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Ministro defende educação profissional voltada ao setor produtivo

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O ministro da Educação, Milton Ribeiro, disse hoje (24) que sua atuação à frente da pasta tem preocupação especial com a alfabetização de crianças nas escolas públicas e a educação profissionalizante, de forma a atender as necessidades e o perfil de profissionais desejados por produtores, empresários e industriais. Segundo ele, a pasta precisa “simplificar e desburocratizar” a educação profissional, para atingir esse objetivo.

“Os avanços no aumento da escolaridade média nas últimas décadas foram positivos, mas é preciso avançar mais na integração da educação com o mundo do trabalho. Tem de haver essa interface”, disse o ministro em videoconferência do Fórum de Educação Profissional do Estado de São Paulo. 

O ministro reconheceu que o meio acadêmico tem limitações, no sentido de “responder perguntas do treinamento profissional”. Em muitos casos, segundo o ministro da Educação, “escola e a academia” respondem apenas a “perguntas que a sociedade não está fazendo”.

Milton Ribeiro manifestou apoio a todas as medidas de desburocratização da educação profissional, de forma a facilitar a disponibilização de mão de obra mais qualificada para o setor produtivo brasileiro. “Quero fazer com que o nosso MEC, que por anos tem se tornado, para nossa tristeza, um verdadeiro cartório com carimbos e autorizações, possa, sem perder qualidade técnica e controle das questões legais, se tornar algo mais amigável nas autorizações e credenciamentos”, defendeu.

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“A disposição que a gente encontra nas indústrias e associações [no sentido] de poder ter essa interface com a escola é necessária porque são os senhores produtores, empresários e industriais que sabem qual é a necessidade e o perfil da mão de obra. Escola, professores e academia podem, quando muito, tentar, com essas informações, adaptar a questão da preparação do jovem para o mercado”, argumentou Milton Ribeiro ao defender a adaptação da educação profissional e tecnológica às “necessidades do setor produtivo”.

O ministro citou um relatório do Fórum Econômico Mundial sobre o futuro dos empregos, segundo o qual 75 milhões de empregos serão perdidos para automação até 2022, apenas no universo das grandes empresas. “Estima também que outras 133 milhões de novas ocupações surgirão da nova divisão do trabalho entre seres humanos, máquinas e algoritmos, com destaque para funções baseadas nas tecnologias digitais”, acrescentou.

O ministro alertou que o Brasil terá de qualificar 10,5 milhões de trabalhadores em diversas ocupações até 2023.

Edição: Fernando Fraga

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Maratona Enem faz aulão de revisão ao vivo para segundo dia de provas

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Milhões de estudantes de todo o país fazem neste domingo (24) a segunda prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Os candidatos poderão fazer uma revisão do conteúdo de ciências da natureza e suas tecnologias e de matemática e suas tecnologias neste sábado (23) no Maratona Enem, ao vivo, das 14h às 18h, pela TV Brasil.

Neste terceiro programa Maratona Enem, os candidatos poderão revisar o conteúdo da segunda prova do exame em aula com tradução simultânea em libras. As aulas serão transmitidas em sinal aberto e fechado de televisão e por streaming no site e nas redes sociais da TV Brasil (YouTube, Facebook e Twitter). Além disso, a Agência Brasil faz a transmissão web ao vivo.

As transmissões contam com um QR Code que direciona os alunos para o repositório online de materiais de apoio relacionados às aulas. Esses conteúdos – resumo teórico do tema e resolução de questões – podem ser baixados pelos estudantes. O programa é uma iniciativa do Ministério das Comunicações com a Secretaria de Educação do governo do Distrito Federal. 

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Ao todo, cerca de 5,8 milhões de estudantes estão inscritos no exame. Além da versão impressa, nos dias 17 e 24 de janeiro, o Enem 2020 terá uma versão digital, realizada de forma piloto para 96 mil candidatos, nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro. Estudantes que não puderam fazer as provas por estarem com covid-19 ou outra doença infectocontagiosa prevista no edital, poderão pedir a reaplicação da prova, nos dias 23 e 24 de fevereiro.

A TV Brasil transmite o terceiro aulão nos seguintes canais:

Site da TV Brasil  

Facebook TV Brasil

Twitter TV Brasil 

Caiu no Enem

Além do Maratona Enem, a TV Brasil também faz a correção das provas com o especial Caiu no Enem, logo após o horário do exame amanhã, ao vivo, das 19h30 às 21h. O programa traz flashes com a cobertura da avaliação, povo-fala com os candidatos e trechos da coletiva do Ministério da Educação.

