conecte-se conosco


Saúde

Covid-19: o que se sabe sobre a nova variante do vírus encontrada em Manaus

Publicado

Saúde


source

BBC News Brasil

undefined
André Biernath – Da BBC News Brasil em São Paulo

Covid-19: o que se sabe sobre a nova variante de coronavírus encontrada em Manaus (e no Japão)

Uma nova variante do coronavírus foi detectada na cidade de Manaus, no Estado do Amazonas.

Cientistas de dez instituições, entre elas o Imperial College London e a Universidade de Oxford, ambas na Inglaterra, e o Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo, publicaram um artigo descrevendo casos dessa nova variante, que recebeu o nome de P.1.

É esperado que, durante uma pandemia, o vírus sofra mutações conforme é transmitido de pessoa para pessoa.

O monitoramento dessas alterações no código genético ajuda a acompanhar os casos preocupantes e eventualmente tomar medidas que bloqueiem a cadeia de transmissão.

O que chama a atenção no caso desta variante manauara é que as mudanças ocorreram nos genes que codificam a espícula, a estrutura que fica na superfície do vírus e permite que ele invada as células do nosso corpo.

Isso pode deixar o coronavírus ainda mais infeccioso.

Como foi feito o estudo?

A pesquisa foi publicada no site Virological.Org, um fórum de discussão que reúne as últimas informações sobre evolução viral e epidemiologia.

Os cientistas analisaram o material genético de 31 amostras de pacientes com covid-19 na cidade de Manaus. Esse material foi colhido entre os dias 15 e 23 de dezembro.

Desses, 13 indivíduos (ou 42% do total) apresentavam justamente essa nova linhagem.

Alguns dias antes, o Japão havia anunciado a detecção de uma nova cepa de coronavírus em pessoas que viajaram do Brasil para lá.

Veja Também  Insumos para a CoronaVac devem chegar até o dia 3 de fevereiro

Tudo indica que essa mutação encontrada no país asiático seja a mesma, que se originou na capital do Amazonas.

A nova variante, inclusive, pode fazer com que países de várias partes do globo bloqueiem voos vindos do Brasil.

No Reino Unido, o primeiro-ministro Boris Johnson já admitiu essa possibilidade.

“Nós vamos lançar medidas extras para checar a saúde de pessoas vindas do Brasil e até impedir que pessoas venham do Brasil”, admitiu Johnson.

Um anúncio oficial a respeito deste assunto é esperado por lá para os próximos dias.

Perdeu? Mostramos de Novo

No final de dezembro, cientistas no Reino Unido identificaram uma outra mutação do coronavírus no país, segundo eles, muito mais infecciosa do que a primeira e que se espalhou rapidamente no sul da Inglaterra e País de Gales, elevando o número de casos, sobrecarregando o sistema de saúde local.

Limitações e perguntas sem resposta

Por mais que represente um sinal de alerta, o trabalho recém-publicado precisa ser ampliado para que todos possam entender melhor o impacto da nova linhagem na pandemia em Manaus.

A cidade, inclusive, vive uma situação dramática nas últimas semanas: os hospitais públicos e privados estão completamente lotados e os materiais de proteção e tratamento são escassos.

A curva de novos casos e de mortes não para de subir neste local. Até o dia de hoje, o Estado do Amazonas contabiliza 218 mil acometidos e 5,8 mil óbitos por covid-19.

Veja Também  Pazuello diz que aumento de casos de Covid-19 foi "completamente desconhecido"

Não se sabe, no entanto, se a nova variante tem alguma influência neste cenário caótico.

Para responder a essas dúvidas, nos próximos dias os cientistas pretendem aumentar o número de amostras analisadas.

Só assim será possível entender o impacto que a nova linhagem tem em Manaus e se ela é realmente mais transmissível que as versões anteriores.

Mulher em área destinada a pessoas mortas por covid-19 em Manaus

Reuters
Mulher em área destinada a pessoas mortas por covid-19 em Manaus; Amazonas já teve 5,8 mil óbitos pela doença

Outras cepas

Nas últimas semanas, autoridades sanitárias notificaram o aparecimento de variantes que geram preocupação em outros lugares do mundo.

A Organização Mundial da Saúde está acompanhando de perto cepas detectadas no Reino Unido e na África do Sul.

Os dados indicam que elas são mais transmissíveis que as versões anteriores.

Apesar de esses vírus não parecerem mais agressivos, o fato de eles afetarem mais gente pode ter um impacto no número de óbitos.

O que fazer?

