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“São Paulo é a cidade da burocracia e não da oportunidade”, diz Felipe Sabará

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Filipe Sabará, candidato à Prefeitura de São Paulo pelo Novo


O empresário, ex-secretário municipal de Assistência e Desenvolvimento Social de São Paulo, na gestão João Dória, e candidato à prefeitura de São Paulo,  Felipe Sabará (NOVO) declarou em entrevista ao vivo ao portal iG com os elegíveis municipais de 2020 nesta terça-feira (22) que “São Paulo se tornou a cidade da burocracia e não é mais a cidade da oportunidade no Brasil, como já fomos”.

Sabará enfatizou que no período pós-pandemia do novo coronavírus (Sars-cov-2) a gestão municipal deve se dedicar a promover a geração de empregos e o aumento da renda. “São Paulo tem uma oportunidade única de fomentar a renda nas perfiferias, por conta dos muitos microempreendedores”, disse.

Alinhamento com Bolsonaro e Direita

Para isso, Sabará defende a implementação de uma agenda liberal  ampla que visa a desburocratização e privatização dos serviços púbicos municipais. Questionado sobre o alinhamento polítio com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o candidato afirmou que fica restrito ao plano econômico. A companheira de chapa do político do NOVO é a economista Marina Helena, ex-secretária de Desestatização do Ministério da Economia, na gestão Guedes.

“O alinhamento que a gente tem com a economia e com as políticas liberais do Guedes tem a ver com o enxugamento da máquina. Coisas que não estão acontecendo por causa do mal gasto da prefeitura. Na pauta econômica temos alinhamento com o Paulo Guedes. Mas temos alinhamento político com a população”, disse.

“O relacionamento tem que ser bom tanto no governo do estado quanto no governo federal para conseguir fazer algo em uma cidade tão grande”, complementa.

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Sabará nega o rótulo de centro-direta e afirma ser um candidato da ” direita raiz ” que, segundo ele, “é ter o foco no cidadão e não na burocracia estatal. Direita raiz é a raiz da liberdade. Cansamos de ver a burocrácia sufocar o cidadão. Por isso o Novo existe. Direita raiz é fazer as coisas funcionar e romover melhora da renda”.

Caso eleito, Sabará pretende colocar em prática propostas como a reforma administrativa do funcionalismo público municipal, que deve ser votada pela Câmara, mas promete tomar medidas mais radicais na agenda de direita utilizando sua prerrogativa de prefeito, sem passar pelos vereadores, como:

Aglutinar as 28 secretarias existentes em 8 supersecretarias e pautar na Câmara a extinção de algumas pastas;

– Acabar com a nomeação de subprefeitos e criar processos seletivos para a escolha dos gestores da Subprefeituras (algumas pessoas envolvidas na campanha de Sabará já estão inscritas no processo caso ele assuma a prefeitura);

– Privatização de todas as autarquias e estatais, com destaque para a PRODAM (Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Munícipio de São Paulo) para que o trabalho remoto seja universalizado na cidade;

“Aqui em São Paulo temos uma oportunidade enorme de fazer as reformas e melhorar a vida do cidadão que não aguenta mais uma prefeitura que sufoca o povo”, argumenta.

“Aqui em São Paulo precisamos fazer uma reforma urgente, isso é ponto pacificado, a não ser na esquerda, que não entende a necessidade e por seus interesses de um estado grande e paternalista. Quem trabalha não é valorizado e que não trabalha é valorizado igual. É necessário fazer uma avaliação realista para que os bons servidores, que são a maioria, sejam valorizados”, argumenta

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Pandemia, educação e volta às aulas

Sabará avalia que a gestão Covas errou ao priorizar a reabertura do comércio em vez da reabertura das escolas e defende que as aulas retornem imediatamente atendendo os protolos de saúde e segurança necessários.

“Na minha opinião a Prefeitura errou. Por isso, eu acredito que a maior parte da população quer trocar o prefeito e as últimas pequisas mostraram isso. Estamos pagando esse serviço público de educação essencial, que deve estar funcionando com todos os protocolos. Os pais precisam ter o direito de escolher se mandam os filhos para a esocla e o municipio precisa deixar essas escolas abertas”, diz.

