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CMN amplia ajuda para combater efeitos da covid-19 na economia

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O Conselho Monetário Nacional (CMN) ampliou o escopo e prorrogou o prazo de medidas de ajuda para estimular o crédito e reduzir o impacto da pandemia sobre a economia. Os níveis mínimos de provisionamento (recursos parados no caixa dos bancos), que valiam apenas para alguns programas, foram estendidos para todas as operações amparadas em programas federais de crédito.

Até agora, a aplicação de níveis mais baixos de provisionamento estava restrita aos empréstimos do Programa Emergencial de Suporte a Empregos (Pese). Com a decisão de hoje (24), qualquer operação custeada parcialmente com recursos da União passará a exigir volume menor de recursos parados sobre a parcela da operação custeada pela instituição financeira.

A medida beneficiará ações como o Programa Emergencial de Acesso ao Crédito (Peac-FGI), o Peac-Maquininhas e o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).

De acordo com o chefe do Departamento de Regulação do Banco Central (BC), João André Pereira, a medida foi necessária porque somente o Pese estava em vigor quando o novo modelo de provisionamento foi adotado. Os demais programas foram criados mais tarde.

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Por meio dos provisionamentos, as instituições financeiras deixam recursos parados em caixa para cobrir o risco de inadimplência nas operações de crédito. Ao operarem empréstimos com recursos federais, os bancos assumem o risco de calote por parte dos mutuários, usando os provisionamentos para cobrirem eventuais prejuízos. Quanto maior o provisionamento, menor o volume emprestado.

Prazos

O CMN também prorrogou o prazo de vigência das medidas que permitiam classificar os empréstimos renegociados entre 1º de março e 30 de setembro para o nível em que estavam classificadas em 29 de fevereiro deste ano. A reclassificação poderá ser aplicada a renegociações feitas até 31 de dezembro.

Com a medida, mutuários que ficaram inadimplentes durante a pandemia de covid-19 e renegociaram a dívida não terão de pagar juros mais altos ao contratarem novos empréstimos no sistema financeiro. Isso porque a classificação de risco do empréstimo com problemas não será alterada e não afetará o nome do tomador.

O prazo para dispensar a caracterização de uma operação de crédito inadimplente como ativo problemático da instituição financeira também foi estendido, passando a alcançar operações reestruturadas entre 16 de março e 31 de dezembro de 2020. O prazo anterior também terminava em 30 de setembro.

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Edição: Fábio Massalli

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Ex-ministro Abraham Weintraub é reeleito diretor-executivo do Banco Mundial

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Brasil Econômico

Abraham Weintraub falando ao microfone
Agência Brasil

Abraham Weintraub, ex-ministro da Educação e atual diretor-executivo do Banco Mundial

O ex-ministro da Educação  Abraham Weintraub  foi reeleito nesta sexta-feira (30) para mais dois anos de mandato como diretor-executivo do conselho do  Banco Mundial . A informação foi divulgada pela própria instituição hoje e o mandato começa no domingo (1º).

Weintraub já ocupava a diretoria-executiva do banco como substituto, em uma espécie de “mandato-tampão” que termina neste sábado (31).

Segundo o Banco Mundial, o ex-ministro foi eleito como representante de Brasil, Colômbia, República Dominicana, Equador, Haiti, Panamá, Filipinas, Suriname e Trinidad e Tobago.

Weintraub deixou o MEC em junho, em meio a uma série de polêmicas. Alvo de dois inquéritos – um que  apura declarações racistas contra chineses e outro sobre ameaças a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Weintraub foi indicado pelo governo Bolsonaro para uma vaga fora do país.

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Além disso,  o ex-ministro chamou os ministros do STF de “vagabundos” e disse que todos eles deveriam ser presos na reunião ministerial de 22 de abril. O comentário deixou o clima ainda pior para que Weintraub continuasse no governo.

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Dólar cai nesta sexta, mas fecha mês valendo R$ 5,737, com alta de 2,17%

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Agência Brasil

Dólar
O Dia

Dólar chegou a ultrapassar R$ 5,80 nesta sexta

Graças a uma intervenção do Banco Central (BC), o dólar encerrou a sexta-feira (30) em queda, mas acumulou, em outubro, alta pelo terceiro mês seguido. A bolsa de valores caiu pela quarta vez na semana e encerrou o mês com o pior desempenho semanal desde o início da pandemia do novo coronavírus, em março.

O dólar comercial fechou esta sexta-feira vendido a R$ 5,737, com recuo de R$ 0,027 (-0,47%). A divisa ultrapassou a barreira de R$ 5,80 perto das 12h, forçando o Banco Central (BC) a intervir no câmbio, vendendo US$ 787 milhões das reservas internacionais à vista. Somente por volta das 13h, a cotação passou a cair, passando a operar em baixa no restante do dia.

Apesar da queda nesta sexta-feira, o dólar subiu 1,97% na semana e encerrou outubro com alta de 2,17% . Em 2020, a divisa acumula valorização de 43%.

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Ações

No mercado de ações , o dia também foi marcado pela cautela. Depois de uma recuperação ontem (29), o índice Ibovespa, da B3, fechou o dia com recuo de 2,72%, aos 93.952 pontos. O indicador acumulou queda de 7,22% na semana, o pior desempenho para uma semana desde março.

O Ibovespa , que vinha numa trajetória de alta e chegou a operar acima dos 100 mil pontos na semana passada, despencou nesta semana, revertendo os ganhos recentes. Em outubro, o índice acumulou queda de 0,69%.

O avanço nos casos de covid-19 na Europa abalou os mercados globais nos últimos dias. A imposição de novas medidas de lockdown em diversos países do continente influenciou as projeções de recuperação da economia europeia.

O mercado também está sendo influenciado pelas tensões com a proximidade das eleições norte-americanas , na próxima terça-feira (3). A indefinição no resultado e a possibilidade de contestação de votos enviados pelos correios tem deixado os investidores nervosos em todo o planeta.

*Com informações da Reuters

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