Enquanto aguardamos mais informações a respeito das novas linhagens, as medidas de prevenção continuam as mesmas.

A recomendação é que as pessoas fiquem o máximo de tempo possível em casa e sempre usem máscaras quando precisarem sair.

Ambientes arejados e com boa circulação de ar também são muito importantes.

Lavar as mãos com frequência com água e sabão ou álcool em gel é outra medida essencial.


Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube ? Inscreva-se no nosso canal!

Fonte: IG SAÚDE

Comentários Facebook

Saúde

Hospital Nilton Lins reabre para pacientes com a covid-19 no Amazonas

Avatar

Publicado


O governo do Amazonas reiniciou, hoje (26), o atendimento a pacientes com a covid-19 no Hospital Nilton Lins, em Manaus. Considerada referência para atendimento de pessoas infectadas pelo novo coronavírus, a unidade receberá pacientes com quadros moderados e leves da doença.

Segundo o governador do estado, Wilson Lima, a reabertura tem como objetivo desafogar outros estabelecimentos de saúde. O aumento no número de casos da covid-19 em todo o estado fez lotar hospitais e forçou o governo estadual e o Ministério da Saúde a transferir pacientes para outras unidades da federação.

O Nilton Lins tem 80 leitos clínicos e 22 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Inicialmente, ele atenderá até 30 pacientes encaminhados de unidades de urgência e emergência. A secretaria estadual de Saúde promete ampliar o atendimento à medida em que a oferta de oxigênio hospitalar for equacionada. “Um dos grandes problemas que tínhamos aqui era a questão do oxigênio. Ontem, foi realizado este abastecimento, o que nos dá uma tranquilidade quanto ao funcionamento desta unidade hospitalar”, disse Lima.

 

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e o governador Wilson Lima visitaram a enfermaria de campanha e o hospital Nilton LinsO ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e o governador Wilson Lima visitaram a enfermaria de campanha e o hospital Nilton Lins

Hospital contará com 80 leitos clínicos e 22 leitos de UTI – Ministério da Saúde

Além de receber parte do produto que a White Martins produz em sua fábrica em Manaus e do que é transportado de outros estados, o Hospital Delphina Aziz também recebeu duas das sete usinas geradoras de oxigênio medicinal que o Ministério da Saúde doou ao estado. Cada um dos equipamentos tem capacidade de produzir 26m³ de oxigênio por hora, o que, segundo o governo estadual, é suficiente para atender ao menos uma enfermaria de campanha.

Em 2020, o Nilton Lins chegou a funcionar por quase três meses atendendo exclusivamente pacientes com a covid-19. A secretaria estadual de Saúde o desativou no início de julho, devido a redução do número de internações e óbitos pelo novo coronavírus. Na ocasião, o hospital contava com 148 leitos, sendo 108 leitos clínicos e 40 de UTI. 59 dos leitos Nilton Lins eram destinados ao atendimento exclusivo a pacientes indígenas.

Nova enfermaria

O governo estadual também anunciou o início do funcionamento da enfermaria de campanha que o Exército montou na área externa do Hospital Delphina Aziz a partir desta quarta-feira (27). A enfermaria contará com 50 leitos clínicos e, segundo o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que está em Manaus desde o último fim de semana, segue o modelo preconizado pelo SUS. “É uma enfermaria que está anexada, ligada ao hospital, e isso numa velocidade que realmente impressiona, que vai fazer com que possamos receber os pacientes e dar um melhor atendimento e salvar mais vidas”, acrescentou Pazuello.

Hoje, ao participar da cerimônia de reabertura do Hospital Nilton Lins para atendimento de pacientes com a covid-19, o ministro voltou a mencionar os problemas que, segundo ele, dificultam o enfrentamento à pandemia, entre eles a dificuldade para transportar produtos de extrema necessidade para a região amazônica em curto espaço de tempo. “São gargalos de décadas. Temos problemas com o abastecimento de oxigênio; de quantitativo de leitos; com [o número de] profissionais, de recursos humanos; a deficiência na atenção básica, que é comum em Manaus já há muitos anos. E temos estes problemas agravados pela situação epidemiológica que encontramos no Amazonas”, disse o ministro, referindo-se ao aumento da doença logo após as festas do fim de ano. “Tivemos um salto da contaminação logo no início de janeiro, triplicando o número de contaminados. Isto foi uma situação desconhecida para todo mundo. Foi muito rápido.”