O candidato também criticou o governo Bruno Covos por, na visão dele, utilizar recursos públicos em ” zeladoria atrasada para maquiar a cidade “. Segundo Sabará, a melhor estratégia para o município seria a de concentrar os recursos na educação e na saúde neste período de pandemia, ao invés de realizar gastos em obras que não foram feitas em quatro anos.

Ainda sobre a volta às aulas, o candidato apontou, com base em dados do IDEB, que a cidade de São Paulo vive um déficit de português e matemática na educação básica e apresentou a sua proposta de realizar avaliações continuas a cada 3 meses para mudar os métodos de ensino caso não estejam satisfatórios. 

Além disso, Sabará defende a abertura das escolas ao finais de semana para ampliar o ambiente e aprendizagem, bem como transferir os Centros da Criança e do Adolescente (CCA) para a pasta da Educação para que as crianças tenham atividades de reforço no contra turno escolar.

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Deputados pedem a artistas brasileiros apoio para salvar o Pantanal

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Gustavo Sales/Câmara dos Deputados
Artistas e personalidades em defesa dos Biomas Brasileiros. Atriz, Lucélia Santos
Lucélia Santos: “Todos sabemos que o sistema protetor do meio ambiente está sendo desmontado de forma criminosa e irreversível”

Artistas brasileiros foram convidados nesta quinta-feira (29) a emprestarem suas vozes e artes para defender o Pantanal – bioma brasileiro que teve 21,9% da área destruída por incêndios neste ano. O convite foi feito por parlamentares da comissão externa da Câmara dos Deputados que acompanha o combate às queimadas em biomas brasileiros.

“Com artistas e as mais variadas personalidades engajadas, certamente lançaremos luzes sobre os problemas e, de forma coletiva, enfrentaremos as causas e consequências dessa tragédia”, diz a carta-convite lida pelo deputado Paulo Teixeira (PT-SP) durante a reunião virtual. “O resultado desta comissão precisa ser comunicado”, acrescentou Teixeira.

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a área total queimada no Pantanal em 2020 já é a maior desde 2002, atingindo 32.910 km² (21,9% de um total de 150 mil km² de área). No acumulado do ano, os dados revelam que o Pantanal já abriga 21.084 focos de incêndio, 68,18% acima do número recorde registrado em 2005: 12.536 ocorrências.

Coordenadora do colegiado, a deputada Professora Rosa Neide (PT-MT) ressaltou que a carta é assinada pelos 23 deputados da comissão externa e pediu que os artistas sejam embaixadores da causa ambiental. “Cada artista que puder gravar um vídeo com cápsulas de educação ambiental já estará ajudando muito”, destacou.

Ao comentar os incêndios no Pantanal, a atriz Lucélia Santos lamentou a morte de animais. “Vê-los em tanto sofrimento é insuportável”, disse. Comprometida em assinar a carta, a atriz disse que não se deve deixar de politizar a questão. “Todos sabemos que todo o sistema protetor do meio ambiente está sendo desmontado de forma criminosa e irreversível. E isso tem nome e sobrenome”, afirmou a atriz.

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Também com críticas à atual política ambiental do governo federal, o ator Marcos Palmeira criticou diretamente o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. “É impossível não falar em um ministro do Meio Ambiente que odeia o meio ambiente. Nunca vi isso”, criticou Palmeira.

Para ele, existe uma grande dificuldade de comunicar a importância do meio ambiente e o que está realmente acontecendo para as pessoas. “Ficar só batendo no inimigo não dá muito resultado e você acaba fortalecendo ele. Temos que pulverizar o discurso e mobilizar as pessoas”, observou.

Os atores Rainer Cadete, Dira Paes, Letícia Sabatella e Thiago Lacerda e a roteirista Edmara Barbosa, autora de uma nova versão da novela Pantanal, baseada na obra original de seu pai, Benedito Rua Barbosa, também se manifestaram. “Estou fazendo uma força-tarefa, juntado brigadistas, para ir ao Pantanal e ensinar as pessoas a replantar, para que se possa de novo viver da terra, disse Barbosa.

Rainer Cadete destacou que é preciso parar de separar o homem da natureza. “Nós somos a natureza. A relação dos povos indígenas com a natureza é humanizada: a terra é a mãe, o rio é o tio, a montanha é o avô”, explicou.

