conecte-se conosco


Saúde

Estudo descreve padrão de propagação do novo coronavírus

Publicado

Saúde


source
A contaminação se dá de forma descontínua, mas exibe o mesmo padrão em diferentes escalas.
Foto: Divulgação

A contaminação se dá de forma descontínua, mas exibe o mesmo padrão em diferentes escalas.

Agência Fapesp  – O modelo mais usado para descrever a evolução de uma epidemia ao longo do tempo é chamado de SIR. A sigla é formada pelas letras iniciais das palavras suscetíveis (S), infectados (I) e removidos (R). A pessoa suscetível pode ser infectada, e a pessoa infectada será eventualmente removida, por imunização ou morte. Assim, as populações das três classes variam, enquanto a população total, dada pela soma dos indivíduos que compõem cada uma delas, é considerada constante na escala de tempo da contaminação epidêmica.

A função I(t), resultante do modelo, descreve o aumento da população infectada ao longo do tempo. A curva apresenta um ramo ascendente mais acentuado, correspondente à fase de intensa propagação do agente patogênico; um ponto máximo, correspondente ao pico de contaminação; e um ramo descendente mais suave, correspondente à lenta diminuição do contágio, até não haver mais nenhum indivíduo infectante. O modelo SIR tem sido aplicado em diversas análises sobre a pandemia provocada pelo novo coronavírus.

Veja Também  Ministério da Saúde descarta ter vacina para toda a população em 2021

“Embora esse modelo seja uma ferramenta muito útil para investigar a evolução temporal da pandemia, ele fornece poucos insights sobre como a infecção evolui no espaço. E isso é fundamental para planejamento de programas de distanciamento social que efetivamente protejam as populações ao mesmo tempo que diminuam os impactos socioeconômicos da pandemia”, diz à Agência Fapesp o pesquisador Airton Deppman , professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IF-USP).  Ele é um dos coordenadores do estudo Fractal signatures of the COVID-19 spread , publicado no periódico Chaos, Solitons & Fractals .

“Desenvolvemos um modelo que fornece uma boa descrição da evolução espacial e temporal das doenças epidêmicas. E pode ser útil para a formulação de políticas de distanciamento social, caso seja necessário enfrentar futuras pandemias”, diz o pesquisador.

Os resultados indicam que a propagação do novo coronavírus apresenta um caráter fractal, assim como acontece com muitas outras variáveis que descrevem a vida social. Isso significa que a contaminação se dá de forma descontínua, mas exibe o mesmo padrão em diferentes escalas. Um indivíduo contaminado contamina de início um grupo relativamente pequeno, com o qual mantém contato direto. Depois há um hiato na propagação, seguido de uma nova etapa na qual o pequeno grupo inicialmente contaminado passa a contaminar um grupo maior. E assim sucessivamente.

Veja Também  Sem dados de dois estados, Brasil registra 514 mortes por Covid-19

“Quando se constrói um gráfico cruzando o número de infectados pelo novo coronavírus e a população, e se quantifica nos dois eixos, x e y, as variáveis em escala logarítmica, a figura resultante é uma linha reta. Isso é típico de um fenômeno fractal, no qual o mesmo padrão se mantém em várias escalas”, explica Deppman.

O estudo investigou essa distribuição espacial a partir de dados da China, dos Estados Unidos e do Estado de São Paulo. E, depois, testou os resultados, comparando dados do Estado de São Paulo e da Europa. “O modelo conseguiu descrever com maior riqueza de detalhes a evolução temporal da contaminação. Como regra, há uma grande arrancada inicial, seguida de arrancadas menores, na medida em que o vírus vai passando de uma região para outra”, comenta o pesquisador.

Ele acredita que, com esse modelo, é possível encontrar um ponto ótimo para entrada e saída do isolamento, levando em conta a região.

Este texto foi originalmente publicado por Agência Fapesp de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND . Leia o original aqui .

Fonte: IG SAÚDE

Comentários Facebook

Saúde

Ministério da Saúde descarta ter vacina para toda a população em 2021

Avatar

Publicado


source
Vacina
Reprodução

Falta de estudos para algumas faixas etárias impossibilita imunização completa

Representantes do Ministério da Saúde afirmaram que não vai ter vacina para toda a população brasileira em 2021. Além do quantitativo insuficiente, há grupos que não estão participando dos testes, como crianças e gestantes, e que, por isso, não deverão ser imunizados inicialmente, explicou Francieli Fontana, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações da pasta.

“Nós definimos objetivos (com grupos prioritários) para a vacinação , porque não temos uma vacina para vacinar toda a população brasileira. Além disso, os estudos não preveeem estar trabalhando com todas as faixas etárias inicialmente, então não teríamos mesmo como vacinar toda a população brasileira”, afirmou Fontana.

Segundo a pasta, o público-alvo para a vacina ainda será definido, quando o imunizante estiver mais próximo de ser disponibilizado, devido à necessidade de se avaliar as características da substância, inclusive as indicações. Mas, segundo Franco, serão levados em conta os grupos com risco de ter o quadro grave da doença, a faixa etária, comorbidades e até “aspectos étnicos”.

