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Custos industriais caem 1,5% no segundo trimestre

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O Indicador de Custos Industriais caiu 1,5% no segundo trimestre de 2020, comparado ao período anterior, segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A entidade considera a redução “um alívio” para o setor, mas espera para os próximos meses aumento do preço dos insumos, por impacto da alta do dólar.

“Percebemos que a maioria dos fatores que puxaram esse índice para baixo é transitória. Os impostos foram adiados, mas serão pagos. O custo de energia, com a retomada da economia, tende a aumentar. O mesmo vale para os custos com pessoal e com capital de giro. Os preços dos insumos subiram bastante, em parte devido à queda temporária da oferta em razão da crise e também à desvalorização do real. Temos um problema que começa a aparecer e que vai ficar patente assim que as medidas emergenciais tiverem seu fim”, avalia o gerente executivo de Economia da CNI, Renato da Fonseca.

O índice de custo com bens intermediários subiu 6,2%, reflexo do impacto do câmbio no aumento do preço dos insumos, nacionais e importados. O custo com bens intermediários importados cresceu 17,1% e o custo com bens intermediários nacionais aumentou 4,1%. Segundo a CNI, esse resultado também é influenciado pela taxa de câmbio, à medida que o dólar mais caro incentiva a exportação dos insumos produzidos no país, com aumento de preços para a demanda interna.

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Custos tributários 

Nos componentes do índice, há quedas acentuadas, como a de 21,2% no custo tributário, devido à postergação do prazo de pagamento de impostos, ao recuo de 19,2% no custo do capital de giro, que ocorreu pelas medidas de aumento da liquidez do Banco Central, e de 6,6% no custo com pessoal, pelos acordos de redução de jornada e salário.

Houve queda de 9% no custo com energia, o que se deve à menor demanda por combustíveis devido à menor circulação de pessoas e menor atividade econômica.

Segundo a CNI, os custos caíram mais que os preços das mercadorias produzidas, indicando ganho de lucratividade da indústria brasileira no segundo trimestre. Enquanto os custos caíram 1,5%, os preços das mercadorias produzidas recuaram 0,1%.

Edição: Graça Adjuto

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Ministra da Agricultura diz que nova safra pode reduzir preço do arroz

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A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, disse hoje (29) que o preço do arroz poderá ser reduzido com a chegada da nova safra, em janeiro. A ministra participou da live do presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais e explicou as medidas que foram tomadas para conter o preço do produto nas prateleiras dos supermercados. 

Tereza Cristina explicou que a pandemia da covid-19 desequilibrou o mercado de grãos em todo o mundo. Segundo a ministra, a pandemia provocou aumento no consumo do produto pelos brasileiros e o preço aumentou. Para conter o aumento, o Brasil autorizou a importação da Guiana e do Paraguai para equilibrar o mercado. 

“No mundo houve um desequilíbrio em vários preços dos produtos das commodities. O arroz foi um desses. Nós passamos a comer mais arroz, o auxílio emergencial fez também o aumento dessa demanda. Nós, em setembro, tiramos o imposto de importação, ele parou de subir e hoje tem ligeira queda. Vamos ter nova sofra chegando em janeiro e os preços vão reduzir”, afirmou a ministra. 

Plano Safra

A ministra também informou que todos os recursos previstos no Plano Safra deste ano foram contratados e estão sendo investidos pelo setor agrícola, por exemplo, na construção de instalações para produção de aves, suínos e confinamento de gado. 

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“O Plano Safra foi um sucesso e hoje nós temos um bom problema, porque o dinheiro de investimento já terminou praticamente”.

A ministra disse ainda que os recursos do plano também estão sendo utilizados na agricultura familiar. Além disso, vários títulos de regularização de terras já foram entregues para produtores rurais que fazem parte do programa. 

“Nós estamos trabalhando para fazer assistência técnica, e o dinheiro do Plano Safra foi muito maior para esse público da pequena agricultura”.

Edição: Liliane Farias

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Obra de Tarsila do Amaral à venda por R$ 40 milhões em feira on-line

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Brasil Econômico

Idílio
Reprodução/Pinterest

“Idílio” – Tarsila do Amaral, 1929.

A galeria paulistana Bergamin & Gomide está pedindo pela obra Idílio, feita em 1929, pela artista Tarsila do Amaral (1886-1973), o valor de US$ 7 milhões, cerca de R$ 40 milhões. A venda da obra será feita na feira Tefaf , que ocorre de 30 de outubro a 4 de novembro. Pela primeira vez, devido à pandemia do novo coronavírus, o evento será online, com apenas uma obra apresentada por galeria, o que também é novidade.

A tela em questão pertence a um colecionador brasileiro, cujo nome é mantido em sigilo. O motivo pelo qual ele quer se desfazer da obra é desconhecido, entretanto só permitirá que ela saia do país com novo dono. Por esse motivo, escolheu a Tefaf digital, pois, caso optasse por um leilão tradicional , ele precisaria permitir que a tela viajasse, correndo riscos de danificá-la.

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O valor é provavelmente o mais alto já pedido por uma obra da Tarsila em uma feira. As suas telas raramente se encontram disponíveis no mercado de arte . As que aparecem, geralmente, são de fases mais tardias e menos valorizadas da pintora.

Fundada em 2012, a Bergamin & Gomide pertence a Antonia Bergamin e Thiago Gomide. Localizada nos Jardins, em São Paulo, é uma espécie de continuação da galeria do pai de Antonia, a Bergamin, criada 12 anos atrás. A atuação é no chamado mercado secundário, que consiste, principalmente, na revenda de obras de artistas falecidos. O único representado atualmente pela galeria é o ilustrador Marcelo Cipis.

O pai de Antonia, Jones Bergamin, é dono da casa de leilões Bolsa de Arte . Ele ficou famoso pelos leilões que promovia no Copacabana Palace. Inclusive, uma das lembranças da infância de Antonia, é de brincar, no hotel, com uma das esculturas da série “Bichos”, da mineira Lygia Clark.

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