a P1, identificada inicialmente no Amazonas, B.1.1.7, no Reino Unido, e B.1.351, na África do Sul.

Essas variantes são potencialmente mais transmissíveis e podem estar relacionadas aos aumentos vertiginosos de novos casos nos estados que fizeram parte da pesquisa da Fiocruz. “Dos oito estados avaliados neste recorte apenas dois não tiveram prevalência da mutação associada às variantes de preocupação superior a 50 %: caso de Minas Gerais, com 30,3% das amostras testadas como positivo para a mutação e, Alagoas, com 42,6%. Nos demais estados, mais de 50% das amostras foram identificadas com a mutação associada às ‘variantes de preocupação’”, informou a Fiocruz em comunicado técnico divulgado nesta quinta-feira (4) .

Veja Também  Fiocruz detecta variantes do coronavírus em três regiões do país

De acordo com a Fiocruz, a alta circulação de pessoas e o aumento da propagação do vírus Sars-CoV-2 tem favorecido o surgimento de ‘variantes de preocupação’ no Brasil, como é o caso da variante P1, identificada no Amazonas. O comunicado alerta para um cenário preocupante que alia o perfil potencialmente mais transmissível dessas variantes à ausência de medidas que possam ajudar a conter a propagação e circulação do vírus.

O comunicado destaca ainda como fundamental a adoção das medidas que possam reduzir a velocidade da propagação e o crescimento do número de casos, como a restrição da circulação e das atividades não essenciais e a implementação imediata de planos e campanhas de comunicação, o fortalecimento do sistema de saúde, e a necessidade de constituição de um pacto nacional para o enfrentamento da pandemia no país.

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Saúde

Comentários Facebook
Continue lendo

Policial

Política

Mato Grosso

Mais Lidas da Semana