Veja Também  Ministério da Saúde divulga informações sobre o combate à covid-19

O secretário-executivo afirmou que a população estará segura, mesmo com grupos não vacinados, comparando o esquema de imunização da Covid-19 com a da gripe (influenza), que ocorre todos os anos com meta de alcançar 80 milhões de brasileiros.

“O fato de determinados grupos da população não serem imunzados não significa que não estão seguros, porque outros grupos que convivem com aqueles estão imunizados e dessa forma não vão ter a possibilidade de se contaminar com a doença. É por esse motivo que não vacinamos toda a população, por exemplo, contra a influenza”, disse.

Ele afirmou que, mesmo do ponto de vista internacional, não há expectativas de se ter vacina para todos, citando que a Covax Facility, consórcio internacional para produção de imunizantes contra a Covid-19 , tem como objetivo “um aceso a 2 bilhões de doses para vacinar todo o mundo”.

“E por aí nós verificamos que é uma meta bastante ambiciosa, porque não se imagina que haverá vacina para se vacinar todos os cidadãos do planeta Terra”, destacou o secretário.

Veja Também  Ministério da Saúde descarta ter vacina para toda a população em 2021

No Brasil, há quatro vacinas sendo testadas. Nesta sexta-feira, o laboratório Janssen-Cilag , responsáve por um dos estudos no país, enviou um pacote de dados sobre eficácia e segurança verificadas nas pesquisas para avaliação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O objetivo, com o envio parcial dos dados, conforme são produzidos, é agilizar um futuro pedido de registro na agência reguladora . O método, chamado de submissão contínua, foi criado para o contexto da pandemia, que exige urgência dos órgãos públicos. Tradicionalmente, todas as informações só são enviadas ao final das pesquisas.

O Janssen-Cilag é quarto laboratório a enviar os dados à Anvisa . Com isso, todas as farmacêuticas com pesquisa de vacinas em andamento no Brasil já iniciaram a remessa de informações ao órgão. Nenhum solicitou ainda o registro da vacina.

O governo federal apoia, inclusive com recursos alocados, a vacina desenvolvida pela AstraZeneca em parceria com a Universdade de Oxford, que poderá ser fabricada pela Fiocruz no país, caso aprovada pela Anvisa.

Fonte: IG SAÚDE

Comentários Facebook
Continue lendo

Saúde

ABC paulista pede ajuda ao governo de SP para ampliar leitos de Covid-19

Avatar

Publicado


source
leito de UTI do SUS
Marcelo Casal/EBC

Cidades do ABC paulista registraram alta de casos e de internações nos últimos 30 dias

O Consórcio Intermunicipal Grande ABC, que abrange as cidades de Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, pediu auxílio ao governo de São Paulo aumentar a quantidade de  leitos para Covid-19 nos hospitais Mario Covas, em Santo André, e Serraria, em Diadema.

O ofício foi encaminhado nesta sexta-feira (27) em caráter de urgência, citando o aumento da taxa de internação em unidades de terapia intensiva dos hospitais municipais nos últimos dias. As cidades temem que, em breve, faltem leitos para os doentes.

Segundo o Consórcio, a ocupação nos leitos de UTI para Covid-19 subiu de 44% para 65% nos últimos 20 dias. Em Diadema e Mauá a ocupação das UTIS já está acima de 80%.

Veja Também  Mais de 300 pessoas aguardam transferência para leitos de Covid-19 no Rio

Segundo dados da Fundação Seade, a região registrou alta de 32,1% nos casos nos últimos 30 dias. Já as mortes caíram 17,1% nesse período no grande ABC.

Medidas de distanciamento social

O Consórcio também recomendou aos sete municípios que aumentem as restrições para evitar aglomerações.

Em São Bernardo do Campo as restrições já valerão a partir de segunda-feira. O município vai reduzir a permissão de ocupação de 60% para 50% em bares, restaurantes, buffets, salões de beleza, shoppings e comércio em geral.

Os bares e restaurantes só poderão receber clientes até às 21h. As atividades precisam ser encerradas às 22h. Música ao vivo também está proibida na cidade.

Já a ocupação de academias passa de 60% para 40%, com funcionamento de seis horas por dias. Vestuários, chuveiros e piscinas vão permanecer fechados.

Reclassificação do Plano São Paulo

Segunda-feira (30), dia seguinte às eleições municiais, a gestão Doria (PSDB) vai apresentar a recalibragem do plano de abertura econômica.

Também já houve recomendação do Centro de Contingência da Covid-19 para aumentar as restrições em algumas regiões.

Veja Também  Ministério da Saúde divulga informações sobre o combate à covid-19

Segundo informações da CNN , a Secretaria Estadual de Saúde informou que vai repassar ainda em 2020 mais R$ 8 milhões para o município de São Bernardo do Campo para assistência a casos de Covid-19 no Hospital de Urgência de São Bernardo.

A pasta afirmou ainda que mantém 62 leitos exclusivos para a doença no Hospital Mário Covas e no Hospital de Diadema e que há vagas disponíveis para atendimento aos casos graves do coronavírus nas duas unidades.

Fonte: IG SAÚDE

Comentários Facebook
Continue lendo

Policial

Política

Mato Grosso

Mais Lidas da Semana