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Letícia Sabatella demonstrou preocupação com o que será feito com toda a área destruída. “Precisamos nos preocupar com o que vai surgir ali”, alertou a atriz.

O deputado Alessandro Molon (PSB-RJ) chamou atenção para o fato de que a reconstrução é muito mais demorada do que a destruição e defendeu o protagonismo do Congresso Nacional na aprovação de propostas que impeçam ou reduzam a destruição do Pantanal. “O Congresso tem que assumir o protagonismo e aprovar propostas como Projeto de Lei 9950/20. Peço o apoio de vocês para aprovar essas propostas”, disse.

 

Defesa do governo
Parlamentares da base governista têm rejeitado as críticas à política ambiental conduzida pelo ministro Ricardo Salles. O deputado Lucio Mosquini (MDB-RO), que é vice-líder do governo na Câmara, afirmou mais cedo, nesta quinta-feira, que a condução do ministro é compatível com o plano de governo aprovado nas urnas. “Não podemos ter uma legislação ambiental somente policialesca, em que o poder, a ferro e fogo, impera por meio de multas exorbitantes”, disse.

Segundo ele, a estiagem de mais de 90 dias  contribuiu para o aumento das queimadas neste ano. “O Pantanal é maior do que muitos países e não é da noite para o dia que se vai conseguir apagar um fogo com aquelas proporções.”

Reportagem – Murilo Souza 

Edição – Pierre Triboli

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Relatório do impeachment de Witzel é entregue ao Tribunal Misto

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Agência Brasil

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Fernando Frazão/Agência Brasil

O governador afastado entregou, no dia 19 deste mês, sua defesa ao Tribunal Misto


O relator do processo de  impeachment de Wilson Witzel , deputado Waldeck Carneiro (PT), entregou, nesta quinta-feira (29), ao  Tribunal Especial Misto o relatório sobre a denúncia contra o governador afastado do Rio de Janeiro.


“Li e considerei tudo o que tem a ver com o processo de impeachment, mas o relatório é, como o nome diz, um relato dos fatos. Ainda não é um juízo ou posicionamento do relator”, disse o deputado estadual, após detalhada análise da defesa de Witzel. Waldeck Carneiro disse, porém, que só revelará seu voto na sessão da próxima quinta-feira (5), no Tribunal de Justiça.

O parlamentar ressaltou que buscou a neutralidade ao elaborar o relatório, que contém aproximadamente 150 páginas e reconstitui os fatos que constam da denúncia e as alegações apresentadas na defesa prévia de Witzel.

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Composto por cinco deputados estaduais e cinco desembargadores, o Tribunal Especial Misto decidirá por maioria simples (6 votos) se será instaurado o processo. O presidente do TJRJ e do Tribunal Misto, desembargador Claudio de Mello Tavares, só vota em caso de empate. Na hipótese de se decidir pela não instauração, o processo será arquivado.

O governador afastado entregou, no dia 19 deste mês, sua defesa ao Tribunal Misto, na qual afirma que o histórico recente de corrupção no estado do Rio de Janeiro contribuiu para que os fatos que são objeto do processo ensejassem conclusões precipitadas sobre a sua suposta culpa.

O documento diz que todas as provas colhidas relativas às alegadas fraudes no sistema de saúde convergiram exclusivamente para a responsabilização do ex-subsecretário estadual de Saúde Grabriell Neves e de Edmar Santos, ex-secretário de Saúde.

De acordo com o Tribunal Misto, o processo de impeachment segue o seguinte trâmite : um acórdão será redigido no prazo de dez dias e, em seguida, abre-se prazo de 20 dias para apresentação de defesa. Depois disso, o presidente do Tribunal Especial Misto marca nova sessão para definir o calendário de instrução e julgamento. Findo o prazo do calendário, tanto acusação quanto defesa terão 10 dias para as alegações finais e, em seguida, será realizado o julgamento.

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O Tribunal Especial Misto decide pela condenação ou absolvição de Witzel . Em caso de condenação, o tribunal decide também sobre a inabilitação para o exercício de função pública por cinco anos. É necessário o quórum de dois terços (7 votos) para condená-lo em ambas as votações.

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