conecte-se conosco


Saúde

Estado do Rio inicia testagem para covid-19 agendada por aplicativo

Publicado

Saúde


O estado do Rio de Janeiro começa nesta sexta-feira (4) a testagem para covid-19 a partir de um novo procedimento: o agendamento por meio de um aplicativo para celular. Não se trata, porém, de realização de exames em massa, pois o usuário precisará preencher um questionário e só será convocado para o exame caso as respostas indiquem possibilidade de infecção. Em um primeiro momento, a iniciativa está sendo implantada nas cidades de São Gonçalo e Volta Redonda.

Conforme estimativa da Secretaria de Estado da Saúde, será possível oferecer por dia até 1,5 mil exames RT-PCR, que identificam as pessoas que estão com o novo coronavírus ativo em seu organismo. Em São Gonçalo, os testes agendados serão realizados no Hospital Estadual Alberto Torres e na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Colubandê. Em Volta Redonda, o procedimento será concentrado no Hospital Regional do Médio Paraíba Dra. Zilda Arns Neumann.

A inciativa é fruto de uma parceria firmada com o aplicativo Dados do Bem, desenvolvido sem fins lucrativos pelo Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (Idor) e  pela empresa Zoox. A ferramenta, cedida gratuitamente ao estado, está disponível para celulares que usam os sistemas Android ou iOS. O site do aplicativo fornece instruções para a instalação.

Veja Também  Rondônia transferirá pacientes com covid-19 para o Rio Grande do Sul

As pessoas convocadas para a testagem receberão no celular um QR Code, que funcionará como voucher de confirmação. Sua apresentação, juntamente com a carteira de identidade, será obrigatória para ter acesso ao local do exame. O resultado fica pronto em até 72 horas e também é disponibilizado pelo aplicativo. Caso seja positivo, o paciente poderá indicar até cinco pessoas com quem teve contato para também serem submetidos ao teste.

Além de permitir o agendamento do exame, o aplicativo possibilita mapear, em tempo real, a distribuição da covid-19 nos centros urbanos e gerar dados para serem estudados. Por essa razão, ao iniciar o seu uso, o cidadão precisará primeiramente concordar com o envolvimento voluntário na pesquisa. De acordo com os desenvolvedores, o anonimato de todos os participantes é preservado e as informações coletadas não serão usadas para fins comerciais. 

Aumento de casos

A parceria com o aplicativo Dados do Bem foi divulgada pelo governo fluminense entre as medidas adotadas para tentar conter o avanço dos casos de covid-19, observado no estado nas últimas semanas. Também foi anunciada a abertura de 348 novos leitos, exclusivos para pacientes com covid-19, até o dia 15 de dezembro. Em todo o estado, são mais 360 mil casos e 22 mil mortes. 

Veja Também  Governo analisa há 9 dias oferta de aviões dos EUA e ONU para ajudar Amazonas

De acordo com a Secretaria estadual da Saúde, o agendamento da testagem por meio do aplicativo será em breve expandido para outros municípios. A escolha das primeiras cidades levou em conta a evolução do número de infectados e o quadro atual da oferta de exames RT-PCR.

São Gonçalo é a terceira cidade do estado em número de ocorrências confirmadas: 16.567 pessoas já foram diagnosticadas com covid-19, segundo os dados do governo fluminense. Desses, 863 não resistiram à doença e morreram. Em Volta Redonda, são 9.089 casos e 257 óbitos. O município é o nono com maior número de ocorrências no estado.

Edição: Graça Adjuto

Fonte: EBC Saúde

Comentários Facebook

Saúde

Brasil tem quase 30 mil novos casos de hanseníase por ano

Avatar

Publicado


Manchas brancas ou avermelhadas pelo corpo, sensação de dormência e não sentir calor ou frio são sintomas de uma doença que tem cura mas ainda é estigmatizada e negligenciada por muitos brasileiros: a hanseníase.

