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Guedes chama privatização do SUS de “insanidade” e diz que sequer foi cogitada

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Paulo Guedes chamou privatização do SUS de “insanidade” e garantiu que medida sequer foi cogitada

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quinta-feira (29) que a privatização do Sistema Único de Saúde (SUS), ventilada após ele e o presidente Jair Bolsonaro assinarem decreto que incluía as Unidades Básicas de Saúde (UBS) em projeto de concessões e privatizações do governo federal , nunca esteve em análise e seria uma insanidade.

Para Guedes , houve uma interpretação equivocada do decreto, que foi  revogado por Bolsonaro na tarde desta quarta após forte reação contrária no Congresso, nas redes sociais e entre especialistas e secretários de Saúde. O presidente já falou, inclusive, em reeditar o decreto, que seria melhor explicado pelo governo.

O decreto publicado nesta terça, que repercutiu e foi revogado na quarta, permitia estudos para parcerias público-privadas para construção e administração de UBS, a ‘porta de entrada’ do SUS. Essas concessões, que não foram explicadas pelo governo, foram encaradas como a abertura de porta para uma privatização do SUS .

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Guedes, porém, garante que isso sequer foi cogitado e lembra que a pandemia escancarou a importância do sistema público de saúde para o Brasil. “O SUS mostrou a decisiva importância de se ter um sistema descentralizado de atendimento de saúde. E isso ficou claro durante a crise. Seria um contrassenso falar em privatizar o SUS . Eu garanto que jamais esteve sobre análise a privatização do SUS. Isso seria uma insanidade”, afirmou o ministro.

Por outro lado, ele defendeu a ideia de trabalhar em parceria com a iniciativa privada para retomar obras paralisadas por falta de verba, ativando cerca de 4 mil UBSs que hoje não atendem ninguém. O decreto, segundo Guedes, liberaria estudos para que o setor privado pudesse assumir essas obras e comprar equipamentos e então o governo pagaria as consultas por meio de um voucher.

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Confiança cresce em 22 de 30 setores industriais em novembro, diz CNI

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Levantamento divulgado hoje (25) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta crescimento do otimismo em 22 de 30 setores industriais no mês de novembro. Entre os mais confiantes estão os setores de produtos de borracha, com 68,2 pointos em uma escala de zero a 100; produtos de madeira (66,2); metalurgia (66); couros e artefatos de couro (65,7); e máquinas e equipamentos (65,6).

Já os que se mostraram menos confiantes foram os de obras de infraestrutura (54 pontos); produtos farmoquímicos e farmacêuticos (54,5); móveis (57,5); impressão e reprodução de gravações (57,8); e produtos alimentícios (59,3).

Os números compõem o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI). Valores acima de 50 pontos indicam confiança do empresário.

Segundo a CNI, “as maiores altas ocorreram em biocombustíveis, que cresceu 10,1 pontos frente a outubro, couro e artefatos de couro, com elevação de 8,3 pontos no período, e equipamentos de informática, eletrônicos e ópticos, com alta de 4,4 pontos.”

Já as maiores quedas ocorreram nos setores de móveis, que apresentou retração de 5,3 pontos, e de farmoquímicos e farmacêuticos, que reduziu em 4,4 pontos.

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De acordo com o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, os resultados mostram que os empresários estão confiantes e “tendem a aumentar a produção, as contratações e os investimentos”.

O ICEI ouviu 2.307 empresas entre 3 e 12 de novembro. Dessas, 885 são pequenas, 839 médias e 583 grandes.

Edição: Valéria Aguiar

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Contas externas têm saldo positivo de US$ 1,47 bilhão

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As contas externas registraram saldo positivo em outubro pelo terceiro mês seguido, informou hoje (25), em Brasília, o Banco Central (BC). O superávit em transações correntes, que são as compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do Brasil com outros países, chegou a US$ 1,473 bilhão, o primeiro saldo positivo no mês desde 2006 (US$ 1,494 bilhão).

