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Confiança do comércio recua 0,9 ponto em janeiro, quarta queda seguida

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Agência Brasil

Reabertura comércio Rio de Janeiro RJ
Tomaz Silva/Agência Brasil

Reabertura comércio Rio de Janeiro RJ

O Índice de Confiança do Comércio , medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), recuou 0,9 ponto de dezembro de 2020 para janeiro deste ano e chegou a 90,8 pontos, em uma escala de zero a 200. Com o resultado, o indicador registrou a quarta queda consecutiva.

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A confiança caiu em três dos seis principais segmentos do comércio pesquisados pela FGV. A queda foi puxada pelo Índice da Situação Atual, que mede a confiança do empresário no momento presente e que recuou 3,6 pontos, atingindo 90 pontos, o menor nível desde junho de 2020 (86,1).

Já o Índice de Expectativas, que mede a confiança no futuro, subiu 2 pontos e chegou a 92,1.

“A piora segue influenciada pela redução no ritmo de vendas atual, resultado da cautela dos consumidores. Apesar do avanço das expectativas em relação aos próximos meses, a melhora ainda não reflete otimismo, apenas uma redução do pessimismo. Diante desse cenário, ainda não é possível vislumbrar uma retomada consistente do setor nos próximos meses, que depende da recuperação do mercado de trabalho e da confiança do consumidor”, disse o pesquisador da FGV Rodolpho Tobler.

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Acaba prazo para entrega de reassentamento para moradores de Mariana

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Desastre de Mariana ocorreu em 2015
Antonio Cruz/Agência Brasil

Desastre de Mariana ocorreu em 2015

O prazo determinado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) para a entrega dos reassentamentos de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo acabou, pela terceira vez, neste sábado (27). A data já foi prorrogada duas vezes após o não cumprimento das indenizações, que prometem um novo começo para as pessoas que tiveram suas casas destruídas pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana.

Em entrevista ao portal O Tempo, o ex-mestre de obras José Nascimento, de 75 anos, diz que “viver em apartamento é a pior coisa do mundo. Antes, eu tirava leite, produzia queijo, tinha mexerica no quintal… Era a vida de roça. Hoje, se quiser tomar um leite, tem que comprar. Se quiser uma couve, tem que comprar. Isso, para nós, é muito difícil”.

Apesar do fim do prazo para a entrega de todo o loteamento, apenas cinco casas foram entregues até agora pela fundação Renova, responsável pelas obras. “A esperança está matando a gente. Nunca chega a hora da entrada. São cinco anos, caminhando para seis, e cinco casas prontas… A gente fica esperando, esperando, esperando, e nunca voltamos para o nosso lugar”, desabafa o ex-mestre de obras.

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Como justificativa para o atraso nos prazos, a fundação Renova alega que parte do efetivo que trabalhava na entrega dos reassentamentos foi comprometido em decorrência dos protocolos sanitários para conter a pandemia da Covid-19 no estado.

“A questão do prazo de entrega dos reassentamentos está sendo discutida em um Ação Civil Pública (ACP) em curso na Comarca de Mariana, tendo sido submetido recurso para análise em segunda instância (TJMG), o qual ainda aguarda apreciação e julgamento. Nesse contexto, foram expostos os protocolos sanitários aplicáveis em razão da Covid-19, que obrigaram a Fundação a desmobilizar parte do efetivo e a trabalhar com equipes reduzidas, o que provocou a necessidade de reprogramação das atividades”, diz a nota da Fundação.

“Além disso, reiterou, perante os juízes, que há evidências técnicas de que a construção dos reassentamentos é resultado de um longo processo que antecede as obras de edificação, e envolve planejamento, aprovação de projetos de lei por parte do poder público para transformar subdistritos em distritos, conceitos urbanísticos, aprovação de projetos, adequação a desafios como topografia alinhada às relações de vizinhança e às leis urbanísticas do município, entrega da infraestrutura, disposição dos bens públicos e aprovação do projeto das residências pelas famílias”, reforça.

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Transportadores de combustíveis anunciam fim da greve em Minas Gerais

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O Sindicato das Empresas Transportadoras de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (Sindtanque-MG) anunciou a suspensão da greve da categoria. A paralisação impactou nno abastecimento de gasolina e alcool nos postos de gasolina, gerando filas e trânsito intenso na capital Belo Horizonte.

De acordo com o presidente do sindicato, Irani Gomes, as atividades devem retornar imediatamente. A decisão foi tomada após reunião com o governo do estado de Minas Gerais, que apresentou sinalização positiva. “Esperamos que agora, com essa sensibilidade, o governo possa olhar para essa categoria que está tão sofrida devido ao aumento do óleo diesel que representa hoje mais de 60% do valor do frete”, disse Gomes.

No Twitter, o governador do Romeu Zema (Novo) comentou o retorno das atividades e se comprometeu em buscar uma solução para a categoria. “O Governo assume o compromisso de instalar já na próxima semana um grupo de trabalho em nossa equipe, em conjunto com representantes das entidades ligadas à cadeia do combustível, para a busca de uma solução dialogada e efetiva para as questões levantadas”, publicou.

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