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SP:acordo da ANTT permite investimento de R$ 6 bi em malha ferroviária

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O governo de São Paulo anunciou hoje (19) investimentos de R$ 6 bilhões para reestruturação da malha ferroviária do estado. No entanto, em maio deste ano, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a empresa Rumo Logística haviam assinado a renovação antecipada da concessão ferroviária da Malha Paulista e o acordo previa a liberação do valor de R$ 6 bilhões em obras, trilhos, vagões e locomotivas, a serem investidos nos primeiros cinco anos de contrato.

O empreendimento irá atender 72 municípios paulistas. Entre as obras previstas estão as de recuperação de dois ramais que estavam desativados: Colômbia-Pradópolis (185,6 quilômetros) e Panorama-Bauru (369,1 quilômetros), que cortam o estado em direção ao Porto de Santos.

Concessão

O contrato original com a empresa Rumo, que venceria em 2028, foi renovado por mais 30 anos, pela ANTT mediante uma série de contrapartidas. A Malha Paulista é responsável pelo transporte de soja, farelo de soja, milho, açúcar, combustíveis, fertilizantes, celulose, minérios e contêineres.

Empregos

Com a reestruturação da malha ferroviária – que engloba duplicações, reativações de trechos inativos, ampliação de pátios e obras de modernização, o estado deverá ampliar sua capacidade de transportar 35 milhões de toneladas de mercadorias por ano para 75 milhões por ano.

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O governo paulista prevê a geração de 134 mil empregos diretos e indiretos com os investimentos na malha ferroviária do estado.

*matéria atualizada para correção de informação. Ao contrário do informado, o investimento de R$ 6 bilhões foi anunciado pelo Ministério da Infraestrutura em maio deste ano e não nesta segunda-feira pelo governo de São Paulo

Edição: Nádia Franco

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CMN libera recursos para cafezais afetados por seca e por granizo

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Produtores de café afetados pela seca e por chuvas de granizo em 2020 terão mais recursos à disposição para financiarem a recuperação das lavouras. O Conselho Monetário Nacional (CMN) liberou R$ 150 milhões em linhas de crédito do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para a recuperação de cafezais danificados.

Os recursos vieram do remanejamento de diversas linhas do Funcafé. Com a decisão, o orçamento da linha saltou de R$ 10 milhões para R$ 160 milhões.

Segundo o Ministério da Economia, a medida ocorre para ajudar a recomposição de cafezais, nas principais regiões produtoras, afetados por intempéries climáticas. Em nota, a pasta informou que a estiagem em algumas regiões e a chuva de granizou em outras não apenas comprometeram a safra de 2021 como poderiam afetar a produtividade na safra de 2022.

Os R$ 150 milhões saíram de linhas de crédito do Funcafé que executaram menos que o previsto. A maior parte, R$ 91,5 milhões, veio do orçamento para linhas de comercialização do produto. Os demais valores foram remanejados dos seguintes programas: R$ 39 milhões de linhas de aquisição de café e R$ 19,5 milhões de linhas de capital de giro para cooperativas, indústrias de café solúvel e de torrefação.

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Em nota, a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) informou que a liberação dos recursos para os cafezais afetados pela seca e pelos temporais de granizo representa uma grande conquista. A entidade fez o pedido em outubro e a decisão foi aprovada pelo Conselho Deliberativo de Política do Café (CDPC).

Edição: Fábio Massalli

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Ipea prevê menor crescimento do agronegócio em 2021

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 O agronegócio deve crescer 1,5% em 2020 e 1,2% no ano que vem. A projeção é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que reviu para baixo suas previsões. Na análise anterior, feita no mês passado, o instituto estimou crescimento de 1,9% e 2% para este ano e para 2021, respectivamente. Os novos números estão descritos na Carta de Conjuntura Agro publicada nesta semana.

A redução do crescimento guarda relação com a queda de estimativa de produção de trigo, café e cana-de-açúcar. A produção de carne bovina deve sofrer retração de 5,5%. Também há expectativa de decréscimo para produtos da exploração florestal e da silvicultura, da pesca e da aquicultura, para produção de peixe, crustáceos e moluscos.

As safras recordes de soja (alta de 4,6%) e milho (crescimento 2,6%) reduzirão o impacto negativo das lavouras em baixa, da pecuária de corte e de outros produtos. As previsões do Ipea são baseadas no prognóstico da produção agrícola do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nas projeções de safra da lavoura da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

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O diretor de estudos e políticas macroeconômicas do Ipea, José Ronaldo Souza Jr, assinala que o agronegócio manterá o “nível muito acima” de crescimento na comparação com outros setores de atividade econômica. Ele acrescentou que os possíveis resultados “não necessariamente irão induzir uma piora na economia”. Segundo o especialista, as reduções de produção, por exemplo, “não significam queda da atividade industrial ligada ao agro.”

Souza Jr admite que a redução da oferta de produtos agropecuários e, especialmente, a depreciação do real poderão manter o preço dos alimentos em alta neste fim de ano e em 2021. “A taxa de câmbio tem papel muito importante na formação de preços”, explica, citando que o dólar em alta tende a favorecer a exportação de produtos e pressionar os preços no mercado interno.

Conforme descrito em nota do Ipea, “as exportações brasileiras registraram crescimento de 6% de janeiro a outubro de 2020 na comparação com o mesmo período de 2019, impulsionadas pelo açúcar (63%) e carne suína (49%), soja (21%), algodão (21%) e carne bovina (20%).”

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Esse efeito poderá seguir a despeito da crise econômica provocava pela pandemia da covid-19 em todo o planeta. “Alimentos têm dinâmica bastante específica. A demanda por esses produtos manteve-se em alta mesmo no auge da crise no Brasil e em outros países”, destaca Souza Jr. No caso da soja, por exemplo, a alta de preço entre o segundo e o terceiro trimestre deste ano foi de 37,4% na comparação com 2019.

O dólar em alta também pressiona o preço de insumos como fertilizantes, defensivos agrícolas para a lavoura e ração para a criação de animais para o abate.

O Ipea ainda assinala que as contratações de crédito rural apresentaram bom desempenho entre julho e outubro, os primeiros meses do ano-safra 2020-2021, com a concessão de R$ 92,3 bilhões de crédito, “uma alta de 20,6% em relação ao mesmo período do ano passado”, contabiliza nota do instituto. Segundo o texto, “mesmo com a expansão do crédito, a inadimplência segue em níveis baixos.”

Edição: Fábio Massalli

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