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Moro diz para PF que Carlos Bolsonaro tem ligação com “gabinete do ódio”

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Moro
Marcelo Camargo / Agência Brasi

Ex-ministro da Justiça do Governo Bolsonaro, Sergio Moro

ex-ministro da Justiça Sergio Moro afirmou em depoimento à Polícia Federal que ouviu de ministros do Palácio do Planalto que o filho do presidente Jair Bolsonaro, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), é ligado ao chamado “gabinete do ódio”, grupo de assessores bolsonaristas que usa as redes sociais para atacar adversários do presidente, e disse ainda que foi alvo de ataques desse grupo após ter deixado o cargo de ministro.

No depoimento prestado no último dia 12 no inquérito sobre a organização de atos antidemocráticos, Moro afirmou que a ligação de Carlos Bolsonaro com o “gabinete do ódio” é comentada por ministros do Palácio do Planalto e afirmou que esses ministros poderiam dar maiores esclarecimentos à PF.

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Os investigadores também questionaram Moro se, durante seu período como ministro da Justiça, ele tomou conhecimento da existência de uma estrutura dentro do governo federal montada para atacar autoridades públicas dos outros Poderes, como parlamentares e ministros do Supremo Tribunal Federal.

Apesar de dizer que só tomou conhecimento desses ataques por meio das próprias redes sociais, Moro citou que existia uma “animosidade” entre Bolsonaro e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e que sabia dos ataques ao parlamentar.

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Mourão acha “difícil” ser convidado por Bolsonaro para ser vice de novo em 2022

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Presidente Jair Bolsonaro e vice-presidente Hamilton Mourão
Agência Brasil

Presidente Jair Bolsonaro e vice-presidente Hamilton Mourão

Em entrevista divulgada nesta quarta-feira (27) pela CNN Brasil, o  vice-presidente Hamilton Mourão revelou sentir falta de diálogos mais frequentes com Jair Bolsonaro e colocou em dúvida se continuará na chapa que disputará a reeleição em 2022.

“Não há conversas seguidas entre nós. As conversas são bem esporádicas”, revela o general.  “Faz falta, sim. Faz falta até para eu entender em determinados momentos o que eu preciso fazer”, completa, ao ser questionado se sente falta desses diálogos.

Por conta disso, Mourão considera “difícil” ser convidado por Bolsonaro para continuar integrando a chapa, em 2022, quando o presidente buscará a reeleição. E caso haja o convite, despistou. “Depende, teríamos de ter uma conversa”.

Apesar desse impasse, Hamilton Mourão chegou a citar uma icônica frase do então vice-presidente Michel Temer ao dizer que não é um “vice decorativo”:

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“Não me considero decorativo, porque eu tenho algumas responsabilidades, algumas atribuições que me dão uma certa liberdade de manobra”, afirma o militar, que é presidente do Conselho da Amazônia.

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Mesmo distante de Bolsonaro, o vice declarou “não ser candidato a nada” e que “em hipótese alguma” irá concorrer contra o presidente.

Questionado sobre a “guerra” política travada entre o Planalto e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB) , inflada com a vacina contra o novo coronavírus, Mourão considera que houve erro das duas partes:

“Tanto do nosso lado aqui do governo, como do Doria. Aí começa um chama de mentiroso, o outro chama de não sei o quê. Isso não é a política”, diz. “Vejo que isso aí foi algo que, vamos dizer assim, fugiu à boa política. Essa é minha visão. Fugiu à boa política”, completa.

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Projeto permite a idoso cancelar doação feita durante calamidade

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Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados
Deputado Capitão Alberto Neto discursa no Plenário da Câmara
O autor da proposta, deputado Capitão Alberto Neto

O Projeto de Lei 4606/20 prevê a possibilidade de revogação da doação realizada por pessoa idosa durante estado de calamidade pública. Conforme o texto, a transferência poderá ser anulada em até um ano após o término da vigência do período de exceção.

A proposta tramita na Câmara dos Deputados e foi apresentada pelo deputado Capitão Alberto Neto (Republicanos-AM).

O Código Civil considera doação o contrato em que uma pessoa transfere bens ou vantagens do seu patrimônio para outra. Hoje, a doação já pode ser revogada por ingratidão do donatário ou por inexecução do encargo.

Capitão Alberto Neto propõe o acréscimo da nova possibilidade ao Código Civil motivado pela pandemia de Covid-19. Ele argumenta que o caos na saúde tem levado milhares de pessoas ao extremo de ações e que idosos têm sido vítimas de pessoas de má-fé “que se intitulam colaboradores”.

“A proposição traz a possibilidade de que algumas situações de abuso, em um momento em que a sociedade está doente física e emocionalmente, possam ser corrigidas em um prazo legal e excepcional”, afirma o deputado.

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Ele acrescenta que “o estresse, a pressão, o medo e a coação mascarada de laços de afeto” impedem o idoso de avaliar com nitidez as consequências da transferência de seu patrimônio para outra pessoa.

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Natalia Doederlein

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