conecte-se conosco


EDUCAÇÃO

Feira virtual de livros promove produção editorial de periferias de SP

Publicado

EDUCAÇÃO


A primeira edição da Feira Virtual do Livro das Periferias, evento que reúne editoras e selos de publicação vinculados às periferias da região metropolitana de São Paulo, começa hoje (4) e vai até o dia 6 de dezembro. A iniciativa da Ação Educativa promove apresentações e mesas de diálogo sobre as produções dos territórios periféricos por meio de saraus, leituras de textos, incentivo à leitura e comentários sobre os livros publicados pelas editoras e selos das periferias. A participação é gratuita e a programação completa está disponível no site do evento.

O coordenador cultural da Ação Educativa, Eleilson Leite, diz que o movimento editorial nas periferias se expandiu, principalmente a partir dos saraus, no início dos anos 2000. “Ali, ele conquistou leitores e escritores, que se desdobram em múltiplas e potentes vertentes literárias. A Feira do Livro é um dos pilares de um projeto inovador e que nos traz muito orgulho, abrindo espaço para a necessidade do protagonismo cultural descentralizado”. 

Editoras

Para as editoras, a feira é uma oportunidade de alcançar novos leitores e leitoras. A editora Kitembo é da Brasilândia, zona norte da capital, e trabalha desde 2018 produzindo livros de escritores e ilustradores negros e negras. O editor Israel Neto afirma que participar da feira é mostrar mais da literatura produzida na periferia. “Trabalhamos com literatura negra fantástica, isto é, fantasia, terror, ficção científica e afro futurismo, então estar nesse contexto, dentro da periferia, é fomentar essa disputa de imaginário”.

Ele ressalta que participar dessa feira é poder mostrar o trabalho para mais pessoas. “A gente evidencia que existe outra escrita, de periferia, que também é do entretenimento, da ancestralidade e é uma escrita diversa, que não está só no gênero da poesia, da crônica e do conto, é um gênero que vai para as novelas e para as obras grandes de ficção. Participar dessa feira será importante para a cena da produção literária das periferias”, afirmou Neto.  

Veja Também  Especial Caiu no Enem realiza correção das provas neste domingo

A coordenadora da Editora Mijiba, Elisandra Souza, ressaltou que a feira vai alcançar mais leitores interessados em literatura negra feminina. “Nós já temos uma grande produção, mas ainda somos muito invisibilizados, o nosso alcance acaba sendo nos próprios pares e estamos nessa busca de leitores do nosso segmento. A editora já fez campanhas virtuais, uma chamada – Procura-se leitores de literatura negra feminina – e essa feira está diretamente ligada à extensão do nosso alcance e com a possibilidade da venda direta dos nossos livros, chegando a novos leitores e leitoras”. 

Crescimento

Junto com o lançamento da feira, também ocorre a divulgação da pesquisa inédita Editoras e Selos Editoriais das Periferias de SP, realizada pela Ação Educativa sobre o mercado editorial das periferias da região metropolitana. De acordo com a pesquisa, são 375 títulos publicados por essas editoras, somando 187.500 exemplares estimados, um mercado que até abril de 2020 gerou R$ 3,75 milhões em vendas. São 275 autores e autoras, sendo um terço desse total composto por mulheres. Quanto ao recorte racial, também um terço dos autores e autoras são negros.

A pesquisa revela ainda que a maioria dos leitores é formada de moradores das próprias periferias (51,8%), e o custo elevado é identificado como a principal dificuldade no acesso aos títulos (29,6%). Na perspectiva das editoras e selos, a divulgação (32,7%) é o maior desafio para ampliar o acesso.

Veja Também  Segundo dia de Enem tem abstenção de 55,3%

Quanto à distribuição territorial, a periferia da zona sul de São Paulo concentra metade (50%) das editoras e selos, seguida pela zona norte, com pouco mais de um quarto do total (27,7%). Apenas uma está localizada fora da capital paulistana, em Embu das Artes, na Grande São Paulo. 

A pesquisa considerou as editoras e os selos de publicação das periferias de São Paulo surgidos entre 2005 e 2019. No período de 14 anos, foram observadas 18 editoras, dez das quais surgidas entre 2011 e 2016.

Apesar da estrutura de pequeno porte, a pesquisa mostrou que a maioria (61,1%) das editoras e selos que participaram do levantamento tem CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica), o que sugere a consolidação de um negócio editorial e permite a essas organizações uma variedade de atividades, em comparação com aquelas que não possuem ou têm seu cadastro prejudicado. 

O CNPJ é constituído por essas organizações não só para permitir a edição e comercialização editorial, mas também a realização de atividades relacionadas, como organização de eventos literários, participação em editais públicos e privados e prestação de serviços de natureza artística e educativa.

Realizada em nove etapas entre fevereiro e agosto de 2020, a pesquisa tem o objetivo de contribuir para a democratização do mercado editorial brasileiro e para a ampliação da bibliodiversidade nas práticas de leitura do país.

