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Pandemia faz número de denúncias de estupro de vulneráveis cair quase 40% em SP

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Violência sexual
Elza Fiuza/Agência Brasil

Estudo apontou que maioria dos abusadores é parente ou algum conhecido das vítimas

Entre os diversos problemas causados pela pandemia, que já tirou mais de 173 mil vidas só no Brasil , acabou com empregos e fechou empresas, as crianças e adolescentes também se tornaram um grupo bastante afetado pela doença. Além das dificuldades em dar continuidade aos estudos, muitos têm enfrentado outra grave questão: a maior vulnerabilidade aos casos de violência sexual .

Segundo estudo realizado pela UNICEF , em parceria com o Instituto Sou da Paz e o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) , que tinha por objetivo identificar os possíveis impactos do isolamento social forçado na ocorrência e notificação da violência sexual contra crianças e adolescentes, o número de denúncias deste tipo de crime caiu consideravelmente em todo o estado, chegando a atingir quase 40% de queda no comparativo com 2019.

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De acordo com as informações divulgadas, foram analisados os dados sobre as ocorrências de estupro de vulnerável – aqueles cometidos contra menores de 14 anos, pessoas com deficiência ou que não podem oferecer resistência por outra causa ou condição – registradas pela Polícia Civil do Estado de São Paulo entre janeiro de 2016 e junho de 2020.

Assim, foi possível constatar que os números sofreram forte retração no primeiro semestre de 2020, principalmente após o “início” da pandemia no mÊs de março. Os meses de abril (-36,5%) e maio (-39,3%) representaram as maiores quedas no comparativo com o mesmo período do ano passado.

“Nossa hipótese – de que os estupros não diminuíram, mas as denúncias sim – leva à triste constatação de que há um grande número de meninas e meninos que foram ou estão sendo vítimas de violência sexual , ocultos pela ausência das denúncias”, sustenta o relatório.

Os resultados mostraram também o perfil das vítimas que sofrem com este tipo de crime. A maioria das vítimas é de crianças do sexo feminino, com até 13 anos de idade, 60% são brancas e 38% negras, com o “pico” dos abusos ocorrendo mais cedo entre meninos, que sofrem mais entre os 4 e 5 anos. Além disso,  7% das vítimas possuem algum tipo de deficiência ou outra vulnerabilidade.

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Por fim, outra informação relevante diz respeito aos abusadores. Apesar de as informações sobre os vínculos entre autor e vítima estarem disponíveis em apenas 8% dos casos analisados, há algum grau de parentesco em 75% das ocorrências registradas em 2020. Considerando-se que há indicação de autoria em 79% dos casos, fica claro que a maioria trata-se de parentes ou pessoas conhecidas das vítimas de estupro .

*Com informações da assessoria de imprensa da Unicef

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Padres católicos se unem contra fake news e “política genocida de Bolsonaro”

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Igreja Católica durante missa
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Igreja Católica durante missa

A facilidade na divulgação de informações, principalmente com a popularização da internet, traz também uma preocupação: as fake news . Algumas dessas  informações falsas tem sido divulgadas por líderes religiosos , com discursos ideologizados e divulgados com o intuito de cativar fiéis .

Na tentativa de combatê-las, dois grupos religiosos que trabalham em todas as regiões do Brasil se uniram para impedirem a circulação de informações falsas ou deturpadas por parte dos canais católicos de televisão : os ” Padres da Caminhada ” e os ” Padres contra o fascismo “.

Mais do que isso. No contexto da pandemia, os presbíteros se manifestam em favor da orientação correta da população e  contra o negacionismo ante as medidas defendidas pela ciência.

“A luta pela justiça é a grande bandeira de ambos os grupos: a justiça do Reino que também se traduz em justiça social. Jesus escolheu viver entre os mais pobres dos pobres; queremos viver com eles e defender suas causas.” diz Pe. Matheus da Silva Bernardes, que é, também, professor da Faculdade de Teologia da PUC-Campinas.

O presbítero classifica como preocupante o mal uso que mulheres e homens religiosos fazem das informações falsas — as fakenews. “Pode ser que não seja a primeira vez que assistimos a esse fenômeno na história, mas o que tem chamado a atenção nos últimos tempos é que o apelo tem se tornado mais violento (as fakenews são uma arma violenta) e sectarista.”

