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Bolsonaro diz que pode reeditar decreto sobre o SUS e só revogou por reação

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Marcos Corrêa/PR

Bolsonaro diz que pode reeditar decreto que abriu caminho para privatizar o SUS

O presidente Jair Bolsonaro afirmou a apoiadores na noite desta quarta-feira (28), poucas horas após  recuar e revogar o decreto que abriu caminho para privatização do Sistema Único de Saúde (SUS) , que pode reeditar o decreto caso haja um entendimento melhor sobre o que o governo estuda fazer com as Unidades Básicas de Saúde (UBS), que haviam sido incluídas no projeto de concessões e privatizações do Executivo.

Bolsonaro reclamou das críticas ao decreto, garantiu que “não existe privatização do SUS ” e revelou que só decidiu por revogar a permissão para estudar a inclusão das unidades básicas de saúde no projeto de concessões porque “estava virando um monstro”, referindo-se à grande reação negativa ao plano do governo.

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“O pessoal falou que era privatizar, eu revoguei o decreto. Deixa. Quando tiver o entendimento do que a gente de verdade quer fazer talvez eu reedite o decreto. Enquanto isso vamos ter mais de 4 mil unidades abandonadas jogadas no lixo sem atender uma pessoa sequer”, afirmou o presidente.

Editado na terça e assinado por Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes , o decreto repercutiu na quarta e teve grande rejeição, tanto nas redes sociais quanto no Congresso e entre especialistas e secretários de Saúde.

Apesar de ainda defender a medida, o presidente preferiu revogar o decreto por conta das reações, mas horas depois ele admitiu que pode reeditar o texto, que seria melhor explicado pelo governo.

Bolsonaro saiu em defesa da medida conversando com os apoiadores. Segundo ele, o decreto permitiria concluir 4 mil UBSs que hoje tem obras paradas e sofrem seu recursos para comprar equipamentos e contratar pessoal.

“Não existe privatização do SUS. Fizemos o ano passado no tocante a creches. As UBSs e UPAs são mais de 4 mil que estão inacabadas. E não tem dinheiro. Em vez de deixar deteriorar, gostaríamos de oferecer à iniciativa privada. Qualquer atendimento ali feito pela iniciativa privada seria ressarcido pela União”, garantiu.

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LATAM oferece condições especiais para acúmulo de pontos na Black Friday

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Calebe Murilo

LATAM oferece condições especiais para acúmulo de pontos na Black Friday

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Guedes classifica de exemplar parceria com Congresso em 2020

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, classificou de “exemplar” a parceria com o Congresso Nacional em 2020. Ao comentar a aprovação da nova Lei de Falências pelo Senado, ele negou que o governo não tenha um plano para sair da crise econômica.

Guedes citou o desempenho da bolsa de valores, que voltou aos melhores níveis desde fevereiro, para justificar que as medidas tomadas pelo governo para enfrentar a crise estão dando resultado. Também destacou a manutenção da nota de risco do Brasil pela Agência Fitch, anunciada na semana passada, e os elogios recentes do Fundo Monetário Internacional (FMI) às medidas adotadas pelo Brasil durante a pandemia.

“Aí o ministro está fazendo um trabalho, a economia voltou em ‘V’ [forte queda seguida de forte retomada], a arrecadação está subindo, a economia está retomando o crescimento, já estava começando a crescer, foi atingida pela doença. Aí todo mundo estava achando que ia ser a pior coisa do mundo, a economia começa a voltar. A tragédia está aí, nos machucou, atingiu nossas famílias, é péssimo. Agora, o que adianta ficar jogando pedra?”, comentou o ministro.

Parceria

Em relação à parceria com o Congresso, Guedes citou, além da Lei de Falências, a aprovação de medidas para enfrentar a pandemia de covid-19. Ele destacou a aprovação do auxílio emergencial, de mais recursos para a saúde durante a pandemia do novo coronavírus e do pacote de ajuda aos estados e aos municípios, em troca do congelamento de salários no funcionalismo até o fim do ano que vem.

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Ele disse ter conversado recentemente com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, com o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), com a senadora Kátia Abreu (DEM-TO) e com “senadores da oposição” para provar que tem “interlocução total” com o Congresso.

Avanços

O ministro citou a reforma da Previdência e a aprovação de novos marcos legais, como o do saneamento e do gás, como provas de que a agenda econômica está avançando. No entanto, também mencionou propostas paradas, como o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (que precisa ser ratificado pelos parlamentos de todos os países), o pacto federativo e a reforma administrativa, como exemplo de que o Executivo está fazendo sua parte.

“Não peço elogios. Mas vocês deviam estar observando os fatos empíricos. Não se falou tanto em ciência, em fatos? Olhem os fatos, olhem o que foi feito antes. Nós entramos, fizemos a reforma da Previdência imediatamente, derrubamos os juros, economizamos agora mais R$ 300 bilhões com a reforma administrativa e mais de R$ 150 bilhões quando combinamos que não vai haver aumento de salários para o funcionalismo no meio da pandemia. Estamos fazendo coisas importantes”, afirmou o ministro.

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Bolsa de valores

O ministro destacou a recuperação da bolsa para rebater críticas de que a equipe econômica está sem credibilidade. “A Bolsa sobe todo dia e o ministro está sem credibilidade? Eu sempre aprendi que é o contrário. A economia está acelerada, a geração de empregos está acelerada, a Bolsa sobe todo dia”, declarou.

Guedes acrescentou que a velocidade de implementação do plano da equipe econômica depende de timing político. Ele disse que o governo, no início, não tinha articulação política, mas está evoluindo. Afirmando haver “falsas narrativas”, o ministro disse haver uma “crise de desrespeito” no Brasil.

“Uma pessoa que eu nem sei quem é diz que eu estou desacreditado. O mercado faz novas altas todos os dias, mostrando que há confiança na política econômica brasileira. O dólar descendo, a bolsa subindo, a economia voltando em ‘V’, os investimentos entrando”, comentou.

Guedes deu entrevista nesta quarta-feira (25) na portaria do Ministério da Economia após a aprovação do texto final da Lei de Falências. Ele estava acompanhado do secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, e do senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

Edição: Fábio Massalli

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