Edição: Graça Adjuto

Comentários Facebook

EDUCAÇÃO

Edital para adesão de universidade ao 1º Sisu de 2021 é publicado

Avatar

Publicado


O Ministério da Educação (MEC) divulgou o cronograma e procedimentos para a adesão das instituições públicas de educação superior ao primeiro processo seletivo de 2021 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). O prazo de adesão é de 8 a 12 de fevereiro e ela deve ser feita exclusivamente por meio do site Sisu Gestão.

O edital, publicado na última sexta-feira (22) no Diário Oficial da União, diz ainda que para a seleção dos candidatos às vagas disponibilizadas serão exigidos, exclusivamente, os resultados obtidos pelos estudantes no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2020. Em razão da pandemia de covid-19, as provas presenciais começaram a ser aplicadas no dia 17 e terminaram ontem (24). Para esta edição, os estudantes também puderam optar pela prova digital, que será realizada de forma piloto nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro.

O Sisu é o programa do MEC para acesso de brasileiros a um curso de graduação em universidades públicas do país. As vagas são abertas semestralmente, por meio de um sistema informatizado, e para participar é preciso ter garantido um bom desempenho nas provas do Enem e não ter zerado a redação. Após a divulgação do resultado do exame, o MEC publicará o edital com o prazo de inscrição e demais procedimentos para o primeiro processo seletivo do Sisu deste ano.

Veja Também  Edital para adesão de universidade ao 1º Sisu de 2021 é publicado

Além do Sisu, as notas do Enem podem ser usadas para acessar o Programa Universidade para Todos (ProUni), que oferece bolsas de estudo em instituições privadas, e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que facilita o acesso ao crédito para financiamento de cursos de ensino superior.

Adesão das universidades

O Sisu é o sistema informatizado do MEC, no qual instituições públicas de educação superior, sejam elas federais, estaduais ou municipais, oferecem vagas a serem disputadas por candidatos inscritos em cada uma das duas edições anuais do Sisu.

É de exclusiva responsabilidade da instituição participante descrever, no documento de adesão, as condições específicas de concorrência às vagas por ela ofertadas no âmbito do Sisu. Após o período de adesão, as instituições terão de 17 a 23 de fevereiro para retificar, se for o caso, as informações constantes nos documentos de adesão, que deverão ser encaminhados ao MEC.

O edital de adesão prevê ainda que seja disponibilizado, pelas instituições, o acesso virtual para que os estudantes selecionados pelo Sisu possam encaminhar a documentação exigida e efetuar suas matrículas de forma remota, caso não possam realizar os procedimentos necessários de forma presencial.

Veja Também  Estudantes comentam segundo dia de provas do Enem

Cabe a elas, ainda, divulgar, tanto em suas páginas na internet como em locais de grande circulação de estudantes, as condições específicas de concorrência às vagas por elas ofertadas no âmbito do Sisu, conforme expressas em seus documentos de adesão, bem como editais próprios, quando couber, e a sistemática adotada para a convocação dos candidatos.

Edição: Valéria Aguiar

Comentários Facebook
Continue lendo

EDUCAÇÃO

MEC anuncia regras para o Fies do segundo semestre de 2021

Avatar

Publicado


O Ministério da Educação publicou hoje (25), no Diário Oficial da União, as regras para o processo seletivo do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) referente ao segundo semestre de 2021. O cronograma de seleção, entretanto, ainda será publicado em edital específico.

A portaria desta segunda-feira trata dos procedimentos e regras de oferta de vagas pelas instituições de educação superior, seleção das vagas a serem ofertadas, inscrição dos candidatos, classificação e pré-seleção dos candidatos, complementação da inscrição pelos candidatos pré-selecionados e redistribuição das vagas entre os grupos de preferência.

Para ter acesso ao fundo, é necessário ter renda familiar mensal bruta per capita de até três salários mínimos e ter participado de uma das edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a partir de 2010, obtendo no mínimo 450 pontos na média das cinco provas do exame e não ter zerado a prova de redação. A seleção assegura apenas a expectativa de direito à vaga, já a contratação do financiamento está sujeita às demais regras e procedimentos de formalização do contrato.

O Fies é o programa do governo federal que tem o objetivo de facilitar o acesso ao crédito para financiamento de cursos de ensino superior oferecidos por instituições privadas aderentes ao programa. Criado em 1999, ele é ofertado em duas modalidades desde 2018, por meio do Fies e do Programa de Financiamento Estudantil (P-Fies).

Veja Também  Especial Caiu no Enem realiza correção das provas neste domingo

O primeiro é operado pelo governo federal, sem incidência de juros, para estudantes que têm renda familiar de até três salários mínimos por pessoa; o percentual máximo do valor do curso financiado é definido de acordo com a renda familiar e os encargos educacionais cobrados pelas instituições de ensino. Já o P-Fies tem regras específicas e funciona com recursos dos fundos constitucionais e dos bancos privados participantes, o que implica cobrança de juros.

Edição: Graça Adjuto

Comentários Facebook
Continue lendo

Policial

Política

Mato Grosso

Mais Lidas da Semana