Em outubro de 2019, houve déficit em transações correntes de US$ 8,052 bilhões.

Neste ano, as contas externas tiveram saldo positivo mensal em seis meses: abril, maio, junho, agosto, setembro e outubro.

De janeiro a outubro, as transações correntes tiveram déficit de US$ 7,588 bilhões contra o saldo negativo de US$ 42,938 bilhões em igual período de 2019.

Em 12 meses encerrados em outubro, o déficit chegou a US$ 15,3 bilhões (1,04% do Produto Interno Bruto – PIB -, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país), ante US$ 24,9 bilhões (1,64% do PIB) até setembro deste ano.

Balança comercial

Em outubro, as exportações de bens somaram US$ 17,958 bilhões e as importações, US$ 13,144 bilhões, resultando no superávit comercial de US$ 4,814 bilhões, contra US$ 1,803 bilhão no mesmo mês do ano passado. 

De janeiro a outubro, o superávit comercial chegou a US$ 41,540 bilhões, ante US$ 32,496 bilhões do mesmo período de 2019.

Serviços

O déficit na conta de serviços (viagens internacionais, transporte e aluguel de equipamentos, entre outros) atingiu US$ 1,637 bilhão em outubro, ante US$ 3,653 bilhões em igual período de 2019. 

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Nos dez meses do ano, o saldo negativo chegou a US$ 17,045 bilhões, resultado menor que o registrado de janeiro a outubro de 2019, de US$ 29,246 bilhões.

Viagens internacionais

O resultado das viagens internacionais – que fazem parte da conta de serviços – ficou negativo em US$ 103 milhões, contra US$ 1,044 bilhão em outubro de 2019.

O saldo de viagens internacionais é formado pelas receitas de estrangeiros no Brasil, no valor de US$ 181 milhões, e os gastos de brasileiros no exterior, de US$ 284 milhões. De janeiro a outubro, as despesas superaram as receitas em US$ 2,132 bilhões, contra o saldo também negativo de US$ 9,845 bilhões em igual período de 2019.

As viagens internacionais têm sido afetadas pelas restrições de entrada e saída em vários países e pelas medidas de isolamento social, necessárias para o enfrentamento da pandemia da covid-19, e pela alta do dólar.

Rendas

Em outubro, o déficit em renda primária (lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários) chegou a US$ 1,859 bilhão contra US$ 6,331 bilhões no mesmo período de 2019. De janeiro a outubro, o saldo negativo ficou em US$ 34,096 bilhões, ante US$ 47,295 bilhões em igual período do ano passado.

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A conta de renda secundária (gerada em uma economia e distribuída para outra, como doações e remessas de dólares, sem contrapartida de serviços ou bens) teve resultado positivo de US$ 154 milhões contra US$ 129 milhões em outubro de 2019. Nos dez primeiros meses do ano, o resultado positivo chegou a US$ 2,013 bilhões ante US$ 1,106 bilhão em igual período de 2019.

Investimentos

Os ingressos líquidos em investimentos diretos no país (IDP) somaram US$ 1,793 bilhão no mês passado, ante US$ 8,221 bilhões em outubro de 2019.

De janeiro a outubro, o IDP chegou a US$ 31,914 bilhões, ante US$ 57,615 bilhões nos dez meses de 2019. Nos 12 meses encerrados em outubro de 2020, o IDP totalizou US$ 43,5 bilhões, correspondendo a 2,94% do PIB, em comparação a US$ 49,9 bilhões (3,29% do PIB) acumulados em 12 meses no mês anterior.

Em outubro, os investimentos em carteira no mercado doméstico totalizaram ingressos líquidos (descontadas as saídas) de US$ 5,471 bilhões, dos quais US$ 2,671 bilhões em títulos de dívida e US$ 2,799 bilhões em ações e fundos de investimento.

Nos dez meses de 2020, houve saídas líquidas de US$ 21,603 bilhões contra o resultado também negativo de US$ 872 milhões, em período similar do ano passado.

Edição: Kleber Sampaio

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