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“Bolsa sobe todo dia e o ministro está sem credibilidade?”, ironiza Guedes

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Marcos Corrêa/PR

Paulo Guedes rebate críticas e ironiza: “Bolsa sobe todo dia e o ministro está sem credibilidade?”

O ministro da Economia, Paulo Guedes, rebateu, nesta quarta-feira (25), críticas de que o governo não tem um plano para sair da crise causada pela pandemia de Covid-19. Ele listou uma série de medidas já tomadas e disse haver “falsas narrativas” contra ele. Guedes também rechaçou estar “desacreditado” e afirmou que o desempenho da Bolsa de Valores confirma essa percepção.

“A Bolsa sobe todo dia e o ministro está sem credibilidade? Eu sempre aprendi que é o contrário. A economia está acelerada, a geração de empregos está acelerada, a Bolsa sobe todo dia. E os mesmos perdedores da eleição de sempre insistem na mesma narrativa desde o primeiro dia do governo”, disse Guedes , após comemorar a aprovação da nova Lei de Falências pelo Senado. “No dia que a Bolsa estiver caindo 50% e o dólar explodindo, aí vocês vão dizer ‘é, falta credibilidade'”.

O ministro rebateu até mesmo o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto . Mais cedo, Campos Neto disse que o Brasil precisa de plano que indique preocupação com trajetória da dívida. Guedes disse que Campos Neto sabe qual é o plano do governo e, se ele tiver um melhor, é preciso questionar a ele.

“O presidente Campos Neto sabe qual é o plano. Se ele tiver um plano melhor, peça a ele qual o plano dele. Pergunta a ele qual o plano dele para recuperar a credibilidade. O plano nós já sabemos qual é, nós já temos. Você acha que nós queremos privatizar ou estatizar empresa? Abrir economia ou fechar economia? Qualquer pessoa sabe qual o nosso plano. Agora, quem tiver sentindo falta de um plano econômico quinquenal, dá um pulinho ali na Venezuela, na Argentina. Ali está cheio de plano. O nosso plano é transformar a economia brasileira numa economia de mercado”, disse o ministro.

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Guedes citou o  acordo comercial com União Europeia (que ainda precisa ser confirmado pelos parlamentos), leilões de petróleo, o envio do Pacto Federativo e da reforma administrativa ao Congresso, além da aprovação da reforma da Previdência e de marcos legais como prova de que as medidas estão avançando.

“Não peço elogios. Mas vocês deviam estar observando os fatos empíricos. Não se falou tanto em ciência, em fatos? Olhem os fatos, olhem o que foi feito antes. Nós entramos, fizemos a reforma da Previdência imediatamente, derrubamos os juros, economizamos agora mais R$ 300 bilhões com a reforma administrativa e mais de R$ 150 bilhões quando combinamos que não vai haver aumento de salários para o funcionalismo no meio da pandemia. Estamos fazendo coisas importantes”, defendeu o ministro.

Durante a entrevista à imprensa, Guedes citou diversas vezes o desempenho da Bolsa para rebater as críticas.

“Uma pessoa que eu nem sei quem é diz que eu estou desacreditado. O mercado faz novas altas todos os dias, mostrando que há confiança na política econômica brasileira. O dólar descendo, a bolsa subindo, os investimentos entrando, a economia voltando em V”, listou.

Para Guedes, há “falsas narrativas promovidas contra ele. Disse que há uma crise de “desrespeito” no Brasil, e que as pessoas estão “perdendo o juízo”:

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“Estão querendo descredenciar a democracia. A democracia é assim. Quando alguém ganha, governa quatro anos e outro depois tenta ganhar a eleição. Agora, será que nós estamos ensinando que oposição deve ser odiosa, que quem perder não aceita, vamos descredenciar o processo democrático?”

Guedes afirmou que há críticas injustas contra ele. E voltou a dizer que houve um acordo para que as privatizações não sejam pautadas na Câmara, sem citar os termos desse suposto acordo e nem dizem com quem ele foi firmado.

“Nós estamos trabalhando duramente, as críticas são completamente injustas”, disse Guedes, acrescentando: “A velocidade de implementação é difícil. A agenda de privatizações foi bloqueada, estava bloqueada por acordos políticos na Câmara. Como é que vai privatizar se não entra na pauta”, pontuou.

O ministro também disse que o governo tem rumo, explicando que medidas como o auxílio emergencial e a reforma da Previdência saíram do Ministério da Economia, mas foram alteradas pelo Congresso:

“Nós fizemos um trabalho importante. Negar esse trabalho, dizer que o governo está sem rumo… Nós mantivemos o rumo inclusive em meio ao caos. O auxílio emergencial foi formulado aqui e ampliado lá. Da mesma forma que a reforma previdenciária foi feita aqui e encurtada lá, que é o papel do Congresso, mas a formulação saiu daqui”.

