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Profissionais da linha de frente do combate à Covid-19 são vacinados no interior

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A Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) iniciou a aplicação da vacina contra a Covid-19 nos profissionais que atuam na linha de frente de combate ao vírus nos oito Hospitais Regionais de Mato Grosso e no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A imunização foi iniciada na mesma semana em que chegaram as primeiras doses da vacina no Estado.

Conforme prevê o Plano Estadual de Operacionalização da Vacinação, este é um dos grupos prioritários desta primeira fase de imunização.

A enfermeira Edileusa Regina Dutra, 41, foi a primeira profissional a ser vacinada no Hospital Regional de Colíder. Após 11 meses de luta contra o coronavírus e salvando vidas na unidade de saúde, ela finalmente pôde celebrar, na última quinta-feira (21.01), o nascer de uma esperança: a vacina.

“Fiquei feliz e agradecida a Deus pela oportunidade de estar aqui, na linha de frente desde o início da pandemia. Estamos juntos nessa batalha e agora ressurgiu uma nova esperança depois de muita luta, dores e perdas. Sou grata por essa oportunidade que me concederam”, comemora Edileusa, que há nove anos atua na unidade Regional de Colíder.

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Quem também comemora o início da imunização entre os trabalhadores da saúde é a diretora do hospital, Mirian Alves Moreira. Ela recorda que muitos colegas de batalha perderam sua vida ao longo da guerra e em memória deles ela celebra essa nova fase. “Perdemos colegas, doamos nossas forças para atender cada paciente que necessitou dos nossos cuidados, deixamos nossas famílias de lado, muitas das vezes, e agora a sensação que paira é de proteção”, diz a Mirian.

Para a enfermeira do Hospital Regional de Cáceres, Lidiane Vignardi Correa, 42, além de esperança, o imunizante proporcionou a ela e sua equipe tranquilidade para realizar o trabalho com mais segurança.  “Estamos felizes com a vacina que é um marco na história de nossa equipe, justamente por esse vírus estar causando tantos danos e traumas. Agora estamos ansiosos para que toda a população seja vacinada”, deseja a profissional, que há 18 anos trabalha no hospital.

No Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), a vacinação também já teve início, sendo a enfermeira Luciele Fernanda Benin a primeira profissional deste serviço a receber o imunizante. “Receber a vacina me dá a esperança de dias melhores, esperança de podermos voltar um dia à normalidade, de podermos trabalhar com um pouco mais de tranquilidade. Fico feliz de saber que o restante da população será vacina posteriormente”.

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A vacinação contra a Covid-19 iniciou ainda nos Hospitais Regionais de Rondonópolis, Sinop, Alta Floresta e Sorriso. Os profissionais dos Hospitais Estaduais Santa Casa, em Cuiabá, e Metropolitano, em Várzea Grande, também estão sendo imunizados.

O Estado recebeu do Ministério da Saúde, nesta primeira fase, 126.160 doses da vacina. Desse total, mais de 60 mil doses já foram distribuídas aos 16 polos regionais de saúde de Mato Grosso para imunizar os profissionais que atuam na linha de frente do combate ao coronavírus, povos indígenas aldeados com mais de 18 anos, pessoas com deficiência e pessoas idosas com 60 anos ou mais que vivem em asilos e/ou instituição psiquiátricas.

Mato Grosso vai garantir as duas doses da vacina ao grupo prioritário compreendido nesta fase, sendo o prazo de 14 a 28 dias para a aplicação da segunda dose.

Fonte: GOV MT

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Domingo (07): Mato Grosso registra 261.116 casos e 6.016 óbitos

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) notificou, até a tarde deste domingo (07.03), 261.116 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, sendo registrados 6.016 óbitos em decorrência do coronavírus no Estado.

Foram notificadas 356 novas confirmações de casos de coronavírus no Estado. Dos 261.116 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, 10.053 estão em isolamento domiciliar e 243.401 estão recuperados.

Entre casos confirmados, suspeitos e descartados para a Covid-19, há 476 internações em UTIs públicas e 412 em enfermarias públicas. Isto é, a taxa de ocupação está em 98,96% para UTIs adulto e em 49% para enfermarias adulto.

Dentre os dez municípios com maior número de casos de Covid-19 estão: Cuiabá (56.231), Rondonópolis (20.440), Várzea Grande (16.420), Sinop (13.322), Sorriso (10.540), Tangará da Serra (10.186), Lucas do Rio Verde (9.513), Primavera do Leste (7.794), Cáceres (5.752) e Nova Mutum (5.164).

A lista detalhada com todas as cidades que já registraram casos da Covid-19 em Mato Grosso pode ser acessada por meio do Painel Interativo da Covid-19, disponível neste link.

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O documento ainda aponta que um total de 225.692 amostras já foram avaliadas pelo Laboratório Central do Estado (Lacen-MT) e que, atualmente, restam 998 amostras em análise laboratorial.

