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Obesidade pode agravar câncer de mama, diz estudo

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Estudo feito por pesquisadores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) identificou que pessoas obesas têm uma quantidade de vesículas eliminadas pelas células de gordura que, ao circularem na corrente sanguínea, podem levar a um processo inflamatório mais exacerbado ou ao agravamento de câncer de mama., caso a pessoa tenha câncer. O grupo de pesquisadores é associado ao Programa de Oncobiologia, projeto que reúne diversas instituições dedicadas ao ensino, à pesquisa e extensão em biologia do câncer e que conta com o financiamento da Fundação do Câncer. O estudo foi publicado na revista internacional Endocrine-Related Cancer.

O epidemiologista e consultor médico da Fundação do Câncer, Alfredcaff,o S esclareceu à Agência Brasil que serão necessários novos estudos para se afirmar com certeza que as pessoas obesas têm maior risco de desenvolver células mais agressivas e invasivas de câncer de mama do que as não obesas. Esse estudo inicial é importante, por outro lado, porque abre “um mundo de possibilidades, tanto de testes diagnósticos, quanto de técnicas terapêuticas”. Esse é o próximo passo da pesquisa.

Fatores

Na avaliação de Alfredo Scaff, o estudo em questão é bastante aprofundado sobre a genética e a biologia do câncer e nele os pesquisadores estão identificando os fatores que podem agravar a doença. “Pessoas que têm fatores associados podem ter um câncer mais grave do que pessoas que não têm esses fatores”, disse Scaff. Completou que, potencialmente, esses fatores são áreas que poderão servir de base para a produção de medicamentos ou formas de terapia que possam ser levados para a população como um todo, em uma etapa posterior, criando metodologias de tratamento que minimizem o quadro,  levando ao controle ou até mesmo à cura do câncer. “Há muita coisa ainda a ser pesquisada para a gente chegar a conclusões mais significativas sobre esse estudo”, disse o consultor da Fundação do Câncer.

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Scaff afirmou que a obesidade é um fator de comorbidade e agravamento de uma quantidade grande de doenças. “A obesidade é descrita como um fator de agravamento para um número grande de doenças, principalmente as cronicodegenerativas”. O grupo, liderado pela professora Christina Barja-Fidalgo, descobriu que as vesículas extracelulares (Evs), liberadas pelas células do tecido adiposo de pessoas obesas, têm potencial inflamatório bastante grande. “Esse potencial inflamatório, para uma pessoa que tem câncer ou apresenta propensão a desenvolver a doença, é que leva ao câncer ser mais grave do que em uma pessoa que não é obesa”, disse o epidemiologista.

Ele considerou que se for descoberto medicamento que bloqueie essas vesículas extracelulares na corrente sanguínea, ou se a pessoa consegue emagrecer, reduzindo a circulação no sangue dessas vesículas, o câncer pode ser menos grave ou menos agressivo. Os estudos que serão efetuados a partir de agora levarão ao desenvolvimento de provas ou novas evidências que demonstrem isso.

Pandemia

A obesidade é considerada a pandemia do século 21 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), constituindo-se um problema global de saúde pública, com taxas crescentes e associadas ao aumento do risco de câncer de mama. Mais de 55% da população brasileira encontram-se acima do peso, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), o excesso de gordura pode causar até 16 tipos de tumores.

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O grupo de pesquisadores liderado pela professora Christina Barja-Fidalgo pretende investigar, a partir de agora, os conteúdos e as características das vesículas extracelulares eliminadas pelas células de gordura. O objetivo é descobrir as principais moléculas que podem estar associadas ao agravamento dos tumores de mama e como conter essa ação.

Edição: Graça Adjuto

Fonte: EBC Saúde

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Alemanha pode restringir festas de Natal e Ano Novo para até 10 pessoas

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Árvore de Natal
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Comemorações de fim de ano podem ter restrições na Alemanha

Diante do aumento de casos da Covid-19 em vários países na Europa, os 16 estados federais da Alemanha pediram, nesta terça-feira (24), que o governo limite o público permitido nas festas de fim de ano. A proposta, segundo a agência France Presse, é de no máximo 10 pessoas reunidas para o Natal e Ano Novo.

A proposta ainda destaca que as restrições entrariam em vigor no dia 23 de dezembro, até o dia 1º de janeiro com fiscalização para garantir o cumprimento das regras. Crianças menores de 14 anos não seriam contadas.

O governo federal ainda não apresentou uma posição sobre o assunto, que deve ser debatido na quarta-feira (25). O país, porém, já determinou o fechamento de bares, restaurantes, cinemas e locais de entretenimento. O objetivo é frear os mas de 142 mil casos da Covid-19 no país.

Fonte: IG SAÚDE

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Vacina russa contra Covid-19 custará menos de R$ 55, diz Fundo Russo

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Vacina russa Sputnik V apresenta eficiência acima de 95%, 21 dias após 2ª dose, diz RFPI
Foto: Reprodução

Vacina russa Sputnik V apresenta eficiência acima de 95%, 21 dias após 2ª dose, diz RFPI

O Fundo de Investimento Direto Russo (RDIF) informou, nesta terça-feira (24), o valor estimado para a  vacina russa contra a Covid-19, desenvolvida pela Rússia. “O preço de uma dose da Sputnik V no mercado internacional será inferior a US$ 10 (o equivalente a R$ 54,00 na cotação de hoje)”, disse Kirill Dmitriev, chefe do RDIF, em uma transmissão ao vivo organizada para divulgar os resultados.

Como no caso do imunizante serão necessárias duas doses, o valor total da vacinação seria menor do que US$ 20. “Podemos dizer que a eficácia de nossa vacina é muito alta”, acrescentou ele, em referência à terceira fase de testes.

Segundo Kirill Dmitriev, esse preço é “mais de duas vezes inferior aos de outras vacinas com eficácia superior a 90% registrada durante a fase 3 de testes clínicos”.

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Ao falar sobre o armazenamento da vacina, o chefe do RDIF disse que o imunizante deverá ser produzido no modo seco, e por isso poderá ser armazenada e administrada a temperaturas acima de zero. “Nós conseguimos consolidar o modelo de produção de vacina seca, o que permite sua distribuição e aplicação em temperaturas entre 2 graus e 8 graus Celsius”, comentou Dmitriev.

“Por isso, a Sputnik V será uma das vacinas mais acessíveis também sob o ponto de vista da distribuição e logística, o que é um fator muito importante para nossos colegas na América Latina, Ásia, Oriente Médio e África”, lembrou Dmitriev.

O chefe do RDIF acrescentou que a Rússia está pronta para produzir até 500 milhões de doses e começar a imunizar pessoas de diversos países do mundo em 2021, incluindo o Brasil.

Fonte: IG SAÚDE

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