No Brasil, foram 312 mil novos casos registrados nos últimos dez anos, o que coloca nosso país na segunda posição no ranking mundial da doença, atrás da Índia. Aqui, a média é de 30 mil novos casos por ano. O número vem se mantendo com uma discreta queda, mas ela ainda não é considerada significativa para se dizer que a doença está em declínio, destacou o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Heitor Gonçalves, em entrevista à Agência Brasil.

Atenção aos sintomas

O presidente da SBD, diz que, mesmo áreas sem manchas, em que a pessoa se queime e não perceba, ou que se machuque e não sinta dor, indicam falta de sensibilidade no local. Isso é provocado por lesões nos nervos causadas pela hanseníase. “Esses casos de mancha, dormência ou insensibilidade são suspeitos e necessitam formalmente de uma assistência para diagnóstico médico clínico”, observou.

O período de incubação da hanseníase, desde o momento em que a pessoa entra em contato com a micróbio até a doença aparecer, vai de dois até dez anos pois a bactéria responsável pelos sintomas se multiplica muito lentamente. Por isso, a doença atinge muitas crianças e jovens. “Quanto mais jovem a pessoa, mais anos ela vai viver e mais chances tem de adoecer”, afirma Gonçalves.

Do total dos 312 mil registros feitos de 2010 até 2019, 30% foram diagnosticados com algum grau de incapacidade física, ou seja, apresentavam perda de força ou da sensibilidade ou ainda deformidades visíveis nas mãos, pés ou olhos, o que compromete o trabalho ou a realização de atividades do dia a dia, alertou o especialista.

Para o presidente da SBD, Mauro Enokihara, a detecção e o tratamento precoces da doença são fundamentais para que o paciente possa se tratar e não apresente sequelas, além de diminuir a chance de transmissão para outras pessoas, em especial aquelas com as quais convive.

Veja Também  Rio começará na quarta-feira a vacinar profissionais de saúde idosos

Incidência e transmissão

Heitor Gonçalves explicou que o maior fator de risco para a hanseníase são condições socioeconômicas de aglomerações. Um exemplo são as deficiências de habitação que fazem com que mais pessoas morem juntas e acabem transmitindo a doença por meio da tosse. A aglomeração no transporte é outro fator. Contribuem ainda o baixo nível educacional e a dificuldade de acesso a sistemas de saúde. Eles dificultam diagnóstico precoce e facilitam a transmissão.

Gonçalves informou que a maior incidência da hanseníase no Brasil está nas regiões com menor índice de desenvolvimento humano (IDH). O maior número de casos novos identificados na última década está na Região Nordeste (43% do total, ou o equivalente a 132,7 mil pacientes). Em seguida, vêm o Centro-Oeste, com 20% dos casos; o Norte (19%); e o Sudeste (15%). Apenas 4% dos novos pacientes registrados nos últimos dez anos apareceram na Região Sul do país. O vice-presidente da SBD chamou a atenção, entretanto, que, no Rio Grande do Sul, se perdeu a cultura de buscar casos de hanseníase e de se divulgar a doença no estado. Com isso, pacientes chegam nos médicos para diagnóstico já com incapacidade física. “Essa é uma sequela da falsa eliminação”.

Preconceito

O presidente da SBD esclareceu que menos da metade dos pacientes com hanseníase transmite a doença, mesmo sem tratamento, porque mais de 50% têm imunidade razoável contra o micróbio.  A transmissão também não é tão fácil como muitos pensam. Segundo Gonçalves, “o bacilo não salta de dentro da pele do doente para fora”. Isso significa que tocar a mão de uma pessoa doente não transmite hanseníase. É preciso que o doente tenha um ferimento na pele, bem como a outra pessoa, e que esses ferimentos se encontrem para que o bacilo passe de um para o outro. Por isso, o dermatologista afirmou que é difícil a transmissão pela pele. O principal fator de transmissão é a tosse, reiterou.