Cenário nacional

No último sábado (06), o Governo Federal confirmou o total de 10.938.836 casos da Covid-19 no Brasil e 264.325 óbitos oriundos da doença. No levantamento do dia anterior, o país contabilizava 10.869.227 casos da Covid-19 no Brasil e 262.770 óbitos confirmados de pessoas infectadas pelo coronavírus.

Até o fechamento deste material, o Ministério da Saúde não divulgou os dados atualizados de domingo (07).

Recomendações

Já há uma vacina para prevenir a infecção pelo novo coronavírus, mas ainda é importante adotar algumas medidas de distanciamento e biossegurança.

Os sites da SES e do Ministério da Saúde dispõem de informações oficiais acerca da Covid-19. A orientação é de que não sejam divulgadas informações inverídicas, pois as notícias falsas causam pânico e atrapalham a condução dos trabalhos pelos serviços de saúde.

O Ministério da Saúde orienta os cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o novo vírus. Entre as medidas estão:

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– Lavar as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos. Se não houver água e sabão, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool;

– Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;

– Evitar contato próximo com pessoas doentes;

– Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo;

– Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.

Fonte: GOV MT

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Curta-metragem retrata vivência de imigrantes em Lisboa e Cuiabá

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As vivências de imigrantes em Lisboa e Cuiabá estão sendo retratadas no curta-metragem Intersecção – A História de quem migra. A obra é resultado de vivências do diretor e ativista, Rodrigo Zaiden, ao comparar situações semelhantes do período em que viveu como imigrante em Portugal com as dos imigrantes em Mato Grosso.

“Registramos os modos como a imigração impacta diferentes pessoas de distintas culturas e nações, por um lado e, por outro, como essas pessoas se interseccionam num contexto urbano global de uma nação que não é a sua, produzindo novas formas de viver, identidades e resistências”, pontua o diretor.

A maior parte das gravações foram realizadas em 2017, ano em que Rodrigo morou no país lusitano e iniciou a pesquisa audiovisual, registrando histórias de vida de imigrantes de Brasil e de Países Africanos de Língua Portuguesa (PALOP), como Moçambique e Guiné Bissau. Em 2019, já em Mato Grosso, o diretor se deparou com a expressiva comunidade de imigrantes guineenses, haitianos, venezuelanos, dentre outros. 

Com a aprovação do projeto na categoria audiovisual do edital MT Nascentes da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), o curta-metragem está sendo finalizado para lançamento virtual no mês de abril. Os recursos da Lei Aldir Blanc viabilizaram as últimas captações de imagens em fevereiro deste ano, e já estão em andamento as fases de edição, montagem e finalização.

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“Mais do que a intersecção entre os contextos de imigrantes em locais diferentes, esse projeto mostra as convergências entre cultura e a sensibilização do público quanto ao direito à cidadania de todos os povos. É mais uma iniciativa da qual temos satisfação em apoiar e dar visibilidade por meio de nossos editais”, assinala o titular da Secel, Alberto Machado.

De Guiné Bissau, Lídia Dju, que mora em Cuiabá e o diretor do filme, Rodrigo Zaiden

Ao contar histórias de vidas que se cruzam em situações parecidas, o filme desvela circunstâncias limítrofes da imigração, percorrendo memórias, identidades e territórios físicos e simbólicos de um tema que atinge milhões de pessoas.  

“Contamos as histórias de pessoas como a Lígia, a Marvinda ou o Ka Codé, em Lisboa, ou a Lídia, o Ênio e a Callina em Cuiabá. Falamos de suas relações com a imigração, como as mudanças, o processo de adaptação, as relações afetivas e de trabalho, a luta pelos direitos humanos e cidadania. Historicamente silenciados e invisibilizados pelas histórias oficiais portuguesa e brasileira, cada uma das pessoas traz questões únicas e fundamentais”, explica Rodrigo Zaiden.

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Conjuntura

Para o diretor, o filme busca sensibilizar não apenas quem passa pela mesma situação, mas também quem assiste, o público em geral, e os formuladores de políticas públicas, responsáveis por propor soluções aos problemas da imigração. 

Entre 2010 e 2018, Cuiabá recebeu mais de 3,5 mil haitianos e 119 venezuelanos sem considerar os imigrantes ilegais. Em Portugal, os brasileiros representam o maior número de imigrantes, somando mais de 151,3 mil pessoas vivendo legalmente. Se contar os ilegais, esse número pode dobrar. 

“Busquei amigos para compartilhar nossas lutas, que são tão diversas, mas convergem em muitos aspectos como a saudade da família e de casa, as adaptações e mudanças ou o racismo que enfrentamos por estar num país colonizador de nossos ancestrais. O mesmo imigrante brasileiro que sofre racismo em Portugal é o que pratica o preconceito com outros imigrantes aqui em Cuiabá. Este ciclo de exclusão ao outro, ao estrangeiro, precisa ter fim, já que o direito de ir e vir está amplamente expresso em todos os documentos internacionais e na constituição federal de Brasil e de Portugal”, conclui Rodrigo.

Com informações da Assessoria

Fonte: GOV MT

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