O ministro citou como exemplo de uma crítica certa dizer que o governo não está conseguindo privatizar. E como crítica errada afirmar que ele está sem credibilidade:

“O que adianta ficar jogando pedra? É como se você tivesse tentando ajudar e sendo apedrejado pelas costas o tempo inteiro. E quando a crítica é injusta, ela não merece respeito”, cutucou.

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Preço da maçã, banana e melancia sobe forte em dezembro, aponta Conab

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Os preços da maçã, banana e melancia subiram fortemente na maioria dos mercados em dezembro, mostra o primeiro Boletim Prohort de 2021, divulgado hoje (27) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O boletim destaca que os preços no último mês do ano, “como de costume”, refletem o impacto do verão e das festas de fim de ano sobre o comportamento do consumidor. 

No caso da melancia, o preço do quilo chegou a subir 50% em Goiânia; 49% em Brasília; 31,9% em Recife, e 30,3% em Belo Horizonte. A alta ficou na casa de dois dígitos ainda em Curitiba (23,4%), Vitória (21,9%) e São Paulo (19,8%). A única queda foi registrada no Rio de Janeiro (3,49%). A causa para a alta foi a retração da oferta diante de uma explosão da demanda, segundo a Conab.

Em relação à banana, uma das principais frutas consumidas pelo brasileiro, foi registrada alta em todos os nove mercados pesquisados. O preço subiu mais forte em Belo Horizonte (37,9%), Rio de Janeiro (25%), Curitiba (23,5%), São Paulo (19,4%) e Brasília (17%). De acordo com a Conab, a demanda permaneceu normal para a época do ano, mas a produção, em especial da banana prata, segue caindo. Houve também aumento das exportações, sobretudo para a Argentina.

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A alta da maçã, por sua vez, chegou a 30,3% em Brasília; 18,2% em Goiânia; 16,1% em Belo Horizonte, e 15,4% em Vitória. O preço também subiu em todos os demais mercados, com destaque para Curitiba (10%), Recife (9,4%) e Fortaleza (7,2%). Segundo a Conab, apesar de uma demanda reduzida no fim de ano, “observa-se a continuidade do movimento de redução da oferta”.

As exportações de frutas, no geral, subiram no mês passado, informou a Conab. O volume exportado chegou em dezembro com mais de 1 milhão de toneladas, cerca de 6% acima do ano anterior. 

Tomate, batata e cenoura

Segundo o Boletim Prohort, o preço do tomate caiu na maioria dos mercados em dezembro, enquanto o preço da batata e da cenoura subiu.

No caso do tomate, apesar da alta da demanda, o preço caiu diante da maior oferta do produto. Em Goiânia, o preço chegou a cair 20,7%. Em Fortaleza, a queda foi de 18,3%. A redução chegou ainda a 15,7% em Belo Horizonte e 13,68% no Rio de Janeiro. Foi registrada alta em Recife (2,5%) e São Paulo (1,7%).

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No caso da batata, o preço chegou a subir 14,22% em Belo Horizonte, 13,29% no Rio de Janeiro e 13,03% em Goiânia. Houve alta também em Brasília (9%), Vitória (7,8%) e Curitiba (7,3%). As únicas quedas foram registradas em Fortaleza (11,5%) e Recife (4,1%).

Em relação à cenoura, a alta chegou a 12,8% em São Paulo, 7,9% no Rio de Janeiro, 6,3% em Curitiba e 4,1% em Vitória. Por outro lado, o preço caiu em Goiânia (12,9%), Fortaleza (8,7%) e Recife (3,5%).

O Boletim Prohort acompanha mês a mês os preços de hortaliças e frutas nos centros de distribuição de nove capitais: São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Vitória, Curitiba, Goiânia, Brasília, Recife e Fortaleza.

Edição: Fernando Fraga

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Após polêmica com leite condensado, Portal da Transparência fica fora do ar

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Gastos com leite condensado geraram polêmica nesta terça-feira
Reprodução/redes sociais

Gastos com leite condensado geraram polêmica nesta terça-feira

Depois de polêmicas envolvendo os gastos do governo federal em 2020, incluindo os R$ 15 milhões em leite condensado , o Portal da Transparência ficou fora do ar. A plataforma é o meio pelo qual a administração presta contas dos gastos públicos.

O portal saiu do ar na noite de terça-feira (26) e permaneceu sem acesso até a manhã desta quarta-feira (27). Por volta das 8h30, como informa o Estadão, o acesso foi reestabelecido.

Nesta manhã, a Controladoria-Geral da União (CGU) esclareceu, em nota, que o Portal da Transparência ficou fora do ar nesta madrugada devido a um grande volume de acessos.

De acordo com a CGU, a área de tecnologia da informação identificou a instabilidade gerada por uma sobrecarga de acessos “fora do habitual”, e está apurando detalhes a fim de “identificar as causas exatas”.

Ainda na nota, o órgão diz que está realizando “esforços de forma prioritária” para reestabelecer por completo a conexão o mais rápido possível. A CGU ainda disse ter “compromisso com a transparência”.

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