Veja a íntegra da edição anterior do Maratona Enem:

 

Veja as edições anteriores da Maratona Enem aqui e a aqui.

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Edição: Aline Leal

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O que é preciso saber para o segundo dia do Enem

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Amanhã (24), estudantes de todo o país fazem a segunda prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020. Eles terão cinco horas para resolver questões de matemática e de ciências da natureza. Encerrada a aplicação do Enem impresso, o gabarito das provas objetivas deverá ser divulgado até dia 27 e, as notas finais, no dia 29 de março. 

Ouça como pedir a reaplicação do Enem na Radioagência Nacional

Infográfico - O que leva e o que não levar para a prova do EnemInfográfico - O que leva e o que não levar para a prova do Enem

Infográfico – O que leva e o que não levar para a prova do Enem – Arte/EBC

Algumas dicas podem ajudar os estudantes nesse segundo dia de aplicação. A primeira delas é conhecer as regras do exame e estar atento ao que pode e ao que não pode levar no dia da prova. Por conta da pandemia do novo coronavírus, o Enem terá regras especiais de biossegurança. Este ano, além do documento oficial de identificação com foto e da caneta esferográfica de tinta preta, fabricada em material transparente, itens obrigatórios também nos exames anteriores, a máscara de proteção facial passa a integrar essa lista.

É recomendado que os participantes levem máscaras extras para trocar durante a prova. Haverá nos locais de prova álcool em gel para que os estudantes higienizam as mãos, mas é permitido que os participantes levem seu próprio produto caso desejem.

Os participantes podem levar também a própria água e/ou bebidas não alcoólicas e lanche. Além disso, caso necessitem comprovar que participaram do exame, os estudantes podem, na Página do Participante, imprimir a Declaração de Comparecimento para cada dia de prova, informando o CPF e a senha.

A declaração deve ser apresentada ao aplicador na porta da sala em cada um dos dias. Ela serve, por exemplo, para justificar a falta ao trabalho. 

É importante lembrar que participantes que estiverem com sintomas de covid-19 ou de outra doença infectocontagiosa não devem comparecer ao exame, mesmo que tenham participado do primeiro dia de aplicação. A medida é necessária para que o vírus não se espalhe e mais pessoas sejam contaminadas.

Nesses casos, os candidatos poderão fazer a prova na data da reaplicação, nos dias 23 e 24 de fevereiro. Para isso, poderão fazer o pedido pela Página do Participante até as 12h de hoje (23) ou a partir de segunda-feira (25). 

Na reta final para a prova, professores entrevistados pela Agência Brasil, recomendam, entre outras coisas, que os estudantes descansem, que durmam e se alimentem bem. Na hora da prova, uma dica é conhecer as regras de correção da prova, que utiliza a chamada teoria de resposta ao item (TRI). As questões mais fáceis devem ser respondidas antes. 

Esta edição do Enem traz algumas novidades relacionadas à acessibilidade. Leitor de tela, redação em braile e correção especial das provas de participantes autistas e surdocegos são algumas delas. As medidas somam-se a outras que vêm sendo adotadas pelo exame ao longo do anos, como videoprova em Língua brasileira de Sinais (Libras) e provas com textos e imagens ampliados.

Enem 2020 

O Enem 2020 terá uma versão impressa, que começou a ser aplicada no último domingo (17) e segue amanhã, e uma digital, realizada de forma piloto para 96 mil candidatos, nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro

No primeiro dia de aplicação, o exame teve uma abstenção recorde de 51,5%. Do total de 5.523.029 inscritos para a versão impressa do Enem, 2.842.332 faltaram às provas. 

O exame foi suspenso no estado do Amazonas, onde 160.548 estudantes estão inscritos para as provas; em Rolim de Moura (RO), onde há 2.863 inscritos; e, em Espigão D’Oeste (RO), com 969, devido aos impactos da pandemia nessas localidades. Esses estudantes poderão fazer as provas também na reaplicação, nos dias 23 e 24 de fevereiro. Segundo o Ministério da Educação, foram cerca de 20 ações judiciais em todo o país contrárias à realização do exame. 

Edição: Bruna Saniele

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