De acordo com o boletim epidemiológico que a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas divulgou ontem, o estado já contabiliza 250.935 casos confirmados da doença desde que a presença do novo coronavírus no Brasil foi identificada, no fim de fevereiro de 2020. Neste período, ao menos 7.232 perderam a vida em decorrência da covid-19. Só em Manaus, no domingo, foram registrados 82 sepultamentos associados à doença.

A lotação de hospitais já obrigou os governos estadual e federal a transferir para outros estados  277 pessoas que estavam em tratamento contra a covid-19. Provenientes de Manaus (268), Tabatinga (3) e Parintins (6), estas pessoas estão sendo transportadas em aeronaves militares e recebidas em hospitais universitários federais de 11 estados além do Distrito Federal. Segundo o Ministério da Saúde, mais de 20 destas pessoas já receberam alta médica.

Edição: Claudia Felczak

Fonte: EBC Saúde

Comentários Facebook
Veja Também  Imunização: Irã aprova vacina russa Sputnik V contra a Covid-19
Continue lendo

Saúde

Ministério estima remoção de cerca de 1,5 mil pacientes de Manaus

Avatar

Publicado


O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse hoje (26) que o governo federal espera transferir do Amazonas para outros estados cerca de 1,5 mil pacientes infectados pelo novo coronavírus.

“Nosso objetivo é chegar a algo em torno de 1,5 mil pessoas removidas”, afirmou Pazuello ao participar, em Manaus, da cerimônia de reabertura do Hospital Nilton Lins para atendimento a pessoas em tratamento de covid-19. Isso é para que possamos equilibrar a demanda e a oferta por leitos em Manaus”, afirmou o ministro. Ele disse que perto de 300 pessoas já foram transportadas em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB).

Segundo o último balanço divulgado pelo governo do Amazonas, a lotação de hospitais públicos e privados de todo o estado em decorrência do aumento do número de casos, após as festas de fim de ano, motivou a transferência de 277 pacientes para 11 estados: Acre, Alagoas, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte e para o Distrito Federal.

Ao discursar ao lado do governador do Amazonas, Wilson Lima, o ministro Pazuello disse que “o salto da contaminação” pelo novo coronavírus verificado neste início de ano é fruto de uma “situação completamente desconhecida” que fez com que o número de casos da doença quase triplicasse de forma “muito rápida”.

Veja Também  Rússia anuncia produção de 2ª vacina contra Covid-19 no país

Segundo Pazuello, parte da situação se explica pela ação de uma nova variante do novo coronavírus. “Estamos observando que é uma cepa diferente. Mandamos todo o material coletado para a Inglaterra, para que seja estudado em Oxford, para termos uma posição exata sobre o grau de contaminação e de agressividade desta nova cepa”, destacou o ministro.

Medidas

Ao elencar medidas de enfrentamento à pandemia já implementadas no Amazonas, em conjunto com o governo estadual e prefeituras, Pazuello afirmou que a falta de oxigênio hospitalar já foi equacionada, permitindo inclusive o funcionamento de novos leitos hospitalares. Além do Hospital Nilton Lins, reaberto hoje, o governo do estado e o Ministério da Saúde vão inaugurar amanhã a enfermaria de campanha que o Exército montou na área externa do Hospital Delphina Aziz, em Manaus.

Segundo o ministro, a enfermaria com 50 leitos clínicos segue o modelo preconizado pelo SUS. “Fizemos um modelo que eu considero que é exatamente o modelo que o Ministério da Saúde preconiza. Que é desdobrar uma enfermaria de campanha em proveito de um hospital, usando a estrutura já contratada pelo hospital. Rapidamente você progride ao lado [do hospital] com uma enfermaria pronta.”

Veja Também  Afirmação falsa: Bolsonaro diz que Brasil é 6º país que mais vacina contra Covid

Pazuello ressaltou que as 452 mil doses de vacina contra o novo coronavírus já entregues ao governo do estado devem ser empregadas para iniciar a vacinação de indígenas aldeados; idosos que vivem em instituições de longa permanência (asilos, abrigos etc) e cerca de 87% dos profissionais de saúde do estado.

“Proporcionalmente, o Amazonas é o estado que mais recebeu doses. Além disso, em comum acordo com os demais governadores, fizemos um fundo com 5% de todas as vacinas que chegarem ao Brasil para atender a áreas mais impactadas. Com isso, a cidade de Manaus recebeu 100 mil doses de vacinas extras para atender os idosos acima de 70 anos.”

Edição: Maria Claudia

Fonte: EBC Saúde

Comentários Facebook
Continue lendo

Policial

Política

Mato Grosso

Mais Lidas da Semana