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Déficit primário do Governo Central atinge R$ 3,56 bilhões em outubro

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Agência Brasil

Dinheiro
Nicolas Nogueira

Déficit do Governo Central em 2020, de janeiro a outubro, é o pior do período na série histórica

Em um mês tradicionalmente marcado por superávit nas contas públicas, a retração econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus fez o Governo CentralTesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social – encerrar outubro com déficit primário de R$ 3,563 bilhões.

Apesar de ser o pior desempenho registrado para o mês desde 2015 , quando o déficit chegou a R$ 13,189 bilhões, o resultado veio bem melhor que o estimado pelo mercado.

As instituições financeiras pesquisadas pelo Prisma Fiscal , publicação do Ministério da Economia com analistas de mercado, estimavam que o resultado negativo ficaria em R$ 44,1 bilhões no mês passado.

Depois de terem caído 2% (descontada a inflação) em setembro, as receitas totais do Governo Central voltaram a subir em outubro, registrando alta de 9,8% acima da inflação em relação ao mesmo mês do ano passado.

O déficit primário representa o resultado negativo nas contas do governo desconsiderando os juros da dívida pública. De janeiro a outubro, o resultado negativo do Governo Central totalizou R$ 680,974 bilhões, valor recorde da série histórica para o período. Nos mesmos meses do ano passado, o déficit somava R$ 63,854 bilhões.

No acumulado de 12 meses, o déficit primário chega a R$ 725,6 bilhões, o equivalente a 9,8% do Produto Interno Bruto (PIB). Para 2020, o Ministério da Economia projeta resultado negativo de R$ 844,3 bilhões para o Governo Central, o equivalente a 11,7% do PIB.

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Receita

Em relação à receita, o Tesouro Nacional afirma que a forte alta verificada em outubro se deve a receitas não administradas, que dependem do pagamento de tributos.

Elas cresceram R$ 12,4 bilhões acima da inflação, na comparação com o mesmo mês do ano passado, motivadas principalmente pela recuperação da atividade econômica .

Os tributos que mais registraram aumento na arrecadação foram o Imposto de Renda , relacionado à elevação dos rendimentos do trabalho, e o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).

No caso do PIS/Cofins , a alta está relacionada à recuperação das vendas, que voltou aos níveis anteriores à pandemia de covid-19.A arrecadação líquida da Previdência Social cresceu R$ 6,2 bilhões acima da inflação em outubro em relação ao mesmo mês de 2019.

As receitas não administradas, no entanto, recuaram R$ 5,1 bilhões (descontada a inflação) na mesma comparação, motivada principalmente pela diminuição do pagamento de dividendos de estatais ao Tesouro durante a pandemia de covid-19 e pela queda na produção de petróleo.

Coronavírus

Mesmo com a recuperação em outubro, as receitas líquidas do Governo Central acumulam queda de 11,6% de janeiro a outubro descontada a inflação.

O recuo reflete a crise econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus, que paralisou a produção e o consumo durante algumas semanas.

Além da queda nas receitas, o aumento de despesas com o enfrentamento da pandemia da covid-19 tem pressionado o aumento do déficit primário.

Por causa do estado de calamidade pública aprovado pelo Congresso em março, o Governo Central está dispensado de cumprir a meta de déficit primário de R$ 124,1 bilhões para este ano.Segundo os números do Tesouro, as medidas associadas à pandemia aumentaram as despesas em R$ 29,8 bilhões no mês passado.

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A maior despesa decorre do auxílio emergencial , que totalizou R$ 21 bilhões. Em segundo lugar, vem o aporte de R$ 5 bilhões do Tesouro ao Fundo Garantidor de Operações, que garante empréstimos para micro e pequenas empresas.

A ajuda aos estados e municípios consumiu R$ 3,6 bilhões em outubro, depois que a última parcela de R$ 15,03 bilhões da ajuda total de R$ 60,2 bilhões foi paga em setembro.

O Tesouro ainda desembolsa recursos para reforçar os sistemas de saúde dos governos locais e compensar a queda nos repasses dos Fundos de Participação dos Estados e dos Municípios .

Reformas

Mesmo com autorização para gastar mais, o Tesouro fez um apelo para a continuidade das reformas estruturais, de modo a preservar o teto federal de gastos, a única âncora fiscal que restou no Orçamento de 2020 .

Segundo o órgão, é necessário retomar os esforços de prosseguir com as reformas administrativa, do pacto federativo e emergencial depois do fim da pandemia, caso contrário haverá danos para a sociedade e para a economia.

“A retomada do processo de consolidação fiscal passa pela garantia de que despesas temporárias não se tornem permanentes e pela discussão sobre o crescimento das despesas obrigatórias, reduzindo as incertezas sobre a trajetória futura do gasto público e robustecendo nossas regras fiscais, como o teto de gastos, base da ancoragem das expectativas, da recente queda de juros no Brasil e do aumento da confiança dos agentes econômicos”, informou o Tesouro, em comunicado.

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Para promover o turismo no Brasil, Azul adesiva Airbus A320neo

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Para promover o turismo no Brasil, Azul adesiva Airbus A320neo
Gabriel Araújo

Para promover o turismo no Brasil, Azul adesiva Airbus A320neo

Para promover as belezas naturais do Brasil e a retomada do turismo, a Azul adesivou um Airbus A320neo com belas imagens do nosso país. É possível visualizar referências à Floresta Amazônica, ao Rio de Janeiro e ao Morro Dois Irmãos, localizado em Fernando de Noronha.

Com a frase “Viva intensamente o Brasil”, a ação está sendo realizada em parceria com a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur). A aeronave adesivada é o PR-YSE, entregue novo de fábrica para a Azul em dezembro de 2019.

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Aeroporto Internacional de BH recebe doses da vacina de Oxford

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Aeroporto Internacional de BH recebe doses da vacina de Oxford
Gabriel Araújo

Aeroporto Internacional de BH recebe doses da vacina de Oxford

CNF ao vivo – O Aeroporto Internacional de Belo Horizonte (CNF) recebeu na manhã deste domingo (23) cerca de 190 mil doses da vacina AstraZeneca, desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford, na Inglaterra.

A operação foi realizada pelo Embraer 195 cargueiro da Azul, que partiu do Rio de Janeiro (GIG) e pousou no aeroporto mineiro às 09h45. Trazida ao Brasil pela Emirates na sexta-feira (22), as duas milhões de doses do imunizante chegaram em São Paulo (GRU), sendo transportadas ao Rio de Janeiro (GIG) logo após e distribuídas pelo país através de voos da Azul, GOL e LATAM.

Após o pouso, a carga foi retirada e seguiu de caminhão até a Central de Rede de Frio de Minas Gerais, sendo escoltada pela Polícia Militar de Minas Gerais e da Polícia Federal. Já a aeronave seguiu de Confins para Palmas (PMW) e posteriormente para Campo Grande (CGR).

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Abaixo, veja fotos da operação:

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