Veja Também  Rondônia transferirá pacientes com covid-19 para o Rio Grande do Sul

De acordo com o Ministério da Saúde, a hanseníase acomete mais os homens do que as mulheres. Nos dez anos compreendidos entre 2010 e 2019, foram detectados 172.659 casos novos entre pessoas do sexo masculino e 139.405 em mulheres. Essa diferença, contudo, está diminuindo, indicou o vice-presidente da SBD. O que ocorre, “provavelmente, é que o homem ainda se expõe mais que as mulheres”, avaliou. Os homens, além disso, não têm costume de ir ao médico, como as mulheres. Considerando as classes sociais mais desfavorecidas, os homens saem mais do que as mulheres. “Esse talvez seja o motivo”, estimou o dermatologista

Campanha

Gonçalves afirmou que a SBD tem como princípio e missão resgatar seu papel na abordagem das doenças negligenciadas que acometem a pele. A principal delas é a hanseníase. Há também a leishmaniose, sífilis, entre outras.

Em apoio à mobilização do Ministério da Saúde, os dermatologistas brasileiros farão circular entre médicos, pacientes e outros profissionais da saúde informações de utilidade pública preparadas por especialistas da SBD, descrevendo sinais e sintomas da hanseníase e orientando sobre onde buscar diagnóstico e iniciar o tratamento. A campanha do Janeiro Roxo, criada no Brasil em 2016, aborda também a necessidade de se combater o estigma e o preconceito contra as pessoas que têm a doença.

O tratamento para a hanseníase é gratuito no país e oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os pacientes podem se tratar em casa, com supervisão periódica nas unidades básicas de saúde. A coordenadora do Departamento de Hanseníase da SBD, Sandra Durães, salientou que apesar de ser uma doença infecciosa que pode levar a incapacidades físicas, seu tratamento precoce promove a cura. Segundo enfatizou, a prevenção consiste no diagnóstico e tratamento precoces, porque isso ajuda a evitar a transmissão e o surgimento de novos casos.

Edição: Claudia Felczak

Fonte: EBC Saúde

Comentários Facebook
Continue lendo

Saúde

Compra de insumos para produção de vacinas no Brasil é aprovada, diz Bolsonaro

Avatar

Publicado


source
Vacinação contra Covid-19 aos profissionais da saúde
Rovena Rosa/Agência Brasil

Vacinação contra Covid-19 aos profissionais da saúde

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anunciou nesta segunda-feira (25) a liberação de 5,4 mil litros de insumos para a produção de vacinas no Brasil. Em uma publicação nas redes sociais, o presidente aparece ao lado do presidente da China, Xi Jinping, e diz que a matéria-prima foi liberada pelo governo do país asiático.

Bolsonaro ainda diz que os insumos devem chegar “nos próximos dias”, sem definir uma data específica para que isso ocorra. Esse material é considerado a “farinha do pão” para que doses da vacina de Oxford e da CoronaVac, do Instituto Butantan, possam ser produzidas nacionalmente.

Na publicação, Bolsonaro ainda agradece aos esforços dos ministros Eduardo Pazuello (Saúde), Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Tereza Cristina (Agricultura).

Você viu?

Após o anúncio, o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, compartilhou o texto de Bolsonaro e disse que “a China está junto com o Brasil na luta contra a pandemia”.

“A China está junto com o Brasil na luta contra a pandemia e continuará a ajudar o Brasil neste combate dentro do seu alcance. A União e a solidariedade são os caminhos corretos para vencer a pandemia”, escreveu o diplomata.

Veja Também  Municípios do Rio começam a receber vacina Oxford-AstraZeneca/Fiocruz

Nas últimas semanas, o Brasil tem enfrentado dificuldades para importar insumos farmacêuticos. Esses problemas têm sido atribuídos à má relação que o chanceler Ernesto Araújo construiu com a China e também com outros países asiáticos.

O comportamento do chefe do Itamaraty também chegou a prejudicar o envio de 2 milhões de doses da vacina de Oxford da Índia. As doses já foram entregues ao Brasil e estão em processo de distribuição aos municípios, mas o País não foi uma prioridade de autoridades indianas.

Fonte: IG SAÚDE

Comentários Facebook
Continue lendo

Policial

Política

Mato Grosso

Mais Lidas da Semana