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Câmara cria comissão para acompanhar investigação do assassinato de João Alberto

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Luis Macedo / Câmara dos Deputados
Deputado Damião Feliciano discursa em evento
Para Damião Feliciano, este caso não pode passar despercebido pela sociedade e pelas autoridades

A Câmara dos Deputados criou uma comissão externa para acompanhar a investigação da morte do consumidor João Alberto Silveira Freitas, espancado até a morte por seguranças em uma loja do supermercado Carrefour, em Porto Alegre. A comissão é coordenada pelo deputado Damião Feliciano (PDT-PB), que propôs a sua criação no último dia 20, um dia depois do assassinato.

Integram a comissão, além de Feliciano: Benedita da Silva (PT-RJ), Bira do Pindaré (PSB-MA), Silvia Cristina (PDT-RO), Áurea Carolina (Psol-MG) e Orlando Silva (PCdoB-SP).

“A violência contra pessoas negras, a repetição de casos brutais como o de João Alberto, não podem passar despercebidos pela sociedade, pelas autoridades e pelos políticos brasileiros. Convém mencionar que a tortura e a morte de pessoas negras revelam o racismo estrutural existente no Brasil, que tornou a execução de negros por agentes públicos e privados um mero acontecimento cotidiano”, disse o deputado.

Segundo o deputado, o estado permanente de vulnerabilização dos negros no país possui estreita relação com a ineficácia das políticas públicas de segurança, com os índices irrisórios de elucidação e punição dos crimes, bem como o baixo investimento em policiamento menos violento e mais preventivo.

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“Não é a primeira vez que uma pessoa negra é morta ou torturada por seguranças de um supermercado. No dia 14 de fevereiro de 2019, Pedro Henrique de Oliveira Gonzaga, 19 anos, foi morto por um segurança do supermercado Extra, do Grupo Pão de Açúcar, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Em julho do mesmo ano, um jovem negro de 17 anos, catador de materiais recicláveis, foi despido, amordaçado e chicoteado por dois seguranças, após tentar um furto de barras de chocolate de uma unidade do supermercado Ricoy na periferia de São Paulo”, disse Feliciano, no requerimento em que pede a criação da comissão.

Citando dados do Atlas da Violência 2020, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o deputado afirma que, entre 2008 e 2018, o número de homicídios de pessoas negras no Brasil cresceu 11,5%, e o de pessoas não negras caiu 12,9%.

Da Redação/WS

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Doria acompanha vacinação de quilombolas em cidade que Bolsonaro viveu

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Agência Brasil

Governador João Doria acompanhou vacinação de quilombolas em Eldorado, cidade em que Bolsonaro viveu no Vale do Ribeira
Divulgação/Governo do Estado de São Paulo

Governador João Doria acompanhou vacinação de quilombolas em Eldorado, cidade em que Bolsonaro viveu no Vale do Ribeira

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB) acompanhou moradores do Quilombo Ivaporunduva, no município de Eldorado, na região do Vale do Ribeira, interior paulista, que foram vacinados contra a Covid-19 neste sábado (23). Foi a primeira comunidade quilombola a ser vacinada no estado, justamente na cidade em que viveu o presidente Jair Bolsonaro dos 11 aos 18 anos. Uma parte de sua família ainda mora em Eldorado.

A primeira moradora a receber a dose da Coronavac foi Benedita Ferreira da Silva, de 77 anos: “Nós queremos saúde. Já estamos cansados desse combate da doença. Sinto saudade de quando podia estar na igreja, rezando, ir na casa dos amigos. Agora é mais difícil, tem que usar máscara e álcool”, disse ela, que mora com dois filhos e três netos.

Benedito Alves da Silva, 65, que integra a coordenação da associação da comunidade, foi vacinado na sequência. “É muito importante essa vacina, não só para o Quilombo de Ivaparunduva, mas para todas as comunidades quilombolas do nosso estado. É uma doença devastadora. Então, é muito importante que essa vacina venha para a gente poder retomar o nosso trabalho, a nossa roça, a nossa conversa no final da tarde.”

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À região do Vale do Ribeira, foram enviadas 2,7 mil doses para o início da campanha. Segundo o governo paulista, 300 foram vacinados neste sábado com a presença de Doria em Eldorado.

Os serviços de saúde municipais da região serão responsáveis pelas estratégias de vacinação para alcançar mais de mil famílias de comunidades quilombolas localizadas nos municípios de Iporanga, Cananéia, Itaoca, Barra do Turvo, Miracatu, Iguape, Eldorado, Jacupiranga e Registro.

“Em Eldorado, iniciamos a vacinação nas comunidades Quilombolas de SP no Quilombo Ivaporunduva. Vacinamos 300 Quilombolas que vivem em extrema vulnerabilidade”, escreveu em suas redes sociais o governador.

Os quilombolas foram incluídos entre os grupos prioritários da primeira fase do Plano Estadual de Imunização (PEI). Neste primeiro momento, também receberão as doses da vacina profissionais de saúde, idosos com mais de 60 anos e pessoas com deficiência com mais de 18 anos vivendo em instituições de longa permanência e indígenas aldeados.