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“Não podemos usar o microfone para transmitir informações falsas e infundadas”

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Pe. Mateus explica que o manifesto dos grupos de padres católicos nasceu após uma “fala irresponsável”, como ele mesmo classificou, de um padre da igreja católica que, em rede nacional, assumiu discurso antivacina. 

“O Brasil é um país que tem grandes cientistas, mulheres e homens de primeira categoria, mas é um país que tem falhado muito na educação básica de sua população. A consequência: temos uma população pouco educada. Os líderes religiosos deveriam ser conscientes dessa realidade e não usar seu microfone para confundir a população”, diz o padre.

“Quando um líder religioso incorre no negacionismo científico, também está cometendo em um erro gravíssimo. Se podemos orientar a população, orientemos! Se não somos capazes, nos calamos e buscamos quem saiba fazê-lo. Mas negar a ciência, especialmente no âmbito da saúde, é muito grave. Novamente, o negacionismo é movido pela ideologia econômica e política.”

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No manifesto, o grupo reage, inclusive,  à política “irresponsável e genocida” adotada por Bolsonaro em relação às medidas de distanciamento social, o uso de máscaras e “à única medida capaz de debelar o vírus, que é a vacina”.

“O atual governo é um belíssimo exemplo dessa luta para manter privilégios de poucos. Quem pensa que o senhor presidente da República representa a “nova política” está completamente enganado! Ele representa a política de sempre que vive das mamatas e dos conchavos que, infelizmente, enfeitam os corredores de Brasília”, continua Pe. Mateus.

Segundo o presbítero, a religião alienada ajuda na criação de um “mundo ficcional”, que é onde vivem “Jair Messias Bolsonaro, seus filhos e seus seguidores”.

“A fé cristã não pode ser alineada – é uma fé engajada e comprometida. Uma fé com os olhos no céu e os pés no chão da história! Há brasileiras e brasileiros morrendo! É hora de defender a vida e a saúde, sobretudo dos mais pobres. Não é hora de excluir aqueles que não vivem num “comercial de margarina”; é hora de acolhê-los e abraçá-los.”

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Caso Isabele: adolescente que atirou na amiga passa a conviver com internas

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Adolescente que atirou em Isabele é internada em unidade socioeducativa
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Adolescente que atirou em Isabele é internada em unidade socioeducativa

A adolescente considerada culpada pela morte da amiga Isabele Ramos Guimarães, de 14 anos , terminou o período de isolamento de sete dias e está convivendo com as demais internas do Case (Centro de Atendimento Socioeducativo) de Cuiabá.

O período de isolamento feito pela acusada faz parte do protocolo de prevenção a contaminações pela Covid-19 na unidade e foi concluído na tarde de ontem, segundo a Sesp (Secretaria de Estado de Segurança Pública do Mato Grosso). A secretaria também informou que a adolescente dormirá sozinha no quarto, assim como as demais internas.

O crime aconteceu em Cuiabá, no dia 12 de julho do ano passado. A menina Isabele morreu após ser atingida por um disparo de arma de fogo na cabeça, quando estava na casa da amiga .

Mãe se diz aliviada

A mãe de Isabele , Patrícia Hellen Guimarães Ramos, disse que se sentiu aliviada com a decisão da Justiça que determinou que a adolescente cumpra três anos de internação em regime socioeducativo, em entrevista ao programa “Fantástico”, no último domingo (24).

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“Olha, no momento que eu soube dessa sentença, eu confesso que eu suspirei assim… Eu dei um suspiro profundo, mas carregado de angústia, de sofrimento, de muito pranto. Eu não tenho motivo nenhum para comemorar isso porque a minha filha não está aqui hoje, mas eu estou aliviada”, disse.

Pais da adolescente também respondem na Justiça

Os  pais da adolescente considerada culpada pela morte de Isabele também respondem na Justiça pelo crime e se tornaram réus em novembro em ação judicial movida pelo Ministério Público de Mato Grosso.

“O que eu espero é que nós, como sociedade, possamos entender desse dilema enganoso sobre as armas e que nunca mais nenhuma família possa enfrentar o que a gente tem enfrentado”, disse a mãe de Isabele.

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