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Deputados da Alesp aprovam texto-base do pacote fiscal proposto por Doria

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Brasil Econômico

Alesp
Reprodução/Alesp

Pacote fiscal foi aprovado pelos parlamentares na madrugada desta quarta-feira

Na noite desta terça-feira (13), a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou o texto-base do  pacote de ajuste fiscal proposto pelo governador João Doria para poupar despesas no Orçamento de 2021.

A proposta, que foi aprovada com algumas alterações e, por conta disso, exigirá ajustes na proposta Lei Orçamentária Anual de 2021, já enviada aos deputados pelo Governo do Estado, extingue estatais e fundações, reduz benefícios fiscais na cobrança de impostos e autoriza plano de demissão voluntária incentivada que pode atingir até 5 mil servidores.

Agora, os deputados devem realizar uma nova votação para definir se recusam ou não trechos que foram retirados do projeto original, como a extinção de entidades, alteração na cobrança do Imposto sobre Transmissão “Causa Mortis” e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos (ITCMD) e trecho que trata sobre o repasse dos superávits financeiros de 2019 de universidades, da Fapesp e de fundos ligados a funcionários da segurança pública ao Tesouro estadual.

“Quero parabenizar a Assembleia Legislativa pela aprovação do projeto. São mudanças necessárias e que se tornaram mais evidentes com a crise econômica causada pela pandemia do coronavírus. É uma questão de responsabilidade com a população de São Paulo, pois precisamos zelar pela manutenção de serviços públicos essenciais e avançar em políticas públicas que criem emprego e renda”, disse Doria , em nota divulgada pela assessoria.

Ainda de acordo com o texto, a aprovação do projeto fará com que o “governo tenha recursos para cobrir o déficit inicialmente estimado de R$ 10,4 bilhões nas contas de 2021, permite o equilíbrio orçamentário e a execução de ajustes ante os impactos econômicos provocados pela pandemia do coronavírus em 2021”.

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Dólar recua e Ibovespa apresenta alta, apesar da crise chinesa

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Apesar da ameaça de impacto global após o anúncio de calote da gigante chinesa do mercado imobiliário e de aquisições Evergrande ontem (20), o dólar fechou em queda hoje (21), em um movimento causado principalmente pela perspectiva de resolução para os precatórios.

Após oscilações entre 5,338 (+0,18%) e 5,263 (-1,23%) no decorrer do dia, a moeda norte-americana apresentou queda estável de 0,81%, cotada a R$ 5,28. A queda é a maior desde o último dia 13, quando o dólar fechou em queda de 0,84%.

Os mercados de ações dos Estados Unidos terminaram quase estáveis ​​nesta terça-feira, após a ampla liquidação no dia anterior. O banco central norte-americano (FED) realiza reunião de definição de políticas monetárias que deve durar até quarta-feira (22), quando as novas projeções econômicas deverão ser divulgadas. A possibilidade de um novo ajuste nas taxas de juros pode afetar os mercados até o final da semana.

O índice Dow Jones caiu 0,15%, e ficou em 33.920 pontos, enquanto o S&P 500 perdeu 0,081%, e ficou em 4.354 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançou 0,22%, a 14.746 pontos.

No Brasil, o Ibovespa avançou 1,29% e ficou em 110.249 pontos, a primeira alta após ter recuado 6,5% no acumulado das últimas cinco sessões. O volume financeiro da sessão somou R$ 29,8 bilhões.

Sobre o caso da empresa chinesa, nenhuma medida prática foi aplicada ainda. O presidente da Evergrande mostrou confiança e afirmou que a empresa “sairá de seu momento mais sombrio”. O governo chinês não sinalizou intervenção para resgatar a empresa da atual situação.

* Com informações da Reuters

Edição: Fábio Massalli

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Inadimplência do varejo deve ficar em 4,06%, estima Ibevar

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Inadimplência no varejo se manter estável em setembro, diz Ibevar
Reprodução: iG Minas Gerais

Inadimplência no varejo se manter estável em setembro, diz Ibevar

A estimativa de inadimplência do setor de varejo para setembro ficou em 4,06%. O resultado é 0,04 ponto percentual menor do que o índice efetivamente registrado em julho (4,1%). A previsão para setembro é uma média entre os índices mínimos e máximos estimados para os atrasos de pagamento de crédito com recursos livres, que ficaram entre 3,79% e 4,32%. Os dados são do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar).

A inadimplência para pessoas físicas com recursos livres mede todas as operações com parcelas com mais de 90 dias de atraso, com exceção das vinculadas a recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou outras fontes de dinheiro público.

Para o presidente do Ibevar, Claudio Felisoni de Angelo, a redução do índice reflete o cenário econômico com alta da inflação e do desemprego, com os consumidores cortando gastos.

“Por conta da crise política, econômica e sanitária no Brasil, em conjunto com a desvalorização do real e aumento da inflação, os preços dos produtos e mercadorias acabaram subindo bastante nos últimos tempos e, por isso, muitas pessoas tiveram que cortar gastos ou poupar o dinheiro para pagar suas contas”, ressaltou.

Angelo acredita que nos próximos meses alguns segmentos do varejo devam sofrer com a retração econômica. “Algumas categorias do varejo devem apresentar queda acentuada em sua comercialização, como de materiais de construção, móveis e eletrodomésticos, livros, jornais e revistas e entre outros”, acrescentou.

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