“Esses são os primeiros quilombolas vacinados no Brasil . Isso é muito importante, porque é uma representação significativa. O Plano Nacional de Imunização, o PNI, destruiu os quilombolas. Não vou aqui discutir, nem entrar no mérito e nem fazer críticas, apenas dizer que em São Paulo estamos vacinando”, provocou Doria, em mais um capítulo de sua guerra particular com Bolsonaro .

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Governo reconhece oferta da Pfizer por vacinas, mas vê acordo “frustrante”

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Governo reconhece oferta da Pfizer por vacinas, mas diz que acordo seria
Reprodução/Twitter

Governo reconhece oferta da Pfizer por vacinas, mas diz que acordo seria “frustrante” para todos os brasileiros

O governo divulgou nota neste sábado (23), por meio do Ministério da Saúde e do Palácio do Planalto, reconhecendo que recusou tentativas iniciais da Pfizer de avançar nas negociações na compra de vacinas para a população brasileira. Segundo a pasta, um acordo com a fabricante norte-americana “causaria frustração em todos os brasileiros”, então a solução do governo foi não comprar as doses das vacinas que imunizariam mais uma parcela dos integrantes do grupo prioritário do plano nacional de vacinação.

O motivo da recusa brasileira à Pfizer seria a baixa quantidade de vacinas que a fabricante conseguiria entregar ao Brasil no primeiro trimestre, dois milhões de doses, “número considerado insuficiente pelo Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde.

As duas milhões de doses que seriam importadas das vacinas produzidas em parceria entre a Pfizer e a BioNTech, no entanto, representariam exatamente a mesma quantidade que foi importada pela Fiocruz da vacina de Oxford/AztraZeneca e chegou ao Brasil na última sexta-feira (22) com direito a muita celebração do governo brasileiro .

Ainda assim, o Ministério da Saúde diz que as doses da Pfizer “seriam mais uma conquista de marketing, branding e growth para a produtora de vacina, como já vem acontecendo em outros países”.

“Já para o Brasil, causaria frustração em todos os brasileiros, pois teríamos, com poucas doses, que escolher, num país continental com mais de 212 milhões de habitantes, quem seriam os eleitos a receberem a vacina”, informa a nota divulgada pelo MS e pelo Palácio do Planalto.

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O posicionamento do governo se dá após a CNN Brasil divulgar carta encaminhada pelo CEO mundial da Pfizer , Albert Bourla, ao presidente Jair Bolsonaro e alguns ministros em 12 de setembro .

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O documento encaminhado pelo CEO da Pfizer cobrava rapidez do governo brasileiro para fechar o acordo para compra de vacinas diante da alta demanda mundial pelo imunizante. “Quero fazer todos os esforços possíveis para garantir que doses de nossa futura vacina sejam reservadas para a população brasileira, porém celeridade é crucial devido à alta demanda de outros países e ao número limitado de doses em 2020”, dizia a carta de Albert Bourla , segundo a CNN Brasil.

O governo reconhece que recebeu a carta e fez reuniões com a Pfizer, mas diz que “cláusulas leoninas e abusivas que foram estabelecidas pelo laboratório criam uma barreira de negociação e compra”.

Entre os termos, estão que o Brasil fizesse um fundo garantidor em conta no exterior e que assinasse um termo que isentasse a fabricante de responsabilidade por eventuais efeitos da vacina, de onde surgiu a fala de Bolsonaro sobre pessoas virarem jacarés depois de receberem as doses .

Em nota, o governo fala sobre os motivos que o levaram a não assinar o acordo pelas duas milhões de doses da Pfizer no primeiro trimestre, mas não cita que o total negociado junto à empresa era de 70 milhões de doses . Segundo o comunicado, “representantes da Pfizer tentam desconstruir um trabalho de imunização que já está acontecendo em todo o país, criando situações constrangedoras para o governo brasileiro, que não aceitarão [sic] imposições de mercado”.

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O governo diz que “em nenhum momento fechou as portas para a Pfizer”, mas aguarda “posicionamento diferente do laboratório”. Por outro lado, a nota cita as dificuldades de importar as vacinas da Pfizer, que também teriam impacto no momento de decidir ou não comprar os imunizantes.

“Merece destaque o fato de que, além dos aspectos já citados, é a única vacina que precisa ser armazenada e transportada entre -70ºC e -80ºC , prevendo um intervalo de três semanas entre primeira e segunda doses. Além disso, o laboratório não disponibiliza o diluente para cada dose – que ficaria a cargo do comprador”, diz a nota do governo.

A Pfizer indica que só deverá usar pedir autorização para uso emergencial no Brasil em caso de acordo com o governo, o que não parece se aproximar. Até o momento, o país tem, segundo o Executivo, contratos já obtidos de compra de 354 milhões de doses de vacinas . Porém, ignora o fato de que boa parte depende da liberação de insumos da China para que o Brasil